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A judoca internacional moçambicana, Jacira Ferreira, garantiu a qualificação para os Jogos Olímpicos, Paris 2024. Jacira é a terceira atleta moçambicana a conseguir tal feito, depois da Alcinda Panguana (boxe) e Deisy Nhaquile (vela). A judoca moçambicana que conseguiu a vaga por conta da Cota Continental vai competir na categoria de -52kg.

Recentemente a judoca moçambicana Jacira Ferreira esteve no Mundial em Abu Dabhi, nos Emiratos Árabes Unidos, onde não conseguiu somar qualquer ponto na luta pela qualificação a um dos maiores evento desportivos planetários. Ainda assim, Jacira Ferreira mantinha a esperança de se qualificar por uma das vagas do continente africano.

No primeiro combate, no referido mundial, a moçambicana, que participava na categoria dos -52kg, não teve sorte diante da cipriota Sofia Asvesta, na ronda 62.

Jacira Ferreira acabou derrotada por 2-0, no primeiro assalto, empatando no segundo assalto 0-0, resultado que foi insuficiente para somar qualquer ponto na prova, e precipitou o regresso à casa.

Depois de ter terminado em segundo lugar no campeonato africano aberto, em Luanda, e em sétimo no africano individual, em Abril passado, Jacira Ferreira foi para o mundial de Abu Dabhi com o objectivo de somar pontos para estar no radar dos Jogos Olímpicos de Paris, mas não aguentou com a 25ª melhor judoca do mundo.

Entretanto, as esperanças de qualificação aos Jogos olímpicos continuavam intactas para a atleta moçambicana, uma vez que, o continente africano tem 24 vagas nos Jogos de Paris, em cada uma das 14 categorias, e Jacira Ferreira está entre as 12 melhores judocas africanas na sua categoria.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, na versão dos sub-23, estreia esta quarta-feira no torneio Cosafa diante da África do Sul, a partir das 18h00, em partida do grupo A. A equipa técnica e os jogadores dizem estar preparados para vencer os Bafana Bafana e conquistar a prova.

É o arranque da edição 2024 do torneio Cosafa, prova que inicialmente estava marcada para decorrer de 14 a 22 de Junho em Durban, África do Sul, agora com pontapé de saída esta quarta-feira.
Os Mambas entram para esta competição como a quinta melhor selecção da região no ranking da FIFA, atrás da anfitriã, África do Sul, Zâmbia, Angola e Namíbia, mas também a quarta melhor, na classificação da prova do ano passado.

Para esta edição o objectivo passa por vencer todos os jogos da fase de grupos e chegar à final da prova, para depois procurar fazer a história com a conquista da prova. E o primeiro adversário são os Bafana Bafana, esta quarta-feira.

O seleccionador nacional, Victor Matine, garante que a equipa está preparada para este jogo e para toda competição. “Sabemos que vamos defrontar uma grande selecção, mas vamos tentar contrariar o favoritismo deles, jogar um pouco organizados e não facilitar”, disse, acrescentando que vai ajudar o facto de todos os processos trabalhados estarem patentes no combinado nacional.

Já o médio Gianluca Lorenzoni também considera que não será jogo fácil, mas a equipa tem um objectivo. “Nós estamos concentrados jogo após jogo, que é a vitória e vamos trabalhar para alcançar o objectivo”, disse Gianluca.

Para o jogador dos Mambas há outro objectivo principal do conjunto: “como grupo queremos vencer a prova”.

Para esta empreitada a equipa técnica nacional chamou 23 jogadores, dentre os quais três guarda-redes, oito defesas, dez médios e dois avançados. O maior reforço da selecção sub-23 é a integração de Edmilson Dove, que comunicou a Federação Moçambicana de Futebol da sua disponibilidade para integrar a equipa nacional que vai disputar esta competição.

Os Mambas integram o grupo A juntamente com Eswatini e Botswana, que fazem o jogo inaugural da prova, a partir das 15 horas desta quarta-feira.

Depois de defrontar a África do Sul, esta quarta-feira, os Mambas voltam a jogar três dias depois, desta feita pelas 15h00, defrontando o Eswatini, no Wolfson Stadium, também situado em Port Elizabeth. No mesmo dia a África do Sul mede forças com o Botswana.

A terceira e última jornada da fase de grupos terá lugar no dia 2 Julho, no qual Moçambique vai ter pela frente o Botswana, partida também agendada para o Wolfson Stadium, pelas 15h00, mesma hora em que a África do Sul jogará com Eswatine, no Estádio Nelson Mandela Bay.

