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O País – A verdade como notícia

Os árbitros moçambicanos Celso Alvação, Arsénio Maringule e Simões Guambe foram nomeados pela FIFA para ajuizarem o jogo entre o Togo e o Sudão do Sul, referente à terceira jornada do grupo B de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026, a disputar-se no dia 5 de Junho em lomé, capital do Togo.

Celso Alvação, árbitro da COPAF de Inhambane, vai ser o árbitro principal do jogo, enquanto Arsénio Maringule, da COPAF da Província de Maputo, será o primeiro assistente. Por sua vez, Simões Guambe, da COPAF da Cidade de Maputo, vai exercer as funções de quarto árbitro.

O quarteto fica completo com a integração do segundo assistente proveniente de Angola, nomeadamente Ivanildo Lopes.

Esta não é a primeira vez que os árbitros moçambicanos são chamados para ajuizarem jogos internacionais, sendo porta para mais pontuação para fazerem parte da lista restrita da Confederação Africana de Futebol para as fases finais da provas continentais.

 

Alguns jogadores da selecção nacional convocados por Chiquinho Conde para integrar os trabalhos dos Mambas na dupla jornada de qualificação ao Mundial de 2026, diante da Somália, a 7 de Junho, em Maputo, e do Guiné-Conacri, a 10 do mesmo mês, em Marrocos, já começam a chegar a capital do país.

Esta semana, chegaram dois jogadores, Gildo Vilankulos e Pedro Santos, também conhecido por Pepo. Este último junta-se pela primeira vez ao combinado nacional.

Os dois jogadores viram os seus campeonatos terminados, tal como muitos dos outros jogadores, mas, porque as provas das equipas que representam, o Sporting da Covilhã e Caldas Sporting Clube, ambos da terceira divisão, terminaram há duas semanas, foram dos primeiros a aterrarem na capital do país.

Gildo Vilankulos disputou, esta temporada, pelo Sporting da Covilhã, 30 jogos, dos quais 28 para a Liga 3 e dois para a Taça de Portugal, tendo jogado 1696 minutos, marcado apenas um golo e feito três assistências.

Pela selecção nacional disputou dois jogos de preparação ao CAN, três da fase final do CAN, um de qualificação e outros dois de qualificação ao Mundial 2026, ou seja, oito jogos, 321 minutos, nenhum golo e uma assistência.

Já Pedro Nunes Santos, “Pepo”, jogador de 30 anos de idade, que actua no Caldas de Portugal, e naturalizado recentemente, foi a grande novidade da convocatória dos Mambas. O jogador vai juntar-se ao conjunto liderado por Chiquinho Conde, de olhos postos na dupla jornada do Grupo G de qualificação para o Mundial 2026.

Pepo disputou, na temporada 2023/24, 28 partidas, das quais 27 para a Liga 3 e um para a Taça de Portugal, onde jogou 2111 minutos, marcou três golos e fez quatro assistências. Pode fazer sua estreia já na dupla jornada de qualificação ao Mundial, diante da Somália, no dia 7 de Junho, às 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto, ou frente a Guiné Conacri, em Marrocos, no dia 10 de Junho, às 21h00, no Stadium El Abdi El Jadida.

Os restantes jogadores vão chegar ainda esta semana, sendo que a concentração de toda delegação está prevista para domingo, dia 2 de Junho, devendo iniciar com os trabalhos de preparação na segunda-feira, 3 de Junho.

O Secretário de Estado do Deporto, Carlos Gilberto Mendes, manteve um encontro com o Ministro da Juventude e Desportos da Argélia, Abdul Rahman Hamad, esta terça-feira, 28 de Maio, em Argel. Na mesma ocasião, Mendes foi recebido pela Ministra da Cultura e das Artes argelina, Soria Mologi.

Integrando uma delegação moçambicana que visita Argélia desde o início desta semana, liderada pelo Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, no âmbito do prosseguimento dos acordos alcançado aquando da visita do presidente da República, Filipe Nyusi, àquele país, o Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes foi recebido pelo seu homólogo argelino, Abdul Rahman Hamad.

