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O País – A verdade como notícia

O escritor moçambicano, Paulo Borges Coelho, venceu a 8ª edição do Prémio BCI de Literatura, terça-feira, com a obra “Ponta Gea”, lançada no ano passado.

Com a conquista, Borges Coelho repete a proeza alcançada na 1ª edição, em 2010, com a obra “O olho de Hertzog”.

João Paulo Constantino Borges Coelho nasceu no Porto, Portugal, em 1955. Cedo rumou à Moçambique, tendo adquirido a nacionalidade.

Licenciou-se em História pela UEM e posteriormente, fez Doutoramento em História Económica e Social pela Universidade de Bradford, no Reino Unido.

Estreou-se como escritor em 2003 com “As Duas Sombras do Rio”. Com suas obras, Coelho amealhou prémios como: Prémio José Craveirinha com “As Visitas do Dr. Valdez”, de 2005; Prémio Leya com "O Olho de Hertzog", em 2009.

Em “Ponta Gea”, recente obra com a qual conquistou a 8ª edição do Prémio BCI de Literatura, Paulo Borges Coelho descreve, em 348 páginas, a sua infância na cidade da Beira, no bairro Ponta Gea, numa realidade misturada com fantasia.

O Prémio BCI de Literatura tem um valor monetário de 200 mil meticais.

O programa de entretenimento da Stv, Big Box Show, volta esta terça-feira, a ser apresentado em directo, depois de uma suspensão de cerca de dois anos.

O programa, que voltou com novas rubricas nesta temporada, irá ao ar de terça à sexta-feira, das 17h30 às 19h.

A cada edição, uma rubrica é apresentada. Às terças, com presença de especialistas da moda, o programa apresentado por Emerson Miranda ou simplesmente Big Barrão Boss, analisa os look’s das figuras públicas, em “Inspectores da Moda”.

Às quartas, é o dia em que os artistas podem ‘vender o seu peixe’; E quanto aos telespectadores, além de ficarem ‘por dentro’ dos trabalhos de seus ídolos ou artistas por quem têm afeição, podem igualmente aprender a dançar kizomba.

Às quintas-feiras, os acontecimentos que marcaram a semana, no que respeita ao entretenimento, vem à tona, com a rubrica “Factos da Semana’’.

Já às sextas, Big Barrão Boss propõe-lhe o “Focus”, rubrica na qual se faz a retrospectiva da carreira dos artistas e dá-se ao artista, a oportunidade de apresentar sua performance em 20 minutos, de show non stop.

E para uma maior aproximação com os telespectadores, afinal é mesmo pensando neles que o Boss volta em directo, o público terá uma participação activa, através de linhas telefónicas e outras plataformas.

O jovem moçambicano, Michael do Rosário, lançou recentemente um single intitulado “Para quê chorar”. Ainda que nos convide à dança ou, no sentido mais amplo, à celebração, as músicas do artista vem sempre carregadas de uma mensagem.

“Para quê chorar”, é uma faixa que pretende aconselhar as pessoas, sobretudo os jovens, a não lamentar pelos problemas e dificuldades, mas sim a acreditar que tudo é possível e a esperança deve sempre se manter, e, acima de tudo, acreditar que podemos vencer com esforço, humildade e muito sacrifício.

Para além da reflexão, Michael do Rosário ganha outro ímpeto no universo musical com esta faixa principalmente no que concerne à composição. O crescimento do artista que caminha para o terceiro álbum de originais é visível também tendo em conta as figuras que tornaram este single uma realidade.

É um elenco de luxo que se uniu para forjar o mais novo sucesso do zambeziano. A produção geral esteve a cargo de Kalu Ferreira, de Portugal; a mistura e a masterização foi de Cleu Cardoso, na K-Scale Music, em Boston, Estados Unidos de América (EUA); a guitarra coube ao moçambicano Djivas Madeule; o baixo veio dos Estados Unidos com Anderson Fontes; a bateria é de Kau Paris, da banda Tabanka Djaz; os coros da cantora moçambicana Alcinda Guerane; a composição coube a Guy Ramos e ao Michael do Rosário; a captação de voz foi na  Friends Studios e contou com a realização e co-produção de Grace Évora.

Este cruzamento de profissionais consagrados de vários quadrantes mostra o quão a carreira de do Rosário está em boas marés a nível nacional e na diáspora, onde tem recebido largos elogios pela sua qualidade e, por isso, é constantemente convidado para digressões em países como Cabo-verde e Portugal.

Do Rosário, ainda que respeite o potencial dos produtores desta obra, diz não conseguir prever até que níveis vai influenciar para o sucesso da sua carreira. Mas, segundo a projecção que a música tem em duas semanas de exposição nas rádios, acredita num bom retorno, aliás, já está a ter bons sinais a nível dos PALOP e espera mais boas notícias com o tempo.