Os primeiros classificados de cada um dos três grupos e o segundo melhor posicionado de todas séries apuram-se para as meias-finais da prova que terão lugar no dia 5 Julho, com os jogos agendados para o Estádio Nelson Mandela Bay.

A edição deste ano do torneio Cosafa terá lugar na cidade de Port Elizabeth, de 26 de Junho a 7 de Julho.

Aposta na selecção Sub-23, no torneio Cossafa, vai permitir a renovação da equipa principal. Este pensamento é defendido pelos comentadores desportivos do programa Ao ataque, da Stv, Víctor Miguel e José Secanhe, que acreditam que a decisão vai permitir que os Sub-23 estejam melhor preparados.

A selecção moçambicana vai disputar, esta quarta-feira, na África do Sul, o seu primeiro jogo, no torneio Cossafa, com a equipa sul-africana, Bafana-Bafana. Para o jogo foi convocada a selecção sub 23.

Víctor Miguel diz que a decisão da equipa técnica da selecção mostra que o país está preocupado em dar continuidade ao trabalho da equipa “A”, ou seja, os Mambas. “Indicar os Sub-23 vai garantir a continuidade em termos de renovação da selecção nacional, e vai permitir que estes jogadores ganhem um pouco mais de experiência, afinal são os futuros jogadores da selecção AA”.

Miguel acrescenta que os Sub-23 estarão, depois desta experiência, prontos para integrar ao primeiro grupo sem grandes turbulências. “Estes jogadores estarão, quando forem chamados, em altura de substituir os jogadores mais velhos”.

O mesmo pensamento foi partilhado por José Secanhe, que explica que o torneio Cossafa foi criado com o objectivo de dar oportunidade para os mais novos, por isso, a decisão da federação é “mais do que acertada”.

Diz ainda que a selecção nacional está melhor capacidade para fazer frente aos desafios que vem pela frente.

De referir que Moçambique está inserido no grupo A, tendo três jogos em frente.

 

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida conquistou, fim-de-semana, dois lugares de pódio na 3.ª ronda do campeonato Carrera Cup Swiss, prova que se realizou no Autódromo Enzo e Dino Ferrari (Imola), na Itália.

Numa das provas de referência do automobilismo mundial, Almeida começou a 1ª corrida, realizada no sábado na segunda posição, tendo tomado a liderança logo na primeira volta e permanecendo por mais da metade da mesma.

No entanto, a entrada de um “safety car” na pista forçou que os pilotos que estavam de “slicks” se aproximassem do pelotão da frente, situação que fez com que perdesse o 1.° lugar para um adversário que se encontrava de “slicks” e muito mais rápido.

Domingo, dia da corrida 2, o mais destacado piloto da actualidade em Moçambique conquistou o 3.° lugar, fechando, desta forma, a sua participação na prova com dois pódios em igual número de corridas.

A Porsche Cup Suisse reúne os pilotos em seis etapas em outros circuitos na Áustria, França e Itália. Em Imola, pista que está no calendário há anos, os 80 Porsches inscritos competiram no formato “Sprint e Endurance”.

Esta prova contou com a participação tanto dos carros Porsche homologados para a circulação rodoviária assim como os preparados para a competição, demonstrando o “ADN” desportivo que é a base e o sinal distintivo de cada criação da empresa de Estugarda.

Recentemente, Rodrigo Almeida teve uma excelente prestação no Porsche Carrera Cup Asia (PCCA) ao ocupar a 5.ª posição na segunda corrida disputada no Buriram International Circuit, na Tailândia.

Com este desempenho, o valoroso piloto conseguiu subir para o 4.° lugar na classificação geral da prova.

O internacional moçambicano Mexer Sitoe, renovou o seu contrato com o Bandirmaspor da II Liga da Turquia, por mais uma época, segundo uma nota do clube. Já Luís Miquissone, que terminou contrato com o Simba, ainda não tem situação definida sobre seu futuro.

Foi atravês da sua página das redes sociais que o Bandimarspor confirmou a renovação de Edson Sitoe, conhecido por Mexer, por mais uma temporada.

“Foi alcançado um acordo com Edson André Sitoe (Mexer), que tinha opção de renovação de uma época no seu contrato”, lê-se na pagina do Instagram do clube.

Para chegar à renovação do acordo valeu muito a temporada regular que o central moçambicano fez na última temporada, onde foi fundamental na obtenção de bons resultados que quase garantia a subida à primeira liga turca.

Na sua primeira época no clube sediado na cidade de Bandirma, Mexer disputou 30 jogos, maior parte deles como capitão da equipa e nesta renovação o objectivo é ajudar a equipa a conseguir a ascensão a primeira liga.

