O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano Witiness Quembo, de 27 anos de idade, deixou o Nacional da Madeira de Portugal e assinou um contrato com o Dibba Al-Hisn dos Emirados Árabes Unidos.

Witi assinou um contrato válido por duas temporadas, ou seja, até 30 de Junho de 2026, com um emblema recém-promovido ao principal campeonato dos Emirados Árabes Unidos, designada Pro League.

O Nacional da Madeira perde, assim, uma das figuras de destaque na última época e que ajudou a equipa a ascender à principal liga portuguesa. Foram, ao todo, dez anos ao serviço dos insulares, que agora terminam e inicia uma nova caminhada no Dibba Al-Hisn, dos Emirados Árabes Unidos.

Ainda assim, o internacional moçambicano tinha outras propostas, nomeadamente da Turquia, mas preferiu uma viagem para fora da Europa. O Dibba Al-Hisn subiu recentemente à primeira divisão após terminar em segundo lugar no segundo escalão na temporada anterior.

O avançado moçambicano chegou ao Nacional da Madeira em 2014 para representar a equipa júnior, vindo da Liga Desportiva de Maputo. Não chegou a jogar pelos insulares, tendo sido emprestado à equipa sub-19 do Benfica, onde não conseguiu singrar.

No início da época 2015/2016 o internacional moçambicano regressou ao Funchal, onde acabou por ascender à equipa  principal dos insulares, no qual disputou 239 partidas, marcou 26 golos e fez 37 assistências.

Em termos de títulos, Witi Quembo conquistou a Liga 2 na época 2017/2018, na primeira vez que a equipa ascendeu ao principal campeonato, com o jogador a representar a colectividade, voltando a conquistar na época 2023/2024, na secretaria, graças a retirada de pontos ao Leixões, devido a utilização indevida de um jogador numa partida entre ambos.

Esta vai ser a segunda aventura de Witi desde que saiu do país em 2014, e a primeira fora de Portugal.

Já são conhecidos os semifinalistas para a 23ª edição da Taça COSAFA que vem sendo disputada na cidade portuária de Port Elizabeth desde o passado dia 26 de Junho, devendo terminar este domingo, dia 7 de Julho. Segundo o regulamento da prova, avançam para as meias-finais, os três vencedores de cada série e o melhor segundo classificado de todos. Moçambique vai ter pela frente a Namíbia, esta sexta-feira, a partir das 18h00.

Os jogos da fase do “mata-mata” têm lugar esta sexta-feira, no Nelson Mandela  Stadium, e o jogo de atribuição do terceiro lugar e a final realizam-se dois dias depois, ou seja, no domingo.

Com efeito, Moçambique, que já havia assegurado a sua presença nesta fase, em virtude de ter terminado a fase de grupos em primeiro lugar, em igualdade pontual com África do Sul, mas beneficiando do maior número de golos, defronta, esta sexta-feira, a sua congénere da Namíbia, segunda melhor classificada do torneio com sete (7) pontos.

Os Mambinhas entram para esta partida em desvantagem no confronto directo, uma vez que, em oito jogos já disputados entre ambos no torneio Cosafa, perderam cinco jogos, venceram dois e há registo de um empate.

Moçambique venceu a última partida entre ambos na prova, em 2021, à tangente, com golo de Melque, numa selecção sem nenhum sobrevivente. No último disputado entre as duas selecções, em 2022, os namibianos venceram à tangente.

Desta vez, com uma selecção sub-23, Moçambique tem o objectivo de chegar à sua terceira final na prova, depois de 2008 e 2015, entretanto perdidas para África do Sul e Namíbia, respectivamente, para além de ambicionar conquistar a prova pela primeira vez na história.

Lembrando que Moçambique venceu a sua congénere do Botswana por 3-1, somando, deste modo, cinco pontos que garantiram a liderança no Grupo “A”, os mesmos que a África do Sul, que foi superada na diferença de golos.

Na primeira jornada, os Mambas empataram a uma bola diante da anfitriã África do Sul e na segunda consentiram um nulo diante do eSwatini.

O desafio entre Moçambique e Namíbia terá lugar no icónico Nelson Mandela Bay Stadium, às 18h00, e será antecedido, pelas 15h00, do jogo entre os insulares das Comores e os irmãos de Angola, vencedores dos grupos C e B, respectivamente.

