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O País – A verdade como notícia

O estilista Nivaldo Thierry participou, recentemente, na 9ª edição da Feira Internacional do Têxtil Africano (SITA), evento designado Salon Internacional du Textile Africain – SITA, na Guiné Conacri.

A feira é uma plataforma para exposição e promoção de têxteis e artesanato africanos, com principal objectivo de preservar, promover e celebrar a rica diversidade cultural africana manifestada em têxteis e artesanato, contribuindo para a continuidade das tradições e técnicas culturais transmitidas de geração em geração e ainda de inovações na indústria.

Durante cinco dias, várias actividades corporizaram o evento, a destacar a Conferência Internacional, que discutiu, entre vários, temas relativos à rotulagem, uma ferramenta para o combate à pirataria na indústria têxtil africana e o ponto de situação, quadro jurídico e institucional para a promoção do algodão.

Também houve exposição de produtos diversos, desfile de moda, onde as 43 delegações presentes no evento exibiram trajes tradicionais dos seus países de origem. Moçambique apresentou trajes de capulana e de palha.

Nivaldo Thierry diz que ao representar Moçambique no evento, buscou expressar a riqueza e diversidade da cultura moçambicana por meio da moda. A colecção apresentada foi meticulosamente planeada para reflectir a tradição e a inovação presentes na moda moçambicana.

A resposta positiva do público evidenciou o impacto da sua participação na promoção da moda moçambicana a nível internacional.
O estilista acrescenta ainda que a presença destacada de Moçambique no evento cultural contribuiu significativamente para uma maior visibilidade internacional.

De regresso a Moçambique, o estilista foi recebido em audiência, pela Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, junto com a delegação que participou no SITA, de 7 a 11 de Novembro. A governante congratulou a delegação e encorajou-a “por permitir que Moçambique seja mencionado e ovacionado pelos produtos gerados na área da moda e pelo facto de todos criadores deste sector contribuirem para a elevação da moda que tem sido reconhecida internacionalmente, graças à vontade e capacidade criativa dos nossos estilistas”.

O SITA proporcionou oportunidades cruciais durante cinco dias para profissionais do sector, permitindo a interacção entre fabricantes, artistas, designers, distribuidores e consumidores.

Foi um espaço para firmar parcerias comerciais, pré-acordos de negócios e promoção do comércio de produtos têxteis e artesanato africanos.
A exposição ofereceu uma oportunidade única de sensibilização do público global para a riqueza e importância das tradições têxteis e artesanais africanas. Foi um momento propício para exibição, networking, vendas entre as mais de 40 delegações africanas que participaram e o público em geral.

Artistas de vários cantos do mundo, em especial da CPLP, lamentam a morte de Sara Tavares. De Moçambique, por exemplo, Stewart Sukuma escreve, na sua conta Instagram: “Perdemos hoje uma das intérpretes mais expressivas da lusofonia e do mundo. Puro talento, alma pura, genuína, Sara Tavares vai ser sempre uma referência incontornável na vida de quem realmente preza a música e a poesia. Uma amiga com que partilhei momentos inesquecíveis. Hoje é um dia triste para a comunidade artística que fica mais pobre com o seu desaparecimento físico. A tua música estará sempre presente nos nossos corações e os teus ideais sempre respeitados. Até sempre Mana Sara”.
Na conta de Sukuma, o texto segue acompanhado de um vídeo em que o músico moçambicano e a cantora portuguesa aparecem a improvisar um tema.

Entre as várias colaborações de Sara Tavares, encontra-se uma com Selma Uamusse, para quem: “Acordar ou melhor não dormir e constatar o que vários desejamos negar desde ontem… Dói realizar que para tudo há mesmo um tempo. A Sara mana partilhou muitas orações. A Sara tia deu colinho bom. ASara amiga deu muitos conselhos, silêncios, gargalhadas, ouviu e partilhou confidências, dissemos várias vezes que nos amávamos. A Sara colega ensinou-me tanto, deu-me muitos sim’s quando outros disseram não, abraçou o meu ‘Mati’ como se dela fosse. A Sara música, compositora, cantora, pessoa deu-nos a todos um mundo indescritível de emoções, legado e ensinamentos, que privilegiados somos por termos vivido no seu tempo e por para tantos fãs, amigos e colegas ser Casa, ser ponto de Luz. Voa voa borboleta para os braços de amor do Abba Pa”.

