Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O escritor moçambicano, Ungulani Ba Ka Khosa, será condecorado com a comenda da Ordem de Rio Branco, pelo governo brasileiro. Essa, é a maior  honraria do governo brasileiro, que distingue diplomatas e reconhece a actuação de personalidades, instituições civis e corporações militares nacionais e estrangeiras.

Ba Ka Khosa diz que essa honraria é o significado de 30 anos de carreira literária, facto que data da publicação do livro que é considerado o primeiro romance histórico moçambicano “Ualalapi”, publicado em 1987.

A Ordem do Rio Branco foi instituída em Fevereiro de 1963, com o objectivo de estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção.

O Conselho da Ordem é constituído pelo Presidente da República, Grão-Mestre da Ordem, pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores, na qualidade de Chanceler da Ordem, pelos Chefes das Casas Civil e Militar da Presidência da República e pelo Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores.

A cerimónia de condecoração terá lugar no dia 30 de Agosto, no Centro Cultural Brasil-Moçambique.
 

O agrupamento moçambicano TP50 vai realizar um concerto em homenagem a música moçambicana, denominado “No  Tempo  dos Tocadores: Um Tributo à Música Moçambicana”. Com o concerto o TP50 pretende  encontrar as novas estéticas que a música moçambicana possibilita.

TP50 acredita que a música feita pelos maiores tocadores nacionais transporta-nos a todas dimensões da essência humana e serve de alicerce para se compreender o momento que o país vive, lê-se no comunicado enviado à nossa redacção.

Os músicos  vão  recriar  as  canções,  os  bailarinos  recriam  os  passos  de  dança,  a fotografia e o cinema contarão a história e montar um fio condutor que o teatro trará ao palco.

Durante o concerto o agrupamento vai exaltar o papel que as artes sempre assumiram em momentos profundos do país e eternizar as vozes que fazem parte da trilha sonora de um filme cujos protagonistas são todos os moçambicanos.

O espectáculo pretende apenas ser uma modesta contribuição à valorização da música nacional e dos homens que a fizeram e promoveram.

 

A companhia de teatro Mahamba, através do seu representante – coordenador, Dadivo José, encontra-se desde semana passada, na cidade de Zurique, fortalecendo a rede de produtores de festivais em África, através da parceria com os principais festivais Suíços.

Na companhia de parceiros da África de Sul (Emma Durden- Twist project) e Daniel Maposa de Zimbabwe (Savana Trust), serão exploradas as cidades de Zurique, Basileia e Genebra, num período de duas semanas.

Acompanhar os festivais, produções artísticas, estabelecer contactos e trocas de experiências através de residências artísticas e encontros com as universidades que tenham departamentos de drama, constituem a principal agenda da estadia deste trio da África Austral nas terras Helvéticas.

A iniciativa surge como resultado de uma relação que já dura cinco anos, quando os três grupos se encontraram pela primeira vez em Grahamstown.

Em 2014, moçambicanos participaram no festival através do projecto workshop para escritores. Rogério Manjate e Maria Atália fizeram parte do projecto.

Em 2016 a TWIST project convidou Mahamba para o festival MUSHU em Durban. A actuação do grupo com a peça “Culpado”? “Combati um bom cobate” abriu portas para mais convites. No mesmo ano, foi adaptado o romance do escritor moçambicano Mia Couto “Terra Sonâmbula” numa das maiores produções em Grahmstown. Dadivo José foi actor convidado, representando Moçambique.

Em 2017, Mahamba juntou-se ao Wushini Cultural Centre e ao Savana Trust para uma coprodução intitulada “pétalas de sangue”. Estas iniciativas tiveram sempre o apoio da Pro Helvétia que, decidiu agora, alargar o intercâmbio e a rede para o contexto intercontinental.

Esta residência artística marca o início das relações que culminarão com grandes produções teatrais, workshops, troca de estudantes e professores (para o caso das universidades) e apoios na realização de festivais internacionais.

Depois de escalar a Europa, o trio vai integrar o diálogo internacional sobre as artes, que vai decorrer na cidade sul-africana de Johannesburg. A iniciativa enquadra-se nas comemorações dos 20 anos intervenção da Pro Helvetia nas culturas africanas. Dadivo José vai falar da industrialização do teatro em Moçambique (sonhos, condições actuais e o papel da recém-criada associação nacional AMOTE da qual é signatário, bem como a contribuição dos cursos superiores das artes). Este seminário terá duração de três dias e vai reunir delegados de África, Ásia, Europa e América.

