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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol vai disputar a fase de apuramento ao Campeonato Africano das Nações de 2027 entre Setembro, Outubro e Novembro, enquanto a União Desportiva de Songo e a Black Bulls disputam a primeira eliminatória das afrotaças no mês de Setembro. As datas foram divulgadas pela Confederação Africana de Futebol, através do calendário anual das competições.

Tal como aconteceu em 2024 para a qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2025 em Marrocos, em que disputou os seus seis jogos num espaço de três meses, os Mambas voltam a ter um calendário apertado para a qualificação para o CAN 2027, que terá lugar em três países, nomeadamente Quénia, Uganda e Tanzânia.

De acordo com o calendário divulgado pela Confederação Africana de Futebol, as quatro primeiras jornadas da fase de grupos de qualificação para o CAN 2027 terão lugar de 21 de Setembro a 6 de Outubro, em quatro intensos fins-de-semana, sendo que as duas últimas jornadas terão lugar entre 09 e 17 de Novembro.

O sorteio de qualificação para o CAN só terá lugar em Abril, logo a seguir à Data-FIFA de Março, altura em que os Mambas ficarão a conhecer os seus adversários na qualificação para a fase final, sendo que estão isentos na pré-eliminatória.

Em termos de clubes nacionais, a União Desportiva do Songo, campeã nacional, e a Black Bulls, finalista vencido pela União Desportiva de Songo na Taça de Moçambique, vão disputar as primeiras eliminatórias das afrotaças em Setembro.

Assim, a UD Songo, que vai disputar as eliminatórias da Liga dos Campeões, e a Black Bulls, que vai disputar as eliminatórias da Taça CAF, terão a primeira mão da pré-eliminatória nos dias 04 a 06 de Setembro, e a segunda mão entre 11 e 13 do mesmo mês.

Num ano repleto de grande competitividade entre os clubes e selecções do continente, o calendário anuncia as provas já a partir deste mês de Fevereiro, depois do término do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

As finais das competições africanas de clubes, nomeadamente a Liga dos Campeões e a Taça das Confederações serão no mês de Maio. A primeira mão da final da Liga dos campeões africanos, maior competição dos clubes, está marcada para o dia 15 de Maio e a segunda mão para o dia 24. A primeira mão da final da Taça Nelson Mandela será no dia 9 e a segunda mão está marcada para o dia 16 do mesmo mês.

A primeira janela internacional do ano será em Março, entre os dias 23 e 31, e as selecções do continente que vão disputar o Mundial irão usar a Data-FIFA para a sua preparação, enquanto as outras farão jogos amigáveis de controlo.

Em Junho começa o Mundial que será disputado nos Estados Unidos da América, Canadá e México.

A Supertaça Africana será em Maio, o CAN sub-17, que serve de qualificação para o Mundial da categoria será disputado de 25 de Abril a 15 de Maio. A fase preliminar de qualificação para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 começa em Novembro.

Sem nenhum compromisso em Março, os Mambas podem começar a sua odisseia de jogos para este ano em Junho, na Data-FIFA de 01 a 09, que servirá para jogos de qualificação para o CAN 2027, para além de preparar para o torneio COSAFA, que normalmente acontece no mesmo mês de Junho.

A selecção nacional de futsal defronta, no fim da tarde desta terça-feira, a sua similar da Mauritânia, em partida da primeira mão da segunda eliminatória de acesso à fase final do Campeonato Africano das Nações de Futsal, prova que terá lugar em Marrocos, ainda neste ano.

O embate, que terá lugar no pavilhão Muhammed V, em Casablanca, Marrocos, inicia-se quando forem 17h00 de Maputo e abre portas para a caminhada do conjunto moçambicano a mais um CAN, depois de ter falhado a edição passada, também realizado em terras marroquinas.

Esta é a única eliminatória que a selecção nacional, treinada por Nadir Narotam, terá para chegar à fase final, sendo que a segunda mão se disputa na próxima semana no pavilhão da Liga Desportiva de Maputo.

Para esta deslocação, o seleccionador nacional levou consigo apenas 14 atletas, dos 19 inicialmente convocados. Cinco jogadores ficaram de fora desta primeira “mão” e serão reintegrados para os trabalhos de preparação para o jogo da segunda mão, no dia 8 de Fevereiro, na Cidade de Maputo.

