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O País – A verdade como notícia

O avançado internacional francês Kylian Mbappé foi apresentado, esta terça-feira, como novo reforço do Real Madrid, depois de assinar um contrato até 2029. Mbappé reconheceu estar a viver um sonho de criança por representar o Real Madrid, que considera o maior clube da história do futebol.

O reforço do clube madrilista chega ao campeão espanhol depois de várias épocas de sucesso ao serviço do Paris Saint-Germain. Mbappé chega ao Real Madrid como um dos melhores futebolistas do mundo, depois de sete temporadas de alto nível no PSG, onde marcou 256 golos em 308 partidas.

Na manhã desta terça-feira, o craque francês realizou os habituais exames médicos e procedeu à assinatura do contrato com os ‘merengues’. Num estádio com cerca de 80 mil adeptos, Kylian Mbappé era apresentado como novo reforço do campeão europeu de clubes.

No primeiro discurso como jogador do emblema de Madrid, o avançado francês admitiu estar a viver o sonho de infância.

“É incrível estar aqui, incrível. Tive, durante muitos anos, o sonho de jogar pelo Real Madrid e hoje se realiza o meu sonho. Sou um miúdo muito feliz. Sonhei muito em estar aqui, mas tenho outro sonho, que é estar à altura do melhor clube do mundo. Vou dar a vida por este clube e por este escudo”, garantiu.

Mbappé agradeceu a estrutura do Real Madrid por nunca ter desistido dele, mesmo depois de vários adiamentos por conta dos acordos com os donos do PSG e do Presidente da França. “Quero agradecer ao presidente Florentino Pérez, que confiou em mim desde o primeiro dia. Aconteceram muitas coisas… mas obrigado. Agradeço também a todas as pessoas que trabalharam para que eu estivesse aqui. Sei que foi um trabalho difícil, mas ganhámos. Estou aqui, sou um jogador do Real Madrid. Vejo a minha família, está feliz, vejo a minha mãe a chorar”, prosseguiu o atacante.

Para terminar o seu discurso, o capitão da selecção francesa, como que a recordar a apresentação do seu ídolo, Cristiano Ronaldo, em 2009, gritou em uníssono com os muitos adeptos presentes na casa do Real Madrid o lema do clube: “1,2,3 Hala Madrid”.

Estava dado o mote para aquela que se espera que seja uma jornada de sucesso para o novo ídolo de Madrid.

O presidente do Real Madrid, que entrou no relvado acompanhado por Zinédine Zidane e José Martínez Pirri, destacou a presença do antigo jogador e antigo treinador dos merengues e deu as boas vindas ao novo jogador.

“Querido Zidane, há 12 anos convidaste um miúdo para visitar Valdebebas e hoje ele está aqui. Chegou o momento de dar as boas-vindas a um jogador excepcional que chega para nos ajudar a continuar a ganhar, que vem realizar o sonho da sua vida. Damos as boas-vindas a Kylian Mbappé”, disse.

A cerimónia terminou às 12h15, depois de Mbappé ter distribuído bolas de futebol pelas bancadas, ao mesmo tempo que a massa adepta entoava o nome do atleta, bem como cânticos madrilistas.

O jogador esteve recentemente ao serviço da selecção francesa, no Euro 2024, equipa que foi afastada pela Espanha nas meias-finais da competição. Pelos “Les bleus” já faturou por 48 vezes em 84 partidas.

Há contrariedade na selecção sénior feminina de basquetebol. Iñaki Garcia já não vem a Moçambique. O técnico tinha sido anunciado, há dois meses, como novo seleccionador da selecção nacional. A Federação Moçambicana de Basquetebol vai apresentar o novo timoneiro na sexta-feira.

É que tudo parecia bem encaminhado quando a selecção nacional sénior feminina de basquetebol iniciou os trabalhos de preparação rumo à pré-qualificação para o Mundial 2026 sob comando técnico dos adjuntos Leonel Manhique e Deolinda Ngulela.

