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Atletas de várias modalidades pedem a intervenção do Presidente da República para o pagamento dos seus prémios pela conquista de medalhas nas provas internacionais. Os mesmos estiveram, ontem, na Secretaria de Estado do Desporto para se inteirarem do andamento do processo.

É um caso que se arrasta há sete anos e que ainda não tem uma solução à vista. No último encontro, em Fevereiro, a Secretaria de Estado do Desporto comprometeu-se a começar o pagamento da dívida de 16 milhões de Meticais no fim do mês passado. A promessa, que não é a primeira, não foi cumprida.

Foi nessa perspectiva que os atletas procuraram, mais uma vez, entender junto da Secretaria de Estado do Desporto sobre os motivos por detrás do não cumprimento das deliberações saídas do encontro de Fevereiro.

Na ocasião, os atletas ficaram a saber que as regras do jogo tinham mudado. Ou seja, a SED vai passar a interagir com as federações nacionais sobre o assunto e não com os atletas como vinha a ser.

“Depois de várias tentativas, depois de vários fracassos naquilo que nós acordamos sobre a forma de comunicação que teríamos com a Secretaria de Estado do Desporto em relação ao andamento do processo, tentamos contactar a SED por via de duas pessoas, em que nos foi dada a liberdade de interagir com elas. Estranhamente houve alteração no processo, pois ficamos a saber que temos de passar a marcar audiência, ao que fizemos. Sucede que até hoje ainda não temos a resposta do nosso pedido submetido há uma semana”, explica Osvaldo Machava.

Essa atitude, segundo Osvaldo Machava, é uma prova de que, afinal de contas, a Secretaria de Estado do Desporto não está a mover uma palha sequer para resolver o problema dos atletas.

“Não é só a questão da comunicação por via das federações, é o processo em si. Todo esse tempo nós viemos atrás do assunto e até esperamos um pouco mais daquilo que tínhamos acordado para sabermos em que ponto o processo está. O director nacional do Desporto para Alto Rendimento não nos conseguiu dizer com exatidão qual é o ponto de situação do processo. Isso nos faz perceber que não há nenhuma accção a ser desencadeada nesse sentido”, anota Machava.

 

SED: O PROCESSO ESTÁ EM ANDAMENTO

Na sua explicação Francisco da Conceição disse que o processo está em andamento, tal como já o fez em outras ocasiões em que a SED manteve encontros com os atletas. A explicação do dirigente não convenceu os atletas.

“Não existe o apoio aos atletas, mas sim aos interesses das instituições que dirigem o desporto para ter ganhos com as nossas participações em eventos internacionais. É uma série de coisas que são mais políticas que desportivas”, entende Aldevino Nuvunga.

A interacção entre a SED e os atletas teve momentos tensos.

“Quando há cinco anos decidi abandonar a selecção nacional foi por sentir que somos desvalorizados neste país e tinha razão nisso”, desabafou Délcio Soares, um dos renomados atletas de voleibol moçambicano.
Diante da situação, os atletas prometem mudar de estratégias na sua forma de reivindicar os seus prémios. Avançam que nos próximos dia haverá muito pano para manga em torno do assunto.

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, recebeu, esta segunda-feira, a delegação nacional que esteve em Acra a participar dos Jogos Africanos e conquistou seis medalhas, e a selecção nacional de futebol de praia, vice-campeã do torneio COSAFA, edição 2024. Mendes felicitou e agradeceu aos atletas por elevarem a bandeira nacional

Foram dois momentos distintos em que o Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, recebeu atletas que elevaram a bandeira nacional em provas internacionais, nomeadamente a delegação que esteve nos Jogos Africanos de Acra e a selecção que esteve no torneio regional do Cosafa.

Na sua intervenção aos 32 atletas que estiveram em Acra, no Gana, nas olimpíadas africanas, Mendes deixou uma mensagem de encorajamento pelo esforço feito pelos atletas, principalmente por aqueles que estiveram nas finais da respectivas modalidades e não conseguiram as medalhas.

Aliás, Gilberto Mendes disse que os atletas podiam ter feito mais e que o país podia ter tido mais medalhas, com destaque para a medalha de ouro, única que faltou entre os participantes.