 

É lançada, na quinta-feira, 30 de Agosto, pelas 18 horas, no Auditório do BCI, em Maputo, “Outras Coisas”, obra literária do escritor moçambicano Clemente Bata.

“Outras Coisas” faz parte da colecção Pelagem Negra, chancelada pela Cavalo do Mar, e conta com o patrocínio do BCI. A apresentação será conduzida pelo escritor e académico moçambicano Lucílio Manjate, e uma rapsódia será oferecida pelo coral Congregacional Choir.

A obra resulta de uma colectânea de contos que aborda diversas situações do quotidiano, criando imagens e procurando fazer uma ponte entre a ficção e a realidade. Através do conflito que vivem as suas personagens, o autor sugere ao leitor uma forma de olhar para o que o rodeia, não mais como um simples observador, mas como parte do seu meio, aliando concomitantemente o prazer de ler, meditar e vislumbrar horizontes.

Após ter conquistado o Prémio Literário 10 de Novembro (instituído pelo Conselho Municipal de Maputo), com a sua obra de estreia intitulada Retratos do Instante, em 2009, Clemente Bata aparece com esta nova proposta literária que desde logo suscitou o interesse de uma editora brasileira, que se prontificou a editá-la e publicá-la no Brasil, abrindo uma janela para o mundo.

Bata nasceu em 10 de outubro de 1967, na cidade de Maputo. Formou-se em Letras Modernas, pela Universidade Paul Valéry, Montpellier, França, e obteve o Mestrado em Ciências da Linguagem, na Universidade de Besançon, Franche-Comté, França.

Durante vários anos, ensinou Francês no Instituto de Línguas de Maputo e foi docente na Universidade Eduardo Mondlane e na Universidade Pedagógica. Sua actividade literária inicia-se nos finais dos anos de 1980, quando publicou alguns poemas na imprensa.

Teve seus textos publicados em periódicos como o Jornal Notícias e as revistas Lua Nova, Proler, entre outras, assim como nas revistas literárias electrónicas Maderazinco (Moçambique) e Nova cultura (Alemanha). Foi também colunista do Jornal Meianoite.

 

O Camões – Centro Cultural Português e a Editora do Instituto Açoriano de Cultura promovem o lançamento do livro “Genealogias de Moçambique”, de Jorge Forjaz, dia 29 de Agosto, no Camões de Maputo. A sessão de lançamento contará com a presença do autor e com a apresentação do livro por António Sopa.

O livro Genealogias de Moçambique estuda as mais antigas famílias do país, especialmente as que se estabeleceram nos mais antigos núcleos populacionais, como a Ilha de Moçambique, Ilha do Ibo, Tete, Inhambane, Quelimane e Lourenço Marques (Maputo), num total de 223 famílias, organizadas por ordem alfabética, com mais de 800 ilustrações (retratos, igrejas, sepulturas, etc.).

A grande maioria das famílias estudadas é de origem portuguesa, mas também se encontram famílias de origens diferentes como Inglaterra, França, Holanda, Maurícias, Grécia, Espanha, Itália, Goa, etc. A obra é constituída por 2 volumes, de 880 páginas cada, e inclui um índice completo de nomes.

Após uma larga investigação desenvolvida em arquivos portugueses e moçambicanos ao longo dos últimos 12 anos, o autor apresenta ao público de Maputo este trabalho que se inscreve num plano mais geral de estudo das famílias portuguesas em antigos territórios portugueses, estando já publicados as Famílias Macaenses (3 vols.), Os Luso-descendentes da Índia Portuguesa (3 vols.) as Genealogias de São Tomé e Príncipe (1 vol.), as Famílias Portuguesas de Ceuta (1 vol.), a que se seguirá, em 2019 Famílias de Cabo Verde e Guiné.

Esta iniciativa conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Jorge Forjaz nasceu em Angra do Heroísmo, em 1944. Licenciado em História U.P., assessor principal da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo. Foi diretor Regional dos Assuntos Culturais dos Açores (1976-1984), diretor do Museu de Angra (1984-1988), secretário-geral do Festival Internacional de Música de Macau (1989-1991), conselheiro cultural junto da Embaixada de Portugal em Rabat e diretor do Centro Cultural Português nessa cidade (2003–2006).

Publicou diversas obras como “Os Monjardinos”, “Famílias Portuguesas de Ceuta”, “Genealogias de São Tomé e Príncipe”, “Os Luso-descendentes da Índia Portuguesa” (3 vols.), “O Meu Livro dos Pereira Forjaz”, “Genealogias de Moçambique” (2 vols.) e “Stockler – uma família hamburguesa em Portugal e Brasil”. Em co-autoria com António Ornelas Mendes, publicou “Genealogias da Ilha Terceira” (10 vols.), “Genealogias das Quatro Ilhas – Faial, Pico, Flores e Corvo” (4 vols.) e “Tombo Heráldico dos Açores”.