Integram a lista dos eleitos para o compromisso em Rabat os guarda-redes André Anders e Carlos Ombe, bem como os jogadores Xavier Márcio, Dhokas, Danny Super, Chume Jr., Vasquinho, Ivan Adriano, Júnior de Sousa, Mano Zira, Idelson, Lineu Máquina, Amin Caló e Ricardinho. Não seguiram viagem Mário Júnior, Taimo Reginaldo, Abílio Levessene, Babuba e Zaid Panachande.

Os jogadores do combinado nacional estão motivados para este jogo, reforçado pelo facto de jogarem em pleno Dia dos Heróis Nacionais, o que eleva ainda mais a auto-estima e a ambição de resolver o quanto antes a eliminatória, ou pelo menos somar um resultado que permita alguma tranquilidade no jogo de Maputo.

Moçambique tem história nas fases finais do CAN de Futsal, tendo alcançado um segundo lugar numa competição que organizou, para além do terceiro lugar em 2015, na África do Sul, que garantiu a qualificação para o Mundial da modalidade, no ano seguinte.

O objectivo principal é garantir a qualificação para a fase final da prova de Marrocos e depois pensar em fazer mais um brilharete que permita ao conjunto moçambicano sonhar com mais uma qualificação para o Mundial, que seria a segunda na história do futsal moçambicano.

Lucas Martinho, mais conhecido no meio do motocross por Massacre, é o piloto moçambicano que vai representar o país na competição africana de Motocross, a ter lugar em Dar-es-Salaam, Tanzânia. A prova, que arranca no dia 15 deste mês, promete muita adrenalina, e o piloto garante que vai acelerar forte para colocar Moçambique nos lugares do pódio.

Lucas Martinho, de 37 anos de idade, encontra-se nos últimos dias a intensificar as sessões de treino na pista de motocross de Chimoio, afinando a máquina e a técnica para enfrentar o Campeonato Africano da modalidade, que decorre de 15 a 20 de Fevereiro na Tanzânia.

Massacre afirma não conhecer em detalhe o perfil dos outros pilotos em prova, mas assegura que entra na pista com foco total, garra e espírito competitivo, determinado a dignificar as cores nacionais.

“Desporto não é dinheiro. Desporto é amor. E quando existe amor, o desporto vai avante e eu não contava que um dia iria representar Moçambique numa prova internacional”, começou por dizer Lucas Martinho.

Com a partida já projectada para o país vizinho do norte de Moçambique, Lucas Martinho espera representar condignamente o país. “Acho que vou trazer qualquer coisa para o país, prometo”, garantiu Martinho.

O piloto lamenta, no entanto, a falta de apoio por parte do Governo Provincial de Manica, referindo que todos os pedidos submetidos até ao momento foram respondidos com silêncio, o que dificulta a preparação e logística para uma prova de alto nível competitivo.

“Nunca tive apoios, somente do presidente Ferreira que me ofereceu a moto que vou levar para Tanzânia”, disse, confirmando que as restantes cinco motorizadas que tem foram adquiridas com fundos próprios.

Lucas Martinho garante que já endereçou cartas de pedidos de apoio a várias instituições, mas até ao momento não obteve respostas.

Apesar das dificuldades, Massacre mantém-se motivado e revela que ainda este ano pretende arrancar com um programa de massificação do motocross, que vai consistir na formação de pilotos juniores a partir dos 10 anos de idade, com o objectivo de desenvolver talentos, fortalecer a modalidade e garantir o futuro do motocross moçambicano.

O sorteio do play-off de acesso aos oitavos de final da UEFA Champions League ditou o reencontro do Benfica com o Real Madrid.

A primeira mão será jogada no dia 17 ou 18 de Fevereiro, no Estádio da Luz. A segunda mão está marcada para a semana seguinte, dias 24 ou 25, no Estádio Santiago Bernabéu.

O histórico de confrontos oficiais é favorável ao Benfica: quatro jogos, três vitórias e uma derrota. O último embate, o primeiro em mais de 60 anos, terminou com vitória categórica por 4-2, com o golo de cabeça de Trubin no último suspiro do encontro. Em fevereiro, haverá mais dois encontros entre os dois históricos europeus.

O vencedor da eliminatória entre Benfica e Real Madrid avança para os oitavos-de-final, onde vai encontrar Manchester City ou Sporting. Algo que só será determinado em definitivo no sorteio de dia 27, que já vai definir os emparelhamentos dos quartos-de-final e das meias-finais. Os leões também podem defrontar Inter ou Bodo/Glimt, que vão jogar entre si no play-off.

