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O País – A verdade como notícia

A Fundação Fernando Leite Couto, instituição cultural dedicada à promoção da literatura e das artes como valores para a promoção do conhecimento e da cidadania em Moçambique, reservou a programação deste mês para assinalar a passagem do centenário da Revolução Russa, acontecimento histórico com impacto em todo o mundo.

A Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, teve repercussões a vários níveis na vida do povo russo e dos estados que formaram até finais do século passado a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), bem como pelo mundo, inspirando, inclusivamente, a luta pela afirmação de muitas nações.

Assim, a Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, irá evocar este acontecimento numa perspectiva cultural, através de eventos literários, teatrais, musicais, dança, conferências e debates. O primeiro destes eventos é uma exposição de cartazes históricos sobre a revolução russa, a inaugurar no próximo dia 5, pelas 18 horas.

 

 

A escritora Sónia Sultuane lançou, hoje, na Fundação Fernando Leite Couto, o livro Infantil, intitulado “Celeste, a boneca com olhos cor de esperança”.

É a segunda aventura pelo universo infantil de Sónia Sultuane, escritora que pretende mostrar a importância da solidariedade para com as crianças na obra “Celeste, a boneca com olhos cor de esperança”.

Sultuane diz, aliás, que a solidariedade é um valor importante e que sempre a tocou. “É uma coisa que me acompanha e que me faz reflectir sobre sermos solidários nas mais pequenas coisas, como neste caso foi a boneca”

Segundo a poetisa, é mais difícil escrever para as crianças do que para os adultos, mas decidiu escrever para esta camada porque são um universo mais puro. “As crianças são genuínas no seu sentimento. Quando estou com elas, fazem-me sentir realmente um ser humano”, referiu, acrescentando que não sabe se vai continuar a escrever para as crianças, mas que os dois livros que publicou fez com muito gosto.

 “Celeste, a boneca com olhos cor de esperança” foi lançada em Portugal, em Junho, e uma das maiores preocupações da poetisa naquele momento era trazer o livro ao seu país. “Coincidiu, a minha editora vinha a Moçambique e eu pedi o favor especial de trazer os livros, porque era algo que eu não poderia fazer tão já”, e acrescentou “foi o universo que conspirou”.

“Celeste, a boneca com olhos cor de esperança” foi contada em forma de peça teatral para as crianças que marcaram presença na cerimónia de lançamento do livro.

A escritora conta nesta obra a história da Joana, uma que guarda sua boneca, que lhe foi oferecida pela avó e já crescida decide dar a boneca a um Padre para que a levasse às crianças necessitadas de África. Já mulher e médica oftalmologista, Joana vai trabalhar para Moçambique e sem imaginar, encontra a boneca nas mãos de outra criança.

A artista plástica e poetisa, Sónia Sultuane, foi recentemente agraciada com o Prémio Femina 2017, Notáveis Mulheres portuguesas e da lusofonia, por mérito nas letras.

Realizou várias exposições individuais e coletivas, quer a nível nacional, como a nível internacional.

Roberto Chitsondzo, Ana Magaia e Grupo da Polícia Municipal. Estes são os nomes que, próxima quinta-feira, terão a missão de inaugurar mais uma edição da Feira do Livro de Maputo. O início do festival literário organizado pelo Município da capital está previsto para 9h, conforme o hábito, no Jardim Tunduru. No entanto, a abertura oficial da Feira irá acontecer uma hora depois, com discursos do Presidente do Município; Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Ministro da Cultura e Turismo, Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, Embaixadores do Brasil, Espanha, França, Itália, Portugal, Alemanha, Venezuela e Angola, Cônsul de Cabo Verde e representantes do BCI e UCCLA.

Depois das intervenções, o grupo Infantil de Dança Tradicional da Associação Iverca vai assaltar o palco para exibir passos ensaiados para esta ocasião que junta autores de vários países.