Em cima da mesa estavam conversações relativas a materialização do financiamento prometido por aquele país do norte de África para a construção de uma arena desportiva em Moçambique, avaliado em cerca de 30 milhões de meticais.

Aquando da visita presidencial, Filipe Nyusi teria deixado uma mensagem para que essa construção fosse feita em coordenação com os técnicos e engenheiros argelinos, experientes neste tipo de infraestruturas, olhando para os pavilhões multi-usos existentes naquele país.

Em comunicado divulgado na página oficial das redes sociais do Ministério da Juventude e Desportos da Argélia, lê-se que “o encontro com Gilberto Mendes foi no âmbito da visita de trabalho e amizade conduzida por uma delegação de ministérios de nível alto à Argélia para o período de 27 a 31 de Maio. O Sr. Ministro, no seu discurso, deu as boas-vindas à delegação fraterna moçambicana, sublinhando a profundidade das relações fraternas que unem os dois países, e, em princípio, neste contexto, a disposição do seu sector para abrir novos horizontes para a cooperação com este país amigo, em vários domínios da juventude e do desporto, avançando para a tradução imediata das promessas do Presidente da República, Sr. Abdul Majeed Tebboun, ao seu homólogo moçambicano, aquando da sua visita”.

Assim, as partes abordaram a construção da nova Arena desportiva multiuso, em Moçambique, sem no entanto trazer-se desenvolvimentos sobre os passos que serão dados nos próximos tempos para a materialização deste objectivo.

Num outro encontro, Gilberto Mendes, que se faz acompanhar por uma delegação do âmbito cultural e desportivo moçambicano, reuniu-se com a Ministra da Cultura e das Artes daquele país africano, Soria Mologi, onde discutiram formas de promover uma cooperação bilateral no domínio da Cultura e das Artes.
Na sua estadia em Argel, Gilberto Mendes visitou o estádio Nelson Mandela e o Centro do Alto Rendimento, dois empreendimentos que se situam na capital argelina.

 

 

O Moçambola 2024 já vai na sexta jornada disputada, e na frente da tabela classificativa tudo igual comparado com as primeiras seis jornadas da época passada. Mesmo líder, mesmos pontos e uma particularidade: Black Bulls na frente!

Ao cabo das seis primeiras jornadas da edição passada e desta edição, a Black Bulls segue na frente invicta, com vitórias em todos jogos e com 18 pontos. Única diferença existente entre a Black Bulls de 2023 e a Black Bulls de 2024 é na finalização e na defesa.

Em 2023, os “touros” tinham marcado 13 golos e sofrido apenas um, o que revelava uma equipa bastante eficiente no ataque e muito concentrada na defesa. Já na presente época, a turma de Tchumene marcou mais um golo que o mesmo período do ano passado, ou seja, 14, e sofreu mais golos, seis, revelando algumas dificuldades defensivas, ainda que sem muitos problemas.

Se, por um lado, continua demolidor na frente, sendo a equipa mais concretizadora, no capítulo defensivo perde para o Ferroviário de Nampula, que sofreu apenas três golos, e para Ferroviário da Beira e União Desportiva de Songo, que sofreram cinco golos cada.

As semelhanças das duas épocas continuam no segundo lugar, pelo menos no que diz respeito aos pontos. Na temporada passada, o segundo lugar era pertença do Ferroviário da Beira, com os mesmos 13 pontos dos actuais segundos classificados da presente temporada, nomeadamente: Costa do Sol e Ferroviário de Nampula, que, em 2023, ocupavam a nona e quinta posições, respectivamente, ao fim das primeiras seis jornadas.

Entretanto, quem era líder da prova ao fim das seis jornadas iniciais no ano passado, acabou não sendo o campeão nacional, título que foi para Chiveve, naquele que era segundo colocado. A pergunta que paira no ar é: vai permitir novamente uma revira-volta a Black Bulls tal como aconteceu no ano passado?