A música está acompanhada de um videoclipe, que consegue ser fiel à mensagem que esta apresenta, percorrendo por cenários reais da nossa sociedade. O artista confirma: “está ser bem recebido pelo público, nas televisões e redes sociais”.

A música “Para quê chorar” vai fazer parte do seu terceiro trabalho discográfico. O artista diz que se trata de um projecto que vai fugir muito a regra do segundo álbum, “Abalaga”, que carrega ritmos tradicionais como o Nhambarro. Pela primeira vez, do Rosário vai aventurar-se pela Marrabenta. Outro aspecto a destacar neste trabalho que ainda não tem data de lançamento é a qualidade, pois todas as músicas estão a ser misturadas e masterizadas na Europa e nos EUA, e contam com a realização e co-produção do músico cabo-verdiano, Grave Évora, em parceria com a Friends Estúdios Moçambique.

 

 

O “rei da marrabenta”, Dilon Djindji, será homenageado no Festival Marrabenta deste ano, pelos seus feitos em prol da cultura em geral, e da música moçambicana em particular.

A homenagem pretende exaltar os feitos do pilar da música moçambicana pela passagem dos seus 90 anos de idade, dos quais, mais de 70 dedicados à música.

A festa terá lugar no distrito de Marracuene, sua terra natal, no dia 2 de Fevereiro, às 15h30. A cerimónia vai marcar o início do primeiro e principal dia da 11ª edição do festival

Mais de 30 artistas, de gerações e ritmos diferentes, vão cantar e dançar Dilon Djindji, fazendo jus ao seu talento e carisma. O concerto fará uma retrospectiva das sete décadas que “o rei da marrabenta” brilhou, dentro e fora do país, e terá ritmos como “Podina”, “Maria Teresa”, “Muhinhana” e, claro, “Marracuene”.

Mais do que a longevidade do músico, o tributo será pelo talento, dedicação e promoção da música popular moçambicana, e pelo seu carácter jovial, sendo, por isso, uma lição aos mais jovens para que tenham uma vida saudável, longe dos vícios e maus hábitos.

O espectáculo terá um registo audiovisual para posterior produção de um DVD que servirá de marco na vida e obra do embondeiro da música.

O concerto de Marracuene, que vai decorrer no Monumento Gwaza Muthini, inicia após chegada do Comboio-Marrabenta, que parte da Estação Central dos Caminhos-de-Ferro (CFM), na cidade de Maputo, às 14h30, depois de uma sessão de música no Museu da Estação Central dos CFM, às 13h00.

Um dos mais jovens e talentosos saxofonistas da África do Sul, Sisonke Xonti, inicia amanhã sua digressão por Moçambique. As performances de Sisonke Xonti no Uptown Café (25), Hotel Terminus (26) e Ibiza´s Bar (28), terão o acompanhamento de talentosos e célebres músicos da África do Sul.

Depois dessas actuações, à mistura com um wokkshops no Lima´s Bar (27), no Bairro da Mafalala, o músico regressa a Johanesburg para uma performance no The Orbit.

Com apenas 28 anos de idades, o saxofone-tenor já conseguiu chamar a atenção de veteranos, como o baterista de Blue Notes, Louis Moholo-Moholo, Andile Yenana e Herbie Tsoaeli, só para citar alguns.

Tendo tocado com muitos artistas aclamados e em eventos musicais de prestígio, como o Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo no ano passado, Sisonke sentiu que precisava lançar seu próprio álbum.

Com isso, ganhou muita experiência e exposição, o que com o tempo se transformou em inspiração para o lançamento de “Iyonde”, que significa ser apreciado, e também é o seu nome do meio.

O “Iyonde Tour” de Sisonke Xonti é apoiado pela Concerts SA, através do Music Mobility Fund, um mecanismo de financiamento que oferece oportunidades para músicos sul-africanos realizarem turnês de música ao vivo. Suporte adicional foi fornecido pelo Ginho Sibia Events & Artist Management e o Hotel Términus.

A dor da morte de Hugh Masekela extrapola os limites territoriais da África do Sul, até porque o trompetista ostenta o rótulo do pai do jazz africano. Moçambique, país que por várias vezes visitou e deixou o perfume do seu talento também chora o seu desaparecimento físico. Através das redes sociais, os moçambicanos mostraram a tristeza e a grandeza do homem que se apresentava por detrás do trompete. Alguns artistas moçambicanos que tiveram a oportunidade de partilhar palco com Masekela lamentaram a perda e o descreveram como um homem de fortes ideias, sendo que a sua obra ficará para sempre.

