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O País – A verdade como notícia

Os Mambas e as Comores são as únicas selecções que somam nove pontos na fase de grupos de qualificação para o Mundial de futebol de 2026, nos Estados Unidos da América, México e Canadá. As duas selecções somam três vitórias na prova e estão bem encaminhadas para a fase final da prova.

Houve excelentes desempenhos entre as selecções da Cosafa que disputam as eliminatórias para o Campeonato do Mundo de 2026 durante esta janela internacional da FIFA, enquanto sonham com uma passagem para a fase final da competição que terá lugar nos Estados Unidos da América, México e Canadá.

O Cosafa resumiu os resultados dos dois jogos disputados, com destaque para as selecções que conseguiram vencer e estão nos lugares que podem garantir a vaga.

Angola: continua invicta nas eliminatórias com uma vitória e três empates nos quatro jogos até o momento, e está na quarta posição, dois pontos atrás do líder do Grupo D, Camarões. Os Palancas empataram 1-1 com os Leões Indomáveis na terça-feira, depois de derrotarem eSwatini por 1-0 na partida anterior. Ambos os jogos foram disputados em casa.

África do Sul: Bafana Bafana ficou satisfeito com os quatro pontos em dois jogos, um empate 1-1 na Nigéria e uma vitória por 3-1 sobre o Zimbabwe em casa. Os Bafana Bafana estão empatados em pontos na liderança do Grupo C com Ruanda e Benin, com 7 pontos cada um.

Botswana: venceu a Somália por 3-1 na segunda-feira e manteve-se na luta pelo Grupo G. Isso seguiu-se a uma derrota por 1-0 no Uganda. As Zebras estão na terceira posição há três pontos dos líderes, Argélia e Moçambique, faltando seis jogos para o final, então tudo é possível.

Comores: lideram o Grupo I, com os mesmos nove pontos do Gana, mas na frente, devido ao saldo de golos. Perderam por 2-1 contra Madagáscar, no neutro Joanesburgo, mas depois conquistaram uma vitória por 2-0 sobre o Chade, no Marrocos. É um excelente início de campanha.

Eswatini: Foi um início difícil para eSwatini nas eliminatórias do Grupo D, que sofreu quatro derrotas consecutivas, por isso na cauda sem nenhum ponto. Perdeu para Angola (0-1) e Maurícias (1-2), ambas fora de casa, nos dois jogos nesta janela.

Lesotho: O Likuena conquistou uma excelente vitória por 2-0 sobre o Zimbabwe, no neutro Joanesburgo, mas foi derrotado por 1-0 pelo Ruanda em Durban, no segundo jogo, onde poderia ter esperado somar mais pontos. No entanto, o Lesotho está na quarta posição a apenas dois pontos dos líderes do Grupo C e ainda está na disputa.

Madagáscar: Os malgaxes ficarão muito satisfeitos com os dois jogos, conquistando uma vitória por 2-1 sobre Comores, em Joanesburgo, e depois empatando sem golos com o favorito do grupo, Mali, na mesma cidade. Seguem na terceira posição do grupo há apenas dois pontos dos líderes do Grupo I, Comores e Gana.

Malawi: Uma situação mista para o Malawi nesta janela, ao derrotar São Tomé e Príncipe por 3-1, mas depois a perder por 1-0 para a Guiné Equatorial. Os malawianos somam seis pontos em quatro jogos, estão na terceira posição há quatro pontos da líder Tunísia no Grupo H.

Maurícias: As Maurícias conquistaram a primeira vitória nas eliminatórias ao derrotar o Eswatini por 2-1 e conquistaram quatro pontos em 12 possíveis até o momento. Também perderam por 1-2 para a Líbia nesta janela, um resultado apertado. A vitória sobre eSwatini foi a primeira nas eliminatórias para a Copa do Mundo desde que derrotou Uganda por 3-1 em 2003. Seguem na penúltima posição com quatro pontos.

