Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O seleccionador nacional de Futsal, Nadir Narotam, anunciou a lista final dos 19 jogadores que vão representar a selecção nacional da modalidade na eliminatória diante da Mauritânia, de acesso ao Campeonato Africano das Nações.

Com ambições de ultrapassar o único adversário que separa o país do CAN de Marrocos, ainda neste ano, o seleccionador nacional chamou os melhores, com destaque para a estreia absoluta de Lineu Alberto Máquina, do Grupo Desportivo Xicomo (GDX), bem como os regressos de Mário Jona e Vasco Mahoesse (Maputo Futsal), Ziraldo António (GDX) e Ricardo Ferreira, atleta que actua no Ripollet, da Espanha.

Com o leque dos jogadores convocados, Nadir Narotam procura o regresso à fase final da prova, depois de não ter disputado o CAN de 2024, que também teve lugar em Marrocos. A ambição é voltar a fazer história, tal como aconteceu em 2016, na África do Sul, quando terminou em terceiro lugar, assegurando lugar no Mundial da modalidade que decorreu na Colômbia, no mesmo ano. Sua melhor posição foi o segundo lugar alcançado em 2004, numa competição que organizou e perdeu na final diante do Egipto.

Ademais, Narotam quer levar a selecção nacional à sua quinta fase final do CAN, depois das participações nas provas de 2004, 2008, 2026 e 2020.

Agora, o combinado nacional defronta a Mauritânia na única eliminatória, uma selecção sem grande histórico na modalidade, e por isso ao nível da selecção nacional.

O jogo da primeira mão será disputado entre os dias 3 e 4 de Fevereiro, em Rabat, Marrocos, enquanto a segunda mão terá lugar em solo moçambicano, nos dias 7 ou 8 de Fevereiro. O vencedor da eliminatória garante presença na fase de grupos do CAN Futsal 2026, a maior prova continental da modalidade, a ter lugar em Marrocos.

Eis a Lista final dos convocados: 

Liga Desportiva de Maputo: Carlos Júnior, Fernando de Sousa, Xavier Márcio e Délcio Zandamela;

Maputo Futsal Clube: Zaid Pananchande, Vasco Mahoesse, Idelson Benesse, Oséias dos Santos, Mário Jona e Amin Dale;

Petromoc FC: André Mangue, Abílio Levessene e Chume Júnior;

Escola de Condução Planalto: Ivan Andrade e Taimo Reginaldo; 

Grupo Desportivo de Xicomo (GDX): Ziraldo António e Lineu Alberto Máquina;

Ferroviário de Nampula: Eugénio Mendes;

Internacional: Ricardo Ferreira – F.S. Ripollet (Espanha).

A Confederação Africana de Futebol (CAF) nomeou um quarteto moçambicano para dirigir o jogo da terceira jornada da Liga dos Campeões africanos, edição 2025/2026 entre o Simba SC da Tanzânia e o Espérance Sportive de Tunis da Tunísia.

A nomeação da CAF recaiu no árbitro internacional Celso Alvação, designado como árbitro principal, que será auxiliado por Zacarias Horácio Balói (árbitro assistente 1) e Venestâncio Tomás Cossa (árbitro assistente 2).

O quarteto é completado com a nomeação de Simões Bernardo Guambe, que será o quarto árbitro do encontro agendado para o próximo dia 01 de Fevereiro, às 16h00 no Estádio Benjamin Mkapa, em Dar es Salaam, na Tanzânia.

Para além do quarteto nacional, a CAF nomeou Amir Abdi Hassan, da Somália, como comissário do jogo, Moses Ojwang Osano, do Quénia, como avaliador de arbitragem, e Youcef Koudri, da Argélia, como coordenador geral.

Os jogadores, equipa técnica e todo o staff dos Mambas já receberam o prémio de 500 mil meticais prometido pelo Governo pela histórica campanha feita no Campeonato Africano das Nações de Marrocos. A informação foi avançada pelo Ministério da Juventude e Desporto, nas redes sociais oficiais.

O velho ditado “promessa é dívida” não faz parte do dicionário do Ministério da Juventude e Desporto, que se desdobra em cumprir todas as promessas que faz em tempo útil.

