O País – A verdade como notícia

Os Mambas jogam amanhã a última cartada de acesso às meias-ficais do Torneio COSAFA, prova que decorre na África do Sul. Para tal, a selecção nacional precisa inevitavelmente vencer o Botswana.

Depois de somar dois empates, primeiro contra a África do Sul, por uma bola e, segundo, diante do eSwathini sem abertura de contagem, os Mambas voltam a entrar em acção esta terça-feira.

É a última esperança da selecção nacional de, no mínimo, garantir a sua quarta presença nas meias-finais do Torneio COSAFA.

À entrada da última jornada do Grupo A, todas as selecções estão empatadas na tabela classificativa, na sequência das igualdades registadas nas duas jornadas já disputadas. Ou seja, os quatro conjuntos somam dois pontos.

De acordo com o regulamento da prova, os sul-africanos ocupam a primeira posição em virtude do critério “Fair Play”. Ou seja, a selecção sul-africana está com menos um cartão amarelo do que Moçambique, que ocupa a segunda posição, seguindo Botswana na terceira, e Eswatini, na última.

Feitas as contas, o combinado nacional apenas depende de si para seguir para a outra fase da competição e superar a edição passada, em que terminou na fase de grupos.

O jornalista desportivo, Henrique Aly, considera que a continuidade de Chiquinho Conde no comando técnico dos Mambas vai permitir que ele continue com o processo de revitalização da selecção que tem estado a fazer.

Entende ainda que a notícia da manifestação de interesse da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) na continuidade do seleccionador nacional vai acabar com a onda de especulações em torno do assunto.

Para o Henrique Aly, é importante que as pessoas percebam que este processo é complicado e justifica que, há nalgum momento, uma guerra de egos entre Chiquinho Conde e Feizal Sidat, que atingiu níveis indesejáveis.

“Espero sinceramente que esta renovação ou esta manifestação de interesse por parte da federação não tenha a ver com quaisquer pressões extra futebol. Espero, igualmente, que se não for possível emendar-se a relação pessoal entre Feizal Sidat, presidente da FMF e Chiquinho Conde, seleccionador nacional, no mínimo seja possível que haja uma relação de cordialidade”, anota.

Segundo explica, essa relação de cordialidade implica que haja respeito mútuo e que, acima de tudo, haja consideração de parte a parte, até porque ambos estão directamente ligados ao mesmo organismo, um como funcionário e outro como presidente.

“Espero que o balneário esteja com Chiquinho Conde. Espero ainda que não haja qualquer tipo de manipulação dos atletas e de outros agentes envolvidos nos processos de gestão da selecção nacional, de modo a que tudo continue a correr bem”.

Henrique alerta que não se pode ter a ilusão de que de repente Moçambique vai tornar-se na selecção mais forte do mundo e que se vai qualificar para o mundial e chegará lá para fazer um brilharete.

“Temos de ter calma. São processos que precisam de observar e respeitar várias etapas. Nesse sentido, penso que devemos continuar todos juntos em prol da selecção priorizando o interesse nacional acima de quaisquer interesses individuais”, augura.

Já Miguel Vaz, alerta que caso a renovação se efective e olhando para os antecedentes que norteiaram o processo, pode haver espaço para um relacionamento de hipocrisia entre Chiquinho Conde e Feizal Sidat.

“É possível que haja uma relação que nos vai parecer a nós os outros que está tudo bem quando efectivamente não”, diz Vaz, que explica que esse facto pode ter implicações desabonatórias para as duas partes.

“Se por ventura os resultados não aparecerem haverá uma parte a apontar o dedo a outra. Ora, não sei se será para culpabilzar ou responsabilizar. Os bons resultados vão continuar a fazer com que pareça que o ambiente é bom e os maus resultados vão fazer o contrário”, explica Vaz.

Diante da situação, entende que as duas partes devem trabalhar para o bem do futebol e não para alimentarem os seus egos.

Chiquinho Conde pode renovar o contrato com os Mambas. A Intenção foi manifestada pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF) que já indicou uma equipa para conduzir o processo jurídico-administrativo para a renovação do contrato.

As dúvidas sobre a permanência de Francisco Queirós Conde Júnior (Chiquinho Conde), no comando técnico da Selecção nacional de futebol vão acabar em poucos dias e para os milhões de moçambicanos a notícia é boa.

A Federação Moçambicana de Futebol já demonstrou claro interesse em sua permanência e falta apenas a confirmação de Chiquinho Conde que vai terminar o actual contrato com os Mambas a 31 de Julho próximo.

Dois atletas moçambicanos conquistaram medalhas nos Campeonatos Regionais de Karaté, AUSC-R5, provas realizadas este mês de Junho em Swakopmund, na Namíbia.