Por conseguinte, uma vez que Angola e Namíbia triunfaram, a decisão foi determinada pela diferença de golos, ou seja, pelos golos marcados e sofridos. No caso específico, os angolanos contam com um  saldo positivo de seis golos marcados e três sofridos, contra  cinco e dois, respectivamente.

Já no Grupo “B”, as Comores terminaram em primeiro lugar com seis pontos, os mesmos que o Quénia, segundo classificado, e o já afastado Zimbabwe, na terceira posição. Foi também necessário recorrer ao confronto directo, onde os ilhéus levaram vantagem, depois da vitória por 2-0, sobre o Quénia, na segunda jornada da fase de grupos.

Vale também lembrar que a Zâmbia, campeã em título, está fora da competição, a par do vice-campeão Lesotho. Esta foi a primeira vez na sua história que os zambianos perderam três jogos consecutivos na competição regional.

Ainda assim, a Zâmbia está no topo da lista dos países com mais títulos, com sete (7), seguindo Zimbabwe (6), África do Sul (cinco), Angola (três) e a Namíbia (um).

 

JOGOS DAS MEIAS-FINAIS (Amanhã)
15h00 Comores vs Angola NMB Stadium
18h00 Moçambique vs Namíbia NMB Stadium

Os Mambas vão defrontar Mali, Guiné-Bissau e Eswatini, no grupo I de qualificação ao CAN de Marrocos, em 2025, segundo ditou o sorteio realizado esta quinta-feira pela CAF. A fase de qualificação arranca em Setembro próximo.

Moçambique fazia parte das 48 selecções que esperavam conhecer seus adversários nos doze grupos criados na caminhada rumo ao CAN-2025. O sorteio realizado esta quinta-feira em Joanesburgo ditou que o combinado nacional vai defrontar Mali, do pote 1, Guiné-Bissau, do pote 3, e Eswatini, que saiu do último pote.

Vai ser uma campanha que marca o reencontro entre irmãos da língua portuguesa, nomeadamemnte Moçambique e Guiné-Bissau, que estiveram juntos na campanha para o CAN-2019.

Para os Mambas vai ser uma oportunidade de vingança, depois dos Djurtus terem afastado a selecção de Moçambique da fase final do CAN de Egipto, com empate a dois golos em Bissau, quando uma vitória era suficiente para os moçambicanos.

Com a Guiné-Bissau, Moçambique já cruzou caminho em três ocasiões, onde soma dois empates a dois golos na qualificação ao CAN, e uma derrota, num particular realizado em Portugal.

Mali, outro adversário, cruzou caminho dos dos Mambas em 1995 na qualificação ao CAN da África do Sul, com as duas selecções a dividirem vitórias, nomeadamente 2-1 para Mali em Bamako, e 1-0 para Moçambique, em Maputo.

Já Eswatini é a selecção com a qual Moçambique tem mais jogos no grupo I, nomeadamente 20. Destes, os Mambas venceram 12 jogos, perderam dois e empataram seis.

Outros destaques das selecções dos PALOP´s vão para Cabo Verde, inserido no grupo C, com Egipto, Mauritânia e Botswana, e Angola, no grupo F, juntamente com Gana, Sudao e Níger.

A fase de qualificação ao CAN de Marrocos arranca em Setembro com a disputa das primeiras duas jornadas. A fase final vai decorrer de 21 Dezembro de 2025 a 18 Janeiro de 2026.

Qualificam-se à fase final da prova os dois primeiros classificados de cada grupo, à excepção do grupo B, onde apenas uma qualifca-se, em virtude do Marrocos já estar qualificado automaticvamente, por ser o país anfitrião.