 

Definido o calendário do play-off de acesso aos oitavos de final

Já são conhecidas as datas dos duelos entre Benfica e Real Madrid, do play-off de acesso aos oitavos-de-final da Champions League. A primeira mão da eliminatória será disputada no Estádio da Luz, a 17 de Fevereiro, com a segunda mão agendada para o Santiago Bernabéu, no dia 25 do mesmo mês. Ambos os jogos terão início às 22h00 de Maputo.

Curiosamente, os dois emblemas acabam de se defrontar na presente edição da prova, na oitava e última jornada da fase de liga, com as águias a levarem a melhor por 4-2 em casa. Um golo de Trubin, ao minuto 90+8, garantiu a presença do Benfica no play-off, sendo que o Real Madrid, que entrou para a última jornada na terceira posição, acabou por ficar fora dos oito primeiros lugares, que davam apuramento direto para os oitavos de final.

Este foi o quinto confronto oficial entre os dois gigantes europeus, sendo o mais memorável a final que valeu o bicampeonato europeu ao Benfica na época de 1961/62.

No primeiro duelo com o Real Madrid, em 1957, o Benfica perdeu a final da Taça Latina. Em 1962 as águias vingaram-se – e de que maneira -, com a conquista do título europeu.

Três anos depois houve novo duelo na Taça dos Campeões Europeus, mas nos quartos de final, e o Benfica seguiu em frente, ao golear em casa por 5-1, perdendo depois em Madrid por apenas um golo de diferença (2-1).

O jogo da passada quarta-feira foi o quarto duelo oficial, e novamente com o Benfica a sorrir no fim.

 

Real Madrid reage: “É engraçado. Passaram 60 anos…”

Dois dias depois da derrota que apanhou o Real Madrid de surpresa, na Luz, os merengues ficaram a saber que vão voltar a ter o Benfica pela frente, desta feita no play-off de acesso aos oitavos de final da UEFA Champions League, eliminatória jogada a duas mãos.

Emilio Butragueño, nome histórico do colosso espanhol e actua diretor de relações institucionais, deu voz à reação madridista, detectando um facto curioso. “Vamos voltar a Lisboa. É engraçado, porque ficámos 60 anos sem jogar contra o Benfica e agora vamos enfrentá-los três vezes num mês. Precisamos de conseguir um bom resultado. No outro dia eles jogaram muito bem e mostraram as suas forças. Isso tem de ajudar-nos a preparar adequadamente a primeira mão, conseguir um bom resultado e, com o apoio do Bernabéu, qualificarmo-nos para os oitavos de final”, afiançou o lendário ex-futebolista.

“Temos de abordar o jogo com a mentalidade de tentar ganhá-lo. Somos uma equipa que joga sempre para ganhar. Temos o benefício da segunda mão no nosso estádio, mas temos de deixar uma mensagem no primeiro jogo e mostrar que vamos entrar para ganhar. Temos jogadores de ataque que podem decidir a qualquer momento e precisamos de tirar partido disso. Precisamos de ser sólidos defensivamente, mas também sabemos que parte da nossa força vem do nosso ataque e devemos aproveitá-la ao máximo”, vincou Butragueño, esperançoso com o regresso de alguns lesionados.

O Conselho Disciplinar da Confederação Africana de Futebol (CAF) impôs sanções à Federação Senegalesa de Futebol (FSF), à Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF), a certos jogadores e dirigentes pelos incidentes durante a final do CAN, que violou o Código Disciplinar da CAF.

Sobre a  Federação Senegalesa de Futebol, o Conselho Disciplinar da CAF decidiu suspender o Pape Bouna Thiaw, treinador principal da Selecção Nacional Senegalesa, por cinco jogos oficiais da CAF por sua conduta antidesportiva em violação dos princípios do Código Disciplinar da CAF de fair play e integridade e por trazer descrédito ao jogo. O técnico senegalês também foi multado em 100 mil dólares americanos.

A CAF decidiu ainda suspender os jogadores Iliman Cheikh Baroy Ndiaye, por dois jogos oficiais da CAF, por seu comportamento antidesportivo para com o árbitro, e Ismaila Sarr, também por dois jogos oficiais da CAF por seu comportamento antidesportivo para com o árbitro. Multar igualmente a Federação Senegalesa de Futebol em 300 mil dólares americanos pela conduta imprópria de seus adeptos, que trouxe descrédito ao futebol e violou os princípios do Código Disciplinar da CAF de fair play e integridade.