Na mesma rede Instagram, a cantora angolana, Aline Frazão, escreve o seguinte: “Obrigada, mana Sara. Pelas canções que são banda sonora da minha vida, que são a única escola por onde passei. Pelos abraços, pela amizade desde o primeiro momento. Diante da notícia insuportável da tua partida, há ainda muita coisa para elaborar sobre o teu imenso legado na música. Mas hoje só queria poder chorar junto dos amigos e colegas com quem partilhei a tua presença, a tua voz de vento e sentido de humor tão caboverdiano, a tua paixão pela vida e pelo teu Takamine, os palcos por aí e as confidências na Graça. És eterna, mana. Serás eterna em todas e todos nós”.

No outro lado mundo, a cantora brasileira, Maria Gadu, também reagiu pela rede Instagram: “Mana, que te recebam na luz infinita. hoje se despediu de nós essa maravilha chamada Sara Taraves. Que tristeza. Que tristeza. Sempre nos dizendo coisas bonitas. Muito triste. Quem não conhece, aconselho ouvir suas músicas lindas, porque a obra fica. Uma obra linda de uma pessoa guerreira e muito amorosa. Lisboa sem nossos papos nunca mais será a mesma”.
A cantora luso-caboverdiana, Lura, foi mais breve: “Não encontro palavras para descrever o que sinto… Obrigada pela tua música amorosa…”
Elida Almeida, cantora cabo-verdiana, sublinhou: “Uma lembrança da primeira vez que fiquei fascinada com a tua energia no Livity and friends e ganhaste o meu coração, ManaSara. Buaaaaaa, Voaaaaaa alto Borboleta”.

Além no universo musical, no literário, a escritora portuguesa Cláudia Lucas Chéu, que recentemente teve uma residência literária em Maputo, escreve na mesma rede social: “A Sara. Ainda ontem estávamos a brincar com as nossas Barbies falsas e a comer leite em pó à colherada directamente da lata, até nos doer a barriga. Foi no telhado da minha casa no Pragal que te ouvi cantar pela primeira vez. Com o cabo da vassoura a fazer de microfone. Éramos mesmo pobres. Devíamos ter uns 7 anos e a nossa amizade, alheia aos problemas que nos rodeavam, era tão alegre. Como é que é possível? Podia jurar que isto foi ontem”.

Já para José Eduardo Agualusa, “Há notícias que nos tiram toda a música”, escreve o autor na mesma rede Instagram, colocando na imagem da publicação de Sara Tavares a cantar, em sua casa, com o cantor angolano Toty Sa’Med”.
Sara Tavares morreu este domingo, vítima de doença.

Uma delegação do Comissariado-Geral de Moçambique para a EXPO 2025 Osaka, chefiada pelo Comissário-Geral, Riduan Adamo, esteve, de 14 a 16 de Novembro corrente, em Osaka, a participar na Primeira Reunião Internacional dos Países e Organizações Participantes da EXPO 2025 Osaka, a realizar-se de Abril a Outubro de 2025, no Japão.

A reunião constitui uma das melhores oportunidades para o Comissariado-Geral de Moçambique se informar dos detalhes da EXPO 2025 Osaka, discutir, partilhar experiências sobre a preparação em curso no país e encontrar soluções conjuntas sobre os desafios encarados neste processo, para garantir a abertura oficial da Exposição a 13 de Abril de 2025.

A EXPO 2025 Osaka, organizada pela Associação Japonesa para a Exposição Mundial, vai decorrer sob o tema “Criando a sociedade do futuro para as nossas vidas”, subdividido em três subtemas, designadamente, “Salvando vidas”; “Empoderando vidas” e “Conectando vidas”, como forma de contribuir para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pois, o mundo estará a apenas cinco anos de 2030, ano que as Nações Unidas estabeleceram como meta para os alcançar, tornando-se crucial, por conseguinte, a intensificação dos esforços para os atingir.

A participação de Moçambique estará subordinada ao subtema: “Empoderando vidas (educação e trabalho utilizando a inteligência artificial e robótica).

O Objectivo geral da participação de Moçambique na EXPO 2025 Osaka é partilhar, com o mundo, as experiências de sucesso, os desafios e adversidades que o país enfrenta na realização dos ODS.
O principal resultado esperado da participação do país na EXPO 2025 Osaka é a mobilização de parceiros estratégicos para a prossecução dos objectivos e medidas transformacionais identificadas como prioritárias para conferir ímpeto ao processo de desenvolvimento sustentável no contexto da Agenda 2030 da Nações Unidas.