 

EIS O SORTEIO DO CAN-2024

GRUPO A
Tunísia
Madagáscar
Comores
Gâmbia

GRUPO B
Marrocos
Gabão
Rep. Centro Africana
Lesotho

GRUPO C
Egipto
Cabo Verde
Mauritânia
Botswana

GRUPO D
Nigéria
Benin
Líbia
Ruanda

GRUPO E
Argélia
Guiné-Equatorial
Togo
Libéria

GRUPO F
Gana
Angola
Sudão
Níger

GRUPO G
Costa do Marfim
Zâmbia
Serra Leoa
Chad

GRUPO H
RD Congo
Guiné-Conacri
Tanzania
Etiópia

GRUPO I
Mali
MOÇAMBIQUE
Guiné-Bissau
Eswatini

GRUPO J
Camarões
Namíbia
Quénia
Zimbabwe

GRUPO K
África do Sul
Uganda
República do Congo
Sudão do Sul

GRUPO L
Senegal
Burquina Faso
Malawi
Burundi

O primeiro-ministro, Adriano Maleiane, desafia os atletas que vão representar o país nos Jogos Olímpicos Paris 2024, prova que vai arrancar no dia 26 deste mês, a esforçarem-se para trazerem medalhas, pois os moçambicanos vão transmitir todo o apoio possível.

Sete atletas em cinco modalidades, atletismo, boxe, judo, natação e vela, vão carregar a bandeira moçambicana nas olimpíadas. Moçambique parte para esta competição com a missão de quebrar o jejum de 24 anos sem ganhar medalhas.

Lurdes Mutola continua sendo a luz do desporto moçambicano nos Jogos Olímpicos, depois de se ter sagrado campeã em Sidney, Austrália, em 2000. Muitas edições se seguiram, mas o país nunca conseguiu trazer uma medalha.

O primeiro-ministro despediu-se, hoje, da delegação moçambicana que vai  defender a cores do país neste evento planetário. Falando aos atletas, Adriano Maleiane garantiu que não faltará apoio.

“Eu não vos posso desejar sorte, porque, nessa coisa de desporto, sobretudo nas modalidades, não há sorte, mas sim luta. A única coisa que vos posso desejar e transmitir é o nosso calor quando estiverem lá. Sabem que têm mais de 30 milhões a olharem para vocês”, garantiu o primeiro-ministro.

O governante disse, ainda, que tem noção de que os atletas têm feito de tudo para trazerem medalhas ao país, daí que não deve acusar o peso e a responsabilidade  que têm ao ponto de se distraírem.

“Se ganharem, os mais de 30 milhões de moçambicanos vão agradecer, mas, se perderem, também os moçambicanos estarão convosco”, anotou Maleiane, reforçando que os moçambicanos são conhecidos pela sua disciplina no estrangeiro. Nesse sentido, o governante desafiou os atletas a continuarem a transmitir essa boa imagem que o país tem.

Os atletas estão cientes do peso que carregam, de tal sorte que prometem dar o seu máximo para representarem condignamente o país nos Jogos Olímpicos.

“Não prometo o pódio, mas prometo trabalhar para chegar ao pódio. Esse é o meu principal objectivo nestes jogos”, disse Alcinda Panguana. Por seu turno, Deisy Nhaquile lamenta o facto de não ter tido espaço para estagiar durante a sua preparação para esta competição.

“Infelizmente, o tempo é apertado, mas ser atleta é isto. Temos de fazer um exercício enorme para trazermos medalhas para o país”, lamenta a atleta de vela, que vai participar nas olimpíadas pela segunda vez consecutiva, depois de ter marcado presença em Tóquio.

O Comité Olímpico de Moçambique (COM), através da Missão Moçambique, garante que estão criadas as condições para uma boa prestação nos Jogos Olímpicos.

Desportivo de Nacala e Ferroviário de Lichinga protagonizam um dos embates de destaque da fase regional da Taça de Moçambique, segundo ditou o sorteio realizado, esta quarta-feira, na sede da FMF. Os jogos, das três fases do país, disputam-se entre 20 e 21 de Julho próximo.

Ainda com jogos da fase provincial por se realizarem, na província e cidade de Maputo, a Federação Moçambicana de Futebol avançou com o sorteio da fase regional da competição.

Uma fase que será de eliminatória única para centro e sul, e duas eliminatórias para a região norte, para o apuramento das equipas que passam à fase nacional, ou seja, aos quartos-de-final.

Assim, para a zona sul, o detentor do troféu, a Black Bulls, mede forças com o vencedor da eliminatória, entre Liga Desportiva de Maputo e o Maxaquene, ainda por se realizar. O Costa do Sol defronta as Águias Especiais de Gaza e a Associação Desportiva de Vilankulo joga com o Estrela Vermelha de Maputo.