Recorde-se que Moçambique terminou a competição africana na 31ª posição com seis medalhas, sendo cinco de prata e uma de bronze.

Já na recepção à selecção nacional de futebol de praia, que também terminou em segundo lugar no torneio regional do Cosafa, Gilberto Mendes felicitou os atletas pelo esforço e disse que a modalidade continua a dignificar o país.

“Estamos satisfeitos, parabéns. Agora, foco no CAN, para que possamos, também, chegar ao Mundial de Futebol de Praia”, disse Gilberto Mendes aos atletas da selecção de futebol de praia.

Mas para tal, de acordo com Mendes, “é preciso que o futebol de praia seja praticado regulamente”.
Rachid, em representação dos atletas, pediu que a modalidade seja vista com mais atenção.

“Esta é a mesma geração de futebol de praia de 2021 que logrou os intentos de ganhar o CAN, em Senegal. Essa geração não esquece das coisas prometidas e nunca perdeu a cabeça, o Presidente da Federação (Feizal Sidat) sabe disso, estámos aqui para lutar por este país, mas pedimos que olhem por nós”, disse Rachid.

Feizal Sidat, Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, por seu turno, disse reconhecer ser “uma equipa de humildade e de sacrifício” e por isso, “nós como federação vamos continuar a dar o nosso apoio”.

Recorde-se que para além da medalha de prata referente ao segundo lugar, após perder com Marrocos nas grandes penalidades, Moçambique viu Figo a ser eleito melhor jogador e melhor marcador com oito golos.

Já estão criadas as condições para o arranque, em Maio, do Festival dos Jogos Escolares em Nampula. A Comissão Técnica do evento realizou, hoje, o sorteio que ditou os cruzamentos nas oito modalidades que vão corporizar a prova.

Delegados das 11 províncias que vão fazer parte da maior festa do desporto escolar no país marcaram presença no sorteio da competição, evento que foi dirigido pelo responsável da comissão técnica, Rui Albasine.

A realização do sorteio é um dos passos importantes antes do arranque da prova, que se espera que seja um sucesso. As províncias participantes já sabem com quem irão travar argumentos na oitos modalidades eleitas para a presente edição dos Jogos Escolares, competição sob alçada do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

A comissão técnica já tem definido o modelo a ser usado na competição, quer nas modalidades colectivas quer nas individuais.
“As modalidades colectivas terão cinco fases, uma das quais é esta que realizámos hoje, que é o emparelhamento das diferentes equipas. Na segunda fase, todas as equipas continuam a ter as mesmas possibilidades de discutir o título”, explica Rui Albasine, responsável pela comissão técnica do evento.

Explica ainda, desta feita em relação às modalidades individuais como é o caso do atletismo, ginástica e xadrez, sobre que passos serão seguidos durante a prova.

“O atletismo tem o seu calendário, que terá eliminatórias e finais directas. Sempre que houver eliminatórias, passam os dois primeiros de cada série e os dos melhores das duas séries”, anota Albasine.

O responsável pela Comissão Técnica fez saber que a província de Nampula já se esmera, tendo em vista garantir todas as condições necessárias para que os Jogos Escolares sejam um verdadeiro sucesso.

Os 12 clubes do Moçambola poderão conhecer os cruzamentos da prova daqui a uma semana, com a realização, no dia 10 do mês em curso, do sorteio. O acto irá acontecer durante a realização da assembleia-geral ordinária da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), por sinal a primeira do novo elenco, encabeçado por Alberto Simango Jr.

O sorteio vai acontecer 10 dias antes do arranque do Moçambola, agendado para dia 20 de Abril. Enquanto isso não acontece, os 12 clubes que vão corporizar a prova intensificam a preparação da época, com a realização de provas internas das suas respectivas províncias.

Na Cidade de Maputo, por exemplo, será conhecido, este fim-de-semana, o desfecho do “provincial”, com a disputa da final entre a Associação Black Bulls e Maxaquene, partida agendada para sábado. A Cidade de Maputo foi a primeira a dar um pontapé de saída no que diz respeito aos torneios de abertura.

Na Província de Maputo, ainda decorre o torneio de abertura, numa competição em que a primodivionária formação do Brera Tchumene FC continua a dar muito boa conta de si, ao assinar resultados volumosos, estando, por isso, bem encaminhada para conquistar a prova. O mesmo acontece com a província de Sofala, onde ainda decorre o torneio de abertura.