Depois da brilhante campanha dos Mambas no CAN de Marrocos, que terminou no domingo, onde a selecção nacional alcançou a primeira vitória de sempre numa fase final, bem como a qualificação, pela primeira vez, para os oitavos-de-final, os jogadores tinham pedido que a premiação fosse dada antes do término da prova continental.

Na altura, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, garantia que o Governo estava a criar todas as condições para que a premiação fosse dada o quanto antes. E a promessa foi cumprida logo a seguir à final do CAN.

De acordo com uma nota divulgada nas redes sociais da instituição, o Ministério da Juventude e Desporto refere que foi cumprida a promessa do Presidente da República feita aos Mambas.

“Por orientação de Sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e com o apoio de parceiros estratégicos, o Governo de Moçambique, cumpriu integralmente a premiação atribuída à Selecção Nacional de Futebol, os Mambas, pelos feitos alcançados no Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025”, escreve o MJD, realçando que no quadro da decisão foi assegurada a atribuição global de 50 000,00 MT a cada membro da delegação oficial, nomeadamente atletas, equipa técnica e staff de apoio, “em reconhecimento da campanha histórica que culminou com a qualificação para os oitavos-de-final da maior competição africana de futebol”.

Segundo o Ministério da Juventude e Desporto, a medida reafirma o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável do desporto, bem como “o reforço das parcerias institucionais e a criação de condições para que conquistas históricas deixem de ser episódios isolados e passem a constituir um padrão consistente de desempenho ao mais alto nível”.

Ademais, o MJD diz que a atribuição do prémio é mais do que um incentivo financeiro, “este gesto traduz um reconhecimento político e institucional do esforço colectivo, da disciplina e da dedicação dos Mambas, consolidando o desporto como um poderoso factor de unidade nacional, orgulho colectivo e fonte de inspiração para a juventude moçambicana”, salientando que a operacionalização do pagamento foi assegurada pelo Fundo de Promoção Desportiva, no âmbito da sua competência institucional de financiamento ao desporto de alta competição.

 

Mambas sobem um lugar no ranking da FIFA 

A selecção nacional de futebol, os Mambas, teve uma ligeira subida no ranking da FIFA, actualizado nesta segunda-feira à noite, um dia após o término do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

Os Mambas saem da posição 102 e passam a ocupar o 101.º lugar, agora com de 1224,31 pontos. Uma subida que acontece graças à histórica campanha feita na fase final do CAN de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória de sempre, diante do Gabão, por 3-2, e a primeira qualificação aos oitavos-de-final da prova africana.

Apesar da subida ligeira, os Mambas continuam à frente de vários países lusófonos, sendo a quinta melhor da CPLP e a terceira dos PALOP, atrás do Brasil (5º colocado), Portugal (6º), Cabo Verde (67) e Angola (89), todas que mantiveram as suas posições relativamente ao ranking anterior.

Recorde-se que, no CAN, os Mambas disputaram quatro jogos, nomeadamente diante da Costa do Marfim (derrota por 0-1), Gabão (vitória por 3-2), Camarões (derrota por 1-2) e Nigéria (derrota por 0-4, nos oitavos-de-final), regressando com uma participação melhor de todas as campanhas.

Ao nível do continente africano Moçambique, ocupa a 12ª posição.

Ao nível de outras selecções, o destaque vai para Senegal, campeão africano de futebol, que ascendeu sete lugares e ocupa agora a 12ª posição do ranking mundial e a segunda posição do ranking africano, apenas atrás do Marrocos, finalista vencido do CAN-2025, que é 8ª no mundo e líder em África.

Nigéria (26ª), Argélia (28ª), Egipto (31ª), Costa do Marfim (37ª) e Camarões (45ª) também ganharam posições importantes graças ao desempenho no CAN de Marrocos.

O topo do ranking mundial continua na mesma e é dominado por selecções tradicionais da Europa e da América do Sul. A Espanha continua líder com 1877,18 pontos, seguida pela Argentina (1873,33) e pela França (1870 pontos), que fecha o top-3. Inglaterra e Brasil completam o top 5.