Moçambique: Os Mambas venceram três das quatro eliminatórias e conquistaram vitórias consecutivas nesta janela, deixando-os empatados em pontos com o líder do Grupo G, a Argélia, com nove pontos cada. Derrotaram a Somália por 2-1 e depois venceram a Guiné por 1-0, no neutro Marrocos, um excelente resultado. Mas apenas três pontos separam as cinco melhores selecções deste grupo.

Namíbia: Dois empates sólidos deixaram a Namíbia em boa posição no Grupo H, já que seguem na quarta posição com cinco pontos. Estão invictos após quatro jogos no grupo, dois pontos atrás da líder Tunísia. Os namibianos empataram 1-1 com a Libéria e depois empataram sem golos na Tunísia, com ambas as partidas disputadas no neutro Joanesburgo. Sofreram apenas uma vez nas quatro partidas do grupo.

Seychelles: As Seychelles estão contra a parede, já que perderam todos os quatro jogos de qualificação do Grupo F até à data e por isso últimos sem nenhum ponto. Os ilhéus perderam por 1-5 fora para a Gâmbia e 1-3 em casa para o Burundi nesta janela.

Zâmbia: Os Chipolopolos tiveram algum trabalho a fazer nas eliminatórias depois de três derrotas consecutivas que os deixaram atrás do líder do grupo, Marrocos, por seis pontos, com este último com um jogo a menos. Perdeu por 1-2 fora em Marrocos e depois foi derrotado por 1-0 pela Tanzânia em casa nesta janela. É penúltimo do grupo com apenas três pontos.

Zimbabwe: Alguns jogos difíceis para os Warriors, pois perderam para o Lesotho (0-2) e a África do Sul (1-3). A sua jovem equipa tem agora uma montanha a escalar nas restantes partidas da qualificação, já que são lanternas vermelhas com dois pontos no Grupo C, cinco atrás dos líderes.

Ao  oitavo dia do mês de Junho, a  selecção nacional de basquetebol sénior feminino arrancou com os seus trabalhos  de preparação, tendo em vista a sua participação no Torneio de Pré-Qualificação ao Mundial, competição a decorrer de 19 a 25 de Agosto, no México.

O grupo de trabalhado, liderado numa primeira fase por Leonel “Mabê” Manhique e Deolinda Carmen Ngulela, deu início ao micro-ciclo preparatório sábado último, no pavilhão do Desportivo de Maputo, com grande parte das atletas que evoluem internamente.

No sábado, 15 de Junho, espera-se que o espanhol  Inãki Garcia, indicado seleccionador nacional principal de basquetebol sénior feminino, desembarque no país e comece a trabalhar com as “Samurais”.

A selecção nacional, lembre-se, está inserida no grupo B do torneio pré-qualificativo para o Mundial, juntamente com o México, Nova Zelândia e Montenegro. O México é uma das nações mais fortes do basquetebol feminino do continente americano, tendo conquistado a medalha de prata no Campeonato das Américas feminino de 2013 e 2017, bem como duas medalhas de bronze em 2007 e 2019.

Adversário de peso no caminho de Moçambique no  torneio pré-qualificativo de acesso ao Mundial 2026, a  equipa feminina de basquetebol,  da Nova Zelândia, também conhecida como “Tall Ferns”, estreiou-se em provas internacionais em 1953, no Campeonato Mundial realizado no Chile.

Desde então, as “Tall Ferns” contabilizaram  doze  presenças no Mundial e seis em edições dos Jogos Olímpicos.

A Nova Zelândia foi anfitriã do Campeonato Mundial de 2018, que foi realizado em Auckland e Hamilton, ocupando o 10.º lugar na competição.

A selecção montenegrina de basquetebol feminino foi fundada em 2006, após a dissolução da República Federal da Jugoslávia. Esta nação basquetebolística fez a sua estreia em competições internacionais no Campeonato Europeu de Basquetebol feminino de 2007, fechando a sua participação em 10.º lugar.

