O País – A verdade como notícia

A STV Notícias transmite, sábado, a partir das 11h30, a primeira prova do Super Picanto e do Blutech Grupo M, evento que vai movimentar 48 carros.
1ª Prova Do Super Picanto, Blutech Grupo M, Atcm

A adrenalina está de volta ao Autódromo do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM), porquanto, este sábado, arranca o tão esperado Super Picanto e Blutech Grupo M.

Quarenta e oito carros foram confirmados pela organização, número que dá claros indicativos de que o ATCM tem  tudo para bater o recorde de pilotos e viaturas em pista.

De resto, as duas competições do Super Picanto e Blutech Grupo M  estão a ser muito concorridas pelos pilotos nacionais e sul-africanos.

É por isso que reina muita expectativa no seio dos pilotos e equipas inscritas nos dois campeonatos que prometem trazer muita animação aos amantes do desporto motorizado.

Entretanto, no âmbito da preparação das duas  corridas em referência, os pilotos e equipas do Super Picanto e Blutech Grupo M realizaram com sucesso os treinos livres no “Open Day”, evento  realizado no Autódromo Internacional de Maputo.

A anteceder o arranque dos campeonatos, realiza-se, esta sexta-feira, às 11h00, uma conferência de imprensa  para o lançamento das competições de velocidade no ATCM.

Na ocasião, os pilotos, equipas, patrocinadores e parceiros do Super Picanto e do  Blutech  Grupo M vão participar no “Sponser Day”.

A maior parte dos pilotos sul-africanos já se encontram em Maputo e, ainda na sexta-feira, vão testar as suas máquinas na pista do ATCM.

Uma das grandes novidades da época desportiva das corridas de velocidade reguladas pelo ATCM, membro da FIA, é o aumento do número de pilotos e equipas no Campeonato Blutech Grupo M, por sinal, a nova designação das corridas dos modificados.

A 1.ª Corrida do Campeonato Blutech Grupo M vai contar com quatro classes em pista, sendo  que  todas as atenções estarão viradas para o duelo Moçambique vs. África do Sul.

Na 1.ª Corrida do Super Picanto e do Blutech Grupo M, são esperados mais de mil espectadores na principal bancada do ATCM.

A continuidade ou não de Chiquinho Conde no comando técnico da selecção nacional de futebol, Mambas, continua na ordem do dia. E num mar de incertezas.

É que, ontem, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, disse que o seleccionador nacional ainda tem contrato com a FMF, cuja vigência termina no próximo mês.  Sidat queixou-se de Conde alegadamente lhe ter faltado ao respeito, num claro indicativo do azedar das relações entre a FMF e o técnico.

“Não digo se iremos renovar ou não. Ouvimos que ele pode assinar com outro clube. O contrato está ainda válido. Temos 40 dias de negociação. Ele foi valorizado na selecção nacional de futebol, pode ser que ele consiga um novo contrato. Ouvimos que ele tem propostas melhores que lhe paguem mais de 120 salários mínimos. Da mesma forma que ele está a pensar em outras propostas, nós também estamos a preparar o plano A, B ou C. Mas é preciso haver respeito, não haver ingratidão com o seu patronato. É preciso respeito para ser respeitado”, disse Sidat.

O presidente da FMF garantiu, ainda, que esta agremiação irá, nos próximos dias, pronunciar-se sobre questões contratuais com o técnico.

“Dizer que o mister Chiquinho ainda é nosso funcionário e, no devido tempo, iremos pronunciar-nos. Ele está em Portugal e, depois, ele poderá vir sentar no fórum próprio para que possamos definir o futuro do futebol deste país”, disse o dirigente desportivo.

Sidat negou, por outro lado, que se esteja a sabotar o trabalho do seleccionador nacional de futebol. “Nós traçámos os nossos objectivos que é trazer vitórias, quando assinámos com o seleccionador nacional. Recebemos várias propostas e contactámos vários treinadores, incluindo Augusto Inácio e Carlos Queiroz. Soubemos do interesse de Chiquinho Conde em treinar a selecção nacional. Reunimo-nos com o vice-presidente da FMF para as selecções nacionais, Martinho “Paito” Mucuane, que hoje é proibido de entrar para o autocarro da selecção, tendo uma má relação com o treinador da selecção. Pagámos indenizações avultadas e trouxemos o nosso concidadão para treinar a nossa selecção nacional. Contratámo-lo para ganhar, pagámos o equivalente a 120 salários mínimos para ganhar e diz-se que o presidente está a sabotar, o que não faz sentido.”

