Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O estilista moçambicano Nivaldo Thierry foi o único estilista africano a representar o continente no Macau Fashion Week. A semana de moda de Macau é um dos grandes eventos desta natureza a nível mundial, daí ser, segundo Thierry, extremamente difícil para um moçambicano ou africano em geral participar.

Thierry diz que foi uma experiência excepcional expor suas criações naquele canto do mundo, na qual concilia a sua internacionalização ao intercâmbio com designers, modelos e equipa de produção.

“Como artista moçambicano, participar nesta semana de moda em Macau foi uma grande honra. Fiquei muito feliz quando recebi o convite e mais feliz ainda quando, ao chegar, a organização disse-me que já havia ouvido falar de mim e que já me queria no evento há algum tempo. Do mesmo modo, sentí-me com uma grande responsabilidade estar a representar o meu país neste que é um dos grandes eventos de moda. Eles estão mil anos adiantados em relação a Moçambique. Então, nos cinco dias em Macau aprendí muito”, disse Thierry.

O evento destina-se a principais marcas de moda de luxo e estilos de vida. Além de desfiles em ambientes incríveis, a organização realiza iniciativas destinadas à indústria da moda e ao público em geral.

O Macau Fashion Week teve lugar em simultâneo com a Feira Internacional de Macau, onde Moçambique também se faz representar por uma delegação encabeçada pelo Ministro da Indústria e Comércio Ragendra de Sousa e outras figuras das artes moçambicanas. Na Feira, o país tem a oportunidade de divulgar as suas potencialidades, juntando entidades como a Câmara de Comércio de Moçambique, APIEX, IPEME, entre outros expositores, lê-se no comunicado .

O jovem estilista moçambicano, tem sido a grande promessa da moda nacional contemporânea, representando Moçambique em eventos com grande destaque a nível internacional.
 

Falar de Marrabenta e não mencionar o seu nome pode constituir, para alguns, um pecado musical. Toca desde miúdo, aliás, conversa com a viola desde que conhece o mundo.

Xidiminguana vai apresentar-se, nesta sexta-feira, através de um concerto ao vivo, na Fundação Fernando Leite Couto, pelas 18h. Trata-se de um concerto que vai colocar o exímio músico em contacto com seus admiradores, amigos, colegas e seguidores. Espera-se que este concerto seja uma verdadeira oportunidade de festa para cantar as célebres canções que marcaram os primeiros passos desse monstro nacional.

Talvez a última que Xidiminguana levantou o público ao passo foi na abertura do VIII Festival Marrabenta, ano passado, na Praça da Independência; onde com o agrupamento  Makwaela dos TPM, Orquestra Djambo, Pedro Ben, Stewart Sukuma, Dilon Ndjindje, Mabessa, Liloca, Roberto Isaías e Mr Bow mostraram o peso que música moçambicana tem quando cantada por cada um.

Conversando com a sua viola e contando estórias através da sua música, o artista ganhou destaque no panorama artístico nacional. Em 1954 chegou à então cidade de Lourenço Marques (Maputo) e conseguiu o seu primeiro trabalho como empregado doméstico, seguido do trabalho nos Caminhos de Ferro de Moçambique até 1996.

Uns colocam Xidiminguana na lista da velha guarda, todavia ele define-se, simplesmente como artista moçambicano que ultrapassa qualquer fronteira temporal e rítmico.

Domingos Honwana, mais conhecido por Xidiminguana, nasceu na província de Gaza, na localidade de Vuthu do distrito de Bilene, a 03 de Agosto de 1936. Filho de pais camponeses, apascentou gado na infância, tal como muitas crianças da sua zona. Em 1949, Xidiminguana aprendeu a tocar a sua primeira viola feita de lata e fios de pesca e no mesmo ano consegue comprar uma guitarra “com um saco de milho de 50Kg”, conta o artista.