Paralelamente às provas locais, algumas equipas que vão participar na maior prova futebolística nacional têm efectuado jogos de controlo com equipas nacionais e internacionais, tendo em vista medir o pulsar dos seus plantéis antes de se dar o pontapé de saída do Moçambola.

São os casos do Ferroviário de Nampula, Lichinga, Desportivo de Nacala, Baía de Pemba e Textáfrica de Chimoio. No prosseguimento dos trabalhos de preparação, por exemplo, os “fabris” do Planalto venceram, no domingo, no campo da Soalpo, o Ferroviário da Beira por 2-1.

Já o Ferroviário de Nampula foi a Lichinga arrancar uma vitória por 2-0 ao seu homónimo local. A União Desportiva do Songo, que apresentou o seu plantel durante o fim-de-semana, continua, também, a intensificar a pré-época, com alguma preocupação à mistura.

É que o seu respectivo director-desportivo, António “Paulito” Trigo, considera longo o período da pré-época. O ex-internacional moçambicano sugere que as estruturas que gerem o futebol moçambicano devem rever o modelo actualmente usado no país.

As duplas masculina e feminina de vólei de praia do nosso país vão realizar um estágio pré-competitivo no Brasil e Portugal para preparar a última janela de apuramento aos Jogos Olímpicos de Paris. Enquanto não chega o estágio fora do continente, as duplas buscam jogos de controlo na região.

É a busca da melhor forma para os atletas moçambicanos terem maior traquejo de defrontar os seus adversários de escala mundial no apuramento aos Jogos Olímpicos de Paris.

A última janela de qualificação terá lugar de 13 a 23 de Junho próximo e Moçambique busca passaporte para Paris, por isso da realização do estágio na América e na Europa.

Em femininos, Ana Paula Sinaportar e Vanessa Muianga é a dupla escolhida, enquanto em masculinos ainda não foi definida a dupla, que sairá do quarteto Ainadino Martinho, Jorge Monjane, José Mondlane e Osvaldo Mungói.

O estágio no Brasil vai decorrer de 8 de Abril a 6 de Maio, para de 7 de Maio a 14 de Junho ser a vez de Portugal acolher os moçambicanos, onde terão vários jogos de controlo.

Para já, a Federação Moçambicana de Voleibol está empenhada em garantir jogos de controlo para os atletas nacionais com as duplas da África do Sul e Botswana.

Vanessa Muianga e Ana Paula Sinaportar vão disputar a última janela em Marrocos, motivadas pela conquista da medalha de prata nos Jogos Africanos em Acra.

A Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), em consonância com os clubes filiados à agremiação, decidiu pela não marcação de jogos do Torneio de Abertura para este fim-de-semana, devido à Páscoa.

Por outro lado, o órgão gestor do basquetebol na capital do país teve em conta as enxurradas que provocaram estragos e condicionaram a mobilidade das pessoas, entre as quais actores do basquetebol, que somente retomaram as suas actividades entre terça e quarta-feira.

Assim sendo, os jogos ficam agendados para o próximo fim-de-semana. Ao nível dos seniores masculinos, o destaque vai, na segunda jornada, para o embate entre o Maxaquene “A” e Ferroviário de Maputo.

Será o reencontro entre Horácio Joaquim Martins (actual treinador do Maxaquene) e o Ferroviário de Maputo, conjunto que orientou ano passado até à fase de apuramento para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

As duas formações entraram com o pé direito na competição, com o Ferroviário de Maputo, comandado por João Mulungo e Gerson Novela, a derrotar a estreante New Vision por 105-78, enquanto o Maxaquene venceu a A Politécnica (58-46).

O Costa do Sol, detentor do título no Torneio de Abertura, terá pela frente o Maxaquene “B”, num duelo em que os “canarinhos” são favoritos a alcançarem a vitória. O Costa do Sol começou a prova com uma vitória sobre as Águias Especiais, por 72-54. Por sua vez, o Maxaquene “B” perdeu com a Universidade Pedagógica, por 73-60.

