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O País – A verdade como notícia

Ao  oitavo dia do mês de Junho, a  selecção nacional de basquetebol sénior feminino arrancou com os seus trabalhos  de preparação, tendo em vista a sua participação no Torneio de Pré-Qualificação ao Mundial, competição a decorrer de 19 a 25 de Agosto, no México.

O grupo de trabalhado, liderado numa primeira fase por Leonel “Mabê” Manhique e Deolinda Carmen Ngulela, deu início ao micro-ciclo preparatório sábado último, no pavilhão do Desportivo de Maputo, com grande parte das atletas que evoluem internamente.

No sábado, 15 de Junho, espera-se que o espanhol  Inãki Garcia, indicado seleccionador nacional principal de basquetebol sénior feminino, desembarque no país e comece a trabalhar com as “Samurais”.

A selecção nacional, lembre-se, está inserida no grupo B do torneio pré-qualificativo para o Mundial, juntamente com o México, Nova Zelândia e Montenegro. O México é uma das nações mais fortes do basquetebol feminino do continente americano, tendo conquistado a medalha de prata no Campeonato das Américas feminino de 2013 e 2017, bem como duas medalhas de bronze em 2007 e 2019.

Adversário de peso no caminho de Moçambique no  torneio pré-qualificativo de acesso ao Mundial 2026, a  equipa feminina de basquetebol,  da Nova Zelândia, também conhecida como “Tall Ferns”, estreiou-se em provas internacionais em 1953, no Campeonato Mundial realizado no Chile.

Desde então, as “Tall Ferns” contabilizaram  doze  presenças no Mundial e seis em edições dos Jogos Olímpicos.

A Nova Zelândia foi anfitriã do Campeonato Mundial de 2018, que foi realizado em Auckland e Hamilton, ocupando o 10.º lugar na competição.

A selecção montenegrina de basquetebol feminino foi fundada em 2006, após a dissolução da República Federal da Jugoslávia. Esta nação basquetebolística fez a sua estreia em competições internacionais no Campeonato Europeu de Basquetebol feminino de 2007, fechando a sua participação em 10.º lugar.

De lá a esta parte, Montenegro vem participando com regularidade em competições internacionais, incluindo o Campeonato Europeu de Basquetebol Feminino e o Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino.

Os dois melhores conjuntos seguem para as meias-finais de cada torneio, enquanto os vencedores terão acesso garantido na competição final de acesso ao  Campeonato do Mundo de Basquetebol 2026, certame previsto para Alemanha.

Lista de convocadas:

Costa do Sol: Cleide Machava, Yolanda Francisco, Eleuteria Lhavanguane, Chelsea Rafael, Nilza Chiziane e Vilma Covane.
Ferroviário de Maputo: Dulce Mabjaia, Odélia Mafanela, Anabela Cossa, Stefânia Chiziane, Carla Covane e Sílvia Veloso.
Tamara Seda (Kutxabank Araski, Espanha), Leia Dongue (Oxygen Roma, Itália), Vânia Sengo (ACD Ferragudo, Portugal), Delma Zita (Utep Miners, EUA), Célia Sumbane (College Auburn Tigers, EUA), Chanaya Pinto (Pen State, EUA),  Inguivild Mucauro (Inter Clube, Angola) e Clitan de Sousa (Sant Josep, Espanha).

A selecção nacional de futebol venceu, na noite desta segunda-feira, a sua similar da Guiné Conacri, por uma bola sem resposta, em partida da quarta jornada de qualificação ao Mundial 2026.

Geny Catamo, de grande penalidade a castigar uma falta sobre Infren na área guineense, marcou o único golos, aos 90+3 minutos, resultado que coloca os Mambas na segunda posição, com os mesmos nove pontos da Argélia, que na mesma noite venceu Uganda por 1-2.

A partida foi repartida desde o início, com as duas selecções a procurarem chegar ao golo, sem sucesso.