Por falar em autores, o programa da Feira prevê mesas redondas, as quais pretendem ser um espaço de debate sobre literatura. São os casos dos painéis: “Plano nacional de leitura e sistemas de redes de
bibliotecas”; “A relevância do livro e da leitura na primeira infância”, “A arte de contar histórias”, com participação dos escritores Lucílio Manjate, João Tordo (Portugal) e Paulo Lins (Brasil). Ainda no primeiro dia, o Tunduru vai deliciar-se de lançamentos de livros, como “Na margem da dúvida”, de Miguel César. E porque a literatura não se dissocia da música, lá no finalzinho do dia, a banda de jazz alemã, Aren Djanssen, vai fazer ecoar seus sons.

No segundo dia, Sexta-feira, a abertura da Feira será feita pela banda Magocha, das 9h às 10h. Às 11h, a Alcance Editores promove mais um lançamento, “Infeliz por um triz”, de Mekane Nhamylaio. A cerimónia não vai durar muito tempo, afinal logo a seguir o poeta Nelson Lineu conversa com o escritor mangolê António Gonçalves, mesmo antes da primeira mesa redonda do dia: “As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo”, com Marcelo Panguana, Álvaro Taruma  e Andes Chivangue. E não se fica por aí. Sérgio Pereira, Teresa Veloso, Paulo Guerreiro e Celso Muianga vão tratar de um tema também importante: “A problemática geral do livro – edição, divulgação, distribuição, comercialização e importação de livros infantis em Moçambique”. A cavaqueira está marcada para 14h e vai prolongar-se até às 15h, altura em que dois autores brasileiros, Paulo Lins e Andréa del Fuego, vão partilhar experiências sobre "Ler e escrever (n)o mundo actual".

Por fim, o segundo dia da Feira termina com um dos momentos mais aguardados da Feira, a homenagem ao escritor Aldino Muianga, num sarau cultural com Feling Capela.

Com efeito, o reconhecimento literário a Muianga não será o último momento do festival, o dia 7 promete mais conversas, com Sara Jona, Ana Rita Santiago (Brasil) e Ana Magaia; Ungulani Ba Ka Khosa, Sangare Okapi, Juvenal Bucuane, Mbate Pedro e o poeta mangolê Lopito Feijóo, quem vai lançar “Imprescindível Doutrina Contra”.

Não obstante, as crianças também serão tema de conversa nas vozes de Alex Dau, Mauro Brito e da Irmã Maria Alexandra (escritora brasileira). O trio vai-se referir ao “Papel da literatura infantil e infanto-juvenil na formação do leitor”.

Para os que forem a comprar ou possuem livros que querem ver autografados, se se tratarem de Carlos Santos, Aldino Muianga, Almiro Lobo, Ungulani Ba Ka Khosa, Lopito Feijóo, António Gonçalves ou João Tordo será possível, porque a organização do evento reservou um momento para o efeito. Só depois disso a Feira do Livro de Maputo será encerada, por volta das 17:40 do dia 7 de Outubro.

Actividades paralelas

À margem das principais actividades da Feira do Livro de Maputo, a terem lugar no Tunduru, como ano passado, realizar-se-ão algumas paralelas. Entre várias, está agendada a conversa sobre “O papel da literatura no desenvolvimento humano e social”, com Aldino Muianga e Filipe Matusse, na UEM. Na mesma onda, Ana Rita Santiago e Japone Arijuane vão tratar das “Possibilidades de (Re)existências na literatura de escritoras moçambicanas e negras brasileiras”. E o programa inclui ainda visita aos lugares históricos do bairro da Mafalala e espaço interactivo de artes visuais para actividades infantis.