No que à cauda da tabela classificativa diz respeito, a única semelhança é que o nome do lanterna vermelha: Ferroviário. Em 2023, o último classificado ao fim das primeiras seis jornadas era o Ferroviário de Quelimane, equipa que acabou despromovida. Este ano, o lanterna vermelha é o Ferroviário de Maputo, que ainda não conhece o destino quando terminar as 22 jornadas da prova.

Mas há diferenças, também. Em 2023, os “locomotivas” de Quelimane tinham três pontos roubados ao Costa do Sol na primeira jornada. Tinham ainda marcado quatro golos e sofrido 14. Já o homónimo de Maputo, este ano, tem apenas um ponto, marcou apenas um golo e sofreu seis, naquele que é o pior registro de sempre da turma da capital do país, sempre candidato ao título.

Curiosamente, as três equipas que estavam na zona da despromoção ao fim das primeiras seis jornadas da época 2023 foram as despromovidas, nomeadamente, Ferroviário de Nacala, Matchedje de Mocuba e Ferroviário de Quelimane, sendo que este ano ainda há tempo do Ferroviário de Maputo safar-se da queda.

Em Novembro saberemos quem vai descer de divisão, numa situação em que apenas uma equipa será despromovida, já que o Moçambola 2025 terá 14 equipas, contrariamente as 12 que tem esta edição.

Sérgio Boris já não é treinador do Ferroviário de Maputo. O clube anunciou, na noite desta terça-feira, através de um comunicado divulgado na sua página oficial das redes sociais, a rescisão do contrato o técnico português. A derrota sofrida diante da Associação Desportiva de Vilankulo, por sinal a quinta no Moçambola-2024, terá precipitado a decisão. Ainda não há nome de quem segue nos “locomotivas” de Maputo.

É o fim da linha para um maquinista que desde cedo teve dificuldades para conduzir os destinos da “locomotiva” da capital do país. Os adeptos reagiram negativamente às constantes derrotas no Moçambola e a direcção não quis entrar em rota de colisão com a massa associativa.

E foi através de um comunicado que o Ferroviário de Maputo anunciou o fim da ligação com Sérgio Boris, numa nota que refere que a rescisão do contrato com o técnico português foi amigável.
“O Clube Ferroviário de Maputo comunica aos seus adeptos, sócios, simpatizantes e público, em geral, que rescindiu amigavelmente o contrato de trabalho com o corpo técnico da sua equipa principal de futebol com efeitos imediatos. O clube Ferroviário agradece pelo profissionalismo demonstrado pela equipa técnica e deseja sucessos na sua vida profissional”, lê-se no comunicado.

A gota de água foi a derrota sofrida em sua casa (emprestada – no campo da Afrin), diante da Associação Desportiva de Vilankulo, em partida a contar para a sexta jornada do Moçambola-2024.
Ainda a meio a contestações dos adeptos, Sérgio Boris, agora ex-treinador do Ferroviário de Maputo, disse no final do jogo que “vamos continuar a trabalhar para melhorar esta situação”. Ainda tinha esperança de continuar a frente dos destinos do clube, mas debalde.

Agora resta que as coisas melhorem, mas não mais com o Boris.

Chega, assim, o fim do ciclo do Sérgio Boris no Ferroviário de Maputo, deixando para trás uma equipa sem rumo, sem vitórias, mas com cinco derrotas (contando com o jogo ainda não homologado diante do Baía de Pemba), um empate, um ponto, um golo marcado e seis sofridos. Os “locomotivas” da capital ocupam a última posição da tabela classificativa do Moçambola, por sinal o pior registo nas últimas cinco épocas. Ninguém sabe quem será o próximo.

Segue o mesmo caminho de Sérgio Boris toda a sua equipa técnica, conforme informou o clube em comunicado oficial divulgado na noite da última terça-feira.
Lembrar que o Ferroviário de Maputo vai a Tchumene na sétima jornada para defrontar a Associação Black Bulls, líder do campeonato e que ainda não perdeu nenhum jogo nesta edição.