Anunciado como novo seleccionador, Iñaki Garcia deveria juntar-se ao grupo na segunda quinzena do mês passado, tal como a Federação Moçambicana de Basquetebol avançou, na altura.

A verdade é que, dois meses depois, o técnico espanhol já não vem a Moçambique.

O jornal O País sabe que o estado de saúde da sua esposa terá precipitado a desistência de Garcia para essa nova empreitada à frente da selecção nacional.

A Federação Moçambicana de Basquetebol já accionou o Plano B. Nesse sentido, o organismo que gere o basquetebol moçambicano vai contratar um novo seleccionador. O mesmo é esperado em Maputo na sexta-feira, devendo ser apresentado no mesmo dia, para depois juntar-se ao grupo de trabalho.

Selecção à parte, a Federação Moçambicana de Basquetebol vai apresentar, esta quarta-feira, a nova estrutura de inscrição de jogadores, tendo em vista ter uma base de dados concisa e, por via disso, combater a falsificação de idades.

O seleccionador nacional de futebol de praia, Saidate Mouveia, anunciou a lista final dos 14 jogadores convocados para a eliminatória de acesso ao CAN da modalidade, diante das Seychelles. Da lista, o maior destaque é para ausência de Nelson Manuel, devido a uma lesão.

São 14 jogadores que fazem parte da lista final dos convocados por Saidate Mouveia para o embate da eliminatória diante das Seychelles, de apuramento ao Campeonato Africano das Nações de Marrocos, este ano.

Dos convocados, destaque para o guarda-redes do Ferroviário de Maputo, Manuel Tivane, bem como para jogadores como Figo, Arroz, Dino, Dez, Mabomo e Rachide, que estiveram nos dois últimos Campeonatos Africanos e torneios regionais do Cosafa.

A estes jogadores juntam-se outros que já têm alguma experiência na selecção nacional, casos de Gonçalves Bila e Yuran Malate.

Entretanto, há novas entradas no conjunto moçambicano que buscam a integração e experiência, como é o caso de Paulo Gervásio, João Couana, Filipe Vilankulos e Hélder Mahumane.

Maior parte destes jogadores que compõem a selecção nacional de futebol de praia é do Ntsondzo FC, equipa que vem dominando o futebol das areias há bastante tempo e que tem como treinador o ex-seleccionador nacional, Abineiro Ussaca.

Da lista, destaca-se a ausência de Nelson Manuel, melhor jogador do Cosafa 2022 e melhor marcador do CAN 2021, que também falhou o torneio Cosafa deste ano, devido a uma lesão.

Mas há mais ausências na lista final, dentre eles Trezenta Eduardo, Mário Mazuze e Alfredo Djedje.

Moçambique defronta Seychelles na única eliminatória de acesso ao CAN de Marrocos, ainda este ano, cujos jogos têm lugar a 20 de Julho, a primeira mão, em Vitória, sendo que a segunda mão será a 27 do mesmo mês, em Vilankulo.

Moçambique já defrontou e goleou Seychelles em duas ocasiões, nomeadamente no CAN de Dakar, por 7-3, e no Torneio COSAFA, por 13-1.

 

Eis a lista dos convocados:

Guarda-redes: Gonçalves Bila, Manuel Tivane e Martinho Manuel.
Jogadores de campo: Ângelo Tomás “Dino”, Ramossete Cumbe “Dez”, António Namape “Figo”, Paulo Gervásio, João Couana, Yuran Malate, Filipe Vilankulos, Hélder Mahumane, Hélio Mavota “Mabomo”, Júlio Manjate “Arroz” e Rachide Smith.

Contrariedade na selecção sénior feminina de basquetebol. Iñaki Garcia já não vem a Moçambique. O técnico tinha sido anunciado, há dois meses, como novo seleccionador da selecção nacional. A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) vai apresentar o novo timoneiro na sexta-feira.

