O País – A verdade como notícia

O Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, desafia os alunos participantes do XV Festival Nacional dos Jogos Desportivos escolares Nampula 2024, a continuar com a prática desportiva, de modo a alimentar as diversas selecções nacionais. 

Nampula esteve por 15 dias engalanada a estilo peculiar, para acolher a XV edição dos Jogos desportivos escolares. Foram mais de 2000 atletas, em representação de todas as províncias que, em várias modalidades, defrontaram-se.  No dia de encerramento do evento, o Primeiro- ministro Adriano Maleiane desafiou os participantes a conciliar o desporto e a academia.

A província de Gaza foi a vencedora absoluta do evento desportivo escolar, tendo conseguido 123 pontos. Tete e Manica ocuparam a segunda e terceira posições, respectivamente.

Moçambique vai participar, de 16 a 22 de Setembro próximo, no  Campeonato do Mundo de Patinagem, prova a realizar-se em Novara, na Itália.  A  World Skate deu um parecer favorável ao país para disputar o certame, depois de ter falhado o Campeonato Africano, ano passado, no Egipto.

Está confirmado. Mesmo depois de ter falhado a disputa do  Campeonato Africano, ano passado, no Egipto, Moçambique recebeu o aval da  World Skate  para disputar o Mundial de 2026.

A Federação Moçambicana de Patinagem  solicitou ao organismo que regula  os desportos sobre patins e “skate”  para  rever e decisão de banir o país de participar no Campeonato do Mundo, tendo mesmo avaliado e decidido e dado um parecer positivo.

A aceitação do pedido, do lado moçambicano, teve  em linha de conta o historial positivo do país nos mundiais de hóquei em patins, desde o ano de 1978.

Para disputar a quarta edição do  Campeonato do Mundo de Patinagem, a selecção nacional devia ter participado, obrigatoriamente, no “africano na categoria.

O combinado nacional acabou por desistir, devido à falta de fundos.  E  esta é a batalha que, desde já, a Federação Moçambicana de Patinagem vai travar agora no sentido de angariar fundos junto aos parceiros para viabilizar esta participação no Campeonato do Mundo.

Deizy Nhaquile está a enfrentar dificuldades para conseguir um estágio fora do país. A velejadora, uma das duas atletas à semelhança da Alcinda Panguane, do boxe, até agora qualificadas para os Jogos Olímpicos Paris 2024, prepara-se internamente.

A corrida para mais uma batalha na caminhada para aquele que é um dos maiores eventos desportivos planetários parece ainda ser longa. A atleta moçambicana trabalha de olhos focados na obtenção de bons resultados nas olimpíadas, tarefa que diz que não será fácil.

“A preparação está a decorrer de acordo com as condições que me foram dadas actualmente. Poderia ser melhor. Poderia, neste momento, estar na África do Sul onde se encontra o meu treinador. Ora, estou impossibilitada de lá estar”.

A velejadora moçambicana explica que fez a preparação para as qualificação para os Jogos Olímpicos na vizinha África do Sul, daí que gostaria de voltar tendo em conta também que as condições do clima são semelhantes com as que vai encontrar em Paris.

Não havendo possibilidade para tal, a atleta juntamente com o Comité Olímpico de Moçambique (COM) estudam a possibilidade de conseguir um estágio num outro país.

“Penso que Portugal seria um melhor local para eu dar seguimento aos trabalhos de preparação. As condições são melhores naquele país, sobretudo pelo facto de os campeonatos locais serem muito competitivos”, explica a atleta.

Faltam dois meses para o arranque dos Jogos Olímpicos. Deizy Nhaquile vai marcar presença nesse evento pela segunda vez. A atleta entende que é preciso mudar o actual quadro.
“Eui queria mais investimento. Queria que investissem mais em atletas que conseguem qualificar-se para os Jogos Olímpicos, pois é o maior evento mundial. Nós estamos a representar Moçambique e é nesses jogos onde se vê o poder de um país, de acordo com o lugar que o atleta ocupa”, anota Nhaquile, acrescentando que “se ficarmos em último significa que não temos condição nenhuma e se conseguirmos uma boa posição significa que nós investimos nisso”, explica.

O treinador espanhol, Inaki Garcia, é o novo seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino. A confirmação foi feita , hoje, pelo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Paulo Mazivila, em conferência à imprensa.

Segundo Mazivila, a equipa técnica deve ser anunciada nos próximos dias.

A pré-convocatória de 20 atletas será anunciada na próxima terça-feira.

Garcia vai chegar ao país na primeira quinzena do próximo mês, numa altura em que a selecção já terá duas semanas de trabalho de preparação, atendendo que o arranque está agendado para dia 1 de Junho.