 

O desporto moçambicano, no geral, e o futebol, em particular, estão de luto. Perdeu a vida, ontem, vítima de doença, Abdul Hanane, ex-presidente do Benfica de Nampula, instrutor da Confederação Africana de treinadores de Futebol (CAF), empresário desportivo e coordenador de eventos em Nampula.

Os restos mortais de Hanane foram a enterrar na tarde de ontem, no cemitério municipal da Faina.

Yoosen Abdul Hanane, um dos filhos do falecido, contou ao jornal “Ikweli” que “nesses dias ele estava com problemas de estômago, mas ontem estava bem”, acrescentando que “fui para casa, então, lá para as 23h, voltou a sentir dores de estômago e foi ao hospital. Estava a tossir sangue e com falta de ar. O médico falou de um líquido aí que entrou nos pulmões, então fez com que ele perdesse a vida”.

Na qualidade de empresário desportivo, uma das suas paixões e facetas, Hanane deu primazia à área de formação, investindo em jovens talentos e abrindo-lhes espaço para crescerem e afirmarem-se.

Abdul Hanane era multifacetado. Foi membro da Assembleia Municipal da Cidade de Nampula pelo partido Frelimo e professor de língua portuguesa na Escola Secundária de Nampula.

 

SED LAMENTA MORTE DE ABDUL HANANE

O secretário de Estado de Desporto, Carlos Gilberto Mendes, lamentou, esta terça-feira, o desaparecimento físico de Abdul Hanane.

“Estamos de luto. Foi com choque que recebemos a notícia do falecimento de um dos mais emblemáticos desportistas nacionais, Abdul Hanane. Carismático e aficionado, Hanane marcou uma época e várias gerações. Descansa em paz, embondeiro. Que Allah lhe conceda Jannat”, lê-se numa mensagem publicada na sua página do “Facebook”.

 

GOVERNO DE NAMPULA RECONHECE OS FEITOS
O governador de Nampula, Manuel Rodrigues, lamenta a morte  de Abdul Hanane, figura que considerou “um dos embondeiros na promoção do desenvolvimento da província de Nampula”.

“Primeiro manifestar a nossa tristeza por esta perda irreparável de um dos embondeiros, senão aquele que durante a vida toda trabalhou para o desenvolvimento do desporto em Nampula. Queria muito antes apresentar os sentidos pêsames à família do professor Hanane. De facto, neste momento difícil em que a nossa província de Nampula se encontra, a família, em particular, dar mais forças para que continuemos a trabalhar, para juntos seguirmos os seus ensinamentos”, disse Manuel Rodrigues.

Segundo Manuel Rodrigues, “para nós como província de Nampula, foi, de facto, uma figura importante, não só na província de Nampula, como em todo o país, de forma geral”.

O dirigente não tem dúvidas de que Hanane “foi um dos quadros, foi um dos embondeiros emblemáticos na promoção, através das suas iniciativas de várias acções desportivas na nossa província de Nampula, esteve a dinamizar um desporto que quase esteve a desfalecer, que é o desporto motorizado, esteve a fazer renascer e a vibrar um dos nossos bairros emblemáticos da cidade de Nampula, que é o bairro de Namicopo. Portanto, o professor Hanane para nós é um ponto de referência que, sem dúvidas, irá continuar a marcar os nossos corações pela sua ausência em vida, pelas suas contribuições, calor que sempre transmitiu para todos nós, os nampulense, e para todos nós, amantes do desporto”.

O Ferroviário de Maputo continua de mal a pior no Moçambola 2024 e bateu o pior recorde de pontos num arranque da prova, ao somar apenas um ponto em 18 possíveis. É, pela primeira vez na história, lanterna vermelha, ao cabo de seis jornadas. Os adeptos solidarizam-se com a equipa técnica e acusam a direcção de não ajudar.

É o pior arranque dos últimos tempos. O Ferroviário de Maputo somou, esta segunda-feira, a sua quinta derrota no Moçambola 2024, ao perder com a Associação Desportiva de Vilankulo, por uma bola sem resposta, em sua casa.