Ainda a contar a segunda jornada da competição, a A Politécnica terá pela frente o Aeroporto, enquanto o Desportivo de Maputo trava argumentos com as Águias Especiais. A New Vision fica de fora devido ao número ímpar de equipas.

No escalão dos seniores femininos, o Ferroviário de Maputo, que venceu na estreia o Costa do Sol, por 50-46, bate-se com a Lázio, formação que ficou de fora na segunda jornada. A Lázio, lembre-se, reforçou-se para esta competição com Paula Orlando, Helena Augusto, Ana Jaime, Nelda Luciano, Benesita Muchave e Dede Nhamano.

Nas outras partidas, a A Politécnica bate-se com o Costa do Sol e as Águias Especiais defrontam o Maxaquene. O Desportivo de Maputo fica de fora devido ao número ímpar de equipas.

O campeão nacional do Moçambola, Ferroviário da Beira, está entre os seis clubes que não concluíram o processo de licenciamento para época 2024. O processo, que arrancou em Janeiro, terminou na terça-feira. 

Os clubes Textáfrica de Chimoio, Desportivo de Nacala, Ferroviário de Maputo, União Desportiva do Songo e Ferroviário de Lichinga, também fazem parte da lista dos emblemas que não conseguiram concluir o processo de licenciamento de clubes.  

Em causa, está o facto de os seis clubes não terem reunido todos os documentos exigidos pela Comissão de Licenciamento de Clubes da Federação Moçambicana de Futebol. Um dos elementos preponderantes tem a ver com as infra-estruturas. 

Ainda assim, uma fonte ligada ao processo explicou que foi aberta uma nova janela que vai até 5 de Abril para que essas colectividades consigam reunir a documentação em falta. Caso contrário, os clubes que não conseguirem poderão não participar no Moçambola 2024, tal como manda o regulamento do órgão reitor do futebol moçambicano. 

O Costa do Sol, Black Bulls, Ferroviário de Nampula, Baía de Pemba, Associação Desportiva de Vilankulo e Brera Tchumene FC são, neste momento, os clubes que conseguiram submeter os documentos exigidos pela comissão de licenciamento. Os seis clubes aguardam pela avaliação e consequente aprovação dos seus estádios. 

O Departamento de Licenciamento de Clubes da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) trabalhou, recentemente, na zona centro do país, onde visitou alguns campos. O campo do Ferroviário da Beira foi um dos recintos desportivos visitados por este organismo. 

O departamento de licenciamento orientou o clube a melhorar as condições do piso do “Caldeirão”, uma vez que apresenta muitas clareiras, o que deriva do facto de o campo ter sofrido uma sobrecarga de jogos e treinos.  Os “locomotivas” têm estado a usar o recinto para a preparação da época 2024 do Moçambola, além de realizar jogos de preparação. 

O Ferroviário da Beira, recorde-se, vai representar o país na Liga dos Campeões Africanos, razão pela qual deverá efectuar muitas reformas nas suas infra-estruturas, de modo a que sejam aprovadas para acolher essa importante prova continental. 

Além do “caldeirão”, o Departamento de Licenciamento de Clubes visitou, na sua digressão pela zona centro, o campo da Soalpo, recinto do Textáfrica de Chimoio. 

Apesar de o campo do Textáfrica ter beneficiado, recentemente, de obras de melhoramento, o organismo conclui que ainda há muitos aspectos que ainda devem ser observados, no caso a melhoria da zona que dá acesso ao interior do campo, o piso e os balneários.

 O Departamento de Licenciamento vai escalar a zona norte do país na próxima semana, a fim de realizar a inspecção dos clubes Baía de Pemba e Ferroviário de Lichinga. 

A FIBA-​​África esteve reunida, fim-de-semana último,  na sua  primeira reunião do Conselho Central para o ciclo 2023-2027,  evento que contou com a presença dos moçambicanos Aníbal Manave, presidente do organismo, e Clarisse Machanguana, indicada ano passado para a Comissão das selecções jovens da FIBA-Mundo.

A Aníbal  Aurélio Manave,  presidente da FIBA-África, e Alphonse Bile, director executivo do órgão, coube a tarefa de abrir o evento havido no centro  decisor da modalidade da bola ao cesto continental. 