Ernan foi, por algumas vezes, o herói dos Mambas, ao defender quatro remates com selo de golos.

Pepo foi a novidade no jogo, ao estrear-se a jogar pelos Mambas, na segunda parte, a entrar para lugar de Alfonso Amade.

Mas o herói acabou mesmo por ser Geny Catamo, a apontar, friamente, a grande penalidade, num momento de grande tensão, mas o jovem jogador a provar que já tem tarimba e experiência para às grandes decisões.

Moçambique iguala Argélia e às duas selecções isolam-se no topo, com nove pontos cada, em quatro jornadas disputadas.

A próxima partida dos Mambas de qualificação ao Mundial só terá lugar em Março de 2025, quando receber no Estádio Nac

ional do Zimpeto a similar do Uganda, para a quinta e última jornada da primeira volta.

Carlos Manuel foi anunciado, esta segunda-feira, como novo treinador do Ferroviário de Maputo. Caló vai trabalhar com Danito Nhampossa, outro filho da casa resgatado para colocar a “locomotiva” nos carris.

O bom filho regressa à casa! Carlos Manuel (Caló), responsável pelo último título de campeão nacional conquistado pelo Ferroviário de Maputo, em 2015, é o homem escolhido para treinar os “locomotivas” da capital.

Caló assinou um contrato válido por uma temporada, sendo que o técnico vai trabalhar com Danito Nhampossa, outro homem da casa que vinha orientando a equipa interinamente, depois do afastamento do português Sérgio Boris.

Carlos Manuel deve, ainda, ser apresentado ao grupo de trabalho, esta terça-feira, e vai começar já a trabalhar com a equipa verde-e-branca na projecção do embate com o Brera de Tchumene, agendado para o próximo sábado, no campo do Afrin.

Semana passada, Carlos Manuel abandonou o cargo de treinador do Desportivo de Nacala, em solidariedade aos seus adjuntos que foram, pasme-se, proibidos pelos adeptos locais de desempenharem as suas funções nesta colectividade.

Suleimane Barros e Bento Mate (os referidos adjuntos de Carlos Manuel) chegaram a ser acusados de maltratar os jogadores do Desportivo de Nacala.

Solidário, consta que Carlos Manuel se reuniu com a direcção do Desportivo de Nacala, encontro no qual disse que não iria trabalhar com outra equipa técnica.

Com experiência, Caló já trabalhou na União Desportiva do Songo, Clube de Chibuto, Têxtil de Púnguè e Incomáti de Xinavane.

Os Mambas não vencem a Guiné-Conacri há 30 anos. A única vitória do combinado nacional foi em Novembro de 1994. Os dois conjuntos, que já se defrontaram por seis vezes, jogam hoje, às 21h00.

Moçambique e Guiné-Conacri voltam a defrontar-se 11 anos depois, desta feita para as qualificações para o Campeonato do Mundo 2026. As duas selecções partem para o jogo desta segunda-feira em ingualdade pontual, tendo em conta que somam seis pontos.

Mais do que isso, as duas seleões vem de vitórias curiosamente com o mesmo resultado (2-1), Moçambique contra a Somália e Guiné contra Argélia. Além destas semelhanças, há também diferenças. Moçambique está em desvantagem no confronto directo contra os guineenses.

Em seis jogos, os Mambas somam apenas uma vitória, alcançada em Novembro de 1994. Ou seja, há 30 anos que o combinado nacional não vence a Guiné. Um ano depois as duas selecções voltaram a defrontar-se na corrida para o CAN de 1996, tendo a partida terminado em empate sem golos.

Moçambique voltou a não conseguir vencer a Guiné em 2003, averbando duas derrotas por 0-1 e 3-4, nas qualificações para o CAN 2006. Dez anos depois, ou seja em 2013, os Mambas não tiveram, mais uma vez, argumentos para contrariar a selecção guineense, sofrendo uma pesada derrota por 1-6 e um empate sem abertura de contagem. Jogava-se pelo acesso ao CAN 2014.

