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O País – A verdade como notícia

O Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, em parceria com o Governo Provincial de Inhambane, vai organizar a 1ª Feira Provincial de Leitura, que terá lugar no distrito da Maxixe, Província de Inhambane. Com o lema "Os sentidos da leitura", o evento vai decorrer entre os dias 31 deste mês e 2 de Setembro, no recinto da Universidade Pedagógica da Maxixe.

A Feira tem como objectivo promover a leitura, por via de diversas expressões de linguagem, como acto de prazer e requisito para a emancipação social e promoção da cidadania.

A Feira Provincial de Leitura de Inhambane contará com as seguintes actividades: oficina de leitura e escrita, oficina de pintura, saraus, projecção de filmes, palestras, oficinas de ludopedagogia, canto, dança, lançamento de obras, declamação de poesia, narração de estórias, animação de leitura e exposição e venda de livros a preços promocionais.

Esta exposição e venda de livros terá a duração de cinco dias – de 31 de Agosto a 4 de Setembro – no horário das 9h às 18h, e nela poder-se-ão adquirir dicionários, gramáticas, prontuários, literatura infanto-juvenil, literatura moçambicana, livros escolares, técnico-científicos e outros.

A cerimónia solene de abertura do evento terá lugar às 9:30h do dia 31 e contará com a presença do Governador da Província de Inhambane, bem como do Presidente do FBLP.

 

 

Não é só música. As artes plásticas também vão fazer parte de mais uma edição do “Moments of Jazz”. Os amantes da música têm motivos mais do que suficientes para testemunhar o espectáculo de Billy Ocean: os sons não virão apenas das colunas, também serão projectados através de cores.
“Sinfonia I”. Este é o nome da mostra que vai acompanhar as sonoridades do astro mundial que pela primeira vez visita Moçambique e, porque não, as de Fernando Luís e Miguel Xabindza, as vozes que vão içar a nossa “bandeira musical”. O título não poderia ser outro, afinal, chama-se Sinfonia, entre outras definições, a harmonia dos sons ou o cruzamento de instrumentos. Eis a proposta do artista plástico moçambicano P. Mourana em oito grandes telas que estarão patentes no Campus da UEM.
“É um sonho antigo fazer esta ponte entre a música e as artes plásticas, puxar o som para a tela e levar a tela ao espectáculo ”, disse o artista, também consciente de que não deixa de ser um teste ou, se preferirmos, um desafio. A ideia de cantar através do cruzamento de cores é a consolidação do seu amor pela música, sentimento que é partilhado por toda a família. Mais do que gostar, Mourana já aventurou-se pela arte musical noutros tempos. Hoje, o artista prefere mesmo os pincéis. Seja como for, a arte continua fervendo em suas veias.
“Quero ver se as pessoas conseguem sentir a música na tela”, deseja Mourana, embora concorde que a leitura musical é bem mais simples por sempre ter existido. Já a pintura… esta requer algum exercício. Mas esta ligeira inquietação é abafada quando se apercebe que as suas telas serão recordadas do mesmo jeito que as músicas que lá forem exibidas: “Para alguns será algo didáctico e poderão se recordar de uma música ao ver o quadro”.
Pedro de S. Betrufe Mourana, mas a conservatória artística registou-o como P. Mourana. Muito cedo (aos 11 anos) integrou a banda municipal de Inhambane, depois de sair Maxixe, sua cidade natal. Ao mesmo tempo inicia um curso de desenho artístico, mas só em 1976, quando vem a Maputo, consolida a arte de desenho e abandona a música. A sua primeira exposição colectiva deu-se em 1979. A partir desse momento e ao longo de toda a sua dilatada carreira vem abordando temas que exaltam o amor, a mulher, a poesia, a música e outros temas de intervenção social, focalizando assuntos inerentes à valorização do património cultural, à exaltação da diversidade cultural, ao diálogo entre as artes, nomeadamente a pintura e a música, tal como será em mais uma festa trazida pela BDQ Concertos.