A notícia da morte de Sara Tavares chocou os apreciadores da sua música, este domingo. A cantora e compositora portuguesa não resistiu a um tumor no cérebro e, aos 45 anos de idade, não pôde voltar a “Chamar a música” e nem a dizer “Coisas bunitas”.

Segundo o Expresso, a cantora estava internada no Hospital da Luz, em Lisboa, capital portuguesa, quando partiu depois de vários embates contra o tumor no cérebro.

A última vez que a autora de “Balancê” e “Fitxadu” actuou em Moçambique foi em 2018, no Festival AZGO. Nessa altura, entrevistamos a autora, a seguir a mais ou menos uma hora de concerto, no Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. A produção do festival deu-nos cinco minutos, devido a questões de ordem logística.

A propósito do infortúnio que está a abalar a CPLP e não só, revivemos cada um desses cinco minutos (recuperando a entrevista de 2018) que hoje soam como “Ponto de luz”.

 

“Um cantor, antes dos outros, deve curar-se a si mesmo”

A 8ª edição do AZGO lá se foi há uma semana. No entanto, os ecos da iniciativa da Khuzula devem ainda sobressaltar a memória de quem esteve no Campus da UEM, no dia 19, para ver a performance de artistas nacionais e do estrangeiro.

A propósito do estrangeiro, uma das cantoras que de lá veio foi Sara Tavares. Depois de ter actuado mais uma vez em Maputo, a cantora que já venceu um tumor no cérebro disse que festivais como AZGO são muito pertinentes por conseguirem mover a indústria musical. Por isso, há necessidade de afirmar todos os actores dos diversos estilos de música. Na óptica de Tavares, o festival cresceu: “neste regresso, noto que há muitos melhoramentos e que o AZGO continua sendo um festival cheio de boa onda e pessoas simpáticas. Há é que se investir ao nível logístico. Por exemplo, no nosso caso, tivemos vários problemas técnicos, levamos tempo a chegar ao palco, onde me senti no direito de me demorar mais um pouco. Tive a manhã inteira à espera de fazer um ensaio. Não aconteceu e estava a horas. Penso que se pode ter um cartaz mais pequeno e investir em formação e workshops de logística e de aspectos técnicos, porque eu também vou para escola aprender a tocar guitarra”.

Durante a sua participação nesta edição do festival, a autora de Balancê afirmou que tentou dar tudo de si. No entanto, “em uma hora de concerto é difícil dar o que as pessoas querem e tudo o que eu também quero. Nesses casos, tem que se encontrar um ponto de acordo, entre o repertório antigo e o novo, que eu também quero oferecer”.

Mas, o que Sara Tavares espera do AZGO?

Espero que o AZGO tenha eco, que seja uma planta que entre pela terra dentro, crie pequenos projectos e faça alguma diferença, e que não seja um evento ilha, dentro de uma cidade, de um país. Espero que o AZGO crie sonhos dentro de cada pessoa.

Foi simpático ter cantado “Bom feeling” em Moçambique. Foi uma forma de homenagear a cultura moçambicana, considerando que essa música tem partes em ronga, ditas por um moçambicano?

Nada a ver. Quando fiz essa música para o disco Balancê, há muitos anos, na altura inspirei-me num músico moçambicano que vive em Portugal: o André Cabaço. Nesse período eu andava muito com o Costa Neto e André Cabaço. Adoro o dedilhar dele, tanto que o tentava copiar. Foi nesse contexto que surge esta música, a partir do dedilhar de guitarra de André Cabaço. No final da gravação da canção, convidei-lhe para dar o seu contributo, tocando baixo e fazendo umas coisas com a voz. Ele optou por umas brincadeiras em ronga no final da canção, fazendo um repentismo. O Cabaço fez essas brincadeiras na música e eu reproduzo em palco.

“Bom feeling” é uma música estimulante. Faz música pensando no efeito terapêutico?

No dia em que eu agarrei a guitarra e fiz este tema eu estava com uma cara muito feia. Olhei-me ao espelho e vi uma cara horrível e com uma energia mesmo má. Então, escrevi o tema como um lift me up. O efeito da música foi para mim mesma. Um cantor, antes de curar aos outros, deve curar-se a si mesmo. Fiz a música como um acto de cura e como uma espécie de piada para mim mesma.

