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O País – A verdade como notícia

Os pugilistas moçambicanos, Tiago Muxanga e Alcinda Panguana, voltam aos “ringues” na quarta e quinta-feira desta semana, desta feita para os oitavos-de-final dos Jogos Olímpicos Paris 2024. A estreia vitoriosa do Muxanga naquele que é o maior evento desportivo planetário deixou para boas indicações para aquilo que ainda terá pela frente.

Determinado, o jovem pugilista moçambicano não teve “mãos” a medir para vencer o alemão, Magomed Elim Schachidov, na Adena Paris Nord, na capital francesa. A vitória por 4-1, contra um adversário com um palmarés assinalável em várias competições internacionais, trouxe uma luz para os moçambicanos.

Primeira vitória à parte, a verdade é que Tiago Muxanga volta a entrar no “ringue”, esta terça-feira, para defrontar o mexicano Marco Alvarez Verde que esteve isento da primeira eliminatória na categoria dos menos 71 kg. Muxanga, está entre os 24 pugilistas africanos que vão lutar nos Jogos Olímpicos de Paris, precisa vencer para manter vivo o sonho de conquistar uma medalha na sua primeira presença nas olimpíadas.

Tiago chega aos Jogos Olímpicos com um percurso esclarecedor. Foi, por exemplo, medalha de prata nos Jogos da Commonwealth, Copa Africana de Boxe Mandela e conquistou ouro no campeonatosda Zona 4, assim como bronze na série IBA Silver Belt na Eslovênia. No lançamento do seu combatre, garante estar preparado e pronto para enfrentar o mexicano.

“É muito gratificante. Quero, na minha primeira participação nos Jogos Olímpicos, trazer a primeira vitória de Moçambique. Passamos desta primeira fase, que por sinal é difícil. Vamos continuar a trabalhar tendo em vista passar nas próximas etapas. Agradeço ao público que me apoiou, prometo dar o meu máximo”, promete Tiago Muxanga.

 

ALCINDA PANGUANA ENFRENTA LIU YANG
Aclinda Panguana, uma das mais cotadas pugilista nacionais, foi categórica no seu primeiro combate nos Jogos Olímpicos, com uma vitória esclarecedora diante da eslovaca, Jéssica Triebelova, por 5-0.

A pugilista moçambicana não teve dificuldades para dominar o primeiro assalto, em que a sua oponente chegou a ficar estatelada no tapete, na sequência de um golpe forte da pugilista da Alcinda. A prestação da atleta convenceu a totalidade dos cinco membros do júri que atribuíram a nota máxima de 10 pontos.

No segundo assalto, Alcinda mostrou-se cautelosa e tecnicamente voltou a estar bem, atacando quando necessário, tendo, por isso, mais uma vez, suplantado a sua adversária.

Já no terceiro e último assalto de três minutos, a pugilista eslovaca Triebelova procurou a todo custo pontuar e chegar a um “KO” que era a única forma que poderia levá-la à vitória, mas uma vez mais Alcinda Pangauna demonstrou a sua experiência ao controlar o tempo e a pontuar.

Face à sua prestação, no fim do combate o júri atribuiu a vitória por unanimidade a Alcinda Panguana por 5-0 e qualificou-se para os oitavos-de-final desta competição. Alcinda Panguana ultrapassou a primeira muralha, mas ainda há mais.

A pugilista moçambicana vai enfrentar, esta quinta-feira, à noite, a chinesa Liu Yang, por sinal campeã mundial dos 66 quilogramas
Liu Yang chegou aos Jogos Olímpicos de Paris com nota alta depois de ter conseguido um percurso sem derrotas tanto ao nível do continente asiático, assim como no Mundial da categoria.

Sobre o próximo combate, Alcinda Panguana considera que será difícil, tendo em conta a qualidade da sua adversária. Ainda assim, garante que vai dar o seu máximo para sair com uma vitória.

 

DENISE DONELLI ELIMINADA
A nadadora moçambicana, Denise Donelli, terminou a sua participação nos Jogos Olímpicos após ser eliminada na sua estreia, hoje. A jovem atleta ficou em segundo lugar na sua série de qualificação na categoria dos 100 metros costas, percorrendo uma distância de 1.08.73, marca não suficiente para constar dos 16 melhores nadadores que vão disputar as meias-finais. Apesar da eliminação, Denise melhorou a marca pessoal em 52 centésimos de segundo, alcançada nos últimos Jogos Africanos de Accra, Gana.

