Nos Estados Unidos da América, figuras de topo do Partido Democrata condenam actuação do presidente Donald Trump na escalada militar contra o Irão. Entre as vozes críticas estão o ex-presidente Barack Obama e a antiga vice-presidente Kamala Harris, que alertam para os riscos de uma guerra prolongada no Médio Oriente.
Enquanto isso, Trump declarou, neste sábado, que não haverá qualquer trégua com o Irão sem rendição total, endurecendo ainda mais o tom do conflito.
O ex-presidente norte-americano Barack Obama foi uma das primeiras figuras a manifestar preocupação com a escalada do conflito. Num discurso público recente, Obama advertiu que decisões precipitadas podem aprofundar tensões internacionais e comprometer a estabilidade global.
Outra voz crítica é a da antiga vice-presidente Kamala Harris, adversária directa de Trump nas últimas eleições presidenciais. Harris considera que a actual estratégia militar pode empurrar os Estados Unidos para um conflito mais amplo e defende maior prudência na condução da política externa.
Entretanto, o presidente Donald Trump respondeu às críticas com uma posição ainda mais dura.
Numa publicação feita este sábado na rede social Truth Social, Trump afirmou que não haverá acordo ou cessar-fogo com o Irão sem rendição total do regime iraniano.
A declaração surge num momento em que continuam ataques e contra-ataques entre forças aliadas aos Estados Unidos e posições ligadas ao Irão, aumentando receios de uma escalada regional.