A selecção nacional vai procurar, esta noite, alcançar a sua segunda vitória e mudar as estatísticas.

Os Mambas defrontam, na noite desta segunda-feira, a sua similar da Guiné-Conacri, em partida a contar para a quarta jornada do Grupo G de qualificação para o Mundial 2026. Depois de vencer a Somália, na sexta-feira, Chiquinho Conde e os seus pupilos só pensam em mais uma vitória, para continuar a sonhar com o apuramento aos Estados Unidos da América, México e Canadá.

Os Mambas jogaram com a Somália, na sexta-feira, num jogo em que entrou a vencer, com golos de Alfonso Amade e Stanley Ratifo, ainda na primeira parte, para depois gerir o esforço na segunda parte, antes de seguirem viagem, na mesma noite, para Casablanca, Marrocos, onde terão mais um embate, esta noite.

Apesar da gestão de esforço feita pela equipa técnica, que preferiu realizar apenas uma sessão de treinos em solo marroquino, Chiquinho Conde diz que o jogo diante da Guiné-Conacri não vai ser fácil, tendo em conta aquilo que o adversário vem fazendo nesta campanha.

Aliás, o único treino dos Mambas aconteceu na manhã deste domingo, não no estádio que vai acolher o jogo, mas num dos relvados nos arredores de Casablanca, em virtude da distância que separa o local de acomodação e o palco do jogo. Da cidade de Casablanca para El Jadide, local do jogo, são cerca de 100 quilómetros e Chiquinho Conde preferiu não desgastar ainda mais os jogadores.

“Privilegiamos aspectos de ligação defesa-ataque, em que tivemos dificuldades no último jogo, estamos a criar essas sinergias entre os jogadores, visto que no contexto de selecção temos pouco espaço e tempo para trabalhar”, disse.

Sobre o jogo desta segunda-feira, Conde diz que “será um jogo difícil como todos os outros, Guiné-Conacri está motivada, foi ganhar a Argélia por dois a um, e no nosso grupo estão quatro selecções com seis pontos”.

Ainda assim, de acordo com Chiquinho Conde, “nota-se um semblante animador no seio dos jogadores, temos uma grande responsabilidade não estamos aqui apenas para jogar pelas nossas famílias, estamos aqui por 30 milhões de habitantes, pelo que é importante transformar essas adversidades na nossa energia para conseguirmos superar o adversário e para conseguirmos ganhar algo onde as pessoas menos esperam”, referiu o timoneiro dos Mambas.

 

Sem Mexer, mas com alternativas

Para o jogo desta segunda-feira, Chiquinho Conde não vai contar com Mexer, que ficou em Maputo, dispensado pelo seleccionador nacional para atender situações familiares. Uma situação que não tira sono a Chiquinho Conde, que considera que vai sempre encontrar soluções dentro do conjunto.

“É por essas situações que sempre convoco dois jogadores para cada posição e normalmente tenho o privilégio de ter jogadores que fazem duplas funções, são polivalentes. Infelizmente, não está o Mexer por questões familiares, e espero que ele resolva essa situação. Eu privilegio a família, que está sempre em primeiro lugar, independentemente de estarmos aqui numa missão patriótica, sabemos quanto ele sofre por não estar aqui, no início desta campanha ele sempre mostrou disponibilidade mesmo estando em dificuldades. Temos outros jogadores, temos o Malembana, o Reinildo que também faz a vez de central, temos o Edmilson e o Nené também. Vamos ver como vamos ajustar do ponto de vista técnico táctico. Podemos jogador com três centrais. Tudo tem a ver com aquilo que nós treinámos, com aquilo que já perspectivámos à semelhança de alguns jogos que nós já fizemos no CAN”, explicou Conde.