 

Durou apenas 45 segundos o sonho de Jacira Ferreira nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A judoca, que competia na categoria -52 quilogramas, foi afastada da prova este domingo ao perder por “ipon”, ou seja, por 10-0, diante de March Maharani da Indonésia.

A adversária de Ferreria entrou mais forte e conseguiu levar a moçambicana ao tatame.

Sábado, competindo na Arena Paris La Défense, o nadador Matthew Lawrence terminou no segundo lugar com um tempo de 1’ 04” 95, numa prova ganha por Steven Insixiengmay de Laos com a marca de 1’04’64’.

Esta prestação colocou-lhe no 32° lugar no conjunto de todas as séries, ficando fora dos 16 primeiros. Lawrence não conseguiu, igualmente, melhorar o seu tempo com o qual partiu para os Jogos Olímpicos Paris 2024.

 

A abertura da época desportiva 2024/2025 em Portugal traz contrariedades para Rúben Amorim, que além de ter Matheus Reis e St. Juste, ambos castigados para o jogo da Supertaça, com o FC Porto, a 3 de Agosto, vê-se agora privado de Nuno Santos.

Como alternativa, é expectável que a escolha recaia sobre Geny Catamo que, assim, passa para o corredor esquerdo. O internacional moçambicano mostrou-se em bom plano nos jogos de pré-época e, noutras ocasiões, já se ocupou do corredor esquerdo, escreve o jornal “A Bola”.

Esgaio perfila-se como escolha mais provável para ser titular na direita, não sendo de descurar que Fresneda pode surgir como factor surpresa.

Nuno Santos, de 29 anos, que granjeia grande carinho por parte dos adeptos leoninos, é um dos jogadores com mais tempo de utilização desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico dos leões, e deu aval à sua contratação ao Rio Ave — em 2020/2021 cumpriu 2385 minutos (37 jogos), na época seguinte 2865 (50), depois 3361 (49) e na derradeira temporada jogou 3186 em meia centena de partidas — e tornou-se, inquestionavelmente, uma peça basilar no esquema tático da equipa técnica, em quem Rúben Amorim deposita a maior das confianças, e para quem já teceu enormes elogios publicamente.

O cavalinho, alcunha pela qual é tratado pelo treinador, estava extremamente motivado para defrontar o FC Porto, tal como revelou em entrevista recente aos canais de comunicação do clube: “Vamos querer ganhar, tal como queríamos ganhar na Taça de Portugal. Será um jogo diferente, numa época diferente, o primeiro jogo a sério e nós vamos dar tudo para tentar vencer o FC Porto”.

No balneário é também um jogador com peso. Durante o estágio no Barlavento Algarvio, mais concretamente em Lagos, antes da chegada do dinamarquês Hjulmand, Nuno Santos usou a braçadeira de capitão no jogo diante dos belgas do St. Gilloise (2-2), visitou o Centro Infantil de Odiáxere, onde distribuiu sorrisos e fez as delícias das crianças, assumiu o papel de ajudante a integrar os mais novos, após saídas de Coates, Adán e Neto — “As duras deixo para o Nuno [risos], eu trato-os bem, eles percebem perfeitamente o que é estarem aqui no Sportin”, disse Trincão, citado por “A Bola”.

Moçambique venceu este sábado por duas bolas a uma, na arena da Costa do Sol a sua congénere de Seychelles, e qualifica-se com agregado de 4 a 9 ao Campeonato Africano de Futebol de Praia, que decorre este ano no Egipto.

Moçambique já havia assegurado um bom resultado na vitória por 7 a 3 na visita à casa dos insulares, e em Maputo só precisou controlar a dinâmica empreendida pelo adversário, que decidiu surpreender ao mexer quase que todo o 5 inicial.

Os guerreiros da praia agitaram os primeiros 12 minutos, mas foi a Seychelles que chegou primeiro ao golo através de Michael Jumaye, mas o combinado Nacional repôs a igualdade por intermédio de Arroz.

Aliás o mesmo arroz que fez dois dos sete golos nos Seychelles, bizou na arena Costa do Sol e fechou o agregado da eliminatória em nove bolas a quatro, para a festa nas bancadas.

Saidate Mouveia era o homem mais feliz, no final da partida.

Depois de perder em casa, Seychelles sabia que em Maputo não teria vida fácil. O treinador diz que a sua equipa fez tudo o que pôde.

Já a Federação Moçambicana Futebol garante que todas as condições estão acauteladas para que os guerreiros da praia cheguem ao Egipto na sua máxima força, com olhos postos ao Mundial. Para já segue a festa dos guerreiros da praia que estão no CAN da Modalidade pela terceira vez consecutiva.