 

 

 

 

 

É um dos grandes escritores da literatura moçambicana. Em conjunto, os seus 15 livros contribuem para preservar as peripécias e os contextos da recente História do país. Se em O domador de burros e outros contos a sua criatividade capta a imagem suburbana de Maputo, em Nghamula, o homem do tchova ou o eclipse de um cidadão regista os tramas de uma guerra que custou muitas lágrimas aos moçambicanos. É este o tipo de escrita que caracteriza a obra de Aldino Muianga, um autor voltado à sua terra e aos seus. É este o autor que vai proporcionar mais uma viagem literária aos seus leitores. Tudo com encontro marcado, hora e local.

O pretexto para o embarque na viagem que vai iniciar no próximo dia 3 de Outubro, com o novo lançamento?, nem mais, Asas – mas – quebradas, livro que, na percepção do apresentador, Aurélio Cuna, professor universitário que bem conhece a obra de Muianga, “retrata vivências da parte Sul de Moçambique, mais viradas para os espaços rurais e urbanos, como caracteriza a escrita do autor”. Neste caso, com esse movimento campo-cidade que opera transformações nas personagens, porque quem sai de um espaço para outro ganha nova forma de ser e estar. Mas, na narrativa, a certa altura, mesmo depois do movimento consumado, é invertido com pretensão de se recuperar tudo e um pouco relacionado com as origens deixadas no espaço rural.

Asas quebradas será lançada a partir das 17:30h, no Auditório do BCI, na cidade de Maputo. De acordo com a Cavalo do Mar, editora pela qual é publicada a obra, a cerimónia de lançamento vai incluir uma sessão de leitura encenada, de Rogério Manjate, autor de Cicatriz encarnada, lançada recentemente. Ainda de acordo com a editora que tem publicado vários novos autores da literatura moçambicana, o encontro do dia 3 de Outubro é um pretexto para “celebrar os 30 anos de produção literária do autor [Aldino Muianga estreou-se em livro em 1987, um ano depois de publicar seu primeiro conto na revista Tempo: “A vingança de Macandza”], que este ano é o escritor homenageado na Feira do Livro de Maputo”.

Asas quebradas é o segundo texto narrativo publicado pela editora Cavalo do Mar, depois de O mundo que queremos gaguejar de cor, de Pedro Pereira Lopes. Ambos os livros fazem parte da colecção “Pelagem negra”.

 

Adelino Timóteo participou, há dias, no Festival Poeiras, programa sobre literatura e outros horizontes. O encontro realizou-se sexta passada e esteve subordinado ao tema "Círculo da Palavra: Diálogos Cruzados sobre Literatura, Poder e Liberdade", no Parque dos Poetas, em Oeiras, Portugal.

Na terra de Pessoa, Timóteo referiu-se ao tema da conversa focando-se na sua própria escrita. Aliás, o tema sugerido coincidiu com as sugestões do último romance do autor: “Os oito maridos de Dona Luíza Michaela da Cruz”. Em Oeiras, o poeta e escritor defendeu que a mulher é uma metáfora que encontrou num momento marcante da literatura moçambicana, dominada pela poesia de circunstância. Por isso, “havia que a utilizar como simulacro, para iludir o poder”, revelou.

Partindo de “Os Oito maridos”, o escritor fixou o lado varonil de Luíza Michaela, centro da denúncia da escravatura no vale do Zambeze, sem se esquecer dos excessos da justiça sumária dela, afinal a personagem não se coibia de lançar os maridos desafectos numa laguna de crocodilos que tinha em casa.

A participação do escritor moçambicano durou duas horas e meia, e, segundo Timóteo, foi positiva porque teve oportunidade de falar da sua escrita a um público interessado.

As Poeiras Poéticas, na 2ª edição, contaram com a participação de José Eduardo Agualusa.

Ainda nas terras lusas, Adelino prevê lançar “Os oito maridos de Dona Luíza Michaela da Cruz”, no 18 de Outubro, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa.

 

 

O Camões – Centro Cultural Português acolhe 2ª edição das Tertúlias Itinerantes – Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global. O evento subordinado ao tema “Cartografias de (des)construção de hegemonias culturais: a literatura como espaço estruturante da interculturalidade” terá lugar esta quinta-feira, às 18h, e será dinamizada pela especialista em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa Sara Jona.  

