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O País – A verdade como notícia

Mais uma vez os árbitros de Futebol vão aos testes físicos em todo o país. É uma prova que servirá de segunda oportunidade para os que reprovaram no início da época e de continuidade ou não para os que estão neste momento a ajuizar.

Tidos como maus da fita e influentes nos resultados finais dos jogos, sobretudo os do Moçambola, os árbitros tem estado no centro das atenções nos últimos dias.

O exemplo claro da contestação dos homens do apito, veio de de Chimoio, no jogo de Moçambola, entre Textáfrica e Black Bulls, onde houve até pancadaria.

E, Para aferir o nível físico e não técnico, dos homens do apito, a Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, agendou para o próximo mês, testes físicos de controlo dos que tem vindo a apitar e recorrência para os que chumbaram no início da época. Serão submetidos aos testes os árbitros de Futebol 11, Futsal e Futebol de Praia.

Pela zona sul, para Maputo Cidade e Província, os testes serão realizados no Parque dos Continuadores ou no Estádio Nacional do Zimpeto, no dia 3 de Agosto. Em Gaza, as provas vão decorrer no Campo Municipal de Xai-Xai a 24 de Agosto. Em Inhambane, os exames serão realizados no Campo Municipal da Maxixe no dia 10 também de Agosto.

Na zona Centro, os testes serão feitos em Manica, no Campo Municipal de Chimoio, a 10 de Agosto. No Norte, todas provas irão acontecer em Cabo Delgado, no Campo Municipal de Pemba, a 17 de Agosto.

O fim-de-semana que se avizinha será para acertar o calendário do Moçambola, com a disputa dos dois jogos da 11ª jornada, para além do jogo da finalíssima da Taça de Moçambique na zona norte, para se encontrar o representante da zona na fase nacional. Esta sexta-feira haverá sorteio da fase nacional, ou seja, dos quartos-de-final e das meias-finais.

Dois jogos para fechar a primeira volta realizam-se este fim-de-semana em Nampula e Beira, com os Ferroviários locais a receberem o Brera Tchumene FC e Baía de Pemba, respectivamente.

Os dois jogos tinham sido adiados na altura em que se disputaram as restantes partidas devido a problemas logísticos ligados a liga aéreas, os mesmos que condicionam o arranque da segunda volta para dentro de duas semanas.

Na chamada capital do norte, o Ferroviário de Nampula, quarto classificado com 15 pontos, recebe o Brera Tchumene FC, oitavo com 10 pontos, a procura de encurtar a distância pontual com o trio da frente, principalmente com a União Desportiva de Songo, terceiro com 24 pontos.

É que, uma vitória dos “locomotivas” de Nampula pode relançar a equipa para uma segunda volta a busca do apetecível pódio, que este ano tem prémios aliciantes, nomeadamente os monetários para os três primeiros classificados.

Para o Brera, uma vitória seria uma oportunidade de fugir da zona do perigo, uma vez que, somando 10 pontos, tem apenas mais três pontos que o lanterna vermelha, o Ferroviário de Maputo. Mas há equipas entre os “guerreiros” de Tchumene e os “locomotivas” de Maputo no meio, nomeadamente Desportivo de Nacala (nono, com nove pontos), Baía de Pemba (10º, 9 pontos) e Textáfrica do Chimoio (11ª, 8).

Aliás, o Baía de Pemba está na mesma situação do Brera, olhando para a posição e os pontos que tem a esta altura e a deslocação a Chiveve não se avizinha fácil. O Ferroviário da Beira, que nos últimas seis jogos disputados oscilou entre vitórias e derrotas, quer começar a por todo vapor para fechar da melhor forma a primeira volta.

Um jogo nada fácil para as duas equipas, até porque em caso de vitória do Baía de Pemba alcança o seu adversário desta jornada em pontos. Os dois jogos de acerto de calendário vão provocar, de certo, mexidas na tabela classificativa.

 

Finalíssima no norte para a Taça de Moçambique

Ainda este fim-de-semana haverá um jogo na prov]incia de Nampula, concretamente em Nacala, onde o Desportivo local recebe o Desportivo de Pemba, em jogo da finalíssima da zona norte para encontrar o representante daquela parcela do país na fase nacional.

Trata-se de um embate entre uma equipa do Moçambola e outra da segunda divisão, carrasco de uma outra do Moçambola, que vão se digladiar a busca de um lugar nos quartos-de-final da competição.