Tem em processo de edição a “História Genealógica dos Presidentes da República Portuguesa” (Edição do Museu da Presidência da República) e “Genealogias de Cabo Verde e Guiné”. Concebeu e apresentou na RTP-Açores as seguintes séries televisivas: “Os Açores e o Património” (60 programas semanais de 35 minutos, em 3 séries, iniciadas em Janeiro de 1983 – defesa do património); “Breviário Açoriano” (365 programas diários de cerca de 8 minutos cada, de 15.3.1986 a 14.3.1987 – história dos Açores); “Memórias do Tempo” (12 programas de 35 minutos em 1996 – coleções públicas e privadas); “Os nomes da Nossa Gente” (55 programas de 25 minutos, 1999-2000- antroponímia açoriana).

 

O bicentenário da Ilha de Moçambique, primeira capital moçambicana, assinala-se a 17 de Setembro, mas as comemorações iniciaram em Janeiro.                                                                                    

Trata-se de um ano de festa por ocasião dos 200 anos de elevação ao estatuto de cidade. Várias manifestações culturais, envolvendo diferentes modalidades artísticas, estão a ser levadas a cabo na Ilha de Moçambique para assinalar essa efeméride que marca a memória dos 15 mil habitantes da ilha, com três mil metros de comprimento e 400 de largura.

O administrador da Ilha de Moçambique, Luciano Augusto, garantiu que uma série de actividades vão ser realizadas no dia 17 de Setembro, com destaque para o encerramento da Bienal de Arte e Cultura com mostras de pintura, fotografia, cinema, artesanato e antiguidades locais, inaugurada em Julho em simultâneo com a feira de Gastronomia “Tzoziva”.

Um bailado intitulado “A Liberdade do Escravo”, envolvendo dezenas de artistas moçambicanos de variadas modalidades artísticas, vai ser exibido dia 17 de Setembro nos 200 anos da Ilha de Moçambique. Com dança e coreografia originais, a obra pretende descrever a história da Ilha de Moçambique por meio de teatro dançado.

Constam ainda do programa, o Festival de Verão da Fortaleza com música, dança, moda, gastronomia e provas de canoagem, uma Feira de Cultura e Turismo e o segundo Fórum de Turismo, iniciativas que envolvem centenas de artistas das mais diversas manifestações, além de atrair dezenas de turistas estrangeiros, cuja estimativa anual de turistas na ilha é de sete mil pessoas.

A programação inclui, desde Janeiro, dois eventos por mês, que passaram para dois por semana, após um hiato no Ramadão, uma vez que cerca de 95 por cento dos ilhéus são muçulmanos.

Das actividades realizadas, destaca-se o Festival Provincial de Teatro, em Março, por ocasião do 27 de Março, Dia Internacional do Teatro, o desfile contemporâneo e tradicional, em Maio, e o Festival de Jazz, liderado pelo saxofonista Moreira Chonguiça.

O fotógrafo moçambicano, Mário Macilau, foi convidado para apresentar uma exposição da Bienal de Fotografia de Pequim, na China, sobre curadoria da  Angela Berlinde

A Bienal tem por objectivo examinar as formas fotográficas, bem como uma auto-renovação constante para construção de novas ordens e estruturas artísticas. Assim como, descobrir e apoiar jovens talentosos e incentivá-los a explorar a linguagem da fotografia.

Macilau recebeu o convite com grande satisfação. “É com enorme satisfação que farei parte desta bienal mas por uma razão  simples,  primeiro  trata-se  de  uma  oportunidade  dupla,  representar  o  país positivamente  através  da  minha  linguagem  fotográfica  em  um  momento  que Moçambique  tem  má  fama  com  os  conflitos,  a  dita  crise  e  dívidas  e  segundo  é  uma oportunidade excelente para mim como artista com objectivo de cada vez mais crescer através da aprendizagem pelo mundo fora”, disse o fotógrafo.

A curadora da bienal diz que a obra de Macilau constitui um dos mais sensíveis e comoventes retratos de Moçambique.

“O seu trabalho representa uma tentativa de iluminar as vidas frágeis e fugazes dos retratados e de lhes proporcionar um espaço de libertação, onde podem compor a sua imagem e refletir sobre si próprias”, lê-se no comunicado enviado à nossa redacção.

A exposição de Macilau vai girar em torno da complexa coexistência das características sociais, públicas e privadas da fotografia.