Arrancou ontem a 33ª edição dos jogos olímpicos Paris 2024 numa festa monumental de cerca de quatro horas. Como nunca, a França organizou uma abertura fora do Estado, numa cerimónia cheia de grandes emoções.

Era uma vez, uma França que quis fazer diferente, experimentou e conseguiu. Paris projetou um espetáculo de abertura dos jogos olímpicos para além dos campos, como tem sido habitual desde 1896. Entre Vedetas do desporto Mundial, espéculo de luzes, música e arquitetura a altura de um evento milenar, o Rio Sena foi o tapete que viu desfilar as 206 delegações. Paris voltou a vestir a igualdade, liberdade e fraternidade para receber a bandeira olímpica.

Tal como reza a história, a Grécia foi a primeira comitiva a desfilar de barco, seguiram mais nações, os africanos não passaram despercebidos, mas foram a Palestina e Ucrânia que receberam mais aplausos. O momento mais alto, foi a chegada da tocha olímpica após percorrer seis quilômetros no rio Sena trazida pelos melhores que tem a sua história escrita nos jogos olímpicos. Zidane, Rafael Nadal, foram alguns dos nomes.

Não era para menos, a direção artística de Thierry Reboul e Thomas Jolly saiu perfeito, a Torre Eiffel trocou das cores quantas vezes que quis, até que a bandeira olímpica foi entregue ao comitê olímpico francês. Já com a chama olímpica acesa, foi a vez de Cellion Dion cantar Hymne à l’amour” e nem tão pouco a chuva beliscou o espetáculo.

A selecção nacional de futebol de praia defronta, este sábado, a sua congénere das Seychelles, em partida da segunda mão da eliminatória de acesso ao CAN da modalidade, a ter lugar em Marrocos. Os “guerreiros” de praia trazem de Vitória uma vantagem de quatro golos, à busca da glória e um lugar em Rabat.

Moçambique tem, este sábado, a oportunidade de se manter nas grandes provas continentais de futebol de praia, quando receber a sua congénere das Seychelles, na Arena da Costa do Sol, para a segunda mão da eliminatória única de acesso à fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN-2024.

Na bagagem, os “guerreiros” de praia tem uma vantagem de quatro golos trazidos de Vitória, onde no sábado passado derrotaram o seu adversário por 7-3, dando um passo muito grande rumo ao CAN da modalidade.

Ainda que a precisar de apenas um empate, os pupilos de Saidate Moveia trabalham a pensar em mais uma vitória, mesmo para não se deixar surpreender pelo adversário, que pode querer dar o troco.

A selecção nacional de futebol de praia procura chegar a sua terceira fase final do CAN consecutiva, depois de ter estado no Senegal, em 2021, onde alcançou a sua melhor posição, terminando como vice-campeão africano, e com estatuto de representante no Mundial do ano seguinte, e de Vilankulo, em 2022, numa prova que organizou e terminou em quarto lugar, fora do pódio.

A aposta dos jogadores nesta edição, para além de assegurar a qualificação ao CAN, é, acima de tudo, fazer uma boa prestação na fase final do Marrocos, e procurar a segunda presença no Campeonato do Mundo.

Recorde-se que no jogo da primeira mão, em Vitória, Moçambique venceu as Seychelles por 7-3, com golos dois de Arroz, outros dois de Mabomo e Rachid, Ramossete, e Moreira a marcarem um golo cada.

Moçambique e Seychelles defrontam-se a partir das 15h00 na Arena da Costa do Sol, em Maputo.

 

Trio moçambicanos nomeados para o jogo Nigéria vs Mauritânia

A Confederação Africana de Futebol anunciou a nomeação de árbitros moçambicanos para o jogo Nigéria e Mauritânia, referente à segunda mão da fase de qualificação ao Campeonato Africano de Futebol de Praia, Egipto-2024. A partida terá lugar no sábado, em terras nigerianas.

São eles Dique Muxanga que foi designado árbitro principal do encontro,  Ângelo Nguenha e Jone Chochota que actuarão como árbitros auxiliares.

O desempenho de Dique Muxanga e Ângelo Nguenha no recém-terminado Torneio COSAFA de Futebol de Praia, em Durban, terá sido determinante para a sua indicação.

Lembre-se que no jogo da primeira mão, a Nigéria venceu fora de portas por 5-4.