O Desportivo de Pemba evitou um derby de Nampula entre os Ferroviários de Nampula e de Nacala, uma vez que foram os carrascos dos “locomotivas” da capital provincial, na fase zonal, por 2-1. E procura ser a primeira e única equipa da segunda divisão a chegar a esta fase.

Vai ser um jogo em que, apesar de ter algum favoritismo, o Desportivo de Nacala terá que se aplicar para sair com a qualificação e fazer com que a fase nacional seja disputada apenas por equipas do Moçambola.

 

Sorteio dos “quartos” esta sexta-feira

Entretanto, a Federação Moçambicana de Futebol marcou a manhã desta sexta-feira, no Auditório Ferdinand Wilson, na sede da Casa de Futebol, o sorteio dos quartos-de-final e das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP, edição 2024.

Para este sorteio vão todas equipas apuradas das fases zonais, nomeadamente Black Bulls, detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, Costa do Sol e Associação Desportiva de Vilankulo, pela zona sul, Ferroviário da Beira, União Desportiva de Songo e Textáfrica do Chimoio, pela zona centro, e o representante da zona norte, que sairá da finalíssima entre Desportivo de Nacala e Desportivo de Pemba.

Entretanto, o Textáfrica de Chimoio não tem a sua vaga confirmada totalmente, uma vez que o Matchedje de Mocuba, seu adversário na fase regional, jogou sob protesto, uma vez que os “fabris” de Planalto utilizaram um campo que foi interdito para jogos do Moçambola.

Este facto faz com que os Conselhos de Disciplina e Juridiscional da Federação Moçambicana de Futebol estejam a analisar se a interdição feita pela Liga Moçambicana de Futebol é extensiva para todos jogos, incluíndo os da Taça de Moçambique, e depois confirma a vitória do Textáfrica do Chimoio sobre o Matchedje de Mocuba, por 2-1 ou não.

O sorteio desta sexta-feira, para além de ditar os cruzamentos dos quartos-de-final, vai ditar os das meias-finais, estes que serão disputados em Nampula, cidade que vai acolher a “final four” da competição.

A União Desportiva de Lichinga vai representar o país nas eliminatórias de acesso à fase final da Liga dos Campeões Africanos de futebol feminino, nesta edição 2024/25.

Para chegar à fase final, a equipa moçambicana terá de disputar o acesso regional, ou seja, o torneio Cosafa de futebol feminino, prova que terá lugar em Blantyre, Malawi, de 15 a 24 de Agosto.

Inseridas no grupo B do regional, as meninas da União Desportiva de Lichinga terão pela frente o Gaborone United Ladies, do Botswana, Ascent Academy, do Malawi, e Young Buffaloes, de eSwatini, nesta que é o acesso à quarta edição da Liga dos Campeões Africanos em futebol feminino.

A União Desportiva de Lichinga representa Moçambique na qualidade de campeã nacional, depois de ter conquistado o Campeonato Nacional, ano passado, às custas do Costa do Sol, a quem venceu na prova que teve lugar em Niassa.

Recorde-se que as “canarinhas” foram representantes nacionais, ano passado, no regional da competição feminina, não tendo conseguido chegar à fase final da Liga dos Campeões femininos, uma vez que terminaram a competição regional na terceira posição.

Nessa competição regional, as meninas do Costa do Sol perderam o jogo das meias-finais para o Double Action Ladies da Zâmbia, por 2-0, e no jogo da consolação derrotaram a então detentora do troféu, Young Buffaloes do Botswana, por 2-1.

Segundo o sorteio realizado esta quarta-feira, na sede da federação malawiana de futebol, o Grupo A será constituído pelo University Western Cape FC, da África do Sul, Green Buffaloes WFC, da Zâmbia e FC Ongos Ladies, da Namíbia.

O vencedor e o finalista vencido do torneio regional juntam-se aos vencedores de outras regiões na fase final, onde já lá está o Mamelodi Sundowns Ladies, da África do Sul, actual campeã africana de clubes.

O campo número um do Complexo Desportivo de Tchumene, pertença da Associação Black Bulls, foi aprovado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para acolher partidas da fase pré-eliminatória das competições africanas, nomeadamente a Taça CAF e a Liga dos Campeões.

É o aumento de número de campos no país que podem acolher jogos das Afrotaças da presente época futebolística, depois do Estádio Nacional do Zimpeto.