Tudo parecia bem encaminhado. A selecção nacional sénior feminina de basquetebol iniciou os trabalhos de preparação rumo à pré-qualificação para o Mundial 2026, sob comando técnico dos adjuntos Leonel Manhique e Deolinda Ngulela.

Anunciado como novo seleccionador, Iñaki Garcia deveria juntar-se ao grupo na segunda quinzena do mês passado, tal como a Federação Moçambicana de Basquetebol avançou na altura.

A verdade é que dois meses depois, o técnico espanhol já não vem a Moçambique. “O País” sabe que o estado de saúde da sua esposa terá precipitado a desistência de Garcia para essa nova empreitda à frente da selecção nacional.

A FMB já accionou o Plano B. Nesse sentido, o organismo que gere o basquetebol moçambicano vai contratar um novo seleccionador. O mesmo é esperado em Maputo na sexta-feira, devendo ser apresentado no mesmo dia, para depois juntar-se ao grupo de trabalho.

Selecção à parte. A FMB vai apresentar, esta quarta-feira, a nova estrutura de inscrição de jogadores, tendo em vista ter uma base de dados concisa e, por via disso, combater a falsificação de idades.

Depois da saída de Witi Quembo do futebol português para as arábias, concretamente para o Dibba Al Hisn dos Emirados Árabes Unidos, desta vez é Ricardo Guimarães a partir para uma nova aventura.

Após um período de suspense por conta do seu novo destino, o internacional moçambicano acabou por decidir o seu futuro e nos últimos dias foi confirmado o seu destino. Guima assinou um contrato com o Igdir FK, clube que milita na segunda divisão turca.

O jogador de 28 anos, que recentemente decidiu não renovar seu contrato com o Chaves de Portugal, assinou um acordo válido por uma temporada com a equipa turca e mais uma de opção.

Guima junta-se ao Igdir FK a custo zero, numa transferência que marca um novo capítulo na carreira do internacional moçambicano, que assim vai defrontar o seu compatriota e colega da selecção, Mexer Sitoe, na segunda divisão da Turquia.

Guima expressou entusiasmo com a nova oportunidade, tendo dito, após a assinatura do novo contrato, estar feliz. E disse mais: “É um novo desafio na minha carreira, e estou ansioso para contribuir com o meu melhor para ajudar a equipa a alcançar grandes resultados. Acredito que a minha experiência em diferentes ligas europeias será um diferencial importante para a equipa”.

Ricardo Guimarães fez a sua formação nas categorias de base de dois dos maiores clubes de Portugal, Benfica e Sporting. O jogador faz a sua carreira com passagens por vários clubes portugueses, dentre eles Oliveirense, Taboleiro e Academia OAF.

Esta não é a primeira experiência de Guima fora de Portugal, sendo que já teve uma passagem pelo LKS Lodzki, da Polônia, durante uma temporada, onde também deixou sua marca ao realizar 27 jogos e apontar dois golos.

A contratação de Guima pelo Igdir FK da segunda liga turca representa um passo significativo tanto para o jogador quanto para o clube. Com sua experiência vasta e habilidade comprovada, Guima está preparado para enfrentar os desafios da II Liga turca e ajudar o Igdir FK a alcançar seus objectivos.
Guima já prepara a época 2024/2025 com os seus novos companheiros de equipa.

O Ferroviário da Beira e a Associação Black Bulls, respectivamente campeão nacional e vencedor da Taça de Moçambique, vão usar o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) para as Afrotaças, na edição 2024/25. O estádio é o único aprovado pela CAF no país para acolher jogos internacionais.

Já são conhecidos os estádios que vão acolher os jogos das Afrotaças 2024-2025. A Confederação Africana de Futebol, CAF, divulgou a lista de todos os estádios aprovados para a Liga dos Campeões Africanos e Taça Nelson Mandela, também conhecida como Taça CAF.