Numa outra abordagem, o presidente da FMF falou do processo de naturalização de atletas para evoluírem nos Mambas.

“Hoje, a naturalização de jogadores tem sido uma mais valia para selecção nacional, o Bruno Wilson, o Kadre, Ejaita, Stephen, o Hammed já são moçambicanos, e segue o Diogo Calila, do Santa Clara, e também, já identificamos outros 4 filhos de moçambicanos que jogam na Alemanha e já estão a caminho da naturalização”, disse Feizal Sidat.

Não faltaram agradecimentos ao público: “Quero enaltecer todos os moçambicanos que têm acompanhado de perto o desenvolvimento da selecção nacional e da FMF, aos militares que têm dado a sua vida em Cabo Delgado para garantir segurança para que possamos jogar futebol, enaltecer os 40 mil moçambicanos que estiveram no ENZ e os 30 milhões de moçambicanos que puxaram pelos Mambas. Todos nós fazemos parte desta vitória, inclusive os jornalistas que acompanham o bom desempenhando selecção”, destacou.

A selecção feminina de basquetebol vai entrar para a segunda fase da sua preparação para a participação na fase de grupo de qualificação ao Mundial da modalidade. As atletas que actuam fora de portas começam a chegar esta semana.

A selecção nacional de basquetebol feminino já trabalha há 10 dias em Maputo, a pensar na sua participação no torneio pré-qualificativo ao Mundial da modalidade, que terá lugar no México em Agosto próximo.

Para esta primeira fase, onde Leonel Manhique e Deolinda Ngulela trabalharam apenas com jogadores que actuam internamente, a preparação era dividida entre o ginásio e a quadra, como forma de garantir a melhor forma física para enfrentar seus adversários.

“Para a segunda fase vamos trabalhar mais os aspectos técnicos e tácticos a pensar em cada um dos adversários”, disse Leonel Manhique, acrescentado ainda que “esta fase avaliamos como positiva, olhando para a entrega de cada uma das atletas escolhidas”.

Para a segunda fase, espera-se a integração de jogadoras que actuam fora de portas. “Algumas já vão se apresentar hoje (ontem) e amanhã (hoje), mas a grande questão é a Leia Dongue que ainda está a resolver alguma situação com a Federação Moçambicana de Basquetebol”, explicou Manhique.

Relativamente às jogadoras que jogam nos Estados Unidos da América, o seleccionador nacional adjunta, Leonel Manhique, garantiu que podem juntar-se até próxima semana, até porque “os treinadores delas pediram o plano de preparação e nos demos. Agora é esperar que possam dispensar às atletas para se juntarem a nós e acreditamos que até sábado podem estar cá”.

 

Estudar as adversárias para não ter surpresas

Relativamente as adversárias da seleccão nacional, tanto o seleccionador nacional como as jogadoras, garantem que estão a ser analisadas ao pormenor. “São adversárias que não tem muita expressão no basquetebol feminino, mas tem jogadores que jogam nos basquetebol profissional, por isso temos que preparar a nossa selecção a contar com esse aspecto e com às dificuldades que vamos encontrar”, disse Leonel Manhique.

O seleccionador nacional adjunto foi secundada por Sílvia Veloso, que diz mesmo que “tenho acompanhado os campeonatos deles para conhecer melhor as adversárias e não termos surpresas. Mas estamos a trabalhar a pensar em cada adversário e queremos representar muito bem o nosso país”.

Já Odélia Mafanela assegura que os trabalhos decorreram sem sobressaltos e que o objectivo é alcançar os objectivos traçados. “Queremos representar condignamente o país e por isso estamos a trabalhar com união e determinação”, frisou a atleta.

A selecção nacional de basquetebol feminino disputa a pré-qualificação ao Mundial de 2025, de 19 a 25 de Agosto, no México e o seleccionador nacional, Inak Garcia, ainda está ausente devido a problemas familiares, mas poderá juntar-se ao conjunto dentro de dias.

 

Selecção vai estagiar nos Estados Unidos da América

O presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol garantiu que a selecção nacional vai cumprir estágio nos Estados Unidos da América, em Julho próximo.