Prestigiado pela presença  do presidente da Fundação FIBA, Hamane Niang,  e  membros do Conselho Central da FIBA, ​​Pascale Mugwaneza e Jean Michel Ramaroson, o evento decidiu atribuir a organização do “Afrobasket” 2025 a Costa do Marfim, prova a realizar-se em Julho em Abidjan. Esta será, de resto, a  segunda vez que este país acolhe a competição, depois de ter sediado em 2013. 

A fase de apuramento ao certame, num  formato diferente,  irá obedecer a três janelas de qualificação, sendo que apenas a Nigéria, Senegal, Mali e Ruanda, semi-finalistas de 2023, estão automaticamente qualificados directamente.

Tal como era de esperar, Angola viu ser dado o aval para sediar o “​​Afrobasket” masculino de 2025, evento que irá movimentar 16 selecções desde 2007.

Outrossim,  a calendarização das competições dos escalões de formação estiveram em cima da mesa. É neste sentido que, entre as decisões tomadas, ficou definido que  a  África do Sul vai ser palco do  Campeonato Africano sub-18 masculino e feminino deste ano,  prova a decorrer entre os dias  9 a 18 de Agosto.

A prova, em masculinos, contará com a participação de 10 países em masculinos, enquanto em femininos, vai movimentar 12. Para não variar, os quatro primeiros classificados têm o passaporte garantido para a fase final da competição, nomeadamente Angola, Egipto, Madagáscar e Mali.

A fase de apuramento para o “Afrobasket” sub-18 masculino e feminino vai decorrer de Abril a Junho.

Debateu-se, no encontro, os relatórios sobre as recentes eliminatórias para o “​​AfroBasket” de 2025, bem como sobre a edição inaugural da Liga Africana de Basquete Feminino da FIBA ​​África (AWBL).

E, depois de análises, a FIBA-África decidiu que a Liga Africana de Basquetebol Feminino da FIBA ​​África (AWBL) passa a designar-se  Liga dos Campeões Africanos de Basquete Feminino (WBCLA). A edição inaugural da WBCLA 2024  será em Dezembro deste ano, em Marrocos. 

Entretanto, e no que concerne a questões administrativas, o  Conselho Central da FIBA-África propôs um aumento da sua equipa do Comité Executivo de 7 para 9 ou 11, sendo que a mesma está sujeita à aprovação do Conselho Central da FIBA.

Ponto final a uma ligação que durava desde 2021. A extremo Ingvild Mucaro (Inga) já não vai representar o Clube de Desportos da Costa do Sol, formação com a qual foi campeã nacional em 2021, 2022 e 2023, para além de ter sido vice-campeã africana em Dezembro de 2023.

A não renovação do contrato com o Costa do Sol, segundo avançou a internacional basquetebolista moçambicana ao “Lance Moz”, está relacionada com “os recentes acontecimentos que levaram à situação de profunda insatisfação”.

Segundo Mucauro, citada pela publicação, houve “incumprimento do subsídio de Dezembro, sem aviso prévio e nem justificação dos reais motivos”, o que acabou por causar “surpresa e descontentamento”, assim como “falta de transparência e comunicação”.

Mucauro justificou ainda que “um dos impasses para que o contrato não avance foi o CDS (Clube Desportos da Costa do Sol) querer ter ganhos com os meus contratos com o Interclube, lembrando que sou profissional e nem sou atleta da formação do clube que não detém o meu passe o que tornaria um impasse na realização dos meus sonhos desportivos em jogar noutras ligas”.

A basquetebolista entende, por outro lado, que “após o tratamento recebido no clube não considero viável negociar ou regressar, pois senti-me abandonada e desrespeitada como pessoa. Independentemente do problema enfrentado, humanamente, esperava-se alguma satisfação antes de qualquer decisão drástica, especialmente em Dezembro”.

Em 2019, Mucauro foi considerada a jogadora mais valiosa da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, numa competição disputada no Cairo, Egipto, na qual o Ferroviário de Maputo foi vencedor. Fez, tal como a compatriota Odélia Mafanela, parte do cinco ideal do certame.

A basquetebolista moçambicana sagrou-se, em 2022, campeã angolana de basquetebol pelo Interclube, numa prova na qual foi ainda considerada a jogadora mais valiosa (MVP).

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