Já o Ferroviário de Maputo, que milita no Moçambola, e que é lanterna vermelha, vai ter pela frente o representante da província de Maputo, cuja final ainda não está definida, esperando-se pelo adversário do Brera Tchumene FC, que sairá do embate entre Desportivo da Matola e o Galaxy SS.

Para esta zona, os vencedores das quatro partidas qualificam-se aos quartos-de-final, ou seja, a fase nacional.

Para a zona centro, onde apuram-se três equipas, não há, também, nenhum jogo entre equipas do Moçambola, sendo que a União Desportiva de Songo, finalista vencido da última edição, cruza caminho da Liga Desportiva de Sofala, e o Ferroviário da Beira terá o Chingale de Tete como adversário.

No único embate entre equipas da segunda divisão, o Textáfrica de Chimoio mede forças com o Matchedje de Mocuba.

No norte, é onde haverá o jogo de destaque entre equipas do campeonato nacional, nomeadamente, o Desportivo de Nacala e o Ferroviário de Lichinga. Já o Ferroviário de Nampula, outra equipa do Moçambola, defronta o Desportivo de Pemba, do escalão secundário.

Nesta zona, haverá uma primeira eliminatória, em que os vencedores jogarão entre si para se encontrar o representante zonal, uma vez que apenas uma equipa se vai para os quartos-de-final.

Os jogos da fase regional terão lugar entre os dias 20 e 21 de Julho corrente, sendo que a final four, nomeadamente, as meias-finais e a final, disputam-se em Novembro, em Nampula.

Organizadores esperam que prova seja melhor que a do ano passado
A Taça de Moçambique é organizada pela Federação Moçambicana de Futebol, em parceria com ZAP Moçambique, pelo segundo ano consecutivo. As duas instituições esperam que a prova deste ano seja ainda mais emocionante e melhor que a do ano passado.

Para Macial Junaya, representante da ZAP, esta é mais uma oportunidade de apoiar a prova e “como sempre, queremos dar visibilidade a este grande evento que vai se realizar, pois é uma exigência muito alta para os atletas, para a organização, tendo em conta que vamos levar esta competição não só as pessoas que vão assistir aos jogos nos campos, mas também queremos levar este conteúdo para televisão, para expandir o máximo possível”.

Macial deu ainda a grande novidade da realização da fase final da competição na província de Nampula.
Já o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, começou por dizer que esta é uma competição importante, na medida em que qualifica um dos representantes do país para as competições africanas.

“Por isso procuramos parceiros para minimizar os custos dos clubes que disputam a prova, tendo em conta as deslocações, e dar mais espectáculo ao público”, disse Sidat.

O chefe da Casa do Futebol disse ainda que do financiamento dado pelo patrocinador “o maior bolo vai para os clubes”, será para garantir a questão da logística durante os jogos.
Relativamente a premiação, Sidat reconheceu que os 500 mil meticais oferecidos estão longe do ideal, mas “vamos tentar namorar o parceiro para que nos próximos anos possamos incrementar o prémio”.

Ficou a promessa de que, no próximo ano, a fase final regressa a zona sul, depois de, no ano passado, ter sido no centro, e, neste, ser no norte do país.

Clubes querem empenhar-se para vencer a prova
Relativamente a competição em si, os clubes dizem estar a prepara-se para vencer a competição, e prometem muito espectáculo nas quatro linhas.

Para o representante da Black Bulls, Dino Dulá, a ambição é revalidar o troféu, para além de conquistar todas provas nesta época. “Foi gratificante vencer a Taça de Moçambique ano passado, pois era o troféu que mais esperávamos. Estamos para a trabalhar para conquistar a taça e queremos representar bem o país nas afrotaças”, disse.

Já Mano-Mano, do Costa do Sol, também assegura o desejo de conquistar a prova. “A Taça é uma prova que queremos vencer e estamos focados e preparados para tal. Não será fácil, mas vamos fazer de tudo para no final festejarmos com os nossos adeptos”, disse Mano-Mano.

Apesar de não estar a passar por um bom momento a esta altura, o Ferroviário de Maputo não perde a fé de conquistar a prova. “Vamos encarar esta prova com muita cautela para podermos chegar à final e conquistar a Taça”, disse Isidro Amade, do Ferroviário de Maputo.