“Brincar de casamento” é uma das suas músicas, digamos, recentes. Por que brincar com uma coisa tão séria: o casamento?

Brincar é uma coisa muito séria. Não se brinca à toa e brincar faz as pessoas sorrirem. E fazer as pessoas sorrirem é uma coisa muito especial. O sorriso é uma flor na cara de uma pessoa e fazer uma pessoa sorrir é difícil.

É uma cantora que investe muito no jogo metafórico nas suas composições. Há alguma explicação?

Não é algo muito consciente. São as ferramentas que eu tenho e que aprendi dos cantores que oiço, dos amigos com os quais componho e dos colegas de trabalho. É assim que vou aprendendo. Não fui a nenhuma escola de composição e não me considero uma grande compositora. Os grandes compositores são os Eugénio Tavares, os Ary dos Santos, os Fany Mpfumos… eu ainda sou uma bebé.

Perfil
Sara Tavares nasceu a 1 de Fevereiro de 1978, em Lisboa (Portugal), mas é em Cabo Verde, país que conheceu com cerca de 21 anos de idade, que mais gosta de tocar. É autora de Mi ma bô, Balancê, Xinti e Fitxadu. Por causa de um tumor benigno no cérebro, teve que se afastar da musica por longos sete anos. Quando era menina, Sara quis ser cantora e futebolista. Venceu a arte.

Numa celebração da excelência musical e da diversidade cultural, o álbum “Sounds of Peace”, de Moreira Chonguiça, que chegou ao público em Novembro de 2022, foi premiado, esta sexta-feira, com o South African Music Awards (SAMA) na categoria “Rest of Africa Award”. Concorreram, na categoria, com Moreira Chonguiça, autores como Ckay, Tim Lyre e Davido (Nigéria), Sha Sha (Zimbabwe) e Ferra Gola (RDC).

O prestigiado prémio reconhece a contribuição excepcional do álbum na superação de fronteiras e na promoção da unidade através da linguagem universal da música.

Produzido por Moreira Chonguiça, o álbum tece uma tapeçaria de linguagens, melodias, ritmos e vozes de Moçambique, criando uma experiência sonora harmoniosa que ressoa com o público em todo o mundo. O “Rest of Africa Award” no SAMA é um testemunho da mestria excepcional do álbum e sua capacidade de transcender as fronteiras geográficas.

Moreira Chonguiça agradeceu o reconhecimento nos seguintes termos: “Receber o Prémio SAMA na categoria “Rest of Africa Award” é uma tremenda honra. “Sounds of Peace” foi um trabalho de amor, com o objetivo de mostrar a rica tapeçaria musical de Moçambique e promover uma mensagem de unidade e compreensão. Este prémio não é apenas um reconhecimento do nosso trabalho, mas também uma celebração das diversas tradições musicais que compõem o belo continente africano.”

Refira-se que o álbum “Sounds of Peace” teve recentemente reconhecimento público e foi premiado como “Melhor Álbum/Artista de Jazz Internacional” na 7ª Edição do “Mzantsi Awards” a 26 de Agosto de 2023, em cerimónia realizada no Soweto Theatre em Johannesburg, na África do Sul.

The South African Music Awards (SAMA), um evento anual que celebra a excelência na indústria da música sul-africana, expandiu a sua premiação para incluir a categoria “Rest of Africa Award” em reconhecimento da vasta e variada contribuição musical do continente.

Esta é a quarta premiação de Moreira Chonguiça no SAMA. Moreira Chonguiça já ganhou o prémio como “Melhor Produtor” em 2005 pelo seu álbum “Vol 1: The Journey”, e como “Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo” e “Melhor Capa de Álbum” em 2009 pelo “Vol 2: Citizen of the World”.

O álbum “Sounds of Peace”, de Moreira Chonguiça, destacou-se de entre os indicados por sua capacidade de transcender géneros e fronteiras culturais, ao mesmo tempo que transmite uma mensagem poderosa de união e paz. O álbum premiado apresenta alguns dos jovens talentos da música em Moçambique.

Como vencedor do “Rest of Africa Award”, “Sounds of Peace” junta-se às fileiras de álbuns influentes que deixaram uma marca indelével no panorama musical africano. O álbum serve como um lembrete do poder transformador da música para unir as pessoas, promovendo a compreensão e o apreço pela herança compartilhada do continente.