Paris-2024 representa a 11ª participação de Moçambique nos Jogos Olímpicos, desde a estreia em Moscovo-1980. E os atletas moçambicanos vêm com as esperanças renovadas em busca de uma medalha que não pinta ao país há 24 anos. Sete representantes de cinco modalidades diferentes tentarão escrever uma nova história.

O grande nome do desporto olímpico de Moçambique é Maria de Lurdes Mutola, responsável por conquistar o bronze nos 800m do atletismo em Atlanta 1996 e depois o ouro na mesma prova, em Sydney 2000, numa trajetória digna de cinema.

As esperanças actuais depositam-se sobretudo em Alcinda Panguana, destaque do boxe moçambicano na categoria 66kg femininos.
Esta será a segunda aparição de Alcinda Panguana em Jogos Olímpicos. A pugilista fez sua estreia em Tóquio 2020 e alcançou os quartos-de-final, a uma vitória da medalha de bronze.

No actual ciclo, Panguana conquistou o ouro no Campeonato Africano de Boxe 2023. Também ficou com a prata no Pré-Olímpico Africano e foi vice-campeã no Mundial 2022.

Outro pugilista na delegação de Moçambique é Tiago Muxanga, com uma vaga de universalidade. O atleta da categoria 71 kg ficou a duas lutas de assegurar a cota no Pré-Olímpico Bangkok 2024. Será sua primeira aparição nos Jogos.

 

OUTROS DESTAQUES DE MOÇAMBIQUE

Além do boxe, mais uma modalidade com dois atletas na delegação de Moçambique é a natação. O país contará com as presenças de Denise Donelli nos 100m costas e Matthew Lawrence nos 100m peito. Ambos farão sua estreia nos Jogos Olímpicos.

Os dois nadadores participaram dos Jogos Africanos 2024 e Denise Donelli ainda esteve no Mundial de Desportos Aquáticos de Doha 2024.

O judô de Moçambique terá um atleta pela quinta edição seguida nos Jogos Olímpicos, e a primeira mulher. Jacira Ferreira assegurou a cota continental na categoria 52kg, na qual ocupa o 72° no ranking. Ao longo de 2024, a judoca conquistou uma medalha de prata e dois bronzes em Opens no continente africano.

A vela terá nova participação de Deizy Nhaquile (dinghy feminino, ILCA 6). A velejadora de 23 anos fez sua estreia em Tóquio 2020, quando ficou no 40° lugar na Laser Radial feminina. A moçambicana também possui duas participações em Campeonatos Mundiais.

Por fim, o desporto mais tradicional de Moçambique nos Jogos Olímpicos, o atletismo, contará com a presença de Steven Sabino nos 100m rasos. O jovem de 18 anos fez seu melhor tempo em Março, registrando 10s35.

Mais uma vez os árbitros de Futebol vão aos testes físicos em todo o país. É uma prova que servirá de segunda oportunidade para os que reprovaram no início da época e de continuidade ou não para os que estão neste momento a ajuizar.

Tidos como maus da fita e influentes nos resultados finais dos jogos, sobretudo os do Moçambola, os árbitros tem estado no centro das atenções nos últimos dias.

O exemplo claro da contestação dos homens do apito, veio de de Chimoio, no jogo de Moçambola, entre Textáfrica e Black Bulls, onde houve até pancadaria.

E, Para aferir o nível físico e não técnico, dos homens do apito, a Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, agendou para o próximo mês, testes físicos de controlo dos que tem vindo a apitar e recorrência para os que chumbaram no início da época. Serão submetidos aos testes os árbitros de Futebol 11, Futsal e Futebol de Praia.

Pela zona sul, para Maputo Cidade e Província, os testes serão realizados no Parque dos Continuadores ou no Estádio Nacional do Zimpeto, no dia 3 de Agosto. Em Gaza, as provas vão decorrer no Campo Municipal de Xai-Xai a 24 de Agosto. Em Inhambane, os exames serão realizados no Campo Municipal da Maxixe no dia 10 também de Agosto.

Na zona Centro, os testes serão feitos em Manica, no Campo Municipal de Chimoio, a 10 de Agosto. No Norte, todas provas irão acontecer em Cabo Delgado, no Campo Municipal de Pemba, a 17 de Agosto.

O fim-de-semana que se avizinha será para acertar o calendário do Moçambola, com a disputa dos dois jogos da 11ª jornada, para além do jogo da finalíssima da Taça de Moçambique na zona norte, para se encontrar o representante da zona na fase nacional. Esta sexta-feira haverá sorteio da fase nacional, ou seja, dos quartos-de-final e das meias-finais.