De acordo com um comunicado divulgado esta terça-feira pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), a Confederação Africana de Futebol aprovou o campo número um, o principal, do Complexo desportivo de Tchumene, para acolher os jogos das eliminatórias das Afrotaças.

A FMF refere, no comunicado, que “a Confederação Africana de Futebol (CAF) aprovou o Campo da Associação Black Bulls para acolher jogos da fase preliminar das Afrotaças da época 2024/25″.

Ademais, de acordo com o mesmo comunicado, “o campo da Associação Black Bulls foi considerado apto para receber tanto jogos da fase preliminar da Taça das Confederações como os da Liga dos Campeões Africanos, ambos provas da CAF”.

Este feito resulta de um rigoroso processo de inspecção conduzido pela Federação Moçambicana de Futebol sob as directrizes da CAF, ou seja, pel Comissão de Licenciamento de Clubes.

Entretanto, apesar da aprovação do campo, a Federação Moçambicana de Futebol salienta que o mesmo deve passar por algumas melhorias até à data dos jogos das afrotaças.

“É importante salientar que existem alguns aspectos que necessitam de melhorias até à data de realização dos jogos. Por conseguinte, a CAF continuará a fazer a monitorização dos desenvolvimentos para assegurar que todas as exigências e padrões estabelecidos sejam plenamente cumpridos”, escreve a FMF, realçando que a medida visa garantir que todas as exigências e padrões traçados sejam cumpridos.

A FMF congratula ainda a Black Bulls por este reconhecimento e “encoraja a contínua dedicação na melhoria das suas infraestruturas e na promoção do futebol de alta qualidade em Moçambique”.

Outrssim, a Casa do Futebol reafirma o seu compromisso em trabalhar em estreita colaboração com a CAF e os clubes nacionais para garantir o cumprimento dos requisitos de licenciamento de clubes e estádios.

Para já, referir que a aprovação do campo número um do Complexo Desportivo de Tchumene vai permitir que os “touros” recebam o Alizé Fort, das Comores, devendo fazer o primeiro jogo (na condição de visitante) a 16 de Agosto e o segundo (como visitado) a 24 do mesmo mês. Os dois jogos podem acontecer em Maputo, uma vez que Comores não tem nenhum campo aprovado pela CAF.

Outro representante de Moçambique nas afrotaças é o Ferroviário da Beira que terá pela frente o Mbabane Swallows de eSwathini, nas mesmas datas, sendo que os “locomotivas” de Chiveve deverão usar o Estádio Nacional do Zimpeto como sua casa.

Apenas cinco dos dez atletas da província de Inhambane vão participar no Campeonato Nacional de Taekwondo 2024, que vai decorrer em Nampula. As ausências devem-se a falta de dinheiro para cobertura do transporte e logística.

A província de Inhambane, anfitriã da edição passada do campeonato nacional foi a grande campeã em diferentes categorias, onde (5) atletas conquistaram as medalhas de ouro e prata.

Desta vez, a competição vai se realizar em Nampula e Inhambane vai representado apenas por cinco atletas, dos 10 previstos. Segundo Evaristo Mabote, treinador Provincial de Taekwondo, o facto deve-se à falta de dinheiro para o transporte, alojamento e alimentação, o que para “cada um dos 10 atletas custaria uma média 17 mil Meticais”.

Em outras palavras, a delegação deveria ter arrecadado pelo menos 170 mil meticais, mas apenas conseguiu metade desse valor, por isso só a metade dos jogadores seleccionados vão a Nampula.

Aliás, segundo revelou Evaristo Mabote, o valor que vai cobrir as despesas dos cinco atletas da delegação de Inhambane foi oferta do antigo Governador da província, Daniel Chapo.

Apesar da falta de dinheiro, os que vão representar a província treinam afincadamente com a esperança de renovar os títulos já conquistados, pois (2) amealharam medalhas de ouro e outros 2 de prata. “Vamos com o compromisso de renovar os títulos para mostrar que não estamos aqui para brincar” disse um dos atletas em conversa com a nossa equipa de reportagem.

Com o défice financeiro, os atletas vão à Nampula na maior competição nacional da modalidade, numa viagem de mais de 1800 quilómetros que serão feitos durante dois dias de autocarro.