Durante a sessão, com recurso a textos literários de autores oriundos de diferentes espaços de língua portuguesa e caracterizados pela intertextualidade, Sara Jona pretende demonstrar que é possível promover-se  a interculturalidade através da confirmação de que “a natureza dos homens é a mesma, seus hábitos é que os mantêm separados”; o que, consequentemente, permitirá comprovar a razão do absurdo das hegemonias culturais.

O Ciclo de Conferências Tertúlias Itinerantes traz a Maputo reflexões de investigadores de Moçambique, Brasil e Portugal sobre as dinâmicas da sociedade global. Este trabalho, que tem sido coordenado pelos investigadores Sara Jona (Universidade Politécnica), Eduardo Lichuge (UEM) e Lurdes Macedo (Universidade Lusófona, Portugal) desde 2016, emergiu da constatação de que a perspectiva clássica das ciências sociais oferece um quadro interpretativo do mundo baseado na diferenciação da Humanidade em categorias como a religião, a etnia, a cultura ou a nacionalidade.

A tertúlia contará com a moderação da linguista Maria Verónica Nhamona, da Universidade A Politécnica.

Perfil
Sara Jona é Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa. Docente de Cultura Moçambicana, Etnografia da Comunicação e Metodologia de Pesquisa na Universidade Politécnica. É consultora em avaliação de qualidade de ensino. É autora de manuais de ensino, artigos publicados em jornais e revistas nacionais e estrangeiras e de livros sobre: Cultura e Identidade Organizacional, Dicionário Português-Bitonga-Português e Ensaios sobre Literatura.

 

Inês Queme, dançarina moçambicana, participou do festival “Na Dança”, que decorreu de 22 a 24 do mês em curso, no Palacete Tereza Toledo Lara/Casa de Francisca, em São Paulo, no Brasil.

Coube a Inês a missão de dar aula de marrabenta com música ao vivo. A artista descobriu, durante os preparativos para o festival, que o passo básico da marrabenta é quase o mesmo de uma dança tradicional boliviana, que foi o tema da aula de Raissa Oblitas.

Além de Inês Queme e da boliviana Raissa Oblitas participaram também o libanês Mohammad Al Jamal, com aula de dabke e outras danças folclóricas de seu país, e o angolano Erme Panzo, que ensinou um pouco de tudo sobre danças bantu.

O festival “Na Dança” proporcionou um cardápio eclético de danças, música e celebrou a primavera árabe, africana, latino-americana, grega, balcânica, indiana, espanhola e japonesa.

“Na Dança” reuniu profissionais já estabelecidos no Brasil e recém-chegados para apresentações musicais, aulas-show e aulas de danças étnicas.   

Os nascidos no Brasil, mas com um trabalho consolidado de pesquisa em danças étnicas também actuaram. Na sexta-feira foi a banda Mawaca, Gervitz, idealizadora do evento, e as bailarinas Cíntia Kawahara (danças do Japão), a espanhola Deborah Nefussi, Mariana Paunova de Bulgária e Sónia Galvão da Índia.

No sábado, a banda Mutrib, com a participação especial de Vesna Bankovic, cantora lírica da Osesp nascida na Sérvia, que tocou com os professores Mário Jadran, da Croácia, Paulo e Selma Sertek, da Grécia, além de Gervitz.

No domingo, André Trindade e Sónia Galvão ensinaram uma dança balinesa. Após a aula, Galvão, Kawahara e Nefussi farão uma apresentação.

Além das aulas, a programação do festival contou com shows musicais de Gabriel Levy, Tomas Howard e Toninho Carrasqueira com participação especial das cantoras Fortuna e Oula Al Saghir e da contadora de histórias Regina Machado, da Orkestra Bandida e da orquestra Mundana Refugi, criada por Carlinhos Antunes com refugiados do mundo todo.