Moreira Chonguiça conhece-o há mais de 20 anos e teve oportunidade de partilhar o palco e ideias em momentos distintos. Chonguiça não escondeu que ficou chocado com a notícia da morte do artista. “Estou muito triste. Sou felizardo porque a relação que tinha com ele transcendia a música. Tive a honra de o conhecer como pessoa. Foi um pai, avó, irmão, enfim, este pacote todo. O que ele fez por mim, nesta minha curta carreira, não sei como dizer obrigado”, descreveu o saxofonista para depois avançar que teve o último contacto com Hugh Masekela em Agosto de 2017, onde mais uma vez, aquele mostrou ter convicções fortes. “Estávamos num dos hotéis da cidade de Maputo e perguntou se havia naquele local, mulheres que traziam tissagens. Algumas levantaram as mãos e ele disse que não tiraria fotos com elas. Ele ensinava com um tom de brincadeira. Naquele dia, queria transmitir a elas que deveriam gostar da sua origem como africanas. Masekela defendia bastante a autoestima dos africanos, era um homem de ideias próprias. Teve um papel fundamental para emancipação do povo sul-africano, foi o tipo de homem que eu me revejo e digo que gostaria de ser como ele”, disse Chonguiça.

Por seu turno, Humberto Carlos Benfica, mais conhecido por Wazimbo conta que conheceu o artista de jazz em 1987, na capital do Zimbabwe, Harare, onde teve oportunidade de dividir, pela primeira vez, o palco. “Foi muito interessante porque só ouvia falar dele. Estivemos com grandes vozes como Oliver M’tukudzi, Miriam Makeba entre outros. Estamos todos chocados por esta notícia. Ele deixa um legado aos mais novos, eles devem se espelhar e tentar seguir o que ele fez pela música e pela África no geral. Temos que imortalizar a sua figura seguindo os seus ideias, os seus ensinamentos”, disse Wazimbo que não esqueceu de se referir o jeito frontal com que o artista defendia as suas opiniões. “Era músico, mas também político. Ele não tinha receio de exprimir as suas opiniões independentemente das pessoas que estavam ao seu redor. Era dono do seu pensamento e exprimia sem medo e receio”, terminou.

 

A cantora moçambicana, Lourena Nhate, lança hoje o videoclipe da música ‘Kussasseka’. Na música, a cantora aborda a temática do amor, como tem vindo a fazer nos últimos trabalhos. No ano passado, Lourena Nhate venceu o prémio da canção mais popular no Ngoma Moçambique 2017, com a música ‘Auhembi’.

Lourena Nhate, recorde-se, foi participante da 1ª edição do Fama Show, programa de descoberta de talentos promovido pela Stv, tendo ficado na segunda posição.

A estréia será  às 16 horas de hoje,  em todos os canais nacionais.

O Hotel Rovuma tem acolhido, todas as quartas-feiras, desde Agosto do ano passado, concertos da cantora moçambicana, Xembha.

Nas suas sessões musicais, a jovem cantora tem convidado músicos da “velha guarda” para participações especiais. E já nesta quarta-feira, o companheiro com quem Xembha vai partilhar o palco, num ambiente acústico, será ninguém mais e ninguém menos que Chico António.

O palco do Rovuma, tem servido para a cantora promover o seu último álbum, “Rhula África”, lançado em Junho do ano passado, bem como preparar a projecção da sua carreira além-fronteiras, desafio este que tem para o presente ano.

 “Xembha e as velhas glórias” é um projecto que pretende durar muito tempo. Aliás, estas pequenas sessões servem de ensaio para um grande concerto que a cantora vai realizar em breve com diferentes músicos com uma longa estrada.

Suas sessões às quartas, já receberam músicos como António Marcos, Rosália Mboa, Aniano Tamele, Hortêncio Langa, Chico António, entre outros convidados da artista. Na guitarra, Xembha é acompanhada por Zoco Dimande.

Helena Massango, ou simplesmente Xembha, tem dois álbuns, o primeiro, era de kwaito, e o último, “Rhula África” resulta da fusão de marrabenta, jazz e afro-jazz e é composto por onze (11) faixas musicais.

O álbum, preparado em 2013 e lançado em 2017, aborda questões como a paz, amor, família, abandono. E conta com temas como “Nhembete”, “Marrabenta”, “Hlalelani”, “Mutchado”, “Rhula África”, por sinal, também nome do álbum.

 

Lançada em Portugal, Brasil e Angola, a primeira obra da jornalista e coach profissional angolana, Luísa Santos, chega à Moçambique, com lançamento previsto para o dia 17 desde mês, na Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO).

Intitulada “Juventude de hoje… porque age assim?!”, a obra contará com apresentações da poetisa Énia Lipanga, do escritor Hosten Yassine e da activista Maria Natália João. O livro será lançado juntamente com o projecto social intitulado “A Juventude e o Consumo Excessivo de Bebidas Alcoólicas Porquê?”

Prefaciado pelo escritor português Porfírio Pereira da Silva e com o posfácio do escritor moçambicano Hosten Yassine, o livro aborda questões que chamam a atenção para a degradação da pessoa, alertando, especialmente, os jovens para os males contemporâneos.

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