A Federação Senegalesa de Futebol foi multada ainda em US$ 300.000 pela conduta antidesportiva de seus jogadores e comissão técnica, em violação aos princípios do Código Disciplinar da CAF de fair play, lealdade e integridade. A conduta antidesportiva de seus jogadores e comissão técnica também trouxe descrédito ao futebol.

“Multar a Federação Senegalesa de Futebol em 15 mil dólares americanos pela má conduta de sua selecção nacional, devido a cinco de seus jogadores terem recebido advertências”, lê-se no comunicado da CAF.

Em relação à Federação Marroquina de Futebol, o Conselho Disciplinar da CAF decidiu suspender o jogador Achraf Hakimi, por duas (2) partidas oficiais da CAF, sendo uma (1) destas partidas suspensa por um (1) ano a partir da data desta decisão, pelo seu comportamento antidesportivo, assim como suspender o jogador Ismaël Saibari, por três (3) jogos oficiais da CAF por seu comportamento antidesportivo. Ismaël Saibari também foi multado em 100 mil dólares.

“Multar a Federação Marroquina Real de Futebol em US$ 200.000, pelo comportamento inadequado dos gandulas do estádio durante a partida mencionada. O órgão reitor do futebol marroquino foi multado também em US$ 100.000 pela conduta inadequada de seus jogadores e membros da comissão técnica da Selecção Nacional, que invadiram a área de revisão do VAR e obstruíram o trabalho do árbitro, violando os princípios do fair play e da integridade, conforme estipulado nos artigos 82 e 83 do Código Disciplinar da CAF.

Sobre o protesto apresentado pela Federação Real Marroquina de Futebol relativamente a alegadas violações, por parte da Federação Senegalesa de Futebol dos artigos 82.º e 84.º do Regulamento da Taça das Nações Africanas, o Conselho Disciplinar da CAF rejeitou o mesmo. 

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) confirmou ontem o fim do contrato com o treinador Chiquinho Conde e anunciou um período de reflexão para definir o perfil do próximo selecionador, sem decisões imediatas.

A informação foi avançada pelo vice-presidente da FMF para Estudos, Projectos, Marketing e Relações Públicas, Gervásio de Jesus, após uma reunião da direção executiva realizada na quarta-feira, em Maputo.

Moçambique disputou a fase final da Taça das Nações Africanas de 2025 (CAN2025), pela sexta vez, superando, pela primeira vez, a fase de grupos, mas caindo nos oitavos de final frente à Nigéria.

“Este era um dos pontos essenciais, visava proceder-se à análise, a um balanço, daquilo que foi o desempenho da selecção nacional durante a competição e outros aspectos bastante importantes que têm a ver com as infra-estruturas e também a preparação da participação das nossas seleções nas competições ao nível da Cosafa”, disse o dirigente, em declarações aos jornalistas.

Segundo Gervásio de Jesus, a FMF limitou-se a comunicar ao antigo avançado o termo do vínculo contratual.

“O que a direcção executiva fez foi somente informar ao selecionador nacional sobre a caducidade do contrato de trabalho. Ele foi informado sobre essa matéria e agora aguarda-se pelos passos subsequentes”, explicou.

O responsável frisou que, com o fim do contrato, ambas as partes ficam livres “de tomar alguma posição em relação a este processo”, referindo que não há pressão sobre a decisão de contratação de um selecionador, mas que a FMF vai aproveitar a ausência de competições oficiais nos próximos meses para ponderar o rumo a seguir.

“Estamos conscientes da necessidade de se decidir em torno daquilo que vai acontecer, olhando justamente para o perfil real do seleccionador que se pretende para a seleção nacional, provavelmente, digo eu, o Chiquinho esteja enquadrado nisto, mas não há nenhuma decisão tomada pela direcção quanto a este lugar”, declarou Gervásio de Jesus.

Chiquinho Conde assumiu o comando dos Mambas em Outubro de 2021, sucedendo a Horácio Gonçalves, e conduziu a selecção duas vezes ao CAN.