“Agora estamos a trabalhar aqui no país, mas depois vamos ter um estágio de cerca de dez dias nos Estados Unidos da América antes de seguirmos para Mexico, palco dos jogos”, disse o presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Paulo Mazivila.

O dirigente federativo garantiu que não há motivos para alarme em relação às condições criadas, pois “até ao momento estamos a trabalhar com os recursos que a federação consegue ter e até então não há alaridos. Estamos a trabalhar e vamos continuar a trabalhar. Os problemas sempre surgem onde há trabalho, mas por enquanto não há motivos para alarmes e esperamos que não tenhamos”, disse.

Sobre a integração do seleccionador nacional, Inak Garcia, que ainda não se juntou ao colectivo, Mazivila esclarece que “ele teve problemas de índole familiar com a esposa que vai ser operado e nos próximos dias ele vai se pronunciar sobre a chegada. Mas também estamos preparados para alguma eventualidade. Por agora não sabemos se ele vem para cá ou vai directo aos Estados Unidos, mas qualquer informação diremos antes da partida para México”.

A selecção feminina entra para segunda fase da preparação já com a integração das atletas que actuam fora de portas, na segunda-feira.

A continuidade ou não de Chiquinho Conde no comando técnico da selecção nacional de futebol (Mambas) continua sem desfecho. O presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, diz que o seleccionador nacional ainda tem contrato com a FMF cuja sua vigência termina no próximo mês.

“Ainda temos 40 dias para decidir sobre esse assunto. Em momento oportuno iremos informar sobre a permanência ou não do mister Chiquinho no cargo de seleccionador nacional. Essa decisão não é somente minha, é de todo o elenco directivo”, disse Feizal Sidat, que falava durante a conferência de imprensa do balanço das actividades da FMF.

Sidat disse ainda que Chiquinho Conde valorizou-se no comando técnico dos Mambas, pelo que ele pode ter propostas de outras equipas ou selecções. Nesse sentido, diz Sidat, a FMF está a preparar o plano A, B ou C, tal como Chiquinho está o fazer.

“Temos de nos precaver. O facto é que deve haver acordo entre as duas partes”, explicou, sublinhando que a relação entre si e o seleccioandor nacional não é das melhores.
“É preciso que haja respeito para ser respeitado. Deve haver respeito por quem lhe paga salário, ou seja, respeito pelo patronato. Chiquinho Conde não me respeita e nem ao Paito”, anotou o dirigente.

A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) suspendeu os árbitros que ajuizaram o jogo entre o Baía de Pemba e o Ferroviário de Maputo, referente à 3ª jornada do Moçambola 2024. Momed Tembe, 1º árbitro assistente, teve a pena máxima das suspensões, com 180 dias.

Foi através de um comunicado da Federação Moçambicana de Futebol, que faz a transcrição das decisões da direcção da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, que foi anunciada a suspensão dos três dos quatro árbitros que ajuizaram o jogo entre Baía de Pemba e Ferroviário de Maputo, a 05 de Maio passado.

Em causa está um lance do ataque do Ferroviário de Maputo que é anulado após o golo que daria o empate, por alegado fora-de-jogo inexistente e que foi denunciado pelos verde e branco da capital do país.

Assim, de acordo com o Comunicado Oficial 044/FMF/D/2024, de 12 de Junho, da Federação Moçambicana de Futebol, a CNAF, reunida em sessão ordinária a 3 de Junho, apreciou o relatório da Comissão de Instrutores do processo Disciplinar e decidiu:

“1. Punir o senhor Paulo Afito, árbitro principal, com pena de 90 (noventa) dias de suspensão, previsto e punido nos termos do disposto na alínea f) do artigo 108º, por ter infringido o artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem”;

“2. Punir o senhor Momed Tembe, 1º árbitro assistente, com pena de 180 (cento e oitenta) dias de suspensão, previsto e punido nos termos do disposto na alínea f) do artigo 108º, por ter infringido o artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem”;

“3. Punir o senhor Chabane Wisso, 4º Árbitro, com pena de 60 (sessenta) dias de suspensão, previsto e punido nos termos do disposto na alínea f) do artigo 108º, por ter infringido o artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem”;

“4. Punir o Senhor Hamito Romão, assessor dos árbitros, com pena de 45 (quarenta e cinco) dias de suspensão, previsto e punido nos termos do disposto na alínea f) do artigo 108º, por ter infringido o artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem”.