Já Luís Miquissone, que semana passada viu terminado seu vínculo com o Simba da Tanzania, ainda não tem o seu futuro definido. A possibilidade de regresso à União Desportiva de Songo foi colocada em cima da mesa, mas o clube hidroeléctrico não confirma e nem desmente.

António Trigo, ou simplesmente Paulito, disse que era cedo para abordar o assunto, tendo em conta que o mercado de inverno só agora abriu.

Entretanto, Luís Miquissone esteve presente na última terça-feira, na tribuna de honra do Estádio da HCB, para assistir o jogo entre a União Desportiva de Songo e a Black Bulls, que terminou empatado a uma bola.

Rodrigo Rocha diz que a pista do ATCM está capacitada para receber grandes eventos. A garantia foi dada este sábado no decurso da primeira Edição do Super Picanto, que segundo o presidente recebeu uma grelha à altura dos campeonatos africanos.

Foi a primeira edição do Super Picanto, certamente não a última, nem o único grande evento a ser realizado na pista do ATCM. Segundo o presidente, a qualidade das actividades deste primeiro grande evento transmite confiança de que o ATCM está preparado para “mais”.

“Estamos a receber em Maputo, basicamente, uma grelha inteira dos campeonatos africanos e isto mostra que há confiança na marca ATCM e na qualidade do desporto desenvolvido pelo ATCM. E, também mostra essencialmente que as nossas estruturas são capazes de receber muitas máquinas.”

Rodrigo Rocha, a destacar alguns exemplos, considerou o primeiro Super Picanto no ATCM como um “teste” que trouxe resultados positivos  no desporto automóvel em Moçambique.

“É a primeira vez que temos um piloto dentro do projecto da Academia do ATCM a correr com o carro do ATCM. O desporto é para todos, mesmo aqueles que não têm como progredir de classe já têm oportunidade, através da Academia do ATCM, de poder engajar-se com algumas disciplinas e poder correr dentro do âmbito desportivo competitivo de qualidade internacional.”

Quem também mostrou-se satisfeito com o resultado do primeiro Super Picanto, foi a ZAP, que prometeu continuar a abraçar o projecto. “Pelo menos, por mais um ano estamos aqui, veremos como será organizado porque temos uma imagem e um nome por defender e vamos continuar a defender”, prometeu Tomás Inguane.

Porque o sucesso “depende da preparação”, nesta primeira grande prova não se poderia deixar de lado o trabalho da equipa mecânica, que também é parte fundamental na segurança dos pilotos na pista.

Destemídio Mondlane, mecânico do ATCM disse que manter os veículos em segurança não é fácil, mas “quando se faz do coração torna-se fácil”, garantiu.

O piloto Paulo Tolingson concordou e reiterou que a preparação de toda a equipa é vital. “Temos toda uma equipa que está na box, que prepara os nossos carros, mas cabe a nós trazer os resultados na pista”, defendeu.

Preparado e seguro foi mesmo o que o público viu e vibrou na expectativa de mais nos próximos tempos.

Mais de 40 carros e pilotos nacionais e sul-africanos vão disputar o primeiro Super Picanto e Blutech Grupo M, este sábado, no ATCM. A organização e os pilotos garantem muito espectáculo nas pistas.

É a primeira prova do ano organizado pelo Automóvel Touring Clube de Maputo, ATCM, atrasada devido às inundações que se verificaram no início do ano.

De acordo com a organização, este evento será um momento de viragem, depois das provas dos anos passados do Picanto Cup, com mudanças significativas a partir deste ano.

“Progredimos bastante neste aspecto porque agora vamos ter carros mais velozes, mais leves e com possibilidade de ganhar mais velocidade”, disse Rogrigo Rocha, Presidente do ATCM.

Rocha acrescentou ainda que este ano, e nesta primeira prova em particular, haverá lançamento do carro da academia do ATCM que será usado por pilotos com talento e margem de crescimento. “É um sonho de quatro anos para mim e que agora se concretiza. Queremos potenciar jovens talentosos que tem margem de progressão e de crescimento. Queremos potenciar mais pilotos”, acrescentou Rocha.

Para esta primeira prova prevê-se a presença de mais de 40 pilotos, entre nacionais e sul-africanos, mas aberto para qualquer piloto credenciado para competições.

Manuel da Silva, director de corridas no ATCM disse que estas primeira provas não são corridas internacionais, mas do campeonato do ATCM e aberto a qualquer um que queira fazer parte. “No arranque desta época temos a oportunidade de ter 27 condutores sul-africanos e esperamos outros 12 condutores de Moçambique e do ATCM”, o que fará com que a grelha de partida seja composta por 39 pilotos para a classe do Blutech Grupo M.