De lá a esta parte, Montenegro vem participando com regularidade em competições internacionais, incluindo o Campeonato Europeu de Basquetebol Feminino e o Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino.

Os dois melhores conjuntos seguem para as meias-finais de cada torneio, enquanto os vencedores terão acesso garantido na competição final de acesso ao  Campeonato do Mundo de Basquetebol 2026, certame previsto para Alemanha.

Lista de convocadas:

Costa do Sol: Cleide Machava, Yolanda Francisco, Eleuteria Lhavanguane, Chelsea Rafael, Nilza Chiziane e Vilma Covane.
Ferroviário de Maputo: Dulce Mabjaia, Odélia Mafanela, Anabela Cossa, Stefânia Chiziane, Carla Covane e Sílvia Veloso.
Tamara Seda (Kutxabank Araski, Espanha), Leia Dongue (Oxygen Roma, Itália), Vânia Sengo (ACD Ferragudo, Portugal), Delma Zita (Utep Miners, EUA), Célia Sumbane (College Auburn Tigers, EUA), Chanaya Pinto (Pen State, EUA),  Inguivild Mucauro (Inter Clube, Angola) e Clitan de Sousa (Sant Josep, Espanha).

A selecção nacional de futebol venceu, na noite desta segunda-feira, a sua similar da Guiné Conacri, por uma bola sem resposta, em partida da quarta jornada de qualificação ao Mundial 2026.

Geny Catamo, de grande penalidade a castigar uma falta sobre Infren na área guineense, marcou o único golos, aos 90+3 minutos, resultado que coloca os Mambas na segunda posição, com os mesmos nove pontos da Argélia, que na mesma noite venceu Uganda por 1-2.

A partida foi repartida desde o início, com as duas selecções a procurarem chegar ao golo, sem sucesso.

Ernan foi, por algumas vezes, o herói dos Mambas, ao defender quatro remates com selo de golos.

Pepo foi a novidade no jogo, ao estrear-se a jogar pelos Mambas, na segunda parte, a entrar para lugar de Alfonso Amade.

Mas o herói acabou mesmo por ser Geny Catamo, a apontar, friamente, a grande penalidade, num momento de grande tensão, mas o jovem jogador a provar que já tem tarimba e experiência para às grandes decisões.

Moçambique iguala Argélia e às duas selecções isolam-se no topo, com nove pontos cada, em quatro jornadas disputadas.

A próxima partida dos Mambas de qualificação ao Mundial só terá lugar em Março de 2025, quando receber no Estádio Nac

ional do Zimpeto a similar do Uganda, para a quinta e última jornada da primeira volta.

Carlos Manuel foi anunciado, esta segunda-feira, como novo treinador do Ferroviário de Maputo. Caló vai trabalhar com Danito Nhampossa, outro filho da casa resgatado para colocar a “locomotiva” nos carris.

O bom filho regressa à casa! Carlos Manuel (Caló), responsável pelo último título de campeão nacional conquistado pelo Ferroviário de Maputo, em 2015, é o homem escolhido para treinar os “locomotivas” da capital.

Caló assinou um contrato válido por uma temporada, sendo que o técnico vai trabalhar com Danito Nhampossa, outro homem da casa que vinha orientando a equipa interinamente, depois do afastamento do português Sérgio Boris.

Carlos Manuel deve, ainda, ser apresentado ao grupo de trabalho, esta terça-feira, e vai começar já a trabalhar com a equipa verde-e-branca na projecção do embate com o Brera de Tchumene, agendado para o próximo sábado, no campo do Afrin.

Semana passada, Carlos Manuel abandonou o cargo de treinador do Desportivo de Nacala, em solidariedade aos seus adjuntos que foram, pasme-se, proibidos pelos adeptos locais de desempenharem as suas funções nesta colectividade.