Os quatro gozam de atenuante de terem tido bom comportamento nos jogos anteriores e terem pautado por actuações positivas, para além de serem infractores primários. As suspensões produzem efeito a partir de 16 de Maio e os quatro não podem exercer nenhuma actividade da Comissão Provincial de Árbitros de Futebol (COPAF) a que pertecem.

A decisão da CNAF absolveu Macário Gaveto, 2º árbitro assistente, por considerar que esteve impossibilitado de intervir nas incidências ocorridas no jogo em questão.

 

Árbitros do Futsal também suspensos
Para além dos árbitros do Moçambola, outros dois, do Futsal, também foram suspensos devido às actuações no Campeonato Nacional da modalidade do ano passado.

Trata-se de Alcides Dombe, árbitro assistente de 1ª Categoria Nacional, “com pena de um ano de suspensão, previsto e punido nos termos do disposto na alínea g) do artigo 108º, por ter infringido o artigo 155º, do Regulamento de Arbitragem”, e Lúcio Namarroi, árbitro assistente de 1ª Categoria Nacional, também “com pena de um ano de suspensão, previsto e punido nos termos do disposto na alínea g) do artigo 108º, por ter infringido o artigo 155º, do Regulamento de Arbitragem”.

Os dois têm o atenuante do facto de, ao longo das suas carreiras, “terem contribuído para a consumação dos propósitos da arbitragem nacional com a polivalência no futebol de 11, Futebol de Praia e Futsal”, mas também com agravante de “falta de colaboração durante a instrução do processo, e o facto de serem reincidentes nas questões disciplinares”, segundo o Comunicado Oficial 045/FMF/D/2024, de 12 de Junho, da Federação Moçambicana de Futebol.

As suspensões dos dois árbitros têm efeitos a partir de 25 de Janeiro deste ano e a sua aplicação é extensiva aos jogos da Comissão Provincial de Árbitros de Futebol (COPAF) a que se encontram filiados.

Mais uma corrida, mais uma prestação assinalável do piloto moçambicano Rodrigo Almeida no Porsche Carrera Cup Asia (PCCA) ao volante do Porsche 911 GT3 CUP.

No Buriram International Circuit, na Tailândia, o mais internacional piloto do país terminou na 5.ª posição a sua participação na segunda corrida realizada no sábado.

ebaixo de temperaturas elevadas e um nível de humidade alto, Rodrigo Almeida começou a sua participação na prova na sexta-feira com dois treinos livres, onde teve o privilégio de entrar no “pace” do top 5.

Na corrida 1, Almeida até iniciou muito bem ao arrancar em 7.° lugar e conseguiu acabar em 6.° com um “flat spot” provocado por um erro no pneu direito da frente, tendo sido forçado a gerir a situação até ao final da corrida.

Já a “Q2” (segunda qualificação) correu de feição com o talentoso piloto que arrancou em 5.° lugar, mas durante a volta 1 sofreu um toque que o fez perder três posições. Durante a corrida, e com boa resposta, Rodrigo Almeida recuperou o 5.° lugar e acabou assim a mesma.

No global, o piloto moçambicano amealhou pontos para o campeonato que o fizeram subir uma posição, sendo que neste momento encontra-se em 4.° lugar.

“Um fim-de-semana muito doloroso em termos físicos devido ao calor mas nada que nos impedisse de obter bons resultados”, reagiu o piloto na sua rede social “facebook”.
Almeida agradeceu ainda todos aqueles que o apoiaram durante a corrida e contribuíram para esta prestação.

“Antes de mais queria agradecer a todos que me apoiaram este fim de semana e um especial agradecimento ao Tiago Monteiro e aos meus pais por estarem presentes neste fim de semana!!”

A Associação Black Bulls desloca-se amanhã a Songo, para defrontar a União Desportiva local, em partida que encerra a oitava jornada do Moçambola 2024. Será um teste à sua liderança, agora que vê o Costa do Sol aproximar-se ainda mais na tabela classificativa, com menos dois pontos.