A pugilista Alcinda Panguana dos Santos e o nadador Matthew Lawrence serão os porta-bandeiras da delegação de Moçambique na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, evento que arranca já na sexta-feira, 26 de Julho, e vai até o dia 11 de Agosto.

A Missão Moçambique aos Jogos Olímpicos de Paris já escolheu os seus representantes para serem os porta-bandeiras da cerimónia de abertura, na sexta-feira, na capital francesa. Trata-se da pugilista Alcinda Panguana dos Santos, a primeira a assegurar lugar nas olimpíadas de Paris, e do nadador Matthew Lawrence, que chega graças à solidariedade olímpica.

A escolha foi feita dentre os sete atletas moçambicanos que vão representar o país na maior festa do desporto interplanetário, nomeadamente Alcinda Panguana dos Santos e Tiago Muxanga, ambos do boxe, Deisy Nhaquile (vela), Jacira Ferreira (judo), Steven Sabino (atletismo), Matthew Lawrence e Denise Doneli, este dois de natação.

E porque a escolha devia ser para uma mulher e um homem, a Missão Moçambique optou pelos dois atletas, que curiosamente têm mais progressão de chegar o mais longe possível na competição.

Os sete atletas que vão representar Moçambique nos Jogos Olímpicos Paris 2024 já se encontram na Vila Olímpica depois de terem cumprido um estágio de cerca de 10 dias em solo francês.

Destes, cinco partiram de Maputo com os respectivos treinadores, nomeadamente Alcinda dos Santos, Tiago Muxanga, Deisy Nhaquile, Jacira Ferreira e Steven Sabino, enquanto outros dois seguiram dos países onde estão sediados para França, nomeadamente Matthew Lawrence, bolseiro olímpico em Portugal, e Denise Doneli, que reside na Itália.

Recorde-se que, dos sete atletas moçambicanos em Paris, apenas três se qualificaram directamente, nomeadamente a pugilista Alcinda dos Santos (-66 kg), a velejadora Deisy Nhaquile, da categoria laser, e a judoca Jacira Ferreira (-42 kg).

Os restantes quatro beneficiaram das vagas de universalidade olímpica, que são atribuídas aos países que não conseguem atingir o mínimo de seis apurados directamente à competição, ou a países que não conseguem qualificar sequer um atleta.

Para esta competição, Moçambique vai participar com uma delegação de 35 pessoas, dos quais sete jogadores, quatro treinadores e restantes membros do apoio e dirigentes.

 

Abertura dos Jogos Olímpicos fora do estádio

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos 2024 será ousada, original e única. A 26 de Julho de 2024, Paris oferecerá uma cerimónia de abertura que certamente reunirá os momentos mais memoráveis da história Olímpica.

Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos de Verão, a cerimónia de abertura não acontecerá num estádio. Paris 2024 vai inovar ao trazer o desporto para a cidade e o mesmo acontecerá com a cerimónia de abertura que será realizada no coração da cidade ao longo da sua principal artéria: o rio Sena.

Com nova roupagem, o desfile dos atletas será realizado no Sena com barcos para cada delegação nacional. Estes barcos serão equipados com câmaras para permitir que o público que vai acompanhar pela televisão ou online possa ver os atletas de perto.

Seguindo de leste a oeste, os 10 500 atletas cruzarão o centro de Paris, o campo geral de todos os eventos, onde estes competidores vão exibir suas proezas desportivas nos próximos 16 dias.

O desfile no rio seguirá o curso do Sena, de leste a oeste, ao longo de seis quilómetros. O desfile partirá da ponte Austerlitz, ao lado do Jardin des Plantes, às 19h30 no horário local (mesma hora de Maputo) e percorrerá as duas ilhas no centro da cidade (a Île Saint Louis e a Île de la Cité) antes de passar por várias pontes.

Os atletas a bordo dos barcos de desfile poderão vislumbrar alguns dos locais oficiais dos Jogos, incluindo o La Concorde, a Esplanada Invalides, o Grand Palais e, por fim, a ponte Iéna, onde o desfile vai terminar, antes da final da cerimónia no Trocadéro.

Está concluído o processo de naturalização de quatro jogadores da Black Bulls, iniciado ano passado sob liderança da Federação Moçambicana de Futebol.

Trata-se dos jogadores nascidos na Nigéria, nomeadamente, Ejaita Ifoni e Jeleel Hammed, do liberiano Stephen Seameh e do senegalês Kadre Gueye, que agora estão oficialmente naturalizados como moçambicanos.