Suleimane Barros e Bento Mate (os referidos adjuntos de Carlos Manuel) chegaram a ser acusados de maltratar os jogadores do Desportivo de Nacala.

Solidário, consta que Carlos Manuel se reuniu com a direcção do Desportivo de Nacala, encontro no qual disse que não iria trabalhar com outra equipa técnica.

Com experiência, Caló já trabalhou na União Desportiva do Songo, Clube de Chibuto, Têxtil de Púnguè e Incomáti de Xinavane.

Os Mambas não vencem a Guiné-Conacri há 30 anos. A única vitória do combinado nacional foi em Novembro de 1994. Os dois conjuntos, que já se defrontaram por seis vezes, jogam hoje, às 21h00.

Moçambique e Guiné-Conacri voltam a defrontar-se 11 anos depois, desta feita para as qualificações para o Campeonato do Mundo 2026. As duas selecções partem para o jogo desta segunda-feira em ingualdade pontual, tendo em conta que somam seis pontos.

Mais do que isso, as duas seleões vem de vitórias curiosamente com o mesmo resultado (2-1), Moçambique contra a Somália e Guiné contra Argélia. Além destas semelhanças, há também diferenças. Moçambique está em desvantagem no confronto directo contra os guineenses.

Em seis jogos, os Mambas somam apenas uma vitória, alcançada em Novembro de 1994. Ou seja, há 30 anos que o combinado nacional não vence a Guiné. Um ano depois as duas selecções voltaram a defrontar-se na corrida para o CAN de 1996, tendo a partida terminado em empate sem golos.

Moçambique voltou a não conseguir vencer a Guiné em 2003, averbando duas derrotas por 0-1 e 3-4, nas qualificações para o CAN 2006. Dez anos depois, ou seja em 2013, os Mambas não tiveram, mais uma vez, argumentos para contrariar a selecção guineense, sofrendo uma pesada derrota por 1-6 e um empate sem abertura de contagem. Jogava-se pelo acesso ao CAN 2014.

A selecção nacional vai procurar, esta noite, alcançar a sua segunda vitória e mudar as estatísticas.

Os Mambas defrontam, na noite desta segunda-feira, a sua similar da Guiné-Conacri, em partida a contar para a quarta jornada do Grupo G de qualificação para o Mundial 2026. Depois de vencer a Somália, na sexta-feira, Chiquinho Conde e os seus pupilos só pensam em mais uma vitória, para continuar a sonhar com o apuramento aos Estados Unidos da América, México e Canadá.

Os Mambas jogaram com a Somália, na sexta-feira, num jogo em que entrou a vencer, com golos de Alfonso Amade e Stanley Ratifo, ainda na primeira parte, para depois gerir o esforço na segunda parte, antes de seguirem viagem, na mesma noite, para Casablanca, Marrocos, onde terão mais um embate, esta noite.

Apesar da gestão de esforço feita pela equipa técnica, que preferiu realizar apenas uma sessão de treinos em solo marroquino, Chiquinho Conde diz que o jogo diante da Guiné-Conacri não vai ser fácil, tendo em conta aquilo que o adversário vem fazendo nesta campanha.

Aliás, o único treino dos Mambas aconteceu na manhã deste domingo, não no estádio que vai acolher o jogo, mas num dos relvados nos arredores de Casablanca, em virtude da distância que separa o local de acomodação e o palco do jogo. Da cidade de Casablanca para El Jadide, local do jogo, são cerca de 100 quilómetros e Chiquinho Conde preferiu não desgastar ainda mais os jogadores.

“Privilegiamos aspectos de ligação defesa-ataque, em que tivemos dificuldades no último jogo, estamos a criar essas sinergias entre os jogadores, visto que no contexto de selecção temos pouco espaço e tempo para trabalhar”, disse.