“O seleccionador nacional já começou a contactar as atletas, pois as conhece muito bem, tendo em conta que já trabalhou no país”, disse Paulo Mazivila, explicando que a aposta num técnico estrangeiro tem a ver com o facto de os nacionais previligiarem jogadores dos seus clubes nas convocatórias.

A selecção nacional vai observar um estágio pré-competitivo: um mês nos EUA, concretamente em Texas, ou uma outra cidade ainda por identificar, de onde a delegação irá partir para México, dias antes do arranque do torneio pré-qualificativo.

Recorde-se que Inaki Garcia foi campeão nacional de basquetebol sénior masculino pelo Maxaquene, em 2010. Depois dessa façanha, foi indicado seleccionador nacional de basquetebol sénior masculino. Em 2011, levou Moçambique aos quartos-de-final da prova do Afrobasket.
No mesmo ano, foi responsável pelo segundo lugar alcançado pela selecção nacional de basquetebol sénior masculino, nos Jogos Africanos de Maputo.
Trabalhou, igualmente, como assessor técnico da equipa sénior feminina do Ferroviário de Maputo que, em 2017, perdeu com o 1 de Agosto na final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, em Luanda, Angola.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol batem-se, sábado, às 16h00, no pavilhão do Desportivo, na finalíssima do  Torneio de Abertura de Basquetebol em seniores femininos. Duas horas depois, a mesma carga na quadra com os masculinos a travarem também argumentos.

Sábado de emoções fortes no basquetebol da capital, no pavilhão do Desportivo. Onde o Ferroviário de Maputo sofreu a última derrota internamente, precisamente com o Costa do Sol por 56-47, a 23 de Outubro de 2023, o pavilhão do Desportivo será o palco onde as “canarinhas” irão procurar, sábado, quebrar um ciclo invencibilidade de cerca de sete meses das “locomotivas”.

A finalíssima do Torneio de Abertura, prova que o Costa do Sol ostenta o estatuto de detentor do troféu, é uma espécie de “aperitivo” para o Campeonato da Cidade, maior prova do calendário basquetebolístico da capital, cujo arranque deve ser dentro de duas semanas.

Rivais na quadra, “locomotivas” e “canarinhas” voltam a travar argumentos depois de, no passado dia 25 de Março, o conjunto do professor Nasir “Nelito” Salé ter vencido por 50-46, em duelo inserido na jornada 1 do Torneio de Abertura.

Um jogo, diga-se, em que o Costa do Sol procurou ir buscar o resultado depois de ter estado a perder por 11 pontos e ter visto o “coach” Leonel “Mabê” Manhique ter sido expulso do banco. A verdade manda dizer que, dada a bipolarização na modalidade entre estas duas formações, o duelo entre o Ferroviário de Maputo e Costa do Sol  carrega sempre consigo um epiteto de jogo grande e de tira-teimas.

Em vantagem nos confrontos com o Costa do Sol nos últimos tempos, o Ferroviário de Maputo foi superior, ainda este ano, quando conquistou a inovadora competição designada Supertaça Jogabets.

Em pleno pavilhão do Maxaquene, a 16 de Março de 2024, Sílvia “Naná” Veloso arrancou um duplo-duplo de dez pontos e igual número de assistências, aos quais acrescentou cinco ressaltos, para liderar as campeãs nacionais na vitória por 67-56.

Será interessante, de resto, ver os duelos ao nível das tabelas entre Carla Covane, Odélia Mafanela e Cecília Henriques, do lado do Ferroviário de Maputo, e Nilza Chiziane, Lacky Samo e Samo no Costa do Sol.

Na posição 1, seguramente, Sílvia “Naná” Veloso é opção principal de Nasir Salé, enquanto a debutante Clede Machava, jogadora com cordão umbilical no Núcleo Bela Rosa e passagem pela A Politécnica, encarna a primeira escolha de Leonel Manhique.

O jogo exterior dos dois conjuntos pode, outrossim, revelar-se determinante para o desfecho desta finalíssima, capítulo no qual Anabela Cossa e Dulce Mabjaia, no Ferroviário de Maputo, e Chelsea Rafael e Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, no Costa do Sol, terão uma palavra a dizer.

 

MASCULINOS TAMBÉM NA FINALÍSSIMA
Depois de, no passado dia 17 de Abril, ter vencido ao seu rival Ferroviário de Maputo por 67-54, no duelo “must” da jornada 4 do Torneio de Abertura, resultado que permitiu ao Costa do Sol disparar para a liderança isolada e nunca mais a largar, os dois conjuntos voltam a bater-se sábado.