Os campos dos representantes moçambicanos nas Afrotaças, Ferroviário da Beira e Associação Black Bulls, não fazem parte da lista. Nesse sentido, as duas equipas deverão usar o Estádio Nacional do Zimpeto, tal como aconteceu no ano passado com a União Desportiva do Songo e Ferroviário de Maputo.

É que o Estádio Nacional do Zimpeto é o único estádio aprovado pela Confederação Africana de Futebol para acolher sob sua égide nesta edição das competições africanas de clubes.

Os adversários das equipas moçambicanas, Mbabane Swallows de eSwathini e Alizé Fort da República Democrática do Congo, viram os seus campos a serem reprovados pelo organismo que gere o futebol africano.

Os dois clubes equacionam a possibilidade de efectuarem os dois jogos, da primeira e segunda mão, no Estádio Nacional do Zimpeto. Os jogos da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos estão agendados para entre os dias 16 e 18 de Agosto (primeira “mão”) e 23 e 25 do mesmo mês (a segunda mão).

Esta segunda-feira, veio a confirmação do término de licenciamento dos dois clubes para as competições africanas, num processo que foi remetido em Junho passado junto à Comissão de Licenciamento de Clubes da CAF.

A CAF aprovou um total de 11 estádios. A África do Sul e o Marrocos são os países com maior número de estádios aprovados pelo organismo.

Moçambique é campeão mundial de Tang Soo Do. A proeza foi feita nas provas que decorreram no Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América entre 12 e 13 de Julho corrente.

Moçambique consagrou-se o Grande Campeão do Mundo na divisão Cinturões Negros Seniores atravês de Edson Roberto de Noronha e na divisão de Cinturões a Cores Veteranos por Titos Munhequete, ambos na escola Temporario’s Tang Soo Do.

Na sua prestação colectiva, a selecção participou na Categoria de Demonstração e Criatividade obtendo o 4° lugar, enquanto que na Cerimónia de Promoção de Mestres, o Mestre Cláudio Temporário, actual Presidente da Associação Moçambicana de Tang Soo Do, foi promovido ao nível de Mestre Sénior do 5° Dan.

Ao todo foram 37 medalhas conquistadas por Moçambique no Mundial dos Estados Unidos da América, nomeadamente 14 de ouro, 14 de prata e 9 de Bronze.

Para além de Edson Roberto de Noronha que teve três medalhas de ouro na divisão de Cinturões Negros Seniores, outros atletas moçambicanas que conquistaram o ouro foram Marcos Perreira e Fábio Afonso, que arrecadaram duas medalhas.

Com o prata ficaram Martin Pereira (duas), Yangalane Walle, Lério Cunha, Fábio Afonso e Kleider Lemos (uma medalha cada), enquanto com a medalha de broze ficaram Michael Lee e Lério Cunha (duas cada), Yangalane Walle, Martin Pereira e Kleider Lemos (uma medalha cada).

Na divisão dos Cinturões a Cores Veteranos onde Titos Munhequete foi o grande vencedor ao arrecadar três medalhas de ouro, Naira Lemos conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata, Dishita Patel venceu uma medalha de ouro, outra de prata e mais uma de bronze, Joaquim Tamela teve uma de ouro e outra de prata, Alfredo Matavele teve duas de prata, mesmo número que Shubh Patel obteve, adicionando a mais uma de bronze.

No Quadro de Honra foi distinguido como Instrutor do Ano da World Tang Soo Do Association, o instrutor Michael Lee, da escola Mumemo Dojang em Marracuene.

A maior parte da delegação moçambicana que esteve neste Campeonato do Mundo de Tang Soo Do nos Estados Unidos da América desembarca no país na quinta-feira, pelas 10h.