O representante do Ferroviário da Beira também quer recuperar o título que foge das suas vitrinas, há mais de seis anos. “Está ao nosso alcance eliminarmos o Chingale de Tete. Não será fácil, mas vamos procurar chegar a final e vencer a prova”, disse.

Quem se quer estrear a vencer é o Desportivo de Nacala, que quer aproveitar o facto da fase final decorrer em Nampula para festejar em casa. “Vamos fazer de tudo para vencermos esta prova na nossa província”, disse o representante dos “canarinhos” de Nacala, que terão pela frente o Ferroviário de Lichinga na fase regional.

SORTEIO DA FASE REGIONAL DA TAÇA DE MOÇAMBIQUE
FASE REGIONAL SUL
Ferroviário de Maputo vs Rep. Província de Maputo
LD. Maputo vs Maxaquene vs Black Bulls
Costa do Sol vs Águias Especiais de Gaza
Estrela Vermelha Maputo vs AD Vilankulo

FASE REGIONAL CENTRO
Liga Desportiva Sofala vs UD Songo
Ferroviário da Beira vs Chingale de Tete
Textáfrica de Chimoio vs Matchedje de Mocuba

FASE REGIONAL NORTE
Desportivo de Nacala vs Ferroviário de Lichinga
Desportivo de Pemba vs Ferroviário de Nampula

Caiu o pano, domingo, da  edição 2024 do Rok Cup, prova que tinha como objectivo apurar  pilotos para o Mundial de Karting, a realizar-se em Outubro, na Itália.
Numa prova bem disputada, Moçambique teve a proeza de apurar três pilotos, nomeadamente, André Bettencourt Jr, Kayo Cêra e Rúben do Vale.
Os pilotos do Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM), membro da FIA, venceram a forte concorrência de  sul-africanos na categoria “Mini Rok”, “OK-J” e “OK-N”.

Na categoria Mini Rok, Moçambique esteve representado por sete pilotos nacionais na grelha de partida.

O destaque vai para o talentoso piloto André Bettencourt Jr., que assegurou o apuramento para o Mundial de Karting na Itália de forma irrepreensível.  Andrezinho, como é tratado carinhosamente nas corridas, travou duas  batalhas muito renhidas com seus adversários directos, tendo apresentado a melhor estratégia em pista.

Nas duas corridas disputadas no sábado e no domingo, no kartódromo de ATCM, a “catedral” do desporto motorizado,  Moçambique colocou-se em vantagem logo no arranque  com Eduardo Campos a  vencer  a Manga 1, assim como  André Bettencourt a  assumir o pelotão da frente mesmo diante da forte pressão dos seus adversários.

Na classificação geral dos Mini Max, André Bettencourt conquistou o pódio, enquanto Santiago Frade terminou as duas corridas em 2.º lugar. Já Eduardo Campos ficou em  3.º lugar.

Na categoria “OK-J”, o piloto Internacional moçambicano Kayo Cêra não teve tarefa fácil para conquistar a competição. Na disputa directa com o piloto sul-africano, Ethan Lenon, campeão  da RoK,  Kayo Cêra venceu a 1.ª corrida e o seu adversário esteve melhor na  2ª corrida.

Este cenário fez com que os dois pilotos ficassem empatados nos pontos, mas Kayo Cêra levou a melhor no desempate pelo 1.º lugar, conquistando as seis Mangas e carimbando o passaporte para o Mundial da modalidade.

Na categoria “OK-N”, o piloto internacional moçambicano Rúben do Vale teve uma prestação incrível nas duas corridas, superando a forte concorrência de Carmo Novela Jr,  Lagson Leão e Faadil Dali.

No “Rok Cup”,  Rúben do Vale mostrou muita garra, determinação e consistência em pista e  assegurou a presença na fase final do Mundial com mérito.

Na corrida dos Bambinos, inserida no programa “RoK CUP”,  disputada no sábado, o piloto Daniel Resende foi o grande vencedor das três Mangas. Por sua vez, Teresa Bettencourt conquistou o 2.º lugar  e Daniel Mascarenhas terminou as três Mangas em 3º lugar na geral.