O Senegal sagrou-se campeão do Campeonato Africano das Nações (CAN-2025) ao vencer o país anfitrião Marrocos por 1-0 numa final marcada por emoção, polémica e futebol de qualidade. Esta é a segunda vez que a selecção senegalesa conquista o CAN, repetindo o feito de 2021.

O único golo da partida surgiu aos quatro minutos do prolongamento, quando o médio do Villarreal, Pape Gueye, finalizou com precisão, garantindo o triunfo e coroando uma campanha praticamente perfeita.

Ao longo do torneio, o Senegal marcou 13 golos e sofreu apenas um, exibindo um futebol colectivo consistente, com transições rápidas, passes eficazes e leitura de jogo que conquistou adeptos pelo continente.

Apesar da vitória, a final esteve longe de ser tranquila. Durante o tempo regulamentar, um golo do Senegal foi anulado por erro do árbitro, gerando indignação junto do público.

Pouco depois, um penálti assinalado a favor de Marrocos aos 98 minutos, devido a uma falta cometida pelo defesa sénior El Hadji Malick Diouf sobre Brahim Díaz, levou a equipa senegalesa a abandonar temporariamente o campo em protesto, numa decisão do treinador Pape Bouna Thiaw.

O regresso ao relvado ficou a dever-se a Sadio Mané, que num gesto de maturidade e liderança, chamou os colegas, numa atitude decisiva para manter a equipa concentrada.

Aos 114 minutos, Brahim Díaz falhou a cobrança do penálti, defendida pelo guarda-redes Edouard Mendy, e quatro minutos depois Pape Gueye marcou o golo decisivo, garantindo o segundo título do CAN ao Senegal, após momentos de tensão no final do tempo regulamentar.

O episódio gerou polémica e estendeu-se à conferência de imprensa, onde Thiaw acabou por abandonar a sala após confrontos com jornalistas marroquinos.

No momento de levantar o troféu, o capitão Kalidou Koulibaly entregou-o à Sadio Mané, em sinal de respeito, permitindo que a lenda africana encerrasse a sua história no CAN com um gesto simbólico.

Individualmente, a edição de 2025/26 destacou ainda os melhores jogadores: Sadio Mané foi eleito Melhor Jogador, Bono garantiu o prémio de Melhor Guarda-Redes e Ibrahim Díaz terminou como Melhor Marcador, com cinco golos. Marrocos recebeu o prémio Fair Play.

O Senegal tornou-se a primeira selecção desde 2013 — e a primeira na era das 24 equipas — a vencer o CAN sem necessidade de recorrer a desempates por penáltis. Nos últimos quatro torneios, os “Leões” disputaram três finais e conquistaram dois títulos (2021 e 2025/26), demonstrando consistência, qualidade e evolução.

A equipa senegalesa tem sido guiada por treinadores nacionais de referência, antigos jogadores da selecção: Aliou Cissé, que liderou o Senegal ao primeiro título no CAN em 2021, e Pape Bouna Thiaw, responsável pelo segundo triunfo em 2025/26. Ambos fizeram parte da histórica selecção de 2002, que participou no primeiro Mundial do país, reforçando a tradição e o legado do futebol senegalês.

O terceiro lugar do CAN 2025 foi conquistado pela Nigéria, que venceu o Egipto nas grandes penalidades, enquanto Marrocos continua à espera de quebrar um jejum de 50 anos sem conquistar o torneio.

CAN-2025: Presidente da FIFA condena “cenas deploráveis” da final

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, condenou as “cenas deploráveis” ocorridas durante a final do Campeonato Africano das Nações (CAN) de futebol, na qual o Senegal abandonou momentaneamente o relvado, em protesto contra uma decisão do árbitro.

“Condenamos firmemente o comportamento (…) de alguns jogadores e membros da equipa técnica do Senegal. É inaceitável abandonar o terreno de jogo daquela maneira e a violência não será tolerada no nosso desporto”, disse o presidente da FIFA, em comunicado.

Pape Gueye marcou o golo que garantiu o triunfo do Senegal, aos 94 minutos, depois de Brahim Díaz, melhor marcador do torneio, com cinco golos, ter desperdiçado um penálti no último lance do tempo regulamentar, após mais de 15 minutos de interrupção, devido ao protesto dos senegaleses.