No CAN 2025, Moçambique conquistou uma vitória histórica frente ao Gabão (3-2), mas foi eliminado após a derrota com a Nigéria (4-0), nos oitavos-de-finais, e dos desaires ainda no Grupo F diante de Costa do Marfim (1-0) e Nigéria (4-0).

Já na qualificação para o Mundial 2026, que vai ser disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, os Mambas mantiveram-se na luta pelo apuramento até às últimas jornadas, mas falharam o apuramento directo, ao terminar no terceiro lugar do Grupo G, com 18 pontos, atrás de Argélia (25) e Uganda (18).

O internacional moçambicano pode estar a caminho do Estrela Vermelha de Portugal, equipa que milita na segunda divisão do futebol português, segundo escreve o jornal Record. A falta de oportunidades no Pafos do Chipre leva o lateral-esquerdo a ponderar a interrupção do contrato.

Depois de muito se falar no interesse de clubes da Espanha e da Inglaterra em ter os préstimos do internacional moçambicano Bruno Langa, agora surge outra informação que pode mudar o futuro do jogador.

O jornal desportivo português Record escreve, na sua edição desta quarta-feira, que Bruno Langa está muito perto de ser reforço do Estrela da Amadora neste mercado de transferências de Janeiro.

O lateral-esquerdo moçambicano, de 28 anos, deverá ser emprestado pelo Almería, da segunda divisão espanhola, aos tricolores, ainda que haja na mesa interesses do Eibar da Espanha e do Hull City e Fulham da Inglaterra.

Bruno Langa cumpre, desde Julho do ano passado, um empréstimo do Almería da Espanha ao Pafos do Chipre, sendo que o mesmo deverá ser terminado em breve, de forma a que o internacional moçambicano possa, desta forma, regressar a Portugal um ano e meio depois.

Recorde-se que o jogador se mudou de Portugal para Espanha depois que representou o Amora, na altura vindo da Black Bulls, o Vitória de Setúbal e o Desportivo de Chaves, último clube que representou antes de passar para Espanha no verão de 2024, rumo ao Almería, a troco de 1,2 milhões de euros.

Com o clube espanhol, Langa tem um contrato válido até 2028, com uma cláusula de rescisão avaliada em um milhão de euros, segundo o Transfermarkt, site especializado em mercados de transferências de jogadores. 

Esta temporada, soma 18 jogos pelo Pafos, clube que disputou a fase de liga da Liga dos Campeões europeus, e que pagou 200 mil euros pela cedência de Langa. Aos 28 anos, já foi internacional moçambicano em 37 ocasiões, tendo sido um dos titulares na lateral esquerda durante o Campeonato Africano das Nações que decorreu no Marrocos, de Dezembro de 2025 a Janeiro corrente, e conquistado pelo Senegal.

Ao serviço dos Mambas, Bruno Langa apontou apenas um golo.

O internacional moçambicano Bruno Langa manifestou o desejo de deixar o Pafos do Chipre e regressar ao Almería da Espanha, depois de viver momentos difíceis no clube actual, onde não tem tido espaço para jogar.

O lateral-esquerdo moçambicano queixa-se do facto de ainda não ter feito 90 minutos pelo clube cipriota, sendo opção, em muitos jogos, apenas nos minutos finais.

Com o mercado de transferência em andamento na Europa e no mundo, o internacional moçambicano tem expectativa de rumar para outros clubes, com destaque para Eibar da Espanha, Hull City e Watford, ambos da Inglaterra, que manifestaram interesse no atleta.

Com estes interesses, Bruno Langa quer forçar o fim do empréstimo com o Pafos do Chipre e regressar ao seu Almería, clube espanhol com o qual tem contrato até 2028.

O Eibar da Espanha manifestou o interesse em ter o jogador ainda neste mercado de transferência, que fecha a 02 de Fevereiro, mas caso não seja possível, que o mesmo chegue até 30 de Junho do ano em curso, conforme avança a imprensa espanhola, citada pelo Plantel OC.

Aliás, o jornal electrónico moçambicano Plantel OC avança mesmo que os três clubes (Eibar, Hull City e Watford) manifestaram o interesse no passe do atleta, oferecendo um período de empréstimo mais longo, com duração de uma época e meia, com opção de compra, para além da promessa da titularidade absoluta.

O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Paulo Manasse, reuniu-se nesta segunda-feira com o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, e o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango Júnior, para analisar e discutir um novo modelo de organização e desenvolvimento do Moçambola 2026.