A  Bienal  de  Fotografia  de  Pequim  terá  lugar  a  partir  do  dia  28  de Setembro  até 28 de Novembro de 2018.

Cruzaram a Europa e Ásia içando a bandeira cultural de Moçambique. Já se encontram em Maputo e querem fazer sentir a sua presença com “Vumbulukene”.

Depois da digressão pela Ásia e Europa a Associação Cultural Hodi já se encontra no solo pátrio. Para celebrar o regresso à casa o grupo vai brindar o público com um concerto musical denominado “Vumbulukene”. Trata-se de um espectáculo que visa despertar a sociedade moçambicana à luta pelo desenvolvimento do país, valorização, preservação e divulgação da cultura moçambicana. Pois a cultura é um forte meio para a promoção da imagem do país além-fronteiras.

O espectáculo vai servir, também, como um espaço para a partilha das experiências vividas em 5 países por onde a Associação Cultural Hodi exibiu sua classe em representação de Moçambique em cerca de 10 festivais internacionais. “Vumbulukene” está marcado para o próximo sábado, dia 25 de Agosto pelas 19 horas no “Just Bar”, localizado no bairro de Magoanine “B”.

A Banda Hodi é um agrupamento musical fundado pelos gémeos Manhiça (Elias e Augusto) e faz parte das várias ramificações da Associação Cultural Hodi, que faz fusão de instrumentos tradicionais de Moçambique e convencionais. O ritmo que caracteriza a banda chama-se “Mandowa” e é originário da província de Sofala. A banda Hodi é composta por 6 elementos que executam instrumentos como: Timbila, Nhatiti, Mbira, Toges, Viola baixo, guitarra, congas, bateria e muito mais. “Vumbulukene” será o primeiro de vários concertos que o grupo fará em Maputo.

 

Numa altura em que a diversidade musical a nível do país equilibra-se em géneros “populares” eis que uma banda vem com uma contra-narrativa musical.

São os “Hora Vitrum”. A paixão comum pela música é a aliança que os une formando uma banda musical. Uniram-se em 2015 para formar uma banda musical através do seu líder Aldo Kangomba. O género que lhes caracteriza é o “Metalcore”. Metalcore é no fundo um género de fusão que combina elementos de metal extremo e “hardcore punk”.

“Metalcore” é caracterizado por apresentar um vocal cutural que pode variar (death growl) aos mais agudos (fry). Apresenta um vocal melódico que canta de forma leve e harmoniosa, e contrastes com os gritos, as guitarras possuem afinações baixas, “riffs” rápidos e dobras, os baixos são rápidos e na maioria das vezes com uso de palhetas e a a bateria é veloz e alternando com condução e pedais duplos encaixando com as palhetas das guitarras e baixo.

A banda lançou em Junho do presente ano o seu primeiro single que pode ser obtido na Internet. O single intitulado “Mirror I Hate You” é já uma referência para os amantes deste estilo musical.

A aparição oficial da banda foi no maior concerto de Rock "Rockfest" em Novembro de 2017 numa altura em que a banda contava apenas com os vocalistas (Aldo & Skinner). Após essa apresentação os dois membros decidiram reestruturar a dinâmica da banda; e uma das atitudes perante a reestruturação foi a integração de novos membros e uso de novos instrumentos.

 Actualmente fazem parte da banda: Aldo – Vocalista, Skinner – Vocalista, José "Wolf" Irachande – Guitarrista, Nuno "Blink" – Baterista e Rui Pereira – Baixista.

“Hora Vitrum” vai apresentar um show no Gil Vicente, Café e Bar, no dia 01 de Setembro pelas 18 horas. Trata-se dum show que pretende ser uma mostra daquilo que tem sido as investigações da banda e as produções recentes.

A banda em uníssono informou que pretende, também, através desse show expandir a música do género “Rock – Metal” no país. São influenciados em suas formas de tocar e nas suas composições por diversas bandas espalhadas pelo mundo. Fica-se com a impressão de serem uma banda complexa em termos de influências de pontos de inspiração.

“São muitas bandas que nos influenciam, mas podemos destacar as bandas ”As i lay dying, Eyes Set To kill, Paramore, Limp Bizkit, POD, Slipknot, Bullet For My Valentine, As Blood Runs Black e Korn”.”

“Paz interior? Quem tem paz interior certamente não deve trabalhar com arte. O artista sossegado não produz nada” disse uma vez a banda Korn em uma entrevista e essa frase caracteriza esse grupo; é inconformado, desassossegado e acima de tudo incansável na busca de novas formas de estar e fazer a música.

 

+ LIDAS

Siga nos