Mais uma vez, as lentes do Dj Marcel captaram os artistas que há 10 anos tinham tomado rumos diferentes. O novo vídeo-clip do colectivo é claramente um marco que consolida o reencontro do grupo. O cenário por eles escolhido é por si denunciador de um bom trabalho que se aproxima. O vídeo foi gravado no interior do Aeroporto Internacional de Maputo. A razão não é por mero capricho. A Bang Entretenimento usou as aeronaves como seu pano de fundo. A primeira parte do vídeo foi gravada na parte exterior, onde um helicóptero servia de fundo. Logo à tarde, foi no interior de um dos edifícios, já na avioneta. 
A música (e o respectivo vídeo) serve de presente para o público da cidade de Quelimane que há muito aguarda a reedição do espectáculo “Reencontro” alusivo aos 15 anos da Stv. Para Bang, este trabalho justifica-se, porque não poderiam ir à Quelimane de mãos a abanar.
Além de brindar os quelimanenses, esta música tem como pretexto resgatar a música pandza. “Nós ficámos muito tempo sem produzir pandza. A ideia é trazer de novo a nossa identidade, a música feita pelos jovens moçambicanos, enfim, levar o pandza para outro nível”.
O vídeo não só contou com Ziqo, Mauro (novo elemento), Lizha James, Dama do Bling e Marllen, como também juntou outros artistas do colectivo e bailarinos.
Este trabalho pretende ser lançado oficialmente cinco dias antes do espectáculo. Tal como Maputo vibrou com “Tseke”, Quelimane fará barulho com nova música.

Foi com aplausos que Paula Fernandes foi recebida hoje, no auditório do BCI, na cidade de Maputo. Na conferência de Imprensa com alguns artistas nacionais que vão fazer parte dos concertos, casos de Robson, Yolanda da Banda Kakana e Euridse Jeque, a artista brasileira confessou que há muito queria vir a Moçambique.

A artista traz na bagagem uma das músicas mais conhecidas, “Pássaro de fogo”, entre outras. Mas Fernandes frisa que não é só música, isso é apenas um pretexto para se encontrar com os moçambicanos.

Para Yolanda e Euridse Jeque, é um prazer partilhar o palco com uma das melhores vozes da actualidade no Brasil. As duas artistas que também cantam o amor prometem um espectáculo à altura.

No final da cerimónia, uma sessão de fotografias carimbou a primeira estadia no país da cantora de 34 anos, sete álbuns, um conjunto de prémios e digressões pelo mundo.

 

A Fundação Fernando Leite Couto e a Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento vão realizar a sessão de apresentação pública do livro “Ignição de Sonhos”, esta quinta-feira, às 18h00, na sede da Fundação Couto. A obra será apresentada pelo académico Nataniel Ngomane.

Trata-se de uma obra de estreia da artista Melita Matsinhe. Reúne poemas escritos nos últimos cinco anos. Melita Matsinhe é activista cultural, tendo colaborado no Movimento Café com Livro. Foi nesta agremiação que se consolidou a sua vontade de se afirmar nas letras. Melita participou em diversas sessões literárias, desde debates, saraus e oficinas de poesia havidas na Fundação Fernando Leite Couto. Ela teve a tutoria dos escritores e poetas Mia Couto e Luís Carlos Patraquim.

Prefaciando o livro, o poeta Luís Carlos Patraquim revela-nos sobre “Ignição de Sonhos” «Livro de estreia, há nele hesitações, por vezes realizações fulgurantes, sínteses que confirmam o empenho da autora num trabalho poético que existe de par com a sua condição de música e de compositora. Do intervalo de silêncio que a define, à música, na percussão que anuncia o tempo, Melita Matsinhe quer juntar o «arco e a lira».

Melita Matsinhe, que também bebe na poesia em língua castelhana e nos ritmos e saberes e na poiesis que há por dentro das línguas moçambicanas, onde cabe o português, ensaia com este livro de estreia, um novo empíreo. Pressentimos os seus deuses, revela-nos quando esconde, ironiza, invoca. O sonho há-de chegar.

Realizou-se, ontem, no Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM), a abertura da exposição Audiovisual “À Sombra da Mangueira” do ilustrador brasileiro Ângelo Abu e dos alunos do Centro Hakumana, instituição filantrópica situada em Maputo.

“À Sombra da Mangueira” é um projecto que consiste na exibição de ilustrações das crianças orientadas pelo ilustrador Ângelo Abu, acompanhadas por gravações de áudio das histórias narradas por essas crianças.

De um lado, 17 quadros ilustrando as histórias contadas pelas crianças do Hakumana, do outro uma sala ao lado da galeria com uma tenda preta e no centro imagens projectadas no chão, como se fosse uma fogueira, com pufos rodeando a sala para quem quiser sentar ou simplesmente deitar-se para ouvir histórias. “A ideia é criar a sensação de estar acolhido pelas crianças contando suas histórias”, partilhou o ilustrador.

As histórias foram contadas em português e changana, da mesma forma que foram contadas ao ilustrador. “Acredito que as pessoas vão entender do mesmo jeito que eu entendi”, acredita Abu.