Betinho abriu o marcador logo aos 10 minutos do jogo, iniciando m,ais um sofrimento para os “vata xanisseka” este ano. É que foi complicado para o Ferroviário de Maputo, que não conseguiu chegar ao tento de empate na primeira parte, mesmo dispondo de algumas oportunidades para tal.

Ja segunda metade da partida, os “locomotivas” até tentaram dar ar da sua graça, com Shaquile, à meia distância, a descobrir um buraco, mas o seu remate passou ao lado. Minutos depois foi a vez de Neymar tentar a sorte, porém sem sucesso. E tantas outras oportunidades disperdiçadas.

A Associação Desportiva de Vilankulo foi calculista e só não dilatou o marcador porque os seus avançados foram perdulários.

Nas hostes dos adeptos já não há paciência para mais. Os adeptos apontam os culpados pela época desastrosa e para eles a direcção é que não ajuda no alcance dos objectivos. O facto é que já são cinco derrotas e apenas um empate.

Sérgio Boris continua com a corda no pescoço e a semana vai ditar o futuro. Entretanto, o técnico português diz quer a única forma de sair destes resultados negativos é marcar todas oportunidades que se cria e vencer os jogos.

Próxima semana vai a Tchumene defrontar a Black Bulls, num mais um martírio para os adeptos do Ferroviário de Maputo, lanterna vermelha do Moçambola 2024.

Dos moçambicanos na diáspora, destaque para Reinildo Mandava, que este fim-de-semana, na última jornada da LaLiga, marcou o golo que garantiu o quarto lugar da prova e o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Já David Malembane deixou o pássaro voar na Arménia e terminou em segundo lugar, a dois pontos do campeão.

Reinildo Mandava, foi decisivo na vitória do Atlético Madrid diante da Real Sociedad, por 2-0, em jogo da última jornada da LaLiga. O  internacional moçambicano marcou, aos 84 minutos, o segundo golo dos madrilenos, numa jogada em que foi assistido por Álvaro Morata. Este foi o segundo golo de Reinildo na prova.

Os “colchoneros” adiantaram-se no marcador à  passagem do minuto  oito, com um golo de Samuel Lino. Com esta vitória, a equipa de Reinildo Mandava terminou em quarto lugar na LaLiga com setenta pontos, enquanto  a Real Sociedad ocupou a sexta posição com 51.

Ainda na Espanha, mas com a decisão tomada já há muito, Bruno Langa despediu-se da LaLiga a titular na vitória da sua equipa, o Almería, diante do Cádiz, por 6-1. Langa jogou os 90 minutos e agora espera pela decisão do seu futuro nos próximos dias.

Se Bruno Langa despediu-se com vitória na liga principal, o mesmo não se pode dizer de Clésio Baúque, que no derradeiro jogo da sua equipa, o Gabala, na primeira liga do Azerbaijão, viu-se derrotado pelo Sumqayit por uma bola sem resposta.

Foi uma despedida inglória para o jogador moçambicano, que ainda não sabe se continua na equipa azeri na próxima temporada, na segunda liga.

Já David Malembane não conseguiu a almejada conquista do título da Arménia, ao permitir a reviravolta nas três últimas jornadas do Pyunik, que acabou por sagrar-se campeão.

Sem jogar na última jornada, a turma de David Malembane venceu o West Arménia por 3-1 e terminou na segunda posição, com 80 pontos, menos dois que o campeão arménio.

Quem foi campeão no país onde joga é Geny Catamo, que ainda assim não conseguiu a dobradinha. Com Geny Catamo a titular, o Sporting perdeu com o FC Porto por 2-1, na final da Taça de Portugal.

Os “leões” ainda adiantaram-se no marcador, aos vinte minutos, por intermédio do defesa  Jeremiah Juste. Mas, no  minuto 25,  num lance aparentemente controlado, Geny Catamo cortou mal a bola e isolou  Evanilson, que não falhou na cara de Diogo Pinto.

Já no período do prolongamento, Taremi marcou o golo da vitória na conversão do castigo máximo. O FC Porto venceu a Taça de Portugal pela  vigésima vez.