Trata-se de Eskander Eduardo Mabote, que foi campeão regional na classe do Kumite, em seniores masculinos, categoria dos +84kg.

O karateca moçambicano deixou para trás os adversários de Botswana (Goetseone Koosaletse), que terminou em segundo, com medalha de prata, e dois namibianos (Tuundjakuje Martin e Wilherno Hoje), em terceiro e quarto, ambos com medalhas de bronze.

Já em juniores, dos 16-17 anos, na classe Kata, Armando Lietson Mabote terminou em terceiro lugar e conquistou a medalha de bronze, tal como o namibiano James Natangwe Rubem, que ficou em quarto.

Mabote perdeu no jogo das meias-finais para o sul-africano Aleksandros Kosmas, que acabou vencendo a competição, terminando em segundo o namibiano Dylan Grove, com medalha de prata.

A competição contou com a participação de sete países da região e mais de 500 atletas, dos quais cinco eram moçambicanos.

Os adeptos do Sporting Clube de Portugal escolheram o segundo golo de Geny Catamo diante do Benfica como o melhor momento do clube na temporada finda. Entretanto, Geny Catamo continua a ser cobiçado por vários clubes e agora entrou na corrida o Valência da Espanha.

Com a época futebolística de clubes já terminada, o Sporting fez uma avaliação junto dos seus adeptos e seguidores nas redes sociais para encontrar o momento favorito da temporada e os leoninos não tiveram de pensar duas vezes.

A escolha foi unânime. O segundo golo de Geny Catamo ao Benfica, no Estádio José Alvalade, em cima do minuto 90, que deu os três pontos ao conjunto orientado por Rúben Amorim, numa altura em que o marcador estava 1-1.

Foi um triunfo importantíssimo para os leões, que ganharem vantagem na tabela classificativa e distanciarem-se ainda mais das águias, alcançando o segundo campeonato em quatro anos.

Apenas um ponto separava os dois clubes à entrada para essa 28.ª jornada da Liga Portugal, mas o bis do moçambicano aumentou essa diferença para quatro pontos, sendo que o (agora) campeão nacional ainda tinha um jogo de atraso com o Famalicão, que também acabou por vencer.

Geny Catamo acabou por ser uma das figuras de destaque do Sporting na temporada 2023/2024, o que elevou a sua cláusula de rescisão para 60 milhões de euros.

 

Valência “ataca” Geny Catamo

Entretanto, no capítulo desportivo, há quem queira ter o moçambicano no seu plantel. Depois do interesse de clubes ingleses e alemães, surge agora o Valência da Espanha, que está disposto a sentar na mesa de negociações para ter o ala moçambicano.

O namoro não é de agora. O interesse dos espanhóis do Valência em Geny Catamo já vem desde o mercado de transferência do último inverno, mas a investida não foi além de observações e contactos exploratórios.

Para já, o emblema de La Liga pondera avançar com uma proposta, mas a turma de Alvalade só aceita negociar a partir de 30 milhões de euros.

O ala, de 23 anos, renovou contrato com os leões, em dezembro último, até 30 de Junho de 2028, tendo com uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões de euros, mas, não se tratando de um jogador imprescindível para Rúben Amorim, a SAD leonina pondera sentar-se à mesa para negociar a saída do internacional moçambicano a partir dos 30 milhões de euros.

Recorde-se que Catamo assinou contrato profissional com o Sporting em Setembro de 2020, após uma época na Academia Cristiano Ronaldo, cedido pelo Amora, tendo depois sido emprestado a V. Guimarães e Marítimo. No ano passado fez a pré-época com a equipa principal e convenceu Rúben Amorim a mantê-lo no plantel, tendo sido a revelação dos leões em 2023/2024, somando 2401 minutos em 41 jogos, marcou seis golos (dois ao Benfica) e fez cinco assistências.

Os Mambas empataram está noite diante da África do Sul a uma bola, em partida da primeira jornada do grupo A do torneio regional do Cosafa.

Dortley, aos 39 minutos, marcou primeiro para os Bafana Bafana, enquanto Chaimito, que saltou do banco na segunda parte, restabeleceu o empate aos 65 minutos.

Com o empate a um golo diante da África do Sul, os Mambas estão em igualdade pontual com todas selecções dos grupo, uma vez que Botswana e Eswatini também empataram sem abertura de contagem.

A selecção nacional olímpica dos sub-23 volta a jogar nesta competição no sábado, diante de Eswatini, para a segunda jornada.

