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O País – A verdade como notícia

Um dos leitores que acompanhou o lançamento do livro de Mia Couto, esta noite, foi o Presidente da República, Filipe Nyusi, que revelou que estava ansioso em ter o livro.

O Presidente teve uma intervenção muito breve, mas suficiente para felicitar o escritor por mais uma obra literária, que enriquece o repertório das letras moçambicanas.

Os elogios de Nyusi não se restringiram ao autor. O Chefe do Estado também elogiou a iniciativa de a família Couto transformar a casa que foi de Fernando Leite Couto numa fundação. O Presidente afirmou que se mais famílias seguissem o exemplo, o país sairia a ganhar.

Depois, já no fim da sua intervenção, Nyusi pediu para que Mia Couto não tenha tanta esperança em relação a uma solução breve aos problemas que afectam o país, porque dependem de muita coisa.

 

“Ualalapi Fragments from the End of Empire” é o título da versão em língua inglesa do livro de  Ungulani Ba Ka kHosa,  publicado recentemente nos Estados Unidos da América, três décadas depois do lançamento da primeira edição em Maputo, pela Associação dos Escritores Moçambicanos.

“Ualalapi Fragments from the End of Empire”, foi lançado nos Estados Unidos, sob estampa da  editora Tagus Press, da Universidade de Massachusetts Dartmouth, com tradução para língua inglesa por  Richard Bartlett e Isaura de Oliveira.

Comentando sobre a edição norte-americana de “Ualalapi”, obra cotada entre os cem melhores livros africanos do século XX,  Hilary Owen, das Universidades de Oxford e Manchester, adianta: "a tradução inglesa desta obra-prima indisputável da ficção moçambicana moderna é muito bem-vinda como importante. Tanto a tradução quanto o prefácio fornecem ao leitor anglófono uma excelente introdução ao trabalho de Ungulani Ba Ka Khosa, oferecendo uma visão histórica convincente de povos e culturas no cadinho de conflito ".

A versão americana de “Ualalapi” insere um prefácio do Professor Phillip Rothwell, director do Centro Europeu de Pesquisa em Humanidades, da Universidade de Oxford, na Inglaterra e especialista em literaturas e cultura portuguesa e lusófona, categorizado como líder dos seminários de graduação sobre a literatura, cultura angolana e moçambicana em diversas Universidade europeias, entre universidades de Edimburgo, Liverpool, Bucknell e Bristol.

“Ualalapi Fragments from the End of Empire” integra assim a série Adamastor, coordenada pela professora de literaturas africanas de língua portuguesa da Universidade Massachusetts Dartmouth, Anna M. Klobucka, uma nobre colecção, onde desfilam nomes como Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Eduardo Lourenço, Padre António Vieira, Hélder Macedo e Fernando Gil.

Para Luís Madureira, da Universidade de Wisconsin-Madison, "Ualalapi” perdura como uma das novelas históricas mais convincentes produzidas em Moçambique pós-independente. A narrativa de Khosa exala um presságio e um humor multifacetado do fim do mundo. 

 

 

O músico moçambicano Valdemiro José vai lançar, muito em breve, o quarto álbum da sua carreira.

A viagem de 12 destinos (12 faixas musicais) tem muitas paragens, com músicas gravadas não só no país, mas também em Portugal e no Brasil.

O machuabo promete, no trabalho discográfico, surpresas, com sons que variam desde os tradicionais ritmos moçambicanos, kizomba, música acústica e mais… VJ aventurou-se para o forró universitário, ritmo brasileiro, mas sem esquecer o toque da pérola do Índico, refere.

Na busca pela satisfação, Valdemiro José dedicou um ano e meio a preparar o álbum, o que lhe traz muita satisfação, os resultados alcançados. Para a semana, VJ irá a Portugal para finalizações.

Do álbum, não revela com que músicos colaborou, mas adianta que não são muitos. A aposta, diz, foi mesmo a nível da instrumentalização.

Mas enquanto o álbum não chega, o trabalho não pára. Valdemiro José participou, último final de semana, do décimo Festival de Zalala, em Quelimane, sua terra natal. Quem também participou do Festival, é o músico angolano Don Kikas, radicado em Portugal há mais de 20 anos.

Para os fãs, Don Kikas também tem surpresas. Para este ano, pode-se esperar um single do músico.

E para o próximo, há mais. O dono da eterna “Saquirima” vai lançar um novo álbum, e não só. Os fãs serão igualmente brindados com um CD e DVD, ao vivo, do “Don Kiks & Convidados Show Carreira”, espectáculo realizado em Portugal, para celebrar os 20 anos da sua carreia.

Os convidados são cantores de países de língua oficial portuguesa, um de cada. E de Moçambique não é tão difícil adivinhar o representante: Valdemiro José.

 

O mundo encantado chega a Moçambique. É a primeira vez que se assiste a um espectáculo do género no país. Inspirado pelo conto de fadas dos Irmãos Grimm, o director artístico, Iain MacDonald, trouxe à Moçambique o bailado clássico “Branca de Neve”, do Joburg Ballet. 