Tudo começou quando foi convidado para fazer a ilustração das capas dos livros do autor moçambicano Mia Couto e na capa do segundo livro sentiu que seria muito mais rica a experiência se conhecesse Moçambique, tanto para o seu próprio prazer, assim como para o seu trabalho. “Uma amiga sugeriu o Centro Hakumana e vim pela primeira vez ano passado para uma oficina de ilustração”, disse Abu.

Na oficina de ilustração, trabalhou pela primeira vez com as crianças do Centro Hakumana. Segundo Abu, num belo dia decidiu dar aula ao ar livre e pediu para que cada criança contasse uma história e que pudessem criar o que quisessem. “Fiquei muito maravilhado, as crianças expressam -se muito bem e achei culturalmente rico”, disse, acrescentando que começavam a contar as histórias em português, depois em changana e as vezes contavam prosa, começavam a cantar e voltavam para a prosa.

Regressou ao Brasil e propôs a editora Companhia das Letras, a maior do país, fazer um livro infantil de preferência um áudio book. A editora aprovou e voltou a Moçambique para fazer o trabalho, com a promessa de se fazer o livro para todos países falantes da língua portuguesa do mundo, se o projecto der certo, claro.

Esta é a segunda vez que Abu vem a Moçambique para fazer o livro e aproveitou para mostrar o projecto ao CCBM.

As crianças aparecem como personagens na história do ilustrador no livro e para além de ser escrito em português, incluirá o changana e terá tradução em português. “Para mim é muito importante que o changana faça parte desta obra, porque faz parte da cultura, das raízes daqui”, afirmou.

São no total 50 histórias para o livro e 17 pinturas seleccionadas para a exposição. O livro será lançado próximo ano. “Vou fazer de tudo para fazer o lançamento aqui em Moçambique”, disse acrescentando que cada quadro custará em torno de dois mil meticais e o valor será revertido para o Centro Hakumana.

Abu é responsável pelos desenhos das capas de 15 livros do conceituado escritor Mia Couto para a editora brasileira Companhia da Letras.

A Bowito Music está engajada na promoção dos artistas, particularmente da música moçambicana. É neste sentido que os Afro Madjaha passam desde já, a integrar a Label que também congrega músicos como Liloca, Mabermuda para além do King Bow que pela qualidade das músicas que tem brindado os moçambicanos arrasta multidões.

O grupo composto por quatro artistas talentosos necessita de visibilidade que merece, algo raro de se concretizar, mas que se vai tornar realidade graças a Bowito Music, pois, o grande interesse da Bowito é puxar pelos músicos que estão preocupados em produzir músicas de qualidade para o público, tendo em conta que uma das grandes responsabilidades é contribuir para o crescimento dos artistas e enriquecimento da arte musical.        

Na verdade, esta label, na qual integra a maior estrela da actualidade musical do país, Mr. Bow, abriu as portas ao Afro Madjaha para que assim o grupo pudesse alcançar longos voos rumo a afirmação da sua identidade artístico-cultural.

Com esta iniciativa, a pretensão da Bowito Music consiste em realizar o que defende desde a sua fundação: intervir no país com músicas que mexem com as pessoas, mostrando-as que, mesmo em épocas difíceis, há sempre razões para, à moda africana, cantar, dançar e celebrar a arte moçambicana.

 

Qual é a cidade, excepto Maputo (por ser capital claro), onde a cultura ferve? Quem assumir Quelimane, com certeza, seleccionou a cidade certa. Ora, quem tiver dúvida, revisite os grandes espectáculos que se absteram da cidade capital e o local onde o carnaval é uma presença obrigatória, por isso é a mais conhecida por “Pequeno Brasil”.

Razões existem, até de sobra, para que a Stv leve a sua caravana do Espectáculo “Reencontro” para o centro do país. Este é o primeiro espectáculo alusivo aos 15 anos da televisão que se reedita. Percebe-se. Junta, afinal, nomes que inauguraram uma nova era, quando o assunto é entretenimento no país: Bang Entretenimento.

Mais do que uma label de sucesso, ainda que fora dos radares há 10 anos, foi inspirando muitos jovens em quase todo o país. As grandes lições deste colectivo extravasam a eficiência musical; roçam outros saberes ligados ao show bizz: o marketing, a imagem dos artistas, enfim, o novo paradigma da indústria cultural. E Quelimane não esteve alheio a essa influência. Uma das provas é que Valdemiro José (filho legítimo do “Pequeno Brasil”) foi um dos membros da Bang (não o promotor) e teve neste grupo as lições que precisava para se fazer artista, comprometido mais com a música do que outra coisa. Mas recorde-se que o seu pontapé de partida deu-se no realiyt show da Stv, onde uma lista extensa de músicos de sucesso também emergiu. Logo, nesses 15 anos de vida, a cultura sempre respirou na tela mágica desta televisão.