Sobre o jogo desta segunda-feira, Conde diz que “será um jogo difícil como todos os outros, Guiné-Conacri está motivada, foi ganhar a Argélia por dois a um, e no nosso grupo estão quatro selecções com seis pontos”.

Ainda assim, de acordo com Chiquinho Conde, “nota-se um semblante animador no seio dos jogadores, temos uma grande responsabilidade não estamos aqui apenas para jogar pelas nossas famílias, estamos aqui por 30 milhões de habitantes, pelo que é importante transformar essas adversidades na nossa energia para conseguirmos superar o adversário e para conseguirmos ganhar algo onde as pessoas menos esperam”, referiu o timoneiro dos Mambas.

 

Sem Mexer, mas com alternativas

Para o jogo desta segunda-feira, Chiquinho Conde não vai contar com Mexer, que ficou em Maputo, dispensado pelo seleccionador nacional para atender situações familiares. Uma situação que não tira sono a Chiquinho Conde, que considera que vai sempre encontrar soluções dentro do conjunto.

“É por essas situações que sempre convoco dois jogadores para cada posição e normalmente tenho o privilégio de ter jogadores que fazem duplas funções, são polivalentes. Infelizmente, não está o Mexer por questões familiares, e espero que ele resolva essa situação. Eu privilegio a família, que está sempre em primeiro lugar, independentemente de estarmos aqui numa missão patriótica, sabemos quanto ele sofre por não estar aqui, no início desta campanha ele sempre mostrou disponibilidade mesmo estando em dificuldades. Temos outros jogadores, temos o Malembana, o Reinildo que também faz a vez de central, temos o Edmilson e o Nené também. Vamos ver como vamos ajustar do ponto de vista técnico táctico. Podemos jogador com três centrais. Tudo tem a ver com aquilo que nós treinámos, com aquilo que já perspectivámos à semelhança de alguns jogos que nós já fizemos no CAN”, explicou Conde.

 

Pepo com esperança de jogar contra Guiné-Conacri

No jogo de sexta-feira, Pedro Santos, ou simplesmente Pepo, recentemente naturalizado, até equipou, aqueceu com os colegas, sentou-se no banco na primeira parte, mas depois foi dispensado.

O facto decorreu de a sua regularização não estar ainda concluída, junto da FIFA, que deverá autorizar a utilização do jogador. Pepo esclareceu o que aconteceu, referindo que está relacionado com questões burocráticas, visto que a FIFA ainda não autorizou o pedido feito pela FMF para a validação do processo de naturalização do jogador.

Ainda assim, Pepo está confiante que até ao jogo com a Guiné-Conacri tudo estará resolvido para que possa entrar nas opções de Chiquinho Conde.

O jogo Guiné Conacri-Moçambique está agendado para as 20h de Casablanca, 21h de Maputo, e vai decorrer no Estádio Ben Hammed El Abdi, na cidade de El Jadida.

 

JOGOS DO GRUPO G – 4ª JORNADA (HOJE)

Hora Visitado Visitante
15:00 Somália vs Botswana
18:00 Uganda vs Argélia
21:00 Guiné-Conacri vs Moçambique

 

CLASSIFICAÇÃO ACTUAL

Equipa J V E D GM:GS P
1. Argélia 3 2 0 1 6:3 6
2. Guiné-Conacri 3 2 0 1 4:3 6
3. Uganda 3 2 0 1 3:2 6
4. Moçambique 3 2 0 1 5:5 6
5. Botswana 3 1 0 2 3:4 3
6. Somália 3 0 0 3 2:6 0

Os Mambas venceram, hoje, a Somália por duas bolas a uma, em jogo da terceira jornada do Grupo G de qualificação para o Mundial 2026. Alfonso Amade e Stanley Ratifo foram os autores dos golos da selecção nacional. O combinado nacional volta a jogar na segunda-feira, diante da Guiné-Conacri, desta feita para a quarta jornada da corrida ao Campeonato do Mundo.