Apresentadora de televisão representa o papel de Avó Dezanove na nova longa-metragem do realizador moçambicano. O filme é adaptado do livro de Ondjaki

No backstage do novo filme de João Ribeiro, ainda no processo de produção, O País encontrou uma actriz que não contracenava há mais de 10 anos. A sua última aventura foi na telenovela da TVI, rodada em Moçambique, A joia de África. Com efeito, eis que este ano João Ribeiro resolve convidá-la para assumir um papel importante em Avó Dezanove e o segredo do soviético. Chama-se Anabela Adrianopoulos, apresentadora de televisão que, agora, confessa já há muito ter sentido vontade de voltar às gravações porque, justifica, “representar é uma coisa que fiz quando criança e adolescente, no Txova Xitaduma”. Por essa razão, a actriz confessa que adorou o convite de fazer parte do filme de Ribeiro, mesmo porque é apreciadora da escrita do escritor angolano Ondjaki.

Tendo-se apercebido que a segunda longa-metragem do realizador moçambicano é uma adaptação do livro com o mesmo título de Ondjaki, Anabela, que já tinha lido a obra, foi lá fazer o casting, todavia sem muita esperança em ficar com o papel principal. Após ter sido apurada e atribuída um dos papéis principais, Avó Dezanove, esse é o seu personagem, ficou com uma sensação de não querer fazer mais nada. E além disso, “foi bom reencontrar Ana Magaia, que é uma grande referência nossa nesta área, e o Filimone Meigos, um actor completamente desviado para academia. E ser dirigida por João Ribeiro, contracenar com actores como Dimitry Bogomolov e Flávio Bouraqui, que mais posso querer?”.  

Segundo entende Anabela Adrianopoulos, Avó Dezanove e o segredo do soviético é um filme com um humanismo que fascina, e, por via do personagem que representa, viajou pelo tempo: “o meu personagem devolveu-me aos anos 80, uma época de muito idealismo. Foi maravilhoso fazer um flashback do que vivemos naquela altura e o que as relações humanas provocaram. O regresso ao passado causado pelo filme faz-nos ter a vontade de resgatar os valores que deixamos para trás. Este filme mexeu comigo como pessoa, por causa desse regresso a um passado de grandes sonhos”.

Um dos momentos que marcou Anabela durante a gravação do filme aconteceu logo na primeira cena, rodada no cemitério encerrado, nas esquinas entre Eduardo Mondlane e Karl Marx. “Ali fiquei tocada. É um local histórico e temos ali gente grande das artes e letras moçambicanas enterradas. Aquele abandono é chocante. Acho que, às vezes, nós, os moçambicanos, não sabemos o que temos em mãos”, finalizou, adiando as lágrimas que poderiam jorrar.

 

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) acolhe, este sábado a partir das 18h, a final da primeira edição de Batalha de Poesia Falada em Moçambique (Moz Slam). A batalha de poesia é uma prática em torno da palavra que tem na sua base várias regras que envolvem a performance e poesia original dos seus participantes.

A Moz Slam iniciou no Centro Cultural Brasil Moçambique onde a cada apresentação eram selecionados dois vencedores. A final de poesia será disputada por 12 finalistas que serão julgados por membros selecionados da plateia ou por uma comissão de jurados formado por cinco pessoas.

Não existe um estilo ou tema adequado para a apresentação, os participantes podem ser criativos expressando-se em várias linguagens possíveis que variam com a diversidade de cada um.

O evento tem por objectivo atrair poetas, espectadores e escritores que, muitas vezes, têm pouca intimidade com a poesia tradicional.

O vencedor do Moz Slam para além de receber prémios simbólicos irá representar Moçambique no Mundial de Poesia falada em Paris.

São convidados deste evento, a poetisa Enia Lipanga, a rapper Iveth e o DJ Nandele.

Lucílio Manjate soma mais uma obra literária. Intitulada Geração XXI – notas sobre a nova geração de escritores moçambicanos, o livro com 152 páginas será lançado numa cerimónia a realizar-se próxima segunda-feira, no Anfiteatro 1502 da Faculdade de Letras e Ciências Sociais localizada no Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo.

O nono livro de Lucílio Manjate, há dois anos distinguido com Prémio Literário Eduardo Costley-White, em Portugal, é constituído por intervenções que o escritor, professor de literatura e crítico literário decidiu reunir sobre os novos autores moçambicanos. As intervenções em causa foram apresentadas em contextos diferentes: nos jornais, revistas e em alguns encontros de literatura, dentro e fora do país.

A preocupação de Manjate por novos poetas e escritores remonta ao ano de 2007, altura em que se apercebeu de que os novos autores não eram lidos no país. De há 11 anos a esta parte, com efeito, o estudioso começou a escrever sobre os menos lidos, mas não excluindo trabalhos de escritores consagrados, como Ungulani Ba Ka Khosa ou Mia Couto. A partir de 2007, Manjate passou a concentrar-se nos nomes que iniciaram a publicar em livro no ano 2000. Mais tarde, no caso em 2017, o crítico, ao notar que possuía um material para livro, deu uma pincelada nos textos e decidiu partilhá-los quer com o leitor comum quer com o leitor especializado na literatura moçambicana e, com isso, apresenta-los às suas inquietações, convicções ou equívocos sobre os novos autores moçambicanos.

Geração XXI – notas sobre a nova geração de escritores moçambicanos é um livro dividido em três partes. A primeira é designa-se “Diálogos”, na qual procura comparar escritores nacionais de diversas gerações; a segunda parte designa-se “Roteiros”, na qual, embora não fugindo muito à ideia da comparação, analisa obras literárias de forma singular; a terceira parte subintitula-se “Outras notas”, em que o autor tenta levantar o véu para o que considera uma novíssima geração de escritores com poetas como Nelson Lineu, Álvaro Taruma e Japone Arijuane. “Aqui apresento notas que têm a ver com outros movimentos e revistas literárias”, e Lucílio Manjate garante: “Tenho outros projectos por lançar, mas como sempre tive este desejo de publicar sobre novos autores, não consegui abraçar esses mesmos projectos sem olhar para estes 10 anos de escrita e publicação sobre os novos escritores”.
 
CRÍTICA LITERÁRIA E JORNALÍSTICA
Recuperando um velho debate do circuito literário nacional, Manjate tocou na crítica literária: “Diz-se muito que a crítica não se pronuncia e vimos muito disso nos dois colóquios Resiliência, realizados este ano. Eu vou construindo uma outra percepção em relação a esta questão. Há um tipo de crítica que leva o seu tempo, que tem que amadurecer, sobretudo a crítica académica. Leva e precisa desse tempo para ser mais sistematizada. E isso é o que eu procuro fazer. Agora, quanto à crítica jornalística, acho que temos de apontar o dedo a todas instituições voltadas ao jornalismo cultural de modo que as pessoas possam escrever e tenhamos estudos sobre literatura todos os dias nos jornais”. Nesta ordem de ideias, Manjate espera que o seu novo livro possa contribuir para que mais pessoas escrevam sobre a nova geração de escritores que têm publicado com qualidade:

“Precisamos de mais pessoas a escrever sobre literatura nacional. Só assim vamos valorizar o que é nosso e fazer com que quem está fora do país interesse-se por aquilo que é produzido cá. É preciso divulgarmos a nossa literatura”.

Geração XXI é publicado sob a chancela da Alcance Editores e será apresentado por Ilídio Nhamona na cerimónia de lançamento.
 

A Stewart Sukuma, Lda, inicia este ano o projecto Celebrar, que se estreia celebrando uma figura incontornável da fotografia e do jazz, Ricardo Rangel. O projecto consiste na divulgação de artistas e agitadores culturais de diferentes ramos.

O projecto denominado “Celebrar Rangel – A Lente e o Jazz: Uma vida Dedicada à Fotografia  e  ao  Jazz” é uma parceria entre a União Europeia, Associação Kulungwana e da Associação Moçambicana de Fotografia e Centro de Formação
Fotográfica.

De  acordo  com  Stewart  Sukuma, pretende-se,  com  o  CELEBRAR, que  os mais jovens compreendam a coragem e obra de um fotógrafo que fez da sua lente  um  instrumento  de  combate  a  vários  males.  Um  homem,  que ultrapassou na sua abordagem o conceito básico do registo fotográfico e que para fixar etapas da nossa história, tocou e influenciou consciências.

Por  ter  denunciado,  na  sua  trajetória, os  horrores  do  colonialismo,  Rangel desperta  a  importância  e  a  força  da  fotografia  para  um  mundo  novo, o mundo da justiça e igualdade.

“Importa referir que o Projecto CELEBRAR surge para preencher o vazio que existe  no  que respeita  à informação sobre  os  artistas  moçambicanos  em geral,  e,  em  particular  relembrar  aqueles  que  realmente merecem  um destaque pela sua postura, obra e pela valiosa contribuição na vida social e artística em Moçambique e no mundo”, disse Sukuma.

A exposição terá lugar no dia 26 de Outrubro às 18h.
 

No dia 26, às 18h, os rapazes da Banda Mlaio vão apresentar-se em concerto no palco do Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), na cidade de Maputo. A ideia do espectáculo musical designado “Ntumbuluku” consiste em promover o pensamento que norteia o trabalho da banda, interessada em explorar ritmos das tradições africanas, em particular de Moçambique. Na verdade, a pretensão da banda é explorar os espaços africanos e fazer um diálogo permanente com as pessoas, de modo que se possam interpelar continuamente.

A partir do concerto “Ntumbuluku” (origem em português), Mlaio vai, por via da arte, convidar as pessoas a voltarem-se para os seus universos interiores. Por essa razão, além de música, o evento dos “mlaios” prevê recital de poesia com textos da autoria de autores moçambicanos. São os casos de Noémia de Sousa, José Craveirinha, Rui Knopfli, Armando Artur, Mia Couto e Virgílio de Lemos. A missão foi confiada a Dionísio de Bahúle, quem vai transformar em poesia um conto de Suleiman Cassamo.
Nesta aparição de duas horas, Mlaio apresentar-se-á com

Letícia Diozina (voz principal), Eufrásio Bape (sopro), Regan Pinto (viola baixo), Sérgio (guitarra), Eleutério Numaio (piano), Bernardo (bateria) e Dionísio Bahúle (percussão).

Elvira Viegas, Regina (dos Gran’Mah), Siovana Novela e Mbalango são os convidados para o “Ntumbuluku” da banda fundada em 2016, na altura que se fundou a iniciativa Café Debate, que levou muitos artistas e académicos moçambicanos à reflexão em Marracuene.

Antes deste concerto, ainda este ano, Mlaio, apresentou-se na Fundação Fernando Leite Couto, Hotel Términus, Gil Vicente e Associação dos Músicos, sempre na cidade de Maputo.

 

O linguista e docente universitário, Bento Sitoe, traduziu no seu novo dicionário 17 mil palavras de português para changana. No dicionário são encontradas palavras como “Khanimambu”, que quer dizer obrigado e “Ripelile va ka hina”, que significa boa noite compatriotas, exemplifica o autor citado pelo Notícias ao Minuto.

O Changana é fruto de várias línguas Bantu, milenares, da África subsaariana, desde os Camarões até à Cidade do Cabo, na África do Sul. Calcula-se que haja um universo de mais de três milhões de falantes da África Austral, abrangendo Moçambique, África do Sul , Swazilândia e Zimbabwe.

Bento Sitoe disse que o público-alvo do novo dicionário são docentes que trabalham na formação de professores das línguas moçambicanas, tutores e alunos do ensino bilíngue, profissionais da comunicação social e tradução.

Além do novo dicionário Português-Changana, Bento Sitoe é igualmente autor do dicionário Changana-Português, publicado pela Texto Editores em 2012, com mais de 15 mil entradas.

O linguista refere que há uma falsa ideia de que o Changana não foi padronizado e por isso não pode ser legislado.

"Há anos, a Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, fez uma padronização de 19 idiomas e, a cada dez anos, faz uma revisão destes padrões. Existe uniformização, não falada, mas escrita, que é consensual", explicou.

Em 1978, Bento Sitoe tentou publicar uma novela, Zabelana, em Changana, mas quase que foi barrado devido ao entendimento das autoridades pós-independência da época.

Considerava-se tribalista publicar um livro numa língua local, contrariando a "unidade nacional".

Com uma vaga de investimentos estrangeiros à vista, a terminologia e vocabulário de outras línguas, como o inglês, surge já aplicada a projectos em Moçambique em diversas publicações divulgadas na Internet.

Mas Bento Sitoe diz não temer pelas línguas locais, pelo contrário, apoia a entrada de mais idiomas no país para que façam parte da cultura moçambicana, como o Português.

"Queremos que o Português seja falado aqui e esteja bem enraizado. É um idioma que faz parte da cultura de Moçambique", conclui.

 

Em plena celebração do dia do professor, 12 de Outubro, Mister Nhungue apresentou-se, em palco, na Associação dos Músicos, na cidade de Maputo, para comemorar  10 anos de carreira em forma de CD e concerto.

“África” é o selo nominal que leva o terceiro trabalho discográfico do músico Mister Nhungue. O disco foi lançado na passada sexta-feira, 12, na Associação dos Músicos Moçambicanos, em Maputo. Trata-se de um disco que constitui, fora o crescimento musical, um pretexto artístico que o músico encontrou para celebrar os 10 anos de carreira nas lides musicais.

O disco foi lançado num concerto com banda, que começou quando o relógio apontava a hora 18. O concerto de lançamento do disco transformou-se numa verdadeira festa com os toques refinados da Banda Real. “África” foi apresentado ao público.

Antes desde concerto, apenas se sabia da música que deu o título ao álbum “África”, que possui um vide-oclipe com a participação especial de Valdemiro José.

A noite era de Mister Nhungue, todavia como sendo uma festa de música, outros músicos estiveram como convidados. O veterano Jorge Mamade subiu ao palco e mostrou que o tempo não o congelou a voz. Aniano Tamele, o músico do “tsunela papai”, aproximou-se mais de todos, quando espalhou a sua voz para o delírio de todos que se encontravam no local. Wazimbo não ficou para trás, mostrou o melhor que tem dentro de si; celebrou os 10 anos de Mister Nhungue. E porque a noite não era só para os mais “velhos”, houve também espaço para se ouvir uma voz que tem crescido nos últimos tempos: Tchacaze. A jovem brindou a todos com a sua voz e comprovou ser uma promissora nessas lides.

A Banda Real comodava a noite onde “África” era a grande estrela. Pelas interpretações de Mister Nhungue deu para perceber que se trata de um álbum que tem uma componente tradicional muito forte. O mesmo álbum, partindo das canções interpretadas, é uma aclamação do dia-a-dia do continente africano e em particular da realidade moçambicana. Há, outrossim, uma carga musical que denuncia diversas práticas sociais com principal destaque para a de violência doméstica.

“África” é um disco que conta com dez faixas musicais e foi produzida na vizinha república da África do Sul.

Mister Nhungue provou, neste concerto, ser um músico de grande calibre que quer ficar na história da música nacional. Nhungue é de Songo, província de Tete, é licenciado em gestão ambiental. E já conta com diversas premiações, musicais a nível nacional.

+ LIDAS

Siga nos