Caso Guilherme Malagueta poderá ser levado ao Gabinete Central de Combate à Corrupação. O árbitro é acusado de ter recebido 100 mil meticais para favorecer o Textáfrica de Chimoio, no jogo contra a Associação Black Bulls, partida que terminou em escaramuças. A Liga Moçambicana de Futebol já está a investigar o caso, para depois encaminhar aos órgãos de Justiça.

O jogo entre o Textáfrica e Associação Black Bulls, referente à décima jornada do Moçambola, continua no centro das atenções. A partida foi marcada por actos de violência praticados pelos adeptos dos “fabris” do Planalto, que reclamavam a má actuação da equipa de arbitragem, chefiada por Guilherme Malagueta, por este, supostamente, não ter assinalado uma grande penalidade a favor da sua equipa.

A situação levou a Polícia da República de Moçambique a recorrer a gás lacrimogénio para dispersar os adeptos, tendo, em consequência disso, havido feridos, entre eles jornalistas. Depois dos acontecimentos, a Liga Moçambicana de Futebol convocou uma reunião de emergência com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, CNAF, e os 12 clubes que participam na prova, a fim a de analisar o assunto.

Através deste comunicado, a LMF fez saber que caso se constate a existência de matéria de índole criminal, endossará o respectivo expediente ao Gabinete Central de Combate à Corrupção.

Num outro comunicado, tornado público depois da sessão ordinária realizada na quarta-feira, 10 de Julho, que tinha em vista, mais uma vez, analisar os acontecimentos de Chimoio, o delegado da partida indica, no seu relatório, que, depois do jogo, o presidente do Textáfrica, Alfredo Dézima, exigiu a devolução do valor de 100 mil meticais ao árbitro do encontro, Guilherme Malagueta. O valor em causa foi pago a título de suborno para facilitar o resultado. No entanto, o clube nega qualquer envonvimento no caso de corrupção.

O Conselho de Disciplina da LMF entende que há necessidade de se apurar a verdade material, pois há sanções a serem aplicadas, à luz do Regulamento de Disciplina do organismo. Nesse sentido, nomeiou uma comissão de inquérito para investigar. Gimo Patrício fala de perseguições contra a sua equipa.

Segundo Regulamento de Disciplina, no seu artigo 49 das infracções disciplinares muito graves, como é o caso da corrupção da equipa de arbitragem.

“O clube que, através das dádivas, presentes, ofertas, promessas de recompensa ou de qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial a qualquer elemento da equipa de arbitragem, obtiver uma actuação parcial daqueles por forma a que o jogo decorra em condições anormais ou com consequências no seu resultado, ou que seja falseado o bolentim do encontro será punido nos seguintes termos:

a) Baixa divisão

b) Multa de 200.00,00MT (duzentos mil meticais) a 300.00,00MT (trezentos mil meticais)

Conhecido nos meandros desportivos, o jurista e advogado Roque Gonçalves esclarece que se trata de matéria criminal e, por isso mesmo, não tem limitações da FIFA. Nesse sentido, afirma que a Procuradoria-geral da República pode investigar o caso. Para tal, o jurista sugere que a Liga Moçambicana de Futebol deve encaminhar o processo à PGR.

A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, através do seu presidente, Francisco Machel, promete pronunciar-se nos próximos dias, depois da conclusão do inquérito dirigido pela LMF.

A Politécnica e Ferroviário de Maputo jogam, esta sexta-feira, às 19h45, no pavilhão dos “politécnicos”,  o acesso à finalíssima da Taça Maputo Jogabets 100 Paus. O vencedor desta partida, inserida na jornada 8 da prova, vai defrontar o Costa do Sol, detentor do troféu, no duelo de decisão do título.

É pegar ou largar. Jogo de definição do segundo finalista da Taça Maputo JogaBets em seniores masculinos, jogo de elevada emoção. Interrompido em Junho último, devido ao estado escorregadio da quadra do pavilhão d’A Politécnica, o duelo entre “politécnicos” e “locomotivas” coloca, esta sexta-feira, todos os holofotes da modalidade da bola ao cesto na capital virados para o bairro central.