A informação foi avançada pelos “touros”, que através da sua página do facebook escrevem que “a Black Bulls informa a todos sobre o término do processo de nacionalização, por naturalização, dos atletas Ejaita Ifoni, Jeleel Hammed, Stephen Seameh e Kadre Gueye, com a obtenção dos respectivos documentos de identificação, nomeadamente os Bilhete de Identidade e os Passaportes”.

Os “touros” usaram ainda da plataforma para agradecer ao Ministério do Interior e à Federação Moçambicana de Futebol “pelas valiosas intervenções administrativas”, que acabaram por tornar, “o sonho destes craques em uma realidade: o sonho moçambicano”.

A Black Bulls deseja aos atletas “todo o sucesso do mundo e que orgulhem os moçambicanos com o melhor que sabem fazer: jogar futebol”.

Assim, os quatro jogadores juntam-se a Ricardo Guimarães, Alfonso Amade e Pedro Santos, que foram naturalizados nos últimos 12 meses e que já representam a selecção nacional de futebol, os Mambas.

O Moçambola 2024 vai continuar a observar uma paragem de três semanas para o arranque da segunda volta. Em causa está o facto de a Liga Moçambicana de Futebol estar a enfrentar situações operacionais e logísticas, ligadas às deslocações da equipas via aérea, bem como a disputa dos jogos em atraso da 11ª jornada. Assim, para que nao haja fim-de-semana sem competições, haverão jogos da Taça de Moçambique na primeira semana de Agosto.

O Moçambola 2024 está a observar uma paragem desde o fim-de-semana da semana passada para dar lugar à disputa dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique. A retoma da maior prova futebolística nacional estava prevista para esta semana, mas algumas vicissitudes imperam este regresso.

O facto é que a Liga Moçambicana de Futebol está a enfrentar alguns problemas operacionais e logísticos, ligados às deslocações aéreas das equipas de um ponto para o outro, atravês da companhia de bandeira nacional, as Linhas Aéreas de Moçambique.

Nesse sentido, o Moçambola vai continuar parado por três semanas e só vai retomar no dia 10 do próximo mês de Agosto, com a disputa da 12ª jornada, ou seja, a primeira da segunda e derradeira volta da prova.

Entretanto, para este fim-de-semana, a Liga Moçambicana de Futebol marcou dois jogos em atraso, que não foram disputados na devida altura devido aos mesmos problemas relacionados à logística do transporte aéreo.

Assim, para sábado, a Liga Moçambicana de Futebol marcou o jogo entre Ferroviário de Nampula e o Brera Tchumene FC, para o Estádio 25 de Junho, em Nampula, e no domingo o embate entre o Ferroviário da Beira e o Baía de Pemba, no “Caldeirão” do Chiveve.

Recorde-se que o Moçambola é liderado pela Associação Black Bulls, com 27 pontos, mais um que o Costa do Sol, que ocupa a segunda posição e mais três que a União Desportiva de Songo. Já o Ferroviário de Maputo ocupa a última posição da prova, com apenas sete pontos, a um ponto do Textáfrica do Chimoio, na luta pela manutenção.

O Moçambola 2024 tem como líder dos melhores marcadores Elias Macamo, do Desportivo de Nacala, com oito golos, seguido de Hammed, com sete, e Kadre, com seis, ambos da Black Bulls.

 

“Quartos” da Taça de Moçambique para segurar falta do Moçambola

Por outro lado, e para fazer face a falta de jogos do Moçambola nos próximos dois fins-de-semana, a Liga Moçambicana de Futebol e a Federação Moçambicana de Futebol entraram em coordenação para antecipar os jogos dos quartos-de-final da Taça de Moçambique.

Assim, os jogos da fase nacional poderão ter lugar entre os dias 3 e 4 de Agosto próximo, o que vai permitir que a FMF realize o sorteio dos quartos-de-final e das meias-finais nos próximos dias, como forma permitir que oito clubes envolvidos tenham tempo suficiente para preparar a logística de participação nesses jogos.

Para esta fase dos quartos-de-final da Taça de Moçambique estão apuradas as formações da Black Bulls (detentor do troféu), Ferroviário de Maputo, Costa do Sol, Associação Desportiva de Vilankulo, Ferroviário da Beira, União Desportiva do Songo e Textáfrica do Chimoio, todos do Moçambola, faltando uma que virá da zona norte, que saíra da finalíssima a ser disputada entre Desportivo de Nacala, equipa do Moçambola, e Desportivo de Pemba, da segunda divisão de Cabo Delgado.