Já em campeonatos africanos, quem também foi titular neste fim-de-semana, foi Manuel Kambala, no Polokwana City da África do Sul. O moçambicano ajudou a sua equipa a vencer o TS Galaxy à tangente, resultado que coloca a equipa na oitava posição, no final da prova.

Já Edmilson Dove não foi a tempo de ajudar a sua equipa, o Kaiser Chiefs, uma vez que esteve castigado e não foi opção na sua equipa. O Chiefs acabou derrotado pelo Cape Town Spurs, equipa que desceu de divisão. A equipa de Edmilson Dove termina a prova na 10ª posição da prova.

Já na Tanzania, Luís Miquissone e Amadou entraram a substituir nos jogos da 29ª e penúltima jornada da Liga Kuu Bara. Miquissone ainda ajudou a equipa, o Simba, a vencer o KMC FC à tangente, enquanto Amadou não evitou a derrota da sua equipa, o Ihefu FC, por 0-2 diante do Dodoma FC.

O Simba é, actualmente terceiro classificado, com 66 pontos, os mesmos do Azam, segundo, e lutam pelo apuramento à Liga dos Campeões Africanos, na última jornada, enquanto o Ihefu é 10º, com 33 pontos, mas ainda sem a manutenção garantida.

O ginásio do Colégio Arco-iris, na Cidade de Maputo, foi palco, sábado, de disputas acirradas no Campeonato Nacional de Tang Soo Do, prova que movimentou perto de 150 atletas de Maputo, Sofala e Gaza.

Os mesmos presentaram-se e lutaram, com galhardia, nos três rings do torneio nas modalidades de mãos abertas, armas e combates.

O torneio ficou marcado ainda pela competitividade entre todos os atletas, desde a categoria infantil à adulta.

Na competição, Edson Robert de Noronha foi consagrado campeão nacional de seniores masculino “cinturões negros 2024”.

Por sua vez, Leandra Nhantumbo sagrou-se campeã feminina seniores “cinturões megros”, enquanto Célio Gomes saiu da prova com o estatuto de campeão masculino veterano “cinturões negros”.

Destaque ainda para Vivek Harjivan (campeão masculino seniores cinturões a cores), Eddy de Araújo (campeã Feminina seniores cinturões a cores), Illan Dauto (campeão masculino juniores cinturões a cores) e Gabifa Nhantumbo (campeã feminina de juniores cinturões a cores).

Durante, o evento foram também homenageadas família do ano, Tanna-Patel; aluno do ano, Yukler Náfio; instrutor do ano, Gabriel Nhantumbo; e escola do ano, Ananda Marga.

O Campeonato Nacional serviu, também, de apuramento para o “Africano” do próximo ano, bem como de rodagem para os atletas que vão participar no Campeonato Mundial nos EUA.

O mestre e Presidente da Associação Moçambicana e Director Nacional do Tang Soo Do, Cláudio Temporário Costa, celebrou a realização do evento e comemorou o desempenho dos atletas.

“O balanço é positivo. Estou bastante satisfeito porque os resultados foram equilibrados, todas as escolas conseguiram arrecadar medalhas. O sistema de pontuação é feito pelas medalhas de bronze equivalente a 5 pontos, prata equivalente a 8 pontos e ouro equivalente a 10 pontos”, disse para depois acrescentar: “Os atletas que conquistam o maior nímero de pontos levam a taça de grande campeão nas suas respectivas divisões e, neste campeonato, estas taças estiveram distribuídas por todas as escolas que existem no pais…não podia estar mais feliz! O trabalho nunca para, o foco agora esta no mundial que sera em Julho deste ano.”

Adiante, Cláudio Temporário Costa precisou que “é um sentimento de satisfação, foi um campeonato bem interessante! O segredo é treino e mais treino…dedicação e fazer tudo com amor, dar o melhor.”

Questionado sobre o futuro, disse: “Desejo subir o patamar, competir a nível mundial e se possível trazer melhores resultados para Mocambique” disse o Campeão Edson Noronha.

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