 

Pepo com esperança de jogar contra Guiné-Conacri

No jogo de sexta-feira, Pedro Santos, ou simplesmente Pepo, recentemente naturalizado, até equipou, aqueceu com os colegas, sentou-se no banco na primeira parte, mas depois foi dispensado.

O facto decorreu de a sua regularização não estar ainda concluída, junto da FIFA, que deverá autorizar a utilização do jogador. Pepo esclareceu o que aconteceu, referindo que está relacionado com questões burocráticas, visto que a FIFA ainda não autorizou o pedido feito pela FMF para a validação do processo de naturalização do jogador.

Ainda assim, Pepo está confiante que até ao jogo com a Guiné-Conacri tudo estará resolvido para que possa entrar nas opções de Chiquinho Conde.

O jogo Guiné Conacri-Moçambique está agendado para as 20h de Casablanca, 21h de Maputo, e vai decorrer no Estádio Ben Hammed El Abdi, na cidade de El Jadida.

 

JOGOS DO GRUPO G – 4ª JORNADA (HOJE)

Hora Visitado Visitante
15:00 Somália vs Botswana
18:00 Uganda vs Argélia
21:00 Guiné-Conacri vs Moçambique

 

CLASSIFICAÇÃO ACTUAL

Equipa J V E D GM:GS P
1. Argélia 3 2 0 1 6:3 6
2. Guiné-Conacri 3 2 0 1 4:3 6
3. Uganda 3 2 0 1 3:2 6
4. Moçambique 3 2 0 1 5:5 6
5. Botswana 3 1 0 2 3:4 3
6. Somália 3 0 0 3 2:6 0

Os Mambas venceram, hoje, a Somália por duas bolas a uma, em jogo da terceira jornada do Grupo G de qualificação para o Mundial 2026. Alfonso Amade e Stanley Ratifo foram os autores dos golos da selecção nacional. O combinado nacional volta a jogar na segunda-feira, diante da Guiné-Conacri, desta feita para a quarta jornada da corrida ao Campeonato do Mundo.

 

Carlos Manuel, Caló, já não é treinador do Desportivo de Nacala. O técnico rescindiu o contrato com o clube por mau ambiente de trabalho.

Poucos meses depois de ter sido anunciado como treinador do Desportivo de Nacala, equipa que regressou ao Moçambola na presente temporada, Carlos Manuel decidiu colocar um ponto final na ligação com este emblema.

Caló rescindiu o contrato com o clube da cidade portuária de Nacala, em solidariedade aos seus adjuntos que foram afastados da equipa técnica sem o seu consetimento e sem justa causa. Além disso, o técnico tem sido alvo de muita pressão por parte dos adeptos, interferindo no seu trabalho.

Recentemente, os adeptos exigiram o afastamento de Shelton, jogador que, segundo eles está envolvido em esquemas de viciação do resultado na partida contra o Ferroviário de Nampula.
Sabe-se que a direcção do clube poderá dispensar o atleta nos próximos dias, em resposta à pressão da massa associativa. Caló deixa o Desportivo de Nacala na sétima posição, com oito pontos, numa época em que até começou bem o Moçambola, arrancando resultados satisfatórios.

Mais uma página dourada escrita por Tamara Seda e Ingvild Mucauro no basquetebol Angolano, com a Conquista, ontem, do título de campeãs ao serviço do Interclube, que venceu o D’Agosto, por 61-60, no jogo 2 do play-off da final da Liga Azule. 

“É de Moz”. Orgulhosamente moçambicanas, orgulhosamente “made in” Manica (Ingvild) e Nampula (Tamara) a fazerem brilharete do outro lado do Atlântico : Angola. Com 18 pontos, Tamara Seda foi enorme e dominou na área restritiva (zona pintada) e líderou o Interclube à conquista do décimo sexto título de campeão angolano de basquetebol sénior feminino. Por estes números, e os 23 pontos e oito ressaltos no jogo 2, foi indicada melhor jogadora (MVP) da final, tal como na final do ano passado disputada em Benguela. 