Os artistas juntaram-se, ontem, uns em Maputo e outros em Quelimane, para falar do evento. Em Maputo, a Conferência de Imprensa foi conduzida por Bang, quem garantiu que o palco, as luzes, o som, a produção e toda técnica usada no mítico concerto do dia 5 em Maputo vai viajar a Zambézia. Para o promotor, mesmo assim, este concerto se prevê melhor. A razão é simples: os erros do espectáculo anterior serão suplantados pela boa limpeza na organização.

Os artistas admitem em uníssono que vai ser um grande espectáculo, pois prometem muito mais do que ofereceram em Maputo. Este evento, ainda que de forma inocente, vem confirmar o lema dos jovens: “Bang Entretenimeno for life”. Aliás, é por isso que a cada intervenção a frase atropelava o raciocínio. E pelos sorrisos e alto-astral dos artistas, certeza há que o anterior espectáculo foi do agrado deles.

“O governador e o Município nos gabinetes, Sétimo Nível na rua” (risos). Essas são as palavras de Dinho Puro, o co-produtor deste espectáculo. Como anfitrião o agitador das noites daquele lado do país diz ser uma honra receber a família Bang Entretemimento numa altura de festa em Quelimane. Os 75 anos celebrados ontem não teriam melhor presente.

Ziqo e Lizha James eram os únicos ausentes da conferência. Não desistiram do evento, muito pelo contrário. Eles juntaram-se aos artistas de Quelimane e de lá, quase ao mesmo tempo, aconteceu outra Cerimónia de Imprensa. Os artistas estiveram em Quelimane para primeiro dar certeza ao público de que a festa realmente vai acontecer, como também para encontrar os músicos locais. Logo, este evento será também uma oportunidade para que os músicos conceituados partilhem a experiência que os 10 anos forjou com os mesmos.

Alguns presentes na conferência agradeceram a Bang Entretenimento pela oportunidade e prometem muito e bom espectáculo.

Klemente Tsamba, actor moçambicano radicado em Portugal, vai participar do Circuito de Teatro em Português, este domingo (27), em São Bernardo do Campo, Brasil. 

O circuito reúne produções de países de língua oficial portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal e Moçambique, e teve início sexta-feira (18), no teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Tsamba irá representar Moçambique com a peça “Nos tempos de Gungunhana”, texto construído a partir do livro “Ualalapi”, do conceituado autor moçambicano Ungulani Ba ka Khosa. Na peça, o actor encarna vários personagens para contar a história do rei Gungunhana, intercalando com cânticos e ritmos africanos em que o público é convidado a participar.
O actor dá início ao grande “karingana” ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro da tribo Tsonga, chamado Umbangananamani, que fora em algum tempo casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. 
Porém, o enredo, rapidamente, se transforma em uma sequência de outros pequenos “karinganas” que relatam aspectos curiosos ligados à vida do Rei Gungunhana. O texto mostra a crueldade e as mortes que, por vezes, misturam-se com o humor em cada “karingana” contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais de Moçambique.
A programação do Circuito de Teatro em Português reúne nove grupos e 11 espectáculos em homenagem aos 500 anos da obra “Auto da Barca do Inferno”, do poeta português Gil Vicente. 
Esta não é a primeira aparição do actor em palcos brasileiros, Tsamba esteve em Junho do ano em curso no Brasil para ministrar uma oficina e fazer um show musical e ainda apresentar o espectáculo teatral "Nos tempos de Gungunhana". 
Klemente Tsamba nasceu em Maputo. Desde cedo envolveu-se com “a música de rua”, hip-hop, teatro amador e outras artes. Desempenha inúmeras funções, desde a criação cenográfica, a criação dos jogos rítmicos ou composição musical até a representação de personagens em palco. 
Foi a arte que o levou a radicar-se em Lisboa, Portugal, dando importantes passos na carreira de actor. 
Não é só teatro. Música, artes plásticas e arte-educação alinham-se no seu portefólio. Mas é como actor que as suas acções se evidenciam, já participou em peças clássicas como o “Conto de Natal” e “Peter Pan”, mas ganhou destaque principalmente com trabalhos voltados à cultura moçambicana. Actualmente lecciona expressões artísticas integradas em algumas escolas de Lisboa e desenvolveu um projecto, Poesia com Tempero, com uma actriz brasileira, no qual seleccionam poemas cujos autores escreviam em um português característico da sua própria proveniência. 

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