“As cenas deploráveis que testemunhámos ontem [domingo] devem ser condenadas, para que não voltem a repetir-se”, advertiu o Infantino, que apelou às instâncias disciplinares da Confederação Africana de Futebol para “tomarem as medidas apropriadas” à gravidade dos factos.

O triunfo do Senegal na final frente à selecção anfitriã apenas tem paralelo em três das 35 edições da Taça das Nações Africanas, duas delas protagonizadas pelo Gana, na Tunísia, em 1965, e na Líbia, em 1992. Em 2000, os Camarões conquistaram o título diante da Nigéria, que co-organizou o torneio com o Gana.

A Confederação Africana de Futebol, CAF, vai incrementar o valor destinado às federações nacionais de futebol, passando dos actuais 200 mil dólares para um milhão, equivalente a 65 milhões de meticais por ano. A medida visa contribuir na melhoria dos projectos de desenvolvimento de futebol.

A Confederação Africana de Futebol continua a dar passos significativos, tendo como foco o desenvolvimento do futebol africano. Desta vez, a CAF anunciou o incremento do valor destinado às federações nacionais de futebol. 

Dos actuais 200 mil dólares, o organismo que gere o futebol africano passará a desembolsar um milhão, equivalente a 65 milhões de meticais por ano, num aumento de 400 por cento. 

A CAF pretende com o incremento impulsionar o futebol africano, através da aposta em vários projectos dos países membros da agremiação, sobretudo com foco nas infra-estruturas.  

Esta não é a primeira vez que o órgão reitor do futebol continental, sob liderança do sul-africano Patrice Motsepe, incrementa o orçamento para as federações. 

A CAF tem levado a cabo também vários projectos de transformação do futebol africano, de modo a tornar a modalidade mais competitiva e com uma melhor qualidade. 

Luís Miquissone foi eleito melhor jogador do Moçambola-2025, juntando o prémio ao do melhor marcador da prova. Com os dois títulos individuais arrecadados, o avançado da União Desportiva de Songo acumula uma premiação monetária de um milhão de meticais.

Texto: Redacção

Foto: O País

Apesar do fim prematuro do Moçambola-2025, ainda com quatro jornadas por disputar, os prémios para os melhores da prova já foram definidos. A União Desportiva de Songo é a que arrecada o maior número de prémios da HCB, entre colectivos e individuais.

A nível colectivo, os “hidroeléctricos” encaixam um prémio de sete milhões e quinhentos mil meticais pelo título de campeões nacionais, contra os três milhões da Black Bulls, como vice-campeã, e um milhão e quinhentos mil meticais do Ferroviário da Beira, que terminou em terceiro lugar.

Os “locomotivas” de Chiveve ficaram ainda com o prémio de equipa Fair-Play da prova.

A nível individual, Luís Miquissone foi eleito o melhor jogador do campeonato, após ter sido eleito cinco vezes melhor em campo, assegurando o prémio de 550 mil meticais, superando a concorrência de Chester, colega na UD de Songo, em segundo e com direito a 250 mil meticais, e de Ângelo Cantolo, que ficou em terceiro, e recebe 125 mil meticais.

Miquissone foi ainda coroado melhor marcador da prova, com 15 golos marcados, superando a concorrência de Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), segundo com 11 golos, e Tomás (AD Vilankulo), com nove. O avançado de Songo recebe 400 mil meticais de prémio, o jogador do Chingale, 200 mil, e do do Vilankulo recebe 100 mil meticais.

Quanto aos guarda-redes, o do Ferroviário de Maputo, José Guirrugo, venceu o prémio da Luva de Ouro, ao sofrer menos golos e arrecada 350 mil meticais, deixando para trás Ebrima, da UD Songo, que recebe 125 mil, e Crimildo, do Ferroviário da Beira, que fica com 100 mil meticais.

Daúde Razaque, treinador dos campeões nacionais, foi eleito melhor treinador, levando para casa um prémio de 300 mil meticais, superando Abdul Omar, da AD Vilankulo, e Antoninho Muchanga, do Ferroviário de Lichinga, segundo e terceiro classificados respectivamente, que ficam com 125 e 100 mil meticais.

O presidente da UD Songo, Francisco Xavier, foi eleito Dirigente do Ano por ter liderado a equipa a um recorde histórico de 17 vitórias consecutivas.