Os atletas que vão representar o país nos Jogos Olímpicos de Paris, na França, despediram-se, hoje, dos moçambicanos, numa cerimónia que teve lugar na Embaixada da França em Maputo, num acto que marcou a inauguração do mural das olimpíadas deste ano.

Alcinda Panguana, Deisy Nhaquile e Jacira Ferreira despediram-se, esta quarta-feira, dos moçambicanos a caminho dos Jogos Olímpicos de Paris, em Julho e Agosto próximo. As três atletas é que estiveram presentes na cerimónia que decorreu na embaixada da França, em Maputo, uma vez que foram as que tinham confirmação da sua presença, qualificadas de forma directa.

Tiago Muxanga, Steven Sabino, Matthew Lawrence e Denise Donelli, que foram confirmados à última hora pelo convite da solidariedade olímpica, não estiveram presentes, mas já sabem que fazem parte da delegação moçambicana a estes jogos.

Na cerimónia que tinha como um dos pontos principais a inauguração do mural dos Jogos Olímpicos de Paris, as atletas mostraram-se confiantes numa boa prestação na competição da capital francesa.

Aliás, esta foi uma cerimónia organizada pela Embaixada da França, em coordenação com o Comité Olímpico de Moçambique e a Secretaria de Estado do Desporto, e serviu para deixar garantias aos atletas que terão todo o apoio necessário para a sua participação no evento interplanetário.

Alcinda Panguana, que vai participar na modalidade de boxe, e a que foi a primeira atleta moçambicana qualificada, disse que a preparação é dura, mas que o objectivo é que tenha recompensa. “Esta despedida significa muito para nós, pois nos sentimos apoiados pela Embaixada da França e por todos os que estão aqui. Sentimos que não estamos sozinhos e temos muito apoio”, começou por dizer, para depois acrescentar que “a minha preparação está a ser muito forte e muito pesada”.

Panguana é uma das atletas que vai pelo segundo ano consecutivo aos Jogos Olímpicos e já faz prognóstico da sua presença em Paris. “A minha aparição pela segunda vez nos Jogos Olímpicos vai ser diferente, porque, na primeira, tive COVID e, nesta segunda, vou sã. Vou lá para dar o meu melhor para representar bem a bandeira do nosso país”, disse a pugilista.

Já Deisy Nhaquile, segundo qualificada e que vai competir na vela, disse estar feliz por poder representar o país na competição de Paris. “Estou feliz e a minha felicidade é inexplicável. Este momento, simboliza a chegada de um grande momento para mim e estou mesmo muito feliz, porque vou representar Moçambique nos Jogos Olímpicos”, disse.

Para a velejadora “é super gratificante para mim e, desde já, agradecer à Embaixada francesa por este evento. É o momento de felicidade e de despedida e vamos lá para os Jogos Olímpicos para representar o povo moçambicano e o país da melhor forma possível e dar o duro”, concluiu.

Por seu turno, Jacira Ferreira falou de um sentimento único e de alegria, ou seja “é um misto de sentimentos por representar o país da melhor forma e aproveitar cada momento que eu tiver dentro”, disse, acrescentando que “o meu próximo objectivo é chegar ao pódio dos Jogos Olímpicos”.

 

Derradeira fase da preparação rumo aos Jogos Olímpicos

Relativamente à preparação dos atletas moçambicanos que vão representar o país nas olimpíadas de Paris, Francisco Mabjaia, chefe da missão, esclareceu que a mesma tem sido tranquila. “Estamos na derradeira fase, ou seja, nos últimos dias de preparação. Tínhamos previsão desta sessão por isso marcamos o dia 1 de Julho como data para o arranque do primeiro grupo. Há algumas modalidades e seus treinadores que vão para França para o estágio na cidade de Saint-Paul e vão ficar lá até provavelmente dia 19 de Julho, altura em que depois vão para Paris e vão dar entrada na Vila Olímpica”, esclareceu Mabjaia.

O chefe da delegação moçambicana disse que “a preparação está a decorrer sem grandes sobressaltos” e que o regresso dos atletas ao país  vai depender da sua participação nos Jogos.

Para Mabjaia, a expectativa é representar condignamente o país. Portanto, “a mensagem que transmitimos a todos os atletas participantes ou que estarão em Paris é esta: de que tem de dar o seu melhor como sempre tem dado para prestigiar o país. Portanto, estamos à espera de, que mais uma vez, dêem o seu melhor e, no fim, veremos qual será o resultado.

Mas o objectivo, segundo Mabjaia, passa também por ter reconhecimento dos organizadores da prova. “Já em Tóquio viemos com dois quintos lugares e dois atletas receberam dois diplomas e esperamos agora voltar com um diploma”, frisou.