O espectáculo, que aconteceu em Maputo, encerrou o ciclo das celebrações do centenário da Revolução de Outubro de 1917, organizado pela Fundação Fernando Leite Couto. 

Segundo Fernando Amado Couto, o evento foi pensado com dois objectivos, para que as pessoas tenham possibilidade de ver bailado clássico e porque decidiram completar o ciclo da Revolução de Outubro de 1917. 

“O bailado clássico já não era representado no nosso país há muitos anos, e porque a Rússia sempre foi a escola mãe do balé clássico em toda parte do mundo”, disse Couto, acrescentando que era necessário que se fizesse no país um bailado de qualidade. 

O evento superou as expectativas dos organizadores, tendo excedido a capacidade da sala com expectadores que continuavam a chegar a cada instante, para ver o Joburg Ballet. 

O mundo encantado deixou os espectadores maravilhados. Para muitos, o evento foi fascinante e deveria repetir-se mais vezes.

“É muito importante em termos culturais, já havia assistido noutros países, aqui é a primeira vez e foi muito bonito”, afirmou Carlos Pereira, espectador.

Para António Coreia, outro espectador, foi uma surpresa agradável. Já havia visto balé a nível internacional, mas “em Moçambique é a primeira vez que vejo é um espectáculo bonito”. 

Para quem não teve oportunidade de assistir ao espectáculo desta vez, a Fundação Fernando Couto promete mais bailado clássico nos próximos anos.

“Temos que marcar periodicidades anuais, esta experiência deu-nos força para que a Fundação que é muito limitada, abarcasse a possibilidade de fazer grandes eventos”, explicou Fernando Amado Couto.

Os bailarinos vão trocar experiências com algumas escolas da cidade de Maputo, para transmitir os seus ensinamentos de anos. E segundo a organização, é possível que dentro de alguns anos tenhamos uma escola de bailado clássico em Moçambique. 

Quelimane acolhe desde ontem até este domingo a décima edição do Festival de Zalala. Para este ano, são esperadas pelo menos 35 mil pessoas dentre cidadão nacionais e turistas estrangeiros no maior evento cultural da Zambézia.

O governador da província, Abdul Razak, diz que o evento é importante, na medida em que a cidade acolhe muitos visitantes, o que pode despertar interesse de possíveis investidores.

Mais de cem músicos dentre nacionais e estrangeiros garante a animação no palco. De Moçambique, o destaque vai para Valdemiro José e do estrangeiro, o angolano Don kikas.

 

Mais uma vez, a Fundação Fernando Leite Couto foi palco de um evento literário, mas, desta vez, foi a entrega de um prémio literário. Esta foi a primeira edição do Prémio Fundação Fernando Leite Couto, de várias que virão.

Num total de 142 obras concorrentes, foi escolhida a obra “Sombras de Silêncio”, de Macvildo Pedro Bonde ou M. P. Bonde como é conhecido.
Segundo o autor, “um prémio é sempre uma surpresa, mas fazer um bom verso, um bom texto é fruto de trabalho e quando alcançamos aquele ponto ficamos ‘wau’ consegui. Quando se consegue desfazer dos mestres e seres autêntico não há melhor satisfação que esta”, explicou.

“Sombras de Silêncio” é uma prosa poética dividida em quatro momentos, na primeira, terceira e quarta, o poeta fala sobre seus “eus”, da meta poesia e sobre aquilo que apoquenta a sociedade. No segundo momento, fala do amor.

“Não vale a pena só falar de mim no meu quarto, mas também olhar para os males que apoquentam a sociedade que também sou membro. E como cidadão tenho também de manifestar a minha simpatia ou não perante a sociedade”, referiu.

Este prémio foi criado para privilegiar e dar espaço para os autores não consagrados. “Uma das várias metas que tínhamos para a Fundação, era a criação do prémio”, disse Mia Couto. Mas a mais importante de todas é a publicação de livro, “sobretudo de gente nova e que de outra maneira teria dificuldade em publicar suas obras”, acrescentou, sem se esquecer de frisar que a Fundação dá a mesma importância às conversas com os autores, às oficinas literárias e à troca de experiências entre autores consagrados e os menos consagrados.

Este evento teve como patrocinador a Trassus Mobiliário. Para ter um vencedor é necessário que haja um avaliador e para a edição pioneira estiveram envolvidos quatro membros de júri: Aurélio Cuna, a estudiosa brasileira Carmen Tindó, escritor angolano José Eduardo Agualusa e o poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim.

A maior parte do júri reside fora de Moçambique e, segundo Aurélio Cuna, as análises das obras foram feitas por vídeoconferência. “Estivemos reunidos por três vezes e, nos primeiros seis dias de Outubro, fizemos a selecção final, com a escolha de “Sombras de Silencio”, relatou Aurélio Cuna.

Estabeleceu-se que para a classificação das obras concorrentes devia estabelecer-se três critérios: inovação formal, qualidade semântica e correcção linguística, critérios dos quais a obra de M.P. Bonde conseguiu enquadramento.

“Nada acontece por acaso, tudo é fruto de trabalho”, referiu Bonde, quem lançou seu primeiro livro “Ensaios Poéticos” pela Cavalo do Mar, em Março deste ano.