As premiações são anunciadas quando há clubes que ainda reclamavam pela não conclusão da prova, uma vez que ainda tinham hipóteses de garantir a manutenção, ou terminar no topo da prova.

Para já, a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol vão discutir o futuro do Moçambola-2026 na próxima quarta-feira, 21 de Janeiro.

Senegal e Marrocos são finalistas do Campeonato Africano de Futebol, jogo que será disputado no próximo domingo. As duas equipas eliminaram ontem,  nas meias-finais, o Egipto e a Nigéria. 

Se antes era uma incógnita, agora é uma realidade. Dúvidas dissipadas em relação aos finalistas do CAN. O Senegal buscou forças até onde parecia que não existiam e foi a primeira selecção a garantir um lugar na final. 

Lutou e aceitou sofrer perante o Egipto, selecção bem organizada defensivamente e que também sonhava com a final. Sadio Mané vestiu-se de génio e apresentou a solução para uma equação complicada. Depois do golo, o Senegal não mais desacelerou perante um Egipto que lutou até onde o coração aguentou. 

Por um lado a Nigéria com o melhor ataque da prova, por outro o Marrocos com a melhor defesa. Jogo equilibrado, mas com os marroquinos a deixarem o primeiro aviso e os nigerianos responderam à altura. 

Os guarda-redes das duas equipas é que estavam destinados a brilhar. Defenderam tudo quanto era remate. E tudo acabou sendo decidido nas grandes penalidades, onde Bono foi gigante. 

O estádio Prince Moulay Abdellah é o palco escolhido para a batalha dos gigantes na luta pelo título africano.

A derrota do Real Madrid diante do Barcelona na final da Supertaça, no último domingo, foi apenas um dos motivos da demissão de Xabi Alonso do clube madrileno. Mas há mais: a quebra da autoridade demonstrada por Kylian Mbappé no final do jogo, instando os colegas do Real Madrid a não fazerem guarda de honra ao Barcelona, é outro motivo. Fecha-se uma porta e o Real Madrid procura abrir outra… na Alemanha.

A saída de Xabi Alonso do Real Madrid continua a ser tema dominante em Espanha e nas últimas horas surgiu um vídeo no qual se pode ver aquele que terá sido o momento exacto da ruptura do treinador espanhol com o plantel.

Após a derrota na final da Supertaça de Espanha, diante do rival Barcelona (2-3), na Arábia Saudita, o treinador merengue tentou liderar os jogadores para fazerem a guarda de honra aos vencedores, mas viu a sua autoridade ser colocada em causa. 

Como é possível verificar através das imagens captadas a partir das bancadas, Kylian Mbappé decidiu ir contra a decisão de Xabi Alonso e instou os colegas de equipa a abandonarem aquela zona do relvado, contrariando as indicações dadas pelo treinador. 

Mal saiu do palco, onde recebera a medalha de finalista vencido, Mbappé olhou para trás e começou a dirigir palavras para o grupo que se preparava para prestar um gesto de desportivismo para com o Barcelona.

Após uma curta troca de palavras, Xabi Alonso também cedeu às exigências de Mbappé e abandonou o local com uma mão no bolso. 

 

Entre despedidas e silêncio

Curiosamente, Kylian Mbappé foi dos primeiros a reagir ao despedimento de Xabi Alonso, oficializado menos de 24 horas depois do sucedido, deixando uma mensagem de agradecimento nas redes sociais. 

“Foi por pouco tempo, mas foi um prazer jogar para si e aprender consigo. Obrigado pela confiança desde o primeiro dia. Vou recordá-lo como um treinador com ideias claras e muito conhecimento. Muita sorte no novo capítulo”, escreveu o craque francês.

Esta mensagem parece, porém, não combinar com o gesto protagonizado na noite anterior, no qual ficou visível que ignorou as ordens dadas por Xabi Alonso.

Assim sendo, trata-se de mais um sinal claro de que Xabi Alonso não era um treinador consensual no balneário do Real Madrid. De resto, são sete os jogadores que ainda estão em total silêncio desde que fora anunciada a saída do técnico de 44 anos. 