O Internacional moçambicano, Bruno Langa, continua a ser jogador da União Desportiva da Almería. Definitivamente, o jovem jogador pertence aos quadros da Almería da Espanha. O clube espanhol está impressionado com as qualidades do internacional moçambicano que chegou ao emblema, na segunda metade do campeonato.

Nesse sentido, o clube decidiu accionar a opção de compra definitiva do passe do lateral esquerdo, tal como tinha acordado com o Grupo Desportivo de Chaves. Bruno Langa estará ligado ao emblema espanhol até 2028.

Os espanhóis acionaram a opção de compra do defesa, pagando cerca de 1,2 milhões de euros aos transmontanos, equivalente a 82 milhões de meticais. Na La Liga o jogador de 26 anos de idade alinhou em 11 partidas, tendo marcado o seu úico golo na penúltima jornada, frente ao Maiorca.

Bruno Langa conta com passagens pelo Amora e pelo Vitória de Setúbal, em Portugal, e pela Black Bulls e Maxaquene, em Moçambique.

Boas notícias chegam também da África do Sul. O também internacional moçambicano, Edmilson Dove, renovou o contrato com o Kaizer Chiefs, emblema que milita no primeiro escalão do futebol sul-africano.

O clube pretende continuar com o jogador, numa altura em que está a renovar o plantel para atacar todas as provas em que estará envolvido.

Os “Mambas” vão conhecer, esta quinta-feira, os adversários da fase de apuramento ao Campeonato Africano das Nações (CAN), prova que vai ter lugar em Marrocos no próximo ano 2025.

O sorteio da prova será realizado, esta quinta-feira, em Joanesburgo, África do Sul. A selecção nacional deverá integrar o pote dois antes do sorteio, facto que deriva do actual posicionamento no ranking da FIFA.

As 48 selecções africanas que estão nesta fase serão divididas em 12 grupos de quatro equipas cada. Os dois primeiros classificados de cada grupo avançam para a maior competição futebolística das selecções africanas.

A selecção marroquina, por ser anfitriã, é a única que tem vaga garantida nesta competição. As eliminatórias de apuramento ao CAN começam a ser disputadas em Setembro deste ano.

A 35ª edição da maior festa futebolística vai decorrer de  Dezembro de 2025 a Janeiro de 2026. Na última edição do CAN, na Costa do Marfim, Moçambique terminou a sua participação na fase de grupos, com um saldo de dois empates diante do Egipto e Gana e uma derrota contra Cabo Verde.

A continuidade do selecionador dos Mambas, Chiquinho Conde, vai ser benéfica para os moçambicanos. Mas para que tal aconteça é necessário que haja bom ambiente para renovação do contrato, defende Victor Miguel.

Defende ainda que a continuidade do selecionador no comando técnico da selecção nacional abre espaço do caminho para o alcance de bons resultados, tal como tem vindo a acontecer.

“Desde que o treinador esteja a cumprir o objectivo que é de continuar o trabalho que está a fazer, a selecção continuar a ganhar e alimentar a esperança de poder qualificar, sobretudo para o mundial de 2025, ou conseguir a fase do play off, acredito que o contrato poderá continuar”.

Miguel acredita também que o contrato só poderá cessar quando os objectivos não forem alcançados.

Sobre a possibilidade de serem os jogadores a não quererem Chiquinho Conde, segundo Miguel, “o treinador é feito pelos jogadores”.

“A verdade é que os jogadores é que fazem o treinador. Se os jogadores de facto estiverem cansados de Chiquinho Conde, não há força nenhuma capaz de inverter as coisas, porque os próprios jogadores não vão conseguir ter a motivação suficiente para chegar dentro do campo para ouví-lo.”

Igualmente, Miguel disse que a hierarquia do poder na selecção nacional não deve ser “confundida” pois a última palavra é exclusivamente do treinador.

“O treinador tem objectivos por alcançar e caso alguém tome alguma decisão sobre a selecção, ele terá sempre uma desculpa quando tais objectivos falharem, ele dirá que foi obrigado e vai indicar os responsáveis”.

Sobre a prestação da selecção Sub-23 no Torneio COSAFA, cujo grupo em que se insere está em pontuação empatada a dois pontos, Miguel entende que só a vitória interessa, de modo a garantir a passagem para as meias-finais da prova. Mais do que vencer, defende Miguel, o combinado nacional deve marcar muitos

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