Este embate entre os Desportivos de Nacala e de Pemba pode ser marcado para os dias 27, 28, 30 ou 31 de Julho corrente, para permitir que no sábado ou domingo dos dias 3 e 4 de Agosto, o vencedor dispute os quartos-de-final.

Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, garante que o Ferroviário de Maputo vai fazer uma boa segunda volta no Moçambola 2024 e promete tirar o clube do “sufoco” em que se encontra. O técnico reitera que não tem nenhuma “varinha mágica”, mas acredita no trabalho e na qualidade dos seus jogadores.

Duas vitórias, uma no Moçambola contra o Textáfrica de Chimoio (3-0), e outra na Taça de Moçambique diante do Brera FC (2-0). É, até agora, o único saldo positivo de Carlos Manuel no comando técnico do Ferroviário de Maputo. Último classificado da tabela, o Ferroviário regista o pior arranque nas últimas décadas.

Caló está ciente de que o clube que orienta e que muito bem conhece a casa, uma vez que teve várias passagens pelo mesmo e até com um título conquistado, não merece estar na posição em que se encontra.

“O Ferroviário é um clube histórico, um eterno candidato ao título, não está habituado a ficar nestas posições e nunca se viu o Ferroviário nos últimos anos na posição em que se encontra”, assume o técnico “locomotiva”.

Aliás, segundo Caló, “é verdade que era impensável ter o Ferroviário nesta posição, mas é futebol, e futebol é isto”. Ou seja, o técnico não fica assustado com o facto de o Ferroviário de Maputo ter terminado a primeira volta de um campeonato nacional de futebol na última posição e com apenas uma vitória. Afinal, “são coisas do futebol”.

Basta recordar que, no início da competição, os “locomotivas” da capital do país estavam sob comando do português Sérgio Boris, que não conseguiu impor-se no Moçambola, somando resultados negativos que colocaram a equipa na cauda, desde o princípio, e os adeptos à beira de “ataques de nervos”.

Carlos Manuel tem noção da equipa que assumiu a 10 de Junho, quando contava com apenas dois pontos em sete jogos disputados para o Moçambola, e garante que está pronto para colocar as mãos à obra e reverter o cenário que hoje se vive na estação ferroviária de Maputo.

“Não tenho uma ‘varinha mágica”‘, confessa. Porém, tem o antídoto para que essa “varinha mágica” apareça. “Uma das coisas que é importante no Ferroviário é o trabalho, em primeiro lugar, no sentido de trabalharmos duro, e, depois, a união de todos os intervenientes no clube”, revela.

Para Caló,  havendo a conjugação desses dois segredos, “podemos conseguir tirar o Ferroviário do caminho em que está”. Ou seja, “essa é que é a verdadeira ‘varinha mágica'”, sentencia Carlos Manuel.

Sem nenhuma contratação no mercado de Inverno

No que ao aspecto desportivo diz respeito, havia alguma apreensão em relação à possibilidade de contratação de novos jogadores, com destaque para Elias Macamo, actual melhor marcador do Moçambola 2024. É que a janela de transferências de jogadores se fechou e o Ferroviário de Maputo não contratou novos atletas.

Carlos Manuel tem uma razão para tal e revela: “Há qualidade aqui, e é visível”. Por ora, para que efectivamente consiga tirar a equipa da última posição, Calós diz que “é uma questão de continuarmos a trabalhar e moralizarmos os jogadores que temos para que consigamos os objectivos que pretendemos”.

Para já, em termos de saídas nesta janela de transferências, apenas Shaquile Nangy deixou os “locomotivas” da capital do país para uma aventura pelas terras angolanas, onde vai representar o Sagrada Esperança.

Quanto a entradas, destaque para o regresso de Shelton e Xirasse, que tinham sido emprestados ao Desportivo de Nacala, bem como do guarda-redes Sulemane, que ascende da equipa B. Shelton marcou um golo na sua passagem pelos “canarinhos” de Nacala.

Carlos Manuel é o terceiro treinador a orientar o Ferroviário de Maputo na presente temporada, depois de Sérgio Boris, que foi corrido a 28 de Maio, e Danito Nhampossa, que assumiu de forma interina, até à chegada de Caló.

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