Trent Alexander-Arnold, Éder Militão, Mendy, Jude Bellingham, Vinícius Júnior, Franco Mastantuono e Brahim ainda não se pronunciaram publicamente sobre a troca no comando técnico, agora ocupado por Álvaro Arbeloa. 

Em sentido inverso, Rodrygo, Courtois, Lunin, Dani Carvajal, Camavinga, Gonzalo García, David Alaba, Asencio, Álvaro Carreras, Fran García, Antonio Rüdiger, Huijsen, Valverde, Tchouameni, Arda Güler e Dani Ceballos seguiram o exemplo de Mbappé e quiseram deixar uma mensagem de agradecimento ao agora antigo treinador. 

 

Xabi Alonso também já reagiu 

Por sua vez, Xabi Alonso quebrou o silêncio na manhã desta terça-feira, garantindo sair do Santiago Bernabéu, onde havia brilhado como jogador, com o sentimento de dever cumprido. 

“Concluída esta etapa profissional, que não correu como queríamos. Treinar o Real Madrid foi uma honra e uma responsabilidade. Agradeço ao clube, aos jogadores e, acima de tudo, aos adeptos pela sua confiança e apoio. Saio com respeito, gratidão e orgulho de ter feito o melhor que consegui”, escreveu o técnico espanhol, de 44 anos, que agora fica livre no mercado. 

Xabi Alonso tinha contrato por mais dois anos e meio – ou seja, até Junho de 2028 –, mas chegou a acordo com Florentino Pérez para uma rescisão amigável. 

 

Real Madrid quer Jürgen Klopp para substituir Xabi

O Real Madrid acertou a saída do técnico Xabi Alonso e já nomeou Álvaro Arbeloa como o sucessor. Entretanto, a directoria possui outros nomes em sua lista de desejos para assumir o comando da equipa em breve.

De acordo com Santi Aouna, do portal Footmercato, o presidente Florentino Pérez tem dois nomes na mira: Enzo Maresca, que deixou o Chelsea recentemente e Jürgen Klopp, ex-Liverpool, que se juntou ao grupo Red Bull.

Porém, Klopp é o objectivo dos sonhos do clube e seria a primeira opção de escolha para substituir Xabi Alonso.

Klopp está no grupo do Red Bull como director de futebol e nas últimas horas, foi ligado ao Real Madrid. De acordo com o jornalista Sacha Tavolieri, os dirigentes do clube merengue sabem que o ex-comandante poderia estar interessado nessa possibilidade.

Perdeu a vida, nesta terça-feira, o antigo internacional moçambicano Aly Hassane, vítima de doença. O antigo jogador do Sporting Clube de Portugal, único moçambicano que já defrontou o astro argentino Diego Armando Maradona, esteve internado numa unidade sanitária do país e encontrava-se em coma induzido há alguns dias.

Aly Hassane foi treinador de futebol, com destaque para a Liga Desportiva de Maputo e, mais tarde, comentador da STV, nos programas desportivos como “Ao Ataque” e “Mais Desporto” e nos últimos meses padecia de doença, à qual não resistiu nesta terça-feira.

O futebol moçambicano fica, assim, de luto, pela morte do antigo médio defensivo internacional pela selecção nacional, que marcou uma geração com a sua entrega, disciplina táctica e amor à camisola nacional.

Figura respeitada dentro e fora dos relvados, Ali Hassan é lembrado como um verdadeiro guerreiro do meio-campo, que sempre honrou Moçambique nas competições internacionais.

Nascido a 4 de Junho de 1964, Ali Mahomed Hassane iniciou a carreira no Grupo Desportivo Maputo e, fruto das suas exibições e qualidade, foi chamado para fazer testes no Benfica, mas acabou por assinar pelo Sporting, onde cumpriu duas épocas.

Para além do Sporting (de 1989 a 1991), em Portugal Ali Hassane jogou pelo Vitória de Setúbal (1991/92); Amora (1992/93); Académico de Viseu (1993 a 1995) e Torres Novas (1995/96), tendo posteriormente regressado ao país, onde assumiu as funções de treinador de futebol.

Como treinador, assumiu o comando da Liga Desportiva de Maputo por sete anos, tendo mais tarde treinado o Grupo Desportivo Mahafil.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE