O País – A verdade como notícia

A realização de Festas do Mar em Cascais é quase uma tradição. Cascais é conhecido pelos seus diversos patrimónios e pelas suas águas balneares. A tudo isso se associa a música. Desta vez será Stewart Sukuma quem vai deixar os seus acordes musicais a todos que estarão em Cascais.

O conceituado músico moçambicano, Stewart Sukuma, é um dos convidados de luxo que vai se apresentar no “Festas do Mar de Cascais 2018”. O festival vai acontecer de 17 a 26 de Agosto do mês em curso em Cascais, Portugal.

Para o autor de “Boleia Africana: Os Sete Pecados Capitais” e “Nkhuvu” o chamamento ao festival representa tudo aquilo que ele sempre desejou como artista moçambicano. “Isso representa reconhecimento, maturidade e, acima de tudo, uma conquista de um nicho de mercado específico. Representa a abertura de novos horizontes para músicos das novas gerações”.

A participação de Sukuma vai consistir em colaborar com a Orquestra Sinfónica de Cascais, criando um espaço artístico-musical de reinventar o clássico tema “Xitchuketa Marrabenta”. A Orquestra de Câmara de Cascais foi fundada em 2000 e, é uma formação apoiada pelas Câmaras Municipais de Cascais e de Oeiras e pela Direcção Geral das Artes. Sobre a Orquestra que lhe vai acompanhar, Stuart disse que ela é reconhecida no mundo inteiro e é uma referência no mundo da música clássica, por isso tem máxima confiança de que a parte criativa, aliada ao profissionalismo, vai ser fundamental para um resultado positivo.

“Tenho uma atenção especial por Portugal, não só por razões históricas, mas porque desde miúdo acompanhei a carreira de muitos artistas que se tornaram meus ídolos. Trabalhar com músicos como Repressas, Rui Veloso, Cuca Roseta, Pedro Joia, Ana Lains, Quinteto Lisboa é um privilégio e este aspecto certamente que contribui para esta recente parceria”, disse Sukuma.

Neste festival estarão presentes grandes nomes do panorama musical português, mas também convidados da lusofonia. Todos os anos são cerca de 500.000 os que se deslocam a Cascais nos 10 dias de concertos. A partir do dia 17 de Agosto, a música vai fazer-se ouvir para todos os gostos do fado ao pop para terminar, dia 26 de Agosto, com um mix de estilos brasileiros e africanos mostrando a força da lusofonia.

Far-se-ão, ainda, presentes neste festival de música: Anselmo Ralph, Rui Veloso, Fafá de Belém, Ana Lains e Luís Represas. O final é em modo passagem de ano, com um espectáculo de fogo-de-artifício como manda a tradição.

Stewart Sukuma, Cascais, Festa do Mar

Stewart Sukuma em Cascais

A realização de Festas do Mar em Cascais é quase uma tradição. Cascais é conhecido pelos seus diversos patrimónios e pelas suas águas balneares. A tudo isso se associa a música. Desta vez será Stewart Sukuma quem vai deixar os seus acordes musicais a todos que estarão em Cascais.

O conceituado músico moçambicano, Stewart Sukuma, é um dos convidados de luxo que vai se apresentar no “Festas do Mar de Cascais 2018”. O festival vai acontecer de 17 a 26 de Agosto do mês em curso em Cascais, Portugal.

Para o autor de “Boleia Africana: Os Sete Pecados Capitais” e “Nkhuvu” o chamamento ao festival representa tudo aquilo que ele sempre desejou como artista moçambicano. “Isso representa reconhecimento, maturidade e, acima de tudo, uma conquista de um nicho de mercado específico. Representa a abertura de novos horizontes para músicos das novas gerações”.

A participação de Sukuma vai consistir em colaborar com a Orquestra Sinfónica de Cascais, criando um espaço artístico-musical de reinventar o clássico tema “Xitchuketa Marrabenta”. A Orquestra de Câmara de Cascais foi fundada em 2000 e, é uma formação apoiada pelas Câmaras Municipais de Cascais e de Oeiras e pela Direcção Geral das Artes. Sobre a Orquestra que lhe vai acompanhar, Stuart disse que ela é reconhecida no mundo inteiro e é uma referência no mundo da música clássica, por isso tem máxima confiança de que a parte criativa, aliada ao profissionalismo, vai ser fundamental para um resultado positivo.

“Tenho uma atenção especial por Portugal, não só por razões históricas, mas porque desde miúdo acompanhei a carreira de muitos artistas que se tornaram meus ídolos. Trabalhar com músicos como Repressas, Rui Veloso, Cuca Roseta, Pedro Joia, Ana Lains, Quinteto Lisboa é um privilégio e este aspecto certamente que contribui para esta recente parceria”, disse Sukuma.

Neste festival estarão presentes grandes nomes do panorama musical português, mas também convidados da lusofonia. Todos os anos são cerca de 500.000 os que se deslocam a Cascais nos 10 dias de concertos. A partir do dia 17 de Agosto, a música vai fazer-se ouvir para todos os gostos do fado ao pop para terminar, dia 26 de Agosto, com um mix de estilos brasileiros e africanos mostrando a força da lusofonia.

Far-se-ão, ainda, presentes neste festival de música: Anselmo Ralph, Rui Veloso, Fafá de Belém, Ana Lains e Luís Represas. O final é em modo passagem de ano, com um espectáculo de fogo-de-artifício como manda a tradição.

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) apresenta sexta-feira, o espectáculo de dança “3.6 Hz”, do coreógrafo Didier Boutiana – Cia Soul City (Reunião).

A dança é resultado de uma residência de criação de três semanas (de 23 de Julho a 10 de Agosto 2018 no CCFM) entre o coreógrafo Didier Boutiana da companhia Soul City (REU) e três bailarinos moçambicanos: Leia Mabasso, José Jalane e Vasco Uate (Mitó); a peça ‘’3.6 Hz’’ foi imaginada durante as várias estadias do coreógrafo em Maputo.

Após quatro anos de colaborações com o CCFM, Didier Boutiana abraça a cena artística de Moçambique, para procurar, com bailarinos, uma frequência comum.

Didier Boutiana é um bailarino premiado dois anos consecutivos (2009 e 2010) como o melhor breakdancer da Ilha da Reunião. Didier Boutiana torna-se, em 2011, coreógrafo da companhia Soul City e cria «Body of Knowlegde», em colaboração com a Dusi Dance Company, uma companhia Sul-Africana.  Em 2013, obtém o reconhecimento do público e dos profissionais com a sua primeira peça “Reflex”. Seguir-se-ão quatro trios: Tir Pa Kart (2014), Héva (2014), Priyèr’ Si Priyèr’ (2015), e o primeiro solo do coreógrafo: Kanyar (2017).

A dança de Didier Boutiana inspira-se no hip-hop, das realidades contemporâneas da rua, buscando ao mesmo tempo as raízes e a espiritualidade da Ilha da Reunião, explorando as esferas da partilha, do encontro e da alteridade. Desconstruir a estética, colocar-se em perigo, ir além dos seus limites mantendo, ao mesmo tempo, um objectivo de unificação, fazem parte das especificidades da sua identidade coreográfica.

Inicialmente grupo de breakdance na Ilha da Reunião, Soul City tornou-se uma companhia de dança profissional em 2008. Conhecida pelos seus espectáculos e pelo seu trabalho de formação, a companhia Soul City propõe uma dança híbrida, inspirada pelo hip-hop e pela dança contemporânea, à procura do movimento justo.

Este projecto de cooperação cultural conta com o apoio da associação France Volontaires e dos seus parceiros: a Região Reunião e o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional FEDER / programa INTERREG V OI.

 

O poeta e dizedor de poesia, Leco Nkhululeko vai lançar no dia 09 do mês em curso, no Museu Nacional de Arte, em Maputo, o segundo livro intitulado “Bíblia Lounge”.

A primeira “bíblia” no campo do romance das letras nacionais veio pela mão de Dóm Midó das Dores e Leco Nkhululeko, dentro da poesia.

“Bíblia Lounge” é a próxima construção poética que Leco Nkhululeko nos convida a habitar e a deixarmo-nos habitar por ela. Os “versículos” desta “Bíblia” já escritos em diversos momentos do existir do poeta; aliás, em recitais de poesia organizados por Leco já era possível ver na sua voz que havia uma gravidez de um livro. Este livro é em parte um espaço de reencontro dos deuses “sagrados” da bíblia literária nacional: Luís Carlos Patraquim, Eduardo White, Noémia de Sousa e Rui Knopfli.

Em nota de abertura, o escritor, Juvenal Bucuane, considera a “Bíblia Lounge” como algo que se assemelha a um lugar amplo, de retiro espiritual, para dentro do qual somos convidados a uma reflexão. “É uma obra de vigorosa expressão de labor poético que, trilhando nos novos caminhos resultantes do desbravamento que leva o visco do modernismo, permite que nos compenetremos numa evolução poética interessante que teve o seu Alfa com o livro “Há Gritos no Silêncio” – assim considera o autor de “O Fundo Pardo das Coisas”.

A “Bíblia Lounge” é um exercício poético onde a expressividade no verso é tão elevada, parecendo que se está perante uma poesia do neoconcretismo:“Tua concha/ elixir de paixões/ unguentos de poesia/ aos deuses vertigens”. A poesia deste livro escorre sobre as páginas, cruzando-se com outros sentires e tendências que o poeta nunca tinha experimentado; o faz deste livro uma “Bíblia” de desejos, sonhos e inventários de tempos é a sua forma de conjugar o erotismo não sagrado, a poesia não pensada (mais sentida) com uma fragmentação de sentimentos e que não escapam a pena espiritual do poeta: “Teus olhos/ redondo refúgio/ ancas arqueadas de poesia/”.

Leco Nkhululeko quando questionado sobre o que quer transmitir ao escrever uma “Bíblia Lounge” respondeu “a Bíblia Lounge é um nocturno lugar, imaginário, a orla de qualquer superfície, onde atracam as sofregas, ocultas e desamparadas almas, sedentas de afecto e abrigo”. Indo sobre o conceito sobre as vozes que existem essa bíblia, Leco, retorquiu: “aqui a sorte não existe e as palavras não precisam significar. Elas entoam o metamorfoseado amor soberano, pois os homens no seu próprio abandono distanciam-se da luz e da largura do aparato ideológico”.

Leco iniciou-se na poesia a partir de jornais. Recebeu distinções no Prémio Nosside (Itália) pelos poemas “Sangue de Darfur”, “Casa de Ninguém”, “África Esperança” e “Eutanásia-2014”. “Há Gritos no Silêncio” foi a primeira obra de Leco Nkhululeko apresentada em Moçambique e Brasil; fora aos versos escritos destaca-se como um exímio dizedor de poesia. Tendo já apresentado os seguintes recitais “Vomitando Palavras”, “Elogio de Amor”, “Crenças”, “Libertem a Liberdade” e “Solo Pátrio”. A “Bíblia Lounge” sai sob a chancela da PubliFix Edições.

Depois de seis galas decorridas, o Mozkids Talents chega à sétima e final gala.

Hoje, 23 concorrentes vão subir ao palco do Scala com o mesmo objectivo, vencer a 1ª edição deste evento, da iniciativa do Grupo Soico em parceria com o Banc ABC.

O público afluiu em massa para ver e apoiar as crianças que, durante seis semanas, mostraram o que valem.  Kiandro Amargar tem oito anos e pediu à mãe que o levasse ao Scala para apoiar seus colegas, do Instituto Nília, Denilson e Liana. 

Já Chakila Hassane está a torcer pelo pequeno Kayane e explica porquê: "Ele tem muita interação com o público. Via-o sempre pela televisão, mas hoje decidi vir ver ao vivo". E promete muitos votos para o pequeno talento: "Ele dança tão bem, que eu vou investir para apostar nele".

Kary Naria também torce pelo Kayane.

O Mozkids Talents é um concurso promovido pelo Grupo Soico, em parceria com o BancABC, e visa despertar, estimular e encaminhar os talentos na criançada.

Mozkids Talents chega na recta final e o sentimento entre os concorrentes não podia ser outro: ansiedade e emoção, e a esperança de saírem vencedores, claro.

Para a última gala, a dupla Liane e Denilson promete nuito show. E diz-se honrada por ter chegado até aqui. "Se eu ganhar, ficarei muito feliz, mas se não ganhar também, porque cheguei à final".

As irmãs Ramla Gleyse é da mesma opinião sobre a participação. "Esperamos vencer, mas o mais importante é que todos viram o nosso talento", disse a irmã mais velha.

Para esta final, alguns concorrentes eliminados foram convidados. A Anikwa diz que mais uma vez, terá a oportunidade de mostrar o seu talento.

Já a dupla Daniel e Melvin diz que veio para mostrar que merecia chegar à final. "Esperamos mostrar a todos que foi um erro nos eliminarem", disse Melvin. Contudo, a dupla mantém o seu apoio para os seus colegas de escola.  "Estamos a torcer pelos nossos colegas, Liane e Denilson.

23 Concorrentes disputam a final do Mozkids Talents. Para cada categoria, haverá dois vencedores e todos os concorrentes vão ganhar prémios de participação.

Sala farta de gente. Todos assentos preenchidos. Expectadores de pé. Muitos, atrasados, tiveram que percorrer bons metros da Avenida Samora Machel, ao ritmo camaleónico, expectantes em contornar a longa fila e alcançar a 25 de Setembro, em Maputo. Ali está a entrada do Cine Scala, infra-estrutura tão antiga quanto emblemática, escolhida, com efeito, para ser o palco da primeira edição do concurso infantil MOZKIDS Talents.

Ao fim de seis galas, este domingo à tarde realizou-se a derradeira, na qual cinco concorrentes tornaram-se grandes vencedores: Ámbrosi Langa (dança), Liane e Denilson (teatro), Tanaya Cumbana (instrumentos musicais), Natolys Manjate (poesia) e Inalda Sumburane (canto). Por isso, os meninos foram premiados com aplausos e, igualmente, com lembranças oferecidas pelos parceiros desta iniciativa da SOICO. Para casa, os primeiros classificados levaram uma bolsa de estudo para um curso de artes, um tablet, kit de livros oferecidos pela Alcance Editores, um kit e subscrição de cinco meses na ZAP, um ano com internet grátis e, como aconteceu com todos os finalistas, material escolar. Este foi o reconhecimento de um percurso cor-de-rosa, feito com demonstração de talentos reais, por muitos desconhecidos, daí as crianças terem-se esbanjado em pelo menos manter, na final, a qualidade da performance exibida enquanto o concurso durou. Mais desinibidos, experientes até, os concorrentes não se intimidaram com a enchente. Longe disso, abraçaram a oportunidade de se mostrarem como quem beija a graça de um talento. Aí fizeram o auditório do Scala flutuar numa dimensão ideal, onde as estrelas são feitas de carne e osso, com idades inferiores a 13 anos.  

Dos primeiros classificados do MOZKIDS, o primeiro a divertir-se no palco foi Ámbrosi, apreciador e leal ao Hip-Hop. À imagem das actuações anteriores, o dançarino explorou os ares, o chão, fazendo do estilo qualquer coisa de sedutora. Com isso, conseguiu a pontuação máxima do júri e fascinar muitos dos que, fartos de acompanhar o concurso infantil pela Stv, finalmente resolveram ir à Baixa de Maputo para testemunhar as capacidades das crianças. E que capacidades, igualmente personificadas pela dupla mais equilibrada da categoria de teatro: Liane e Denilson. À final, os actores recuperaram a peça sobre meninos de rua. Representaram-na e projectaram os dramas dos que não sabem quanto vale um afecto. E a Tanaya Cumbana? Que dedos mágicos são aqueles da aluna da Willow Internacional School? Desta vez, a menina tocou, no seu teclado, “Despacito”, de Luis Fonsi, sorrindo, de forma ingénua, quando percebeu a vénia a si no Scala.

Mantendo a vivacidade do espectáculo, Natolys Manjate, novamente, foi a princesa da declamação. Como que e a condizer com o que vai sentir agora que o concurso terminou, recitou “Saudade”, com a mensagem dos gestos a dizerem mais alguma coisa, imperceptível, sem que esse fosse o problema. Não. Não houve nenhum problema, nem durante a declamação e tão-pouco quando chegou a vez de Inalda Sumburane. A vencedora da categoria de canto interpretou Mandy More, num tema recuperado numa das galas passadas. A pequena ficou grande, e engrandeceu-se através da sua voz.

OS TALENTOS ALÉM DOS GRANDES PREMIADOS

Quinhentas crianças tentaram, durante o casting, uma vaga à primeira edição do MOZKIDS Talents. 100 conseguiram convencer o júri. Por essa razão, puderam concretizar a pretensão de pisar o palco do Scala. Dessa centena de crianças, 23 concorrentes chegaram à final do concurso infantil. Cinco foram as grandes vencedoras, é verdade, mas houve tantas que provaram ter qualidade para o efeito. São os casos de Kayanne Machavane, da categoria de dança, que teve a classificação 19 ponto, dos 20 possíveis. Na final, Kayanne soube dançar com paixão e mostrou porque ali estava. As irmãs do teatro, Ramla e Gleyse Semkiwa, hoje, recuperaram uma peça que reflecte as peripécias que colocam vizinhos em querelas. Embora conhecido, o texto gerou muitas gargalhadas, sobretudo dos mais velhos, que se divertiram como se aprendessem a ser crianças novamente.

Uma das grandes actuações do último espectáculo do MOZKIDS foi a de Igor Sobral, concorrente de instrumentos musicais que se fez acompanhar por um saxofonista. Foi algo de incrível o que o baterista fez, a ultrapassar a perfeição, no mesmo ritmo que Ana Milena, menina de poesia interventiva, que escolheu se despedir com o poema “Nhandayeyo”. E ainda houve Tamires Moiane, do canto, quem, imortalizando Witney Houston, interpretou “I will always love you”.

Além dos primeiros classificados, os segundos concorrentes mais votados de cada categoria também foram premiados: Anaís Macaringue (dança), Fernanda Raimundo (teatro), Fernando Tinosse (instrumentos musicais), Edmilton Chau (poesia) e Juelma Moiane (canto). Estas crianças foram distinguidas com um tablet, kit e subscrição da ZAP e internet durante seis meses.

Não obstante, conforme o júri anunciou na quinta gala, a final contou ainda com alguns concorrentes eliminados no concurso. Um ou uma dupla de cada categoria. Assim, “A turma do Malume” voltou a estar em cena, deixando uma confissão: “Eu não vim ao MOZKIDS para ganhar. Está bem que há prémios e tal… mas vim para mostrar a Moçambique que eu e Melvin temos um talento”. As falas sábias são de Denyel, uma das grandes revelações do concurso.

UM ESPECTÁCULO DENTRO DE OUTRO

Mesmo para animar a festa das crianças, que começou com o casting bem concorrido há mais ou menos dois meses, a organização do concurso convidou alguns artistas para actuaram no Cine Scala. O escritor Calane da Silva uniu-se à causa do grupo SOICO e BancABC e partilhou a sua vocação com os “kids”, declamando um poema em ode aos grandes “peregrinos da palavra” que o país perdeu, apenas fisicamente, para morte. Além de Calane, actuaram no MOZKIDS Talents Neyma, Ubakka – quem se comprometeu em produzir uma música para a vencedora de canto –, o grupo de teatro Madodas e More Jazz Big Band.

Festa. Muita festa. Foi o que se assistiu, esta quinta-feira, no salão de festas da Escola Secundária Francisco Mayanga, em Maputo, naquela que foi a fase final de apuramento dos representantes da região sul da sétima edição do concurso Vodacom Turma Tudobom. Os concorrentes deram o melhor de si para estar entre os 10 escolhidos.

Olimpíadas académicas, teatro, poesia, canto e dança são as cinco categorias que fazem parte desta edição. Para cada uma delas, foram apurados dois representantes. Nas olimpíadas académicas, foram apurados dois alunos da Escola Secundária de Lhanguene. Na categoria de dança, foram apurados representantes das escolas secundárias Noroeste dois e da KaTembe.

No teatro, também, foi apurado um grupo da Escola Secundária da KaTembe. No canto, foram apuradas as escolas secundárias Força do Povo e da Polana.

E a Vodacom, organizadora do evento, os júris e o Ministério da Educação fazem uma avaliação positiva das audições na Cidade Maputo. Os mesmos asseguram que a sétima edição do “Turma Tudobom” tem tudo para ser um sucesso, pela qualidade dos concorrentes que reserva muitas surpresas.

“Temos o espírito de ter conseguido resgatar o talento de todos os cantos do país, que passa para as fases regionais. Nesta edição, vamos trazer mais alunos, mais participação e mais competitividade”, disse o representante da Vodacom, Momed Mussagy.

Os membros do júri gostaram do que viram e ouviram, mas lamentam o facto de que só 10 podiam passar. “Os cantores que foram seleccionados trazem mais técnica e percebe-se que já cantam há algum tempo e penso que vão trazer mais qualidade ao concurso. Infelizmente é um concurso e há um número limitado de vagas”, lamentou Nandov Matsinhe, júri da categoria de canto.

 O mesmo sentimento foi partilhado pelo júri da categoria de teatro, Tomás Bié, que ficou encantado com o talento dos concorrentes da KaTembe. “É com muita pena que nem todo o mundo pode ir à próxima fase. Temos muito talento aqui. Todos os concorrentes são ‘tops’”, disse.

Já o Ministério da Educação destaca que o “Turma Tudobom” é uma boa iniciativa, principalmente por valorizar, também, o lado académico dos concorrentes.

Durante dois dias, pelo menos 350 alunos de várias escolas secundárias da Cidade de Maputo passaram pelo palco. A fase regional sul terá lugar no dia 1 de Setembro, na Cidade de Maputo.

 

Concorrentes do Mozkids Talents preparam-se com toda a dedicação para a grande final. Estes mostram-se confiantes na conquista de lugares de pódio do concurso. Esta quinta-feira, decidimos acompanhar mais sessão de ensaios de parte dos vinte e três concorrentes que vão dar brilho à gala final, que decorre amanhã no Cinema Scala.

Um-a-um, acompanhados pelos seus encarregados, os talentos de palmo-e-meio se exibiam a professora Maria Helena Pinto, que tratava de fazer as devidas correcções. 

Kayane decidiu mesmo que o seu ensaio fosse à porta-aberta para a nossa equipa. Sob olhar atento da professora Maria Helena Pinto, Kayane trabalhou na ginga da dança e na sua expressão para o público.

Também sob orientação de Maria Helena Pinto e com uma plateia ainda que não do tamanho do Scala, Fernanda, a contadora de estórias trabalha na sua performance.

Os ensaios para a grande final do Mozkids Talents decorrem em três sessões diárias, sendo que os concorrentes escolhem uma delas, dependendo da sua agenda.

O talento dos miúdos extravasa as categorias para as quais estão a concorrer. Eles são também natos publicitários, e trataram de pedir voto a todos aqueles que acompanham o concurso.

Para Maria Helena Pinto, a primeira edição do Mozkids Talents é a prova de que há grandes habilidades nas crianças que precisam ser despertadas e dar o devido acompanhamento.

Refira-se que foram seis galas carregadas de emoções, onde os concorrentes apresentaram os seus dotes em cinco categorias, nomeadamente, dança, canto, poesia, teatro e instrumentos musicais.

Na gala passada, os concorrentes foram agraciados com uma surpresa, com o anúncio do apuramento de todos os vinte e três participantes, para a gala final. A grande final do Mozkids Talents será neste domingo às 14 horas, no Cinema Scala.

O Mozkids Talents é um concurso promovido pelo Grupo Soico, em parceria com o BancABC, e visa despertar, estimular e encaminhar os talentos na criançada.

 

Tânia e Nelson Chongo, filhos de Zaida e Carlos Chongo, têm a uma missão que pode parecer (im) possível: organizar um tributo aos seus pais. É de bom senso dizer que parte da música popular produzida, hoje em dia, a nível nacional, tem grandes marcas de Zaida e Carlos. Aliás, alguns músicos experimentaram os palcos através desses dois músicos. Tânia e Nelson Chongo continuam a carreira dos pais cantando e dançando, mas dessa vez querem homenagear-lhes por tudo que fizeram por eles, como pais, e pela cultura nacional, como músicos.

O que pretendem com a homenagem que estão a idealizar?

O nosso objectivo é celebrar a vida e obra desse grande casal e reconhecer os seus feitos como filhos e fãs. Gostaríamos de criar um espaço em que convidássemos vários artistas, personalidades e público em geral para revivermos esse casal. Passam-se 14 da morte de Zaida e 13 anos de Carlos e queremos que o povo não se esqueça desse casal glorioso, que fez muitas histórias dentro e fora do país. Enfim, pretendemos eternizar a sua obra colectiva.

É um tributo ainda em idealização. Já possuem patrocinadores?

Estamos, neste momento, à espera de respostas das instituições aonde metemos cartas de pedido de apoio.

Eu e meu irmão temos esperança de que teremos respostas positivas e de certeza que pessoas de boa-fé ajudarão. Até então, ainda estamos à espera de patrocinadores. Queremos realizar o tributo entre Agosto e Setembro e até lá temos muita esperança que consigamos angariar patrocinadores.

Acha que o país reconhece, actualmente, a obra de Zaida e Carlos?

Sim e o reconhecimento é visível. O povo reconhece a boa deles, sim. Eles foram feitos grandes figuras pelo povo e o mesmo povo tem o dever de reconhecer a sua obra. Em muitas festas e eventos sociais tem se tocado as suas músicas, até em discotecas já se toca a música do casal.

Há coisas inéditas que o casal deixou?

Há muita coisa que o casal passou e que o povo ainda não sabe. Nós como filhos estamos a desenhar um projecto para eternizar a vida desse casal através de um livro biográfico livro que relate o percurso do casal, do início até ao auge. Fazer saber ao público sobre a caminhada desse casal. Eles não tiveram só momentos de glória, por algum momento pensaram em desistir da carreira musical, porque não era fácil. O intuito é passar a história aos mais novos para nunca desistirem perante dificuldades.

O que representa para si, como filha, o legado desse casal?

Eles representam tudo para mim. Se hoje estou formada é graças a eles. Não me lembro dos meus pais com lágrimas, mas sim com sorrisos, porque eles deixaram essa alegria que tinham. Devo dizer que eles constituem a minha fonte de inspiração e eu considero-me a fã número um deles. Foram pais que sempre transmitiram a todos de casa uma energia positiva.

Os antigos colegas de Zaida e Carlos têm-vos acarinhado? E as instituições públicas?

Os artistas acarinham-nos muito; chamam-nos de sobrinhos a mim e a meu irmão. Temos boas relações com vários artistas e muito deles reconhecem o que o meu pai fez por eles. O Governo reconheceu, mas não posso dizer que é um reconhecimento grande. Atribuiu uma avenida o nome da minha mãe, Zaida Chongo, mas isso não é suficiente, é preciso que o Governo olhe a todos os artistas com atenção não só a Zaida e Carlos, mas a todos os artistas que fizeram algo pelo país.

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