A equipa por trás do “Sounds of Peace” estende a sua gratidão ao South African Music Awards por este prestigiado reconhecimento e espera continuar sua jornada musical, promovendo a paz, harmonia e diplomacia cultural através da linguagem universal da música.

A Gala-Gala Edições vai lançar, às 17h30 do dia 24 deste mês, no Auditório do BCI, em Maputo,  o livro “A alma da água – Moçambique depois dos ciclones de 2019”, uma antologia de prosa, poesia e fotografia.

O livro, previamente publicado pela Gala-Gala e pela Literatas em 2020 (“IDAI: Marcas em prosa e verso”) é uma edição bilingue (português-inglês) especialmente editada pelo Comissariado Geral para a Expo 2020 (COGEDU) no âmbito da Expo 2020, que decorreu em Dubai, entre Outubro de 2021 a Março de 2022.

Segundo uma nota de imprensa, “A Alma da água” reúne contribuições de 29 escritores moçambicanos, que vão desde renomados autores a emergentes, entre eles, Marcelo Panguana, Juvenal Bucuane, Teresa Noronha, Sónia Sultuane, Nelson Lineu e Sol Macie. Compõem ainda o livro oito fotografias de, nomeadamente, Rui Lamarques, Emídio Josine e Mário Macilau.

A antologia é um tributo comovente às regiões e famílias devastadas pelos ciclones Idai e Kenneth em 2019, e apresenta uma visão poderosa dos trágicos eventos. A obra é uma reflexão profunda sobre a importância da preservação e do respeito pela natureza, abordando diferentes nuances dos desastres naturais e enfatizando a necessidade de uma convivência harmoniosa entre os seres humanos e a natureza que nos cerca.

De acordo com o COGEDU, o livro, apesar de reflectir muita dor e angústia, reflecte, também, “a grande força interna e a esperança que une o povo”. Para Pedro Pereira Lopes, que organizou o livro, avança que a concepção do livro foi motivada pela percepção de um “estado de calamidade”, lê-se na nota de imprensa da editora.

A apresentação estará a cargo dos professores e escritores Cremildo Bahule e Dionísio Bahule.

O livro não estará à venda. Será oferecido gratuitamente no evento.

O Espaço Cultural 16 Neto realiza a terceira edição do Hot November, que vai decorrer no dia 18 deste mês, das 10h às 22h.
Hot November é um evento que conta com uma colectânea de actividades como: feira, workshops, performances e diversos.

As apresentações musicais do Hot November terão início às 15h. Shelcia Mac fará o concerto de abertura, apresentando a sua mais recente obra musical intitulada “Regalia”, cuja composição deriva do estilo alternativo mesclado a vários géneros musicais. Em seguida, às 16h10 do dia 18 de Novembro, no 16Neto, Lenox Cambula tomará conta do palco apresentando o “Sentimento proibido”, onde por meio da sua voz contará histórias prazerosas e dolorosas como fases que compõem um relacionamento.

Quando forem 17h20, The Rose tomará o controle do palco apresentando a sua performance intitulada “BitterSweet”, uma jornada musical que explora nuances da vida, alternando entre momentos agridoces. Com essa obra, avança a nota de imprensa, a artista convida o público a explorar o seu verdadeiro eu e a evolução constante que busca como ser humano. Sua performance ao vivo busca reconhecer as complexidades da existência humana, abordando várias perspectivas e facetas dessa experiência.

A performance de Cynthia Soares, a ser apresentada este sábado, às 18:30, terá como tema “Etapas”, uma narrativa de um relacionamento que terminou em decepção, tendo como foco os sentimentos da pessoa que foi magoada. Cada música irá representar uma etapa do relacionamento desde o início até o término.

Para encerrar em grande estilo, Mano Keyce dará o seu “O último canto”, uma experiência musical misturada entre easy listening e groove, apresentando os géneros Chill-out, Lo-fi, e PandzaLove, que é uma versão “romântica” do pandza.

Dois programas financiados pela União Europeia no sector cultural, PROCULTURA PALOP-TL e ACP-EU Culture, vão apoiar a participação de cinco artistas no Festival Internacional de Dança Contemporânea KINANI, em Maputo.