Dois jogos para fechar a primeira volta realizam-se este fim-de-semana em Nampula e Beira, com os Ferroviários locais a receberem o Brera Tchumene FC e Baía de Pemba, respectivamente.

Os dois jogos tinham sido adiados na altura em que se disputaram as restantes partidas devido a problemas logísticos ligados a liga aéreas, os mesmos que condicionam o arranque da segunda volta para dentro de duas semanas.

Na chamada capital do norte, o Ferroviário de Nampula, quarto classificado com 15 pontos, recebe o Brera Tchumene FC, oitavo com 10 pontos, a procura de encurtar a distância pontual com o trio da frente, principalmente com a União Desportiva de Songo, terceiro com 24 pontos.

É que, uma vitória dos “locomotivas” de Nampula pode relançar a equipa para uma segunda volta a busca do apetecível pódio, que este ano tem prémios aliciantes, nomeadamente os monetários para os três primeiros classificados.

Para o Brera, uma vitória seria uma oportunidade de fugir da zona do perigo, uma vez que, somando 10 pontos, tem apenas mais três pontos que o lanterna vermelha, o Ferroviário de Maputo. Mas há equipas entre os “guerreiros” de Tchumene e os “locomotivas” de Maputo no meio, nomeadamente Desportivo de Nacala (nono, com nove pontos), Baía de Pemba (10º, 9 pontos) e Textáfrica do Chimoio (11ª, 8).

Aliás, o Baía de Pemba está na mesma situação do Brera, olhando para a posição e os pontos que tem a esta altura e a deslocação a Chiveve não se avizinha fácil. O Ferroviário da Beira, que nos últimas seis jogos disputados oscilou entre vitórias e derrotas, quer começar a por todo vapor para fechar da melhor forma a primeira volta.

Um jogo nada fácil para as duas equipas, até porque em caso de vitória do Baía de Pemba alcança o seu adversário desta jornada em pontos. Os dois jogos de acerto de calendário vão provocar, de certo, mexidas na tabela classificativa.

 

Finalíssima no norte para a Taça de Moçambique

Ainda este fim-de-semana haverá um jogo na prov]incia de Nampula, concretamente em Nacala, onde o Desportivo local recebe o Desportivo de Pemba, em jogo da finalíssima da zona norte para encontrar o representante daquela parcela do país na fase nacional.

Trata-se de um embate entre uma equipa do Moçambola e outra da segunda divisão, carrasco de uma outra do Moçambola, que vão se digladiar a busca de um lugar nos quartos-de-final da competição.

O Desportivo de Pemba evitou um derby de Nampula entre os Ferroviários de Nampula e de Nacala, uma vez que foram os carrascos dos “locomotivas” da capital provincial, na fase zonal, por 2-1. E procura ser a primeira e única equipa da segunda divisão a chegar a esta fase.

Vai ser um jogo em que, apesar de ter algum favoritismo, o Desportivo de Nacala terá que se aplicar para sair com a qualificação e fazer com que a fase nacional seja disputada apenas por equipas do Moçambola.

 

Sorteio dos “quartos” esta sexta-feira

Entretanto, a Federação Moçambicana de Futebol marcou a manhã desta sexta-feira, no Auditório Ferdinand Wilson, na sede da Casa de Futebol, o sorteio dos quartos-de-final e das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP, edição 2024.

Para este sorteio vão todas equipas apuradas das fases zonais, nomeadamente Black Bulls, detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, Costa do Sol e Associação Desportiva de Vilankulo, pela zona sul, Ferroviário da Beira, União Desportiva de Songo e Textáfrica do Chimoio, pela zona centro, e o representante da zona norte, que sairá da finalíssima entre Desportivo de Nacala e Desportivo de Pemba.

Entretanto, o Textáfrica de Chimoio não tem a sua vaga confirmada totalmente, uma vez que o Matchedje de Mocuba, seu adversário na fase regional, jogou sob protesto, uma vez que os “fabris” de Planalto utilizaram um campo que foi interdito para jogos do Moçambola.

Este facto faz com que os Conselhos de Disciplina e Juridiscional da Federação Moçambicana de Futebol estejam a analisar se a interdição feita pela Liga Moçambicana de Futebol é extensiva para todos jogos, incluíndo os da Taça de Moçambique, e depois confirma a vitória do Textáfrica do Chimoio sobre o Matchedje de Mocuba, por 2-1 ou não.

O sorteio desta sexta-feira, para além de ditar os cruzamentos dos quartos-de-final, vai ditar os das meias-finais, estes que serão disputados em Nampula, cidade que vai acolher a “final four” da competição.

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