Onde, de resto, o vice-campeão nacional e candidato à conquista das provas em que participa  bate-se com um conjunto de “putos”  irreverentes e com total disponibilidade na quadra.

À entrada desta ronda decisiva, o Ferroviário de Maputo, vice-campeão nacional, é terceiro classificado com 17 pontos, menos um que a A Politécnica.

Pelo que os comandados de João Mulungo e Gerson Novela (Gone) têm que ganhar ou ganhar. Depois da derrota na estreia frente ao Costa do Sol, os “locomotivas” somaram por vitórias todos jogos até então realizados na Taça Maputo Jogarbets 100 Paus.  Para  ombrearem com o Costa do Sol na decisão de um título, uma vez mais, terão que se apresentar na quadra concentrados e com elevada capacidade defensiva e clarividência ofensiva.

Sem muita pressão de título e muito forte nas transições , a A Politécnica, um conjunto onde não há estrelas da companhia, tem sido um exemplo de resiliência. Pois, ao perder muitos dos seus activos época após época, o “coach” José “Matilo” Macuácua consegue montar uma estrutura que lute pelos lugares de pódio.

De tal forma que, ano passado, foi finalista da Taça Maputo JogaBets 100 Paus e, esta  temporada, colocou em sentido o Costa do Sol, detentor do troféu, adversário a quem venceu por 60-59.

Em estado de graça,  a A Politécnica  vai procurar manter o rolo compressor e chegar à vitória que abra caminho para continuar a cotar-se na bolsa do basquetebol moçambicano.

 

Comissão de gestão da ABCM repreende dois árbitros internacionais

Do futebol ao basquetebol! O fim-de-semana foi fértil em casos envolvendo arbitragens, que, regra geral, geram contestação dos treinadores e adeptos.  Na quadra, o emotivo duelo entre o Desportivo de Maputo e Costa do Sol em seniores masculinos, que terminou com a vitória dos “canarinhos” por 73-71, resultado que permitiu o seu apuramento para a finalissíma da Taça Maputo, foi marcado por reclamações por da parte dos “alvi-negros”.

É que, num dos lances da partida, a equipa de Carlos Manuel Ferro (Carlinho) contestou uma decisão dos árbitros António Sitoe (internacional) e Hermenegildo Mandevo que terão favorecido os “canarinhos” e, causa-efeito, ditado o desfecho da partida.

Tal situação não passou despercebida à Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) que deu uma repreensão registada aos  mesmos por “erro registado no jogo realizado no dia 6/7/2024 entre o Costa do Sol e Desportivo em seniores masculinos, a contar para a 11.ª jornada da Taça Maputo Jogabets.”

Ainda no rol de repreensões registadas, a árbitra internacional Maria Liliana Bagnath foi advertida pela Comissão de Gestão da ABCM por postura incorrecta perante o treinador da equipa sénior feminino de basquetebol do Desportivo de Maputo, Lourenço Buque. A árbitra, sabe “O País”, terá se dirigido ao “coach” depois deste ter reclamado um lance por si ajuizado que prejudicava a sua formação de forma ofensiva, considerando que esta não ganha jogos.

“Queremos, desde já, afirmar que a Comissão de Gestão condena veementemente este e outro tipo de comportamentos que não abonam em nada o jogo de basquetebol, bem como a verdade desportiva, pautando por falta de deontologia profissional e desrespeito pelo próximo. E serão levadas a cabo medidas mais severas para inibir estes comportamentos por parte da arbitragem, treinadores e atletas”, adverte a Comissão de Gestão de Basquetebol da Cidade de Maputo em comunicado.

A nota refere ainda que, “assim sendo, estaremos mais atentos e comunicativos para que estas e outras situações sejam evitadas para o bem do basquetebol, e em prol da verdade desportiva que é um dos lemas desta Comissão de Gestão.”

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