A compatriota, essa, Ingvild Mucauro não esteve na mesma grandeza do jogo 2 (23 pontos e 11 ressaltos) mas não deixou de ser uma unidade determinante no conjunto de Elisa Pires, “coach”das” “polícias”. Não é por acaso que, no final da prova, foi indicada para o cinco ideal, juntamente com a compatriota Tamara Seda.

Apostas certas de Edson Quexito, vice-presidente do Interclube para o basquetebol. 

Um parcial de 15-14 favorável ao Interclube, no final do primeiro quarto, era um claro indicador de que o D’Agosto estava disposto a forçar a decisão do título nos jogos 4 e 5. Paulo Macedo, “coach” do D’Agosto, fez os ajustes no segundo quarto e manteve uma defesa homem a homem e com pressão sobre o portador da bola, e, no final desta etapa, venceu pelo parcial de 14-13 (25-28 ao intervalo, vantagem para as “militares”).

Uma defesa à zona montada pelo Interclube, no terceiro quarto, desafiou o Primeiro de Agosto a recorrer à melhor circulação de bola (girar), penetrações e quando o adversário se ajustava, colocar a bola na zona dos extremos para lançarem da zona dos 6, 75 metros. E, neste quesito, até foi eficaz em algum momento. No final do terceiro quarto, o marcador indicava 45-41,vantagem para o clube das Forças Armadas de Angola (FAA).

Com Tamara Seda e Cristina Matiquite  a travarem um duelo interessante na luta na zona pintada, o marcador chegou a estar igualado em duas ocasiões : 57-57 e 60-60. A verdade, essa, é que o Interclube esteve mais concentrado no final e venceu por 61-60. Consume-se, assim, a conquista do título com um 3-0 na série do play-off a melhor de cinco jogos. No jogo 1, o Interclube venceu por 60-56 e, na segunda partida, por 73-71.

Moçambique e Somália defrontam-se pela primeira vez na história das duas nações, em futebol, hoje, em partida da terceira jornada do grupo “G” de qualificação para o Mundial de 2026. Chiquinho Conde diz que conta com todos os jogadores para este embate, incluindo Geny Catamo, e que a ambição passa por vencer e continuar a sonhar com o apuramento para Estados Unidos da América, México e Canadá.

Jogo inédito entre Moçambique e Somália, esta sexta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto. Quis o destino que este primeiro jogo entre as duas selecções acontecesse em Maputo, numa altura em que os Mambas estão no seu melhor momento, depois de disputarem o Campeonato Africano das Nações e terem feito tremer potências do futebol africano, casos de Gana e Egipto.

Neste primeiro embate de sempre entre Moçambique e Somália, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, assume que será um jogo dividido, uma vez que nenhuma das selecções conhece a outra, em termos práticos.

Ainda assim, Chiquinho Conde diz que há necessidade de se respeitar o adversário, pese embora estar furos abaixo no ranking da FIFA em relação a Moçambique, além de ser uma selecção das menos cotadas.

“Somália? É uma selecção que vendeu caro a derrota diante da Argélia, em Argel. Somos teoricamente os favoritos para este jogo, mas temos de demonstrar este favoritismo em campo”, disse Chiquinho Conde, em conferência de imprensa de antevisão do jogo, esta quinta-feira.

Para o seleccionador nacional “cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”. Mesmo para deixar claro que o favoritismo dos Mambas é teórico e deve ser demonstrado dentro das quatro linhas.

Aliás, Chiquinho Conde diz que será um jogo repartido, pelo menos nos primeiros minutos, altura em que os jogadores estarão em estudo mútuo. “50%-50%? Concordo com o seleccionador da Somália. A vitória será ditada por aquilo que irá ocorrer em campo, e oxalá que possamos dar alegrias ao nosso povo”, disse Conde.