 

A companhia de teatro Mahamba encontra-se em Durban, a produzir uma peça teatral que cruza fronteiras de três países: Moçambique, África do Sul e Zimbabwe. A ideia que conta com a colaboração do Centro Cultural Wushini surgiu em 2016, quando Mahamba teve contacto com os artistas de teatro na cidade de Durban, depois de participar no Festival Musho. A colaboração continuou com a participação de Dadivo José, actor e membro do grupo Mahamba, na produção da peça “Terra Sonâmbula”, adaptada do romance de Mia Couto, com o mesmo título.

Assim, este ano, surge o projecto “Pétalas de sangue”, que tem como enfoque as migrações que, ao longo dos séculos, criaram condições para se questionar o papel do teatro por via do corpo e da música, explorando as novas tendências da dramaturgia contemporânea, moçambicana em particular, dando ênfase às migrações espirituais.

No enredo da peça, um migrante moçambicano, possuído por espíritos ndau, refugiado da Guerra dos 16 anos, depois de matar muitos curandeiros ao serviço dos rebeldes, casa-se com uma mulher sul-africana que tem um pai curandeiro. Durante o tempo todo, o pai da mulher vai usar os espíritos ndau do migrante moçambicano (Sibanda) para se tornar grande curandeiro.

Ainda no enredo, Sibanda (Dadivo José) vê-se numa situação de refugiado e a família da esposa, Tobenkile (Philisiwe Twijstra) acolhe-o para encobrir o incesto que tem sofrido do pai de uma forma abusiva, o que a deixa numa situação de trauma.  

A peça explora a luta entre os espíritos nguni e shona, danças e rituais cujos significados transcendem o drama, ligando-se a uma parte da História dos três países.

Esta produção é resultado de uma colaboração transfronteiriça entre Moçambique (Dadivo José e Maria Atália), África do Sul (Philisiwe Twijnstra e Jerry Poe) e Zimbabwe (Brzhenev Gouveya), possível através de financiamento da Agência Suíça para desenvolvimento – Pro Helvetia, na sua iniciativa de apoio a pequenos projectos culturais.

O texto da peça foi escrito por Dadivo José e conta com a encenação de Maria Atália. Faz parte da peça o seguinte actor, além do dramaturgo: Philisiwe Twijnstra (África do Sul). A música é feita por Brezhnev Guvheya (Zimbabwe) e a produção é garantida por Jerry Pooe & Wushini art centre.

 

A poeta Sónia Sultuane, como gosta que lhe tratem, vai lançar uma obra literária no Brasil, quinta-feira, sob a chancela da Kapulana.
Para a editora que tem publicado muitos autores moçambicanos na terra do samba, “a força feminina, a transcendência e o misticismo marcam a poesia de Sónia Sultuane. Moçambicana, de origem muçulmana, Sónia Sultuane é mãe, trabalhadora, poeta, sobrevivente e mulher”. Na mesma nota de imprensa, a editora Kapulana diz mais sobre a autora moçambicana: “Sua obra poética representa todas essas facetas de sua vivência e personalidade. Em seu mais novo livro, “Roda das encarnações”, inédito no Brasil, a autora apresenta uma poesia altamente sensorial, que carrega o leitor pelos ciclos e capítulos da existência”.

O livro lançado pela Editora Kapulana leva Sónia Sultuane para o Brasil, apresentando-a aos leitores locais que, finalmente, terão a oportunidade de conhecer o “lirismo místico dessa talentosa poeta de Moçambique”.
“Roda das encarnações” conta com posfácio de Francisco Noa, quem afirma no livro, citado pela Kapulana: “Será, porém, na espiritualização das sensações, no misticismo que atravessa grande parte dos poemas de Roda das Encarnações, onde uma espécie de aprofundamento e questionamento da existência individual, numa perspectiva atemporal, nos transporta para uma dimensão outra, diríamos mesmo inapreensível”.

 

 

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