É o teste de fogo para a Black Bulls nesta deslocação a Songo, um terreno que não inspira muita garantia, uma vez que o adversário é um candidato nato ao título. Os resultados entre os dois contendores mostram que não será uma partida fácil.

Só para elucidar, nos sete jogos disputados entre ambos, os “touros” venceram três jogos, dois dos quais em Songo (1-4 no primeiro jogo,em 2021, e 0-1 no último jogo, em 2023), e outro em terreno neutro, na Beira, na final da Taça de Moçambique do ano passado, por 2-1.

Em sua casa, a União Desportiva de Songo venceu apenas um jogo, em 2022, por 3-0, havendo ainda registo de dois empates a um golo, mas no Tchumene.

Com a liderança em causa pela aproximação do Costa do Sol, que está a dois pontos, a Black Bulls vai procurar aumentar a sua vantagem na prova, mas sempre ciente das dificuldades que vai encontrar.

Aliás, a chegada tardia de alguns dos seus jogadores que estiveram ao serviço da selecção nacional, em Marrocos, pode ser um grande entrave para Hélder Duarte, que chegou a criticar a forma como são feitas as marcações dos jogos.

Do lado da União Desportiva de Songo, que viu os jogadores que estavam nos Mambas a chegarem mais cedo, tem a possibilidade de encurtar a distância, uma vez que agora é de cinco pontos (19 para Black Bulls e 14 para UD Songo).

Uma vitória dos “hidroeléctricos” relança a disputa pela liderança, já que teria o Costa do Sol e a UD Songo na cola, a dois pontos da liderança.

O Costa do Sol, para chegar a acoçar da Black Bulls, teve de golear o Baía de Pemba por 3-0, com um bis de Chisala e outro golo do Musonda, a justificar a contratação de estrangeiros, que fazem diferença.

Os “bainanos” estão a cinco jogos sem vencer, onde somaram três derrotas e dois empates, o que coloca a equipa em queda, agora na oitava posição, com oito pontos.

Quem deu um salto alto nesta jornada, ainda que de forma provisória, é o Ferroviário de Lichinga, que, na recepção ao homónimo de Nampula, venceu à tangente. Cuco marcou o único golo que coloca a equipa na quinta posição, agora com 12 pontos, a fugir da zona baixa.

 

Estreia inauspiciosa de Victor Mayamba em Nacala

Quem também respira bons ares é a Associação Desportiva de Vilankulo, agora sexto classificado com 10 pontos. Depois da derrota caseira sofrida antes da pausa, os “hidrocarbonetos” deram a volta e o troco, mas a vítima foi o descontrolado Desportivo de Nacala.

Terá uma estreia sem brilho para Victor Mayamba no seu primeiro jogo à frente dos “canarinhos” de Nacala, embora tenham sido os primeiros a marcar. Elias Macamo voltou a abrir as hostilidades no jogo da sua equipa, desta vez não no início do jogo, mas no final da primeira parte. Os “hidrocarbonetos” responderam no início da segunda parte e chegaram a revirar o resultado, mas o empate chegou até aos 90+1 minutos, quando Tomás bisou na partida e sentenciou mais uma derrota do Desportivo de Nacala, a terceira nos últimos cinco jogos.

 

Caló e Monteiro em pacto de não agressão na estreia

No jogo de arranque da jornada, onde havia duas estreias nos bancos técnicos, nomeadamente de Carlos Manuel no Ferroviário de Maputo, e de Dário Monteiro à frente do Brera Tchumene FC, houve pacto de agressão.

No resultado houve empate sem abertura de contagem, mas na prática os “locomotivas” muito fizeram para saírem com outro resultado que não fosse o empate. Aliás, o Ferroviário de Maputo muito pode se queixar da actuação da equipa de arbitragem chefiada por Zefanias Chijamela, que não apitou para golo ou grande penalidade, num lance claro em que o jogador do Brera corta a bola com a mão para lá da linha do golo.

Assim, o Ferroviário de Maputo continua a ser prejudicada pelos árbitros, depois da reclamação feita aquando do jogo diante do Baía de Pemba, em que também foi prejudicado.

Os “locomotivas” continuam, surpreendentemente, lanternas vermelhas, agora com três pontos, fruto de três empates e cinco derrotas na prova. São, a esta altura, candidatos a despromoção numa edição em que desce apenas uma equipa para a segunda divisão.