Começou a escrever poesia nos meados do ano 2000. Fez parte do Arrebenta Xithokozelo no Teatro Avenida, participou em colóquios e saraus que o permitiram perceber mais a poesia. n

Os acordos foram assinados pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico, Daniel David, e pelo Director-Geral da More Promotion, Morreira Chonguiça.

A Soico passa a promover, no âmbito deste entendimento, o Festival Internacional de Jazz de Maputo, através da televisão, da rádio, do jornal O País e O País Online.

A More Promotion, por sua vez, deverá conceder direitos de transmissão de concertos à Soico, podendo ou não ser exclusivos.

Para Morreira Chonguiça, o acordo vai tornar Maputo uma referência cultural através do Jazz.

O director da STV Notícias, Boaventura Mucipo, diz que esta é mais uma oportunidade para levar a produção local além-fronteiras.

O acordo entre a Soico e a More Promotion tem a duração de dois anos.

 

 

 

 

 

Na edição deste ano, além do festival organizado pela More Promotions levar boa música à capital, vai, igualmente, colocar Maputo na rota internacional do turismo cultural.

“Nos queremos ser referência como Cape Town, Suazilândia, Ilhas Maurícias”, referiu Moreira Chonguiça.

Até a data do evento, vão acontecer actividade em paralelo, em alguns pontos da Cidade de Maputo, o que vai enaltecer a cidade capital.

“Isso requere um pouco mais de esforço, para além de trazer artistas em Moçambique, desde 2012, nós sonhamos que Maputo tem que ser uma cidade que vive de turismo todos os dias como Bangkok”, disse o músico.

Uma das apostas do saxofonista é tornar o festival um símbolo e produto de Verão no país. Segundo Moreira, Moçambique não está no seu melhor momento em termos económicos e, como nos Estados Unidos e na Europa é Inverno, o poder de aquisição e de compra é melhor para nós.

Ainda no que diz respeito à nova imagem do festival de jazz, o músico espera que o evento seja um produto que contribua para o desenvolvimento da economia do país.

“Em parceria com a Embaixada da África do Sul, está a criar-se pacotes promocionais para divulgar a Cidade de Maputo nessa altura”, explicou e acrescentou, “Com o pacote de Verão, as pessoas virão para Maputo, Vilanculos, Bilene, Pemba e mais”.

O festival conta com novos parceiros, que, segundo Chonguiça, são parcerias estratégicas e não comerciais. “A cadeia de valores não pode ser vista de forma individualizada, mas sim de forma sincronizada”, referiu, estando a pensar em projectos de como enaltecer Moçambique nas províncias que pretendem levar este evento.

A presente edição do Festival Internacional de Jazz de Maputo vai decorrer entre 15 e 16 de Dezembro, porém, as últimas seis edições, desde 2011, realizava-se nos finais de Outubro. De acordo com a nova programação do evento, várias actividades estão previstas até Dezembro, como o quarto ensaio público do More Jazz Big Band que aconteceu no sábado passado; o espectáculo do saxofonista tailandês Pathorn Srikaranonda e sua banda, a realizar-se próximo sábado e domingo, no Restaurante Zambi e FEIMA respectivamente. Um concerto no Conselho Municipal de Maputo, no dia 17 de Novembro e na mesma data o 360 – Jazz Party, no Hotel Radisson.

 

 “Arte e cidadania: a dimensão heterocósmica da arte” é o tema que será debatido na 16ª edição do Café Debate, a realizar-se no próximo sábado, a partir das 14h, no Madys Event’s, Marracuene, com oração de Eduardo Lichuche e Eduardo Quive.

Depois do lançamento e do debate inaugural do projecto oficina de Cidadania – ciclo de debates em torno do tema “cidadania”, como forma de discutir e incentivar a participação activa dos cidadãos na esfera politica e social –, o Café Debate realiza um evento cujo cerne da conversa está virada para o papel da arte no que diz respeito a intervenção e transformação social.

Subordinado ao tema “Arte e cidadania: a dimensão heterocósmica da arte”, a 16ª edição do Café Debate contará com um painel composto pelo etnomusicólogo e docente de Música na Escola de Comunicação e Artes da UEM, Eduardo Lichuche e pelo escritor, jornalista e presidente do Movimento Literário Kuphaluxa, Eduardo Quive, duas figuras que mais do que encarar a arte como o lugar do belo, apreciam e servem-se da sua dimensão interventiva e transformadora.

O debate terá a moderação de Alberto Cossa, membro da comissão científica do Café Debate, com participação de Virgínia e Emília, duas artistas que fazem parte da banda feminina Khanysa Queen, que vão brindar o público com um momento musical.

O tema inaugurar deste projecto de oficina foi “Pensar o ser (cidadão)” e contou com a oração principal do escritor Pedro Pereira Lopes, que em sua explanação procurou problematizar o conceito de cidadão/cidadania ao longo da história da humanidade, assim como debruçar acerca das diferentes acepções que o mesmo vai ganhando nos diferentes lugares do mundo.

 

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