Ainda se debate o melhor modelo para o Moçambola 2026, depois de a prova não ter chegado ao fim no ano passado, o que obrigou a Federação Moçambicana de Futebol a tomar partido na gestão da sua organização.

Depois do encontro havido na semana passada, entre as delegações da Federação Moçambicana de Futebol e da Liga Moçambicana de Futebol, desta vez foi o ministro da Juventude e Desporto a chamar as duas organizações que gerem o futebol e o campeonato nacional para encontrarem soluções conjuntas para a prova deste ano.

“Um encontro que se enquadra no compromisso contínuo do Governo em promover um Moçambola mais estruturado, credível e financeiramente sustentável, capaz de valorizar os clubes, os atletas e a qualidade do espectáculo desportivo”, segundo escreve o MJD nas suas plataformas digitais.

O objectivo do encontro era a procura de um melhor modelo e sustentável para viabilizar o campeonato nacional de futebol, o Moçambola, na sua edição deste ano.

O Ministério da Juventude e Desporto diz ainda que com o encontro pretende reforçar o futebol como um instrumento de coesão nacional, inclusão e desenvolvimento social, respondendo às exigências do presente e às ambições do futuro do desporto moçambicano.

No encontro desta segunda-feira, foram discutidos vários pontos sobre a reestruturação e homologação de um modelo sustentável do Moçambola, depois de a última edição não ter chegado ao fim, quando faltavam ainda por disputar algumas jornadas, ora canceladas por falta de dinheiro para custear as despesas da logísticas da prova.

O facto é que no ano passado o Moçambola teve um custo de logística para transporte aéreo a rondar os dois milhões de dólares, cerca de 130 milhões de meticais, que a Liga Moçambicana de Futebol disse não ter tido, ainda que tenha recebido alguns apoios, com destaque para a Cervejas de Moçambique.

E, porque ainda não há garantias financeiras para a viabilização da prova, o encontro tripartido entre o Ministério da Juventude e Desporto, a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol, discutiu formas de buscar parcerias que permitam a realização da prova no sistema clássico de todos contra todos em duas voltas, para as 14 equipas apuradas.

Aliás, os clubes já tinham rejeitado a possibilidade de um Moçambola regional, disputado pelas zonas, com os líderes a defrontarem-se na fase final, uma proposta que tinha sido avançada pela Liga Moçambicana de Futebol no fim do ano passado.

O encontro desta segunda-feira avançou decisões estruturantes que vão culminar com a viabilização do Moçambola 2026 no modelo tradicional, mas que ainda está refém da homologação da classificação da prova do ano passado por parte da Federação Moçambicana de Futebol.

Assim, nos próximos dias, o organismo que gere o futebol nacional deverá homologar a União Desportiva de Songo como campeã nacional, até porque aquando da interrupção definitiva do Moçambola 2025, os “hidroeléctricos” já tinham conquistado a prova de forma virtual, recebendo, por isso, até felicitações do presidente da República, Daniel Chapo.

A turma de Songo será, por conseguinte, a representante de Moçambique na próxima edição da Liga dos Campeões africanos, acompanhada pela Black Bulls, que vai disputar a Taça CAF, por ter sido o finalista vencido da Taça de Moçambique, conquistado pela UD Songo, que fez a dobradinha.

Nessa mesma homologação, a Federação Moçambicana de Futebol deverá confirmar ainda a descida de divisão de três clubes, nomeadamente o Textáfrica do Chimoio, o Desportivo de Nacala e o Desportivo da Matola.

Para já, a FMF e a LMF deverão assinar, nos próximos dias, a renovação do contrato de delegação de poderes para a organização do Moçambola 2026, depois que a Casa do Futebol ameaçou gerir a prova por falta de cumprimento das regras por parte da Liga Moçambicana de Futebol.

Segundo escreve o LanceMz, a Liga Moçambicana de Futebol já solicitou às Linhas Aéreas de Moçambique a emissão de uma cotação para o Moçambola 2026, para que possa definir com exactidão o orçamento para o campeonato nacional deste ano, numa negociação que inclui a contratualização de cerca de 3500 passagens aéreas.

Se no ano passado o custo de passagens aéreas rondou os 2 milhões de dólares (cerca de 130 milhões de meticais), para este ano a expectativa é que o valor baixe, uma vez que a companhia de bandeira nacional tenciona rever o tarifário das passagens aéreas. 

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