Por seu turno, Aníbal Manave, presidente do Comité Olímpico de Moçambique, começou por lamentar o facto da dupla moçambicana ter falhado a qualificação após perder a final da janela africana. Porém, disse haver muito orgulho pelo feito, uma vez que “já estamos a jogar as finais”, o que nos coloca mais próximos do objectivo.

“Um dia chegaremos lá com muito mais atletas que é aquilo que todos nós desejamos, por isso dizer aos atletas, às federações e aos treinadores que estão todos de parabéns e muito obrigado pelo esforço enorme que fizeram. Estamos orgulhosos pelo seu trabalho”, disse Manave.

O presidente do Comité Olímpico de Moçambique agradeceu, ainda, à Embaixada da França pelo apoio que tem prestado ao país nesta caminhada que considerou que “não é uma caminhada fácil, pois qualificar atletas exige muito dos recursos e também exige muita dedicação e competência do lado dos atletas e a embaixada ao longo dos quatro anos esteve do nosso lado”.

Para já, ainda não há um número exacto das pessoas que vão compor a delegação moçambicana, que terá sete atletas, seus treinadores, equipa de apoio e médica, para além de dirigentes.

 

Tiago Muxanga, Steven Sabino, Matthew Lawrence e Denise Donatelli, juntam-se à Alcinda Panguana, Deisy Nhaquile e Jacira Ferreira na lista dos atletas que vão representar o país nos Jogos Olímpicos, Paris 2024. Os quatro atletas beneficiaram do mecanismo de universalidade olímpica, ou seja, vão à prova na condição de convidados.

A lista dos atletas que vão representar o país nos Jogos Olímpicos Paris 2024 subiu esta terça-feira. Depois da confirmação da qualificação da judoca moçambicana Jacira Ferreira para esse evento planetário, mais quatro atletas têm o passaporte carimbado. 

Trata-se de Tiago Muxanda, do boxe, Stevem Sabino, atletismo, Matthew Lawrence e Denise Donatelli, ambos de natação. 

Os quatro atletas vão à competição no âmbito da universalidade olímpica, ou seja, na condição de convidados, uma vez que não conseguiram a qualificação por via das várias provas em que participaram para o efeito. O quarteto junta-se à Alcinda Panguana, boxe, Deisy Nhaquile, vela, e Jacira Ferreira, do judo. 

Assim, Moçambique conta agora sete atletas nos Jogos Olímpicos, menos três que na edição passada, em que país alcançou a maior delegação sempre  desde a estreia em Moscovo, Rússia, em 1980. 

Dos sete atletas que vão representar o país no evento, apenas Alcinda Panguana e Deisy Nhaquile estiveram em Tóquio, ou seja, na última edição da competição. Os Jogos Olímpicos vão decorrer de 26 de Julho a 11 de Agosto próximo.

Os árbitros internacionais moçambicanos, Celso Alvação e Arsénio Maringule, foram nomeados para integrarem a equipa de juízes  que vão participar na Taça COSAFA 2024, de 26 de Junho a 7 de Julho.

A dupla moçambicana foi testada recentemente, em Joanesburgo e vai fazer parte da restrita lista dos árbitros responsáveis por administrar o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).

Os responsáveis da Cosafa definiram que o VAR será utilizado a partir das meias-finais em Gqeberha, mas também como ferramenta de treino para toda a competição. Em cada jogo que terá árbitros a trabalhar no sistema nos bastidores para melhor se familiarizarem antes da sua implementação.

A decisão do comité organizador da competição inclui alguns dos principais árbitros do continente, de norte a sul, que aproveitarão esta excelente oportunidade para avançar na sua formação no sistema à medida que a FIFA e a CAF se tornam mais dependentes da tecnologia.

A lista é composta pela elite da arbitragem da região, como é o caso do sul-africano, Abongile Tom, recentemente reconhecido como Árbitro Masculino do Ano da COSAFA, Jerson dos Santos, de Angola, e Peter Waweru, do país convidado da Copa COSAFA, Quénia, passaram por treinamento VAR.

Neste novo modelo introduzido pela Cosafa, o destaque vai para a presença de cinco árbitras principais e árbitras assistentes testadas. Duas das principais árbitras do continente, no caso a marroquina Bouchra Karboubi e a assistente da Zâmbia, Diana Chikotesha, que foi nomeada Árbitra Feminina do Ano da COSAFA, na premiação anual no mês passado.

Os árbitros internacionais moçambicanos continuam a serem o rosto do país, carregando a bandeira nacional em várias competições africanas, quer a nível de selecções e clubes. Maringule atingiu o auge da carreira quando representou o país no Campeonato do Mundo de Futebol, cuja fase final foi no Qatar.

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