Já o Brera soma mais um ponto na sua caminhada na prova, sendo penúltimo, com sete pontos.

Na sequência da notícia sobre a possibilidade de o Chaves apresentar acção judicial contra Guima, o jogador recorreu às redes sociais para partilhar um comunicado em sua defesa.

“Sempre cumpri com todas as minhas obrigações contratuais e profissionais durante o tempo em que estive ao serviço do Chaves. Sempre me esforcei ao máximo em campo, demonstrando empenho, dedicação e respeito pelo clube, pelos meus colegas de equipa e pelos adeptos”, afirmou o jogador.

O internacional moçambicano deixou bem expresso o desejo de abandonar os flavienses. “Tenho pleno direito, juridicamente garantido, de optar por não renovar o meu contrato ao término do mesmo, conforme estabelecido pelas normas legais vigentes”, contou.

O jogador de 28 anos concluiu o comunicado pedindo “espaço” e “respeito” pelas suas decisões. “Continuarei a manter uma postura profissional e ética, esperando que qualquer transição futura seja conduzida com o respeito e a dignidade que sempre marcaram a minha carreira”, disse.

Recorde-se que o presidente da SAD, Francisco José Carvalho, realçou, na passada quinta-feira, que o jogador tinha uma cláusula que possibilitava a renovação.

“O Chaves tinha o direito de opção sobre o atleta e como contamos com ele, accionamos a cláusula de renovação que estava no contrato que foi assinado por ele, já com valores pela renovação e tudo. Ao que parece, o jogador não quer, mas, assim sendo, o jogador tem contrato com o Chaves até final da época 2024/2025 e, se assim não for, vai ser movida uma acção judicial”, declarou o presidente.

A Associação Black Bulls desloca-se hoje, terça-feira, a Songo, para defrontar a União Desportiva local, na partida que encerra a oitava jornada do Moçambola 2024. Será um teste à sua liderança, agora que vê o Costa do Sol aproximar-se ainda mais na tabela classificativa, com menos dois pontos.

É o teste de fogo para a Black Bulls nesta deslocação a Songo, um terreno que não inspira muita garantia, uma vez que o adversário é um candidato nato ao título. Os resultados entre os dois contendores mostram que não será partida fácil.

Só para ilucudar, nos sete jogos disputados entre ambos, os “touros” venceram três jogos, dois dos quais em Songo (1-4 no primeiro jogo,em 2021, e 0-1 no último jogo, em 2023), e outro em terreno neutro, na Beira, na final da Taça de Moçambique do ano passado, por 2-1.

Em sua casa, a União Desportiva de Songo venceu apenas um jogo, em 2022, por 3-0, havendo ainda registo de dois empates a um golo, mas no Tchumene.

Com a liderança em causa pela aproximação do Costa do Sol, que está a dois pontos, a Black Bulls vai procurar aumentar a sua vantagem na prova, mas sempre ciente das dificuldades que vai encontrar.

Aliás, a chegada tardia de alguns dos seus jogadores que estiveram ao serviço da selecção nacional, em Marrocos, pode ser um grande entrave para Hélder Duarte, que chegou a criticar a forma como são feitas as marcações dos jogos.

Do lado da União Desportiva de Songo, que viu os jogadores que estavam nos Mambas a chegarem mais cedo, tem a possibilidade de encurtar a distância, uma vez que agora é de cinco pontos (19 para Black Bulls e 14 para UD Songo).

Uma vitória dos “hidroeléctricos” relança a disputa pela liderança, já que teria o Costa do Sol e a UD Songo na cola, a dois pontos da liderança.

O Costa do Sol, para chegar a acoçar a Black Bulls teve que golear o Baía de Pemba por 3-0, com um bis de Chisala e outro golo do Musonda, a justificar a contratação de estrangeiros, que fazem diferença.

Os “bainanos” estão a cinco jogos sem vencer, onde somaram três derrotas e dois empates, o que coloca a equipa em queda, agora na oitava posição, com oito pontos.

Quem deu um salto alto nesta jornada, ainda que de formaprovisória, é o Ferroviário de Lichinga, que na recepção ao homónimo de Nampula venceu à tangente. Cuco marcou o único golo que coloca a equipa na quinta posição, agora com 12 pontos, a fugir da zona baixa.

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