 

Carlos Manuel, Caló, já não é treinador do Desportivo de Nacala. O técnico rescindiu o contrato com o clube por mau ambiente de trabalho.

Poucos meses depois de ter sido anunciado como treinador do Desportivo de Nacala, equipa que regressou ao Moçambola na presente temporada, Carlos Manuel decidiu colocar um ponto final na ligação com este emblema.

Caló rescindiu o contrato com o clube da cidade portuária de Nacala, em solidariedade aos seus adjuntos que foram afastados da equipa técnica sem o seu consetimento e sem justa causa. Além disso, o técnico tem sido alvo de muita pressão por parte dos adeptos, interferindo no seu trabalho.

Recentemente, os adeptos exigiram o afastamento de Shelton, jogador que, segundo eles está envolvido em esquemas de viciação do resultado na partida contra o Ferroviário de Nampula.
Sabe-se que a direcção do clube poderá dispensar o atleta nos próximos dias, em resposta à pressão da massa associativa. Caló deixa o Desportivo de Nacala na sétima posição, com oito pontos, numa época em que até começou bem o Moçambola, arrancando resultados satisfatórios.

Mais uma página dourada escrita por Tamara Seda e Ingvild Mucauro no basquetebol Angolano, com a Conquista, ontem, do título de campeãs ao serviço do Interclube, que venceu o D’Agosto, por 61-60, no jogo 2 do play-off da final da Liga Azule. 

“É de Moz”. Orgulhosamente moçambicanas, orgulhosamente “made in” Manica (Ingvild) e Nampula (Tamara) a fazerem brilharete do outro lado do Atlântico : Angola. Com 18 pontos, Tamara Seda foi enorme e dominou na área restritiva (zona pintada) e líderou o Interclube à conquista do décimo sexto título de campeão angolano de basquetebol sénior feminino. Por estes números, e os 23 pontos e oito ressaltos no jogo 2, foi indicada melhor jogadora (MVP) da final, tal como na final do ano passado disputada em Benguela. 

A compatriota, essa, Ingvild Mucauro não esteve na mesma grandeza do jogo 2 (23 pontos e 11 ressaltos) mas não deixou de ser uma unidade determinante no conjunto de Elisa Pires, “coach”das” “polícias”. Não é por acaso que, no final da prova, foi indicada para o cinco ideal, juntamente com a compatriota Tamara Seda.

Apostas certas de Edson Quexito, vice-presidente do Interclube para o basquetebol. 

Um parcial de 15-14 favorável ao Interclube, no final do primeiro quarto, era um claro indicador de que o D’Agosto estava disposto a forçar a decisão do título nos jogos 4 e 5. Paulo Macedo, “coach” do D’Agosto, fez os ajustes no segundo quarto e manteve uma defesa homem a homem e com pressão sobre o portador da bola, e, no final desta etapa, venceu pelo parcial de 14-13 (25-28 ao intervalo, vantagem para as “militares”).

Uma defesa à zona montada pelo Interclube, no terceiro quarto, desafiou o Primeiro de Agosto a recorrer à melhor circulação de bola (girar), penetrações e quando o adversário se ajustava, colocar a bola na zona dos extremos para lançarem da zona dos 6, 75 metros. E, neste quesito, até foi eficaz em algum momento. No final do terceiro quarto, o marcador indicava 45-41,vantagem para o clube das Forças Armadas de Angola (FAA).

Com Tamara Seda e Cristina Matiquite  a travarem um duelo interessante na luta na zona pintada, o marcador chegou a estar igualado em duas ocasiões : 57-57 e 60-60. A verdade, essa, é que o Interclube esteve mais concentrado no final e venceu por 61-60. Consume-se, assim, a conquista do título com um 3-0 na série do play-off a melhor de cinco jogos. No jogo 1, o Interclube venceu por 60-56 e, na segunda partida, por 73-71.

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