Os programas da União Europeia, avança uma nota de imprensa, estão a organizar conjuntamente um painel de discussão sobre o tema “Dançar em África: mobilidade internacional, formação e parcerias”. Os artistas Bibiana Figueiredo, luso-angolana residente em São Tomé e Príncipe, Bruno Amarante (Djam Neguim) de Cabo Verde, e Osvaldo Passirivo, moçambicano, beneficiários do PROCULTURA, mais Khodia Touré, senegalesa e Taurai Moyo, do Zimbabwe, beneficiários do ACP-EU Culture, vão partilhar as suas experiências promovendo o diálogo e a reflexão sobre os desafios actuais enfrentados pelos profissionais da dança e da coreografia em África.

A discussão será conduzida pela especialista e curadora polaca Julia Asperska. Além disso, os artistas terão a oportunidade de participar em todas as actividades do festival, promovendo a internacionalização do seu trabalho e ao mesmo tempo estabelecendo ligações com outros artistas e instituições do sector da dança.

O Kinani é uma bienal internacional criada em 2005 em Maputo, que figura entre os principais eventos de dança contemporânea do continente africano. É conhecido pela consistente inovação, mobilizando um público cada vez mais amplo. Este ano, o festival acolhe a ‘Biennale de Danse en Afrique’, o maior evento de dança no continente, que reúne personalidades internacionais de destaque no sector. Estes artistas representam vários países unidos pelo desejo de desenvolver a dança contemporânea em África.

“A participação conjunta do PROCULTURA e do ACP-EU Culture representa uma oportunidade única para fomentar ligações internacionais entre bailarinos, coreógrafos, produtores e outros profissionais da dança. Serve também para sublinhar a relevância dos dois programas financiados pela União Europeia, das suas acções, projectos e dos artistas”, lê-se na nota de imprensa.

Por Alexandre Chaúque

Será neste mês de Novembro que Aurélio Furdela, escritor moçambicano recentemente premiado no concurso “Eugénio Lisboa”, assinala vinte anos de carreira literária. É um marco importante, uma espécie de desapertar dos cintos na altitude, ou seja, de respeitados e reconhecidos estudiosos, nomeadamente Ana Mafalda Leite e o brasileiro João Olinto, chega o reconhecimento de que Furdela atingiu o amadurecimento no seu romance Saga d’ouro, onde avulta a habilidade do escritor na combinação da história e ficção, feitos numa prosa de proa. E era isso que faltava ouvir dos críticos autorizados, para que sobre Furdela não houvesse mais dúvidas.

Torna-se ainda mais reconfortante e importante, não só para o escritor, como para a própria literatura moçambicana, que no alto patamar onde é colocado Ungulani Ba ka Khosa e Mia Couto, esteja Aurélio Furdela. Então não faltarão motivos de sobra para que a celebração dos vinte anos de trabalho feito com denodo, tenha um condão especial.

Aurélio Furdela vem de um percurso que jamais passou despercebido. Para além de escritor, é dramaturgo, guionista e letrista, com livro de estreia De medo Morreu o Susto (conto), publicado pela AEMO. Em 2003, lança a colectânea de crónicas O Golo que Meteu o Arbitro (AEMO) 2006. Em 2012 publica o segundo livro de contos, As Hienas Também Sorriem (AEMO). Em 2018 publicou o Romance Saga d’Ouro, pela Imprensa Nacional Casa da Moeda Portugal, obra traduzida e pblubicada na Espanha pela Editorial ECU, em 2022. Está representado nas antologias “Lusofônica La Nuova Narrativa in Língua Portoghese” (2005), com o conto “Da mocidade à Velhice de Lacrina” traduzido para italiano e “A Minha Maputo” (2012), com o conto “Um Homem com 33 Andares na Cabeça”, também inserido na revista brasileira Macondo. Como dramaturgo escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico “Cena Aberta”, da Rádio Moçambique, nas quais destaca-se “Gatsi Lucere”, publicada posteriormente em livro pela AMOLP, 2005. Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti em Moçambique. Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional da Cultura -2018.

Distinguido com Prémio Revelação de Literatura AEMO/Instituto Camões – 2003; Prémio Revelação de Texto Dramático AMOLP/Instituto Camões – 2003; Prémio Revelação da Revista TVZINE, 2003, Prémio Nacional de Texto Dramático Sobre HIV-2003, promovido pelo Ministério da Cultura. Em 2017 Prémio Literário 10 de Novembro, instituído em homenagem a Cidade de Maputo, Prémio Literário Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)/ Eugénio Lisboa. É licenciado em História, pela Universidade Eduardo Mondlane.

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