Desta feita,  o duelo será mesmo decisivo e sem margem para erros para dois conjuntos que almejam, e outra coisa não seria de esperar se olharmos para os plantéis, conquistar todas as provas em que estão envolvidos.

Sábado, no pavilhão do Desportivo, o Costa do Sol, comandado por Miguel Guambe e Paulo Sambo,  vai procurar manter-se imbatível e revalidar o título de vencedor do Torneio de Abertura.

Mas a equipa de João Mulungo e Gerson Novela quer repetir, na quadra, o feito conseguido a 16 de Março, quando derrotou o Costa do Sol, por 108-106, em duelo da Supertaça Jogabets.

Matthew Lawrence garante estar em melhores condições para atacar a qualificação para os Jogos Olímpicos, Paris 2024. O nadador moçambicano vai participar na última janela de acesso à competição, no próximo mês, na Espanha.

É o único atleta de natação que luta por um lugar nos Jogos Olímpicos, Paris 2024. Em Portugal há dois anos, no âmbito da bolsa de solidariedade olímpica, Matthew Lawrence procura manter a forma antes de atacar a última janela de qualificação, no próximo mês, na Espanha.

“A preparação está a correr muito bem. Neste momento, estou no período de base, o que significa que estamos a rodar muitos metros e melhorarmos o nosso aeróbio. Até à fase de qualificação na Espanha, estarei a um bom nível, pois penso que estou num caminho certo”, garante o atleta do campeão em título nacional de natação, Barracudas.

A qualificação para essa importante competição passa por o atleta garantir os mínimos, algo que, segundo o atleta, é possível. E há razões para tal.

“As condições de trabalho em Portugal são muito boas. tenho um novo treinador há sete meses. Ele está a mudar as técnicas para eu melhorar e tornar-me mais eficiente. Não tinha esse apoio em Moçambique”, explica, reforçando que naquele país europeu o estilo de treino é diferente e a mentalidade também.

O nadador está em Maputo para participar no Campeonato Nacional de Natação e ajudar a sua equipa a revalidar o título conquistado no ano passado, mas é em Portugal onde está a base dos seus trabalhos. O atleta tem uma visão diferente sobre a realidade da natação moçambicana.

“O nível dos campeonatos portugueses é alto quando comparado ao nosso. Nesse sentido, tenho estado a lutar para ver se consigo sempre estar no pódio. A meta é, claro, chegar aos Jogos Olímpicos”.

Lawrence faz parte dos nove atletas moçambicanos que beneficiaram da bolsa de solidariedade olímpica.

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo julgou procedente a providência cautelar emitida pelo Automóvel Touring e Clube de Moçambique, ATCM, contra João Salomão por este ter convocado uma assembleia-geral extraodinária da agremiação sem legitimidade para tal.

É mais um capítulo que se abre na novela entre a direcção do ATCM e ex-presidente da mesa da assembleia-geral, João Salomão. Depois da guerra de comunicados e da busca pela razão entre as duas partes, o elenco liderado por Rodrigo Rocha deu um passo a mais na corrida pela justiça.

Segundo o documento a que a “O País” teve acesso, o ATCM submeteu uma providência cautelar na Décima Primiera Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo contra o antigo dirigente da agremiação.

Em causa está o facto de o ex-presidente da mesa ter convocado uma assembleia-geral extraordinária sem legitimidade, uma vez que não faz parte do actual elenco. No referido documento, o ATCM explica que João Salomão foi presidente da mesa da assembleia-geral, tendo cessado as funções. O organismo argumenta que:

“Esse facto, por si só, é susceptível de induzir um erro aos associados, que podem crer tratar-se de uma assembleia-geral enquanto não é, facto que afectaria negativamente o bom nome e reputação da requerente e pertubaria o seu funcionamento”.

Diante da situação, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo julgou procedente o pedido da providência cautelar requerida pelo ATCM contra João Salomão e:

“Ordenar o requerido para se abster de realizar a Assembleia-geral Extraordinária convocada para dia 15 de Maio de 2024, na sede do Desportivo Maputo, em Maputo, bem como de praticar qualquer acto sobre o qual não tenha poderes, designadamente, a convocação das assembleias gerais, directamente ou por intermédio de terceiros”, lê-se no despacho do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.

O diferendo entre o ATCM e João Salomão começou em 2021 depois da realização Assembleia-geral Extraordinária, evento que aconteceu no meio de muita contestação.