Sobre o Super Picanto, Manuel da Silva anotou que “temos 10 equipas inscritas e cada equipa tem 2 condutores. Esta prova é disputará por condutores nacionais”.

Para esta primeira prova, as expectativas são boas, uma vez que a organização “faz esforço para que seja uma boa prova e com segurança. A nossa expectativa é de um espectáculo e com mais de 43 pilotos na pista”, concluiu da Silva.

 

Pilotos prontos

Lagson Leão é um piloto em crescimento e que vai competir pela primeira vez em provas de carácter profissional e a representar a Academia do ATCM. Vai competir com grandes pilotos e já sabe o que vai fazer nas pistas.

“Estou confiante e espero poder aprender mais e ganhar mais experiencia. Tenho ainda mais provas pela frente e acredito que vou fazer uma boa prova que orgulhe a mim e a minha família”, disse Lagson.

Já André Perreira, piloto já experiente e que já conquistou várias provas do Picanto nos anos anteriores, espera por uma prova competitiva. “Estamos confiantes numa boa prestação, mas curiosos para ver o desempenho dos nossos adversários e as performances que vão ter na prova, tendo em conta que todos não tivemos grandes oportunidades de testar as condições dos carros”, disse Perreira.

A organização garante segurança tanto dentro e fora das pistas.

O 1º Super Picanto e Blutech Grupo M decorre este sábado a partir das 10h, com transmissão em directo na Stv Notícias.

Os Mambas subiram sete lugares no ranking da FIFA e estão agora na posição 103, com 1205,85 pontos, de acordo com a actualização feita esta quinta-feira. Argentina, campeã do mundo, continua a ser líder do ranking, com 1860,14 pontos.

As duas vitórias, diante da Somália, em casa, por duas bola a uma, e da Guiné-Conacri, em Marrocos, por uma bola sem resposta, em partidas da fase de grupos de qualificação para o Mundial 2026, foram cruciais para a subida do combinado nacional no ranking do organismo que gere o futebol mundial.

Na actualização de 4 de Abril passado, os Mambas estavam na posição 110 do ranking da FIFA, com 1184,49 pontos, devido à não realização dos jogos da data-FIFA, em Março. Na actualização desta quinta-feira, os Mambas subiram sete lugares e estão na 103ª posição, agora com mais 21,36 pontos.

Argélia, líder do grupo dos Mambas nessa fase de qualificação para o Mundial 2026 é a selecção melhor cotada, mesmo descendo um lugar, estando na 44ª posição, seguida da Guiné-Conacri, que também desceu um lugar e é 77º colocado. Uganda, que desceu dois lugares, é 94º colocado, seguido de Moçambique.

Botswana, por seu turno, que venceu Somália em Maputo, subiu um lugar e está na posição 145, enquanto Somália, para além de lanterna vermelha do grupo é também a menos cotada, na posição 202, depois de descer três lugares.

O ranking da FIFA continua a ser liderado pela Argentinam campeã mundial, seguida da França, vice-campeã mundial, e Bélgica. Marrocos, na 12ª posição, é o país africano melhor posicionado.

O secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, diz que é preciso haver calma e paciência quando se aborda a renovação ou não de Chiquinho Conde à frente da selecção nacional de futebol, os Mambas.

Mendes é um dos intermediários nas negociações da renovação do contrato do seleccionador nacional, junto do advogado de Chiquinho Conde. Abdul Gani, e diz não estar preocupado com o cenário actual em torno do assunto.

Para Gilberto Mendes, é preciso que haja muita calma e paciência até à decisão final que será tomada entre a Federação Moçambicana de Futebol e o seleccionador nacional, nos próximos dias.

“É o que Feizal Sidat falou ontem (quarta-feira). Se ele não sabe (sobre a renovação ou não) eu também não sei”, começou por dizer Gilberto Mendes.

Questionado se os pronunciamentos de Feizal Sidat não definiam o futuro da selecção nacional, no sentido de que teriam criado ambiente para a não renovação, Mendes disse que “é preciso acalmar as coisas. Eu acho que é preciso haver serenidade de todos nós”, acrescentando ainda que o mais importante “são os bons resultados e que a gente possa contar com todos eles, mesmo com Chiquinho”.

E mais não disse o secretário de Estado do Desporto, que vai intermediando a possível renovação do seleccionador nacional.

O Gilberto Mendes falava à margem da cerimónia de abertura das Jornadas Científicas do Desporto, que decorrem na Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Pedagógica.

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