As cautelas de Chiquinho Conde são deixadas de lado quando aborda os sonhos que se tem desta campanha. Para o seleccionador nacional, é sempre bom sonhar, mas com os pés bem assentes no chão.

Afinal, para quem levou os Mambas a uma fase final do CHAN, nove anos depois da última disputa, e para o CAN, 13 anos depois, não pode deixar de sonhar. “Temos confiança no nosso trabalho e no que estamos a fazer. Apesar de até o mais confiante dos adeptos dos Mambas não sonhar com a qualificação, nós confiamos no que estamos a fazer e, por isso, podemos sonhar com esta qualificação. Sempre podemos sonhar”, disse Chiquinho Conde.

CONTAR COM TODOS OS JOGADORES
Para este embate diante da Somália, esta sexta-feira, Chiquinho Conde diz que conta com todos os jogadores disponíveis, apesar de algumas dúvidas em relação à utilização de Geny Catamo.

É que o médico dos Mambas, Raúl Cossa, tinha deixado um alerta sobre o estado físico do jogador, que veio a esta concentração com uma lesão. Uma dúvida que preocupa os amantes dos Mambas que vêem em Geny Catamo a promessa para alcançar bons resultados.

Chiquinho Conde tratou de acalmar os ânimos ao declarar que “temos todos os atletas aptos para o jogo contra a Somália, incluindo Geny Catamo”. Ademais, Conde não esconde o desejo de utilizar toda a sua armada contra a Somália.

Do que tem certeza mesmo é do sistema táctico que será usado para este jogo, pelo menos nos primeiros minutos. O tradicional 4x2x3x1 para atacar a Somália, mas também não deixar fragilizada a defensiva.

Ainda assim, será um sistema que pode alterar no decorrer da partida, tal como já aconteceu diante do Egipto, no Campeonato Africano das Nações, em Janeiro passado.
Para já, Chiquinho Conde preferiu esconder a sete chaves o possível onze inicial para esta sexta-feira, sendo claro que poderá ser, tal como sempre assumiu “Domingues e mais 10”.

“DEVEMOS OLHAR PARA NÓS E NÃO PARA O ADVERSÁRIO”, DIZ DOMINGUES
Já o capitão dos Mambas, que também falou em conferência de imprensa de antevisão, assumiu que o objectivo é vencer e continuar a sonhar, mas sempre respeitando o adversário. Para o capitão, “o foco mais importante é olharmos para nós próprios, como queremos abordar o jogo e a nossa vontade de vencer esta partida”.

Domingues diz que não se pode olhar para a Somália como um adversário fraco, porque pode criar problemas aos Mambas. Mas o foco é o objectivo do grupo. “Muitos olham para a Somália como fraca, mas não é. Mas nós jogamos em casa e sabemos que, com o nosso público, jogaremos para ganhar”, argumentou.

Domingues espera que o público possa aderir ao Estádio Nacional do Zimpeto para prestar o seu apoio aos Mambas de modo a conseguirem alcançar uma vitória.

 

SOMALIS DIZEM QUE NÃO VIERAM FAZER TURISMO
A Somália também fez a sua antevisão do jogo desta sexta-feira, e o respectivo seleccionador, Rachide Lousteque, assumiu que não veio para fazer turismo, mas sim para disputar o jogo pelo jogo.

“Não viemos a Maputo a turismo. Viemos para jogar e ganhar. As probabilidades de vitória são de 50% para cada uma das selecções”, disse Rachide Lousteque.
O seleccionador nacional diz que tem conhecimento do que Moçambique tem feito e do crescimento que teve, mas nada que assuste o conjunto somali. “Estudamos Moçambique, vimos o que fez no CAN 2023, na Costa do Marfim, por isso mesmo digo: viemos para ganhar”, afirmou o seleccionador da Somália.

O embate entre Moçambique e Somália inicia-se quando forem 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto.

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