A COSAFA, organismo que gere o torneio regional de futebol em todos os escalões, está prestes a embarcar numa nova era da tecnologia do futebol com a aquisição de equipamento de Vídeo Árbitro Assistente (VAR) para ser implementado nos seus torneios e utilizado como ferramenta de ensino para fins de treino de árbitros no continente.

A direcção da COSAFA já está na posse do equipamento e vai começar a usá-lo no torneio dos seniores masculinos, que terá lugar, em Junho próximo, na vizinha África do Sul.

Depois de um projecto piloto bem-sucedido no ano passado no torneio Feminino da COSAFA, o objetivo agora é ter VAR em todas as provas regionais no futuro.

Mas o sistema também será usado para treinar árbitros, uma experiência que já está a ser utilizada pela CAF e pela FIFA, que exigem operadores VAR licenciados nas provas que organizam, como forma de dotar os árbitros da região desta ferramenta, para que tenham oportunidades de serem chamados a provas continentais e internacionais.

Para esta academia de árbitro assistente de vídeo (VAR), todas as associações-membros podem enviar árbitros de jogos para receberem formação sobre o sistema. A academia tem potencial para se tornar um centro de formação para toda a África e um complemento interessante para o arsenal educacional da COSAFA.

A prova deste ano ainda não foi sorteada e ainda não se sabe quais as selecções de fora do continente que serão convidadas, mas sabe-se que vai decorrer em Junho, sendo que Moçambique é um dos países que têm direito de participar.

Os Mambas têm utilizado esta competição para rodar jogadores que actuam internamente para que estejam a um nível igual dos jogadores que jogam fora de portas, a pensar nas competições continentais, nomeadamente a fase de qualificação para os Campeonatos Africanos das Nações e dos Campeonatos do Mundo de futebol.

A dupla moçambicana de voleibol de praia composta por José Mondlane e Osvaldo Mungoi continua a intensificar a preparação com vista à sua participação na última janela de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, que terá lugar no Marrocos.

Inicialmente com um estágio no Brasil, mais concretamente em Campinas, que iria terminar a 4 de Junho, onde os atletas regressariam ao país para depois seguirem para a outra etapa de preparação, de 7 a 14 de Junho, em Portugal, a dupla poderá acabar por se manter no Brasil até ao final do estágio, antes de partir para Marrocos.

O facto é que em Campinas, no Brasil, a dupla tem estado a trabalhar com os melhores voleibolistas daquele país, com destaque para Luiz Bonilha, atleta que está entre os vinte melhores do ranking brasileiro e que fez parte no Top 16 do Circuito Brasileiro de Maringá, bem como Luiz Justo, várias vezes campeão Paulista de vólei de praia e um dos melhores voleibolistas brasileiros.

O objectivo do estágio que a dupla moçambicana realiza em Campinas, no Brasil, é de conferir maior rodagem para quando chegar a última janela de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris, janela que terá lugar de 18 a 24 de Junho próximo.

Recorde-se que, durante o estágio que realiza no Brasil, a dupla José Mondlane e Osvaldo Mungoi já disputou dois circuitos de vólei de praia em que conseguiu terminar no pódio. No primeiro circuito, disputado no Pezão Beach Sport Club de Ribeirão Preto, a dupla terminou em primeiro, sendo que, no segundo, mais recentemente, terminou em segundo lugar no recinto desportivo Verde Vida Sand Clube São João da Barra, em São Paulo.

O seleccionador nacional de vólei de praia, Alexandre Pontel, considera que o estágio está a ser benéfico para os atletas. “Temos estado a fazer treinos técnicos e de volume de jogo, no período da manhã e no ginásio no período da tarde. Os treinos estão a correr muito bem  e, a cada dia que passa, estamos a conseguir crescer um pouco mais no ritmo do trabalho”, disse, frisando ainda que “tudo está a ir muito bem”.

Recorde-se que a dupla moçambicana composta por José Mondlane e Osvaldo Mungoi partiu para o Brasil no passado dia 24 de Abril para estágio de cinco semanas em Campinas.

A Federação Moçambicana de Voleibol e o Comité Olímpico de Moçambique viraram as atenções para esta dupla, depois da desistência da dupla feminina que dava mais confiança de qualificação para os Jogos Olímpicos, composta por Vanessa Muianga e Ana Paula Sinaportar, devido a compromissos estudantis. O facto deveu-se à desistência da Ana Paula, atleta que conseguiu uma bolsa de estudo para prosseguir com a sua formação académica fora do país, precisamente no Brasil.

Assim, as atenções viradas para a dupla masculina são no sentido de dotar os dois atletas para que consigam uma vaga nos Jogos Olímpicos de Paris, que vão decorrer em Julho e Agosto deste ano.

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