O País – A verdade como notícia

Arranca, quinta-feira, a terceira edição do festival Maputo Fast Forward (MFF), evento que se vai realizar na em diferentes espaços da capital do país até 11 de Novembro.

O Programa da edição deste ano inclui uma Conferência Internacional, seis exposições, um ciclo de cinema, nove workshops e debates. Este evento traduz o resultado do esforço conjugado de uma extensa rede de parceiros e do trabalho colaborativo desenvolvido por múltiplos actores da comunidade cultural e criativa moçambicana.

O MFF foi lançado há três anos e é uma plataforma que pretende estimular a criatividade e a inovação em áreas como arte, cultura, tecnologia e design, promovendo um diálogo transdisciplinar e incentivar o desenvolvimento de redes colaborativas entre os diversos agentes culturais e criativos.

Um dos programas destacados na presente edição de MFF é a conferência internacional “The Future of The Future/Reiventando Narrativas de África”, marcada para quinta e sexta-feira. O objectivo da Conferência é contribuir para que a reflexão em torno das “novas narrativas”, indiferentemente da sua proveniência, seja estimulada e publicamente debatida por forma a que, também no país, o exercício criativo que “pensar o futuro” convoca, se reflicta, de modo operativo, na reformulação do presente, avança o comunicado do festival.

Vários participantes internacionais participarão do evento. São os casos de Patrícia Anahory, de Cabo Verde, arquitecta pelo Boston Architectural College e mestre em arquitetura pela Princeton University (EUA); de Indra de Lanerolle, da África do Sul, Director do Journalism and Media Lab (Joanesburgo), instituição em África a desenvolver um programa vocacionado para a incubação/aceleração de start-ups na área do jornalismo e dos media e Jeffrey Lennon, do Reino Unido, fundador e director do African Street Syle Festival (Londres). Dos moçambicanos, farão parte do MFF Rui Tenreiro, a residir actualmente na Suécia, com diploma MFA (Master in Fine Arts) em Storytelling pela Unversidade Konstfack (Suécia) e um BA (Bachelor of Arts) em Ilustração pelo Kent Institute of Art & Design (Reino Unido).

Entre as exposições para esta edição, em destaque encontra-se “Madrinhas de guerra”, Amilton Neves, que estará patente na Fortaleza de Maputo entre 12 deste mês e 30 Novembro.  A obra de Neves é um projecto que conta a história das mulheres moçambicanas que participaram no Movimento Nacional Femino de 1961-1974. Estas mulheres foram patrocinadas pelo governo Português para fornecer apoio moral aos soldados que lutavam nas linhas de frente durante a Guerra de Independência de Moçambique. Muitas destas mulheres foram recompensadas com posições influentes na sociedade e nas classes mais altas e algumas receberam até casas pelo governo Português.

Em 1974, quando a guerra da independência terminou com um acordo de cessar-fogo entre as forças moçambicanas da FRELIMO e o Governo Português, o Movimento Nacional Feminino terminou oficialmente. No entanto, essas mulheres foram condenadas ao ostracismo da sociedade pelo seu papel no apoio às forças coloniais. O projecto “Madrinhas de Guerra” reflecte este pedaço da história em Moçambique, visitando as casas das “Madrinhas de Guerra” que ainda hoje vivem em Maputo e personificam o passado da opulência vivida durante o apoio do governo português e a subsequente marginalização sentida após a independência.

Amilton Neves é um fotógrafo profissional baseado em Moçambique cujo trabalho examina questões sociais contemporâneas usando técnicas de narrativa e de documentário. Participou em cursos de formação na Escola de Fotografia Sooke no Canadá e no Nuku Studio no Gana e já expôs no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Para além de Moçambique já expôs no Gana, em Portugal, no Brasil, na Etiópia e no Canadá.

A curadoria da exposição é Christine Cibert.

Quanto ciclo de cinema, o filme em destaque para esta edição é “Mbuzini memorial”, de  

Laurence Hamburger, a 16 de Outubro, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. O documentário traça a história do monumento concebido pelo arquitecto moçambicano José Forjaz em Mbuzini onde se deu o acidente que vitimou o Presidente Samora Machel e 34 outras pessoas. O documentário é também uma reflexão sobre a política e a arquitectura pública no séc. XXI no continente africano. No filme, José Forjaz descreve a história conturbada que rodeou a construção do monumento.

Esta é a primeira apresentação em Moçambique deste documentário. O realizador Laurence Hamburger estará presente e participará de um debate após a projecção do filme.

O MFF é uma iniciativa da Qideia Comunicação e da GRH.

 

Uma delegação de músicos moçambicanos, pertencentes ao projecto MOZABAND, irá representar Moçambique na 10a edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa e no 21º Festival da Lusofonia. O grupo MOZABAND será representado por Stewart Sukuma, Roberto Chitsondzo, Belita e Domingas e Simão Nhacule.

Esta banda  é ainda composta por: Carlos Gove (viola baixo), Bernardo Domingos (guitarra), Simão Nhancule (percussão) e Stélio Zoe (bateria), numa delegação que contará com outros integrantes ligados ao management e produção, imprensa e ao Ministério da Cultura e Turismo.

O ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, assistiu aos últimos preparativos do colectivo e disse na ocasião, que o país estará bem representado, uma vez que a MOZABAND vai levar ao público a essência das sonoridades de Moçambique, lê-se no comunicado enviado à nossa redacção.

“Desta vez decidimos preparar algo especial, um espectáculo com uma representatividade e experiência diferentes para dar uma dimensão maior do país. Vim para desejar a estes artistas uma boa actuação e que levem o país no coração”, disse Silva Dunduro.

De acordo com Stewart Sukuma, que assume a direcção artística do projecto MOZABAND “é um privilégio ter esse papel apesar de ter consciência que é uma responsabilidade muito grande, porque ao assumirmos este compromisso levamos o país nas nossas mãos e precisamos de  fazê-lo com competência e respeito. Para além dos músicos envolvidos há uma equipa à volta que é constituída igualmente por peças fundamentais no grupo. Todos os que participam, sejam músicos, managers, produtores, directores da delegação, são importantes para representar o país dignamente”, afirmou Stewart.

Para o baixista Carlos Gove, director musical do projecto, o grupo está preparadíssimo. “É um grupo de profissionais já experientes nestas andanças, Cada elemento leva para a banda o seu cunho pessoal mas sempre a pensar num resultado colectivo representativo do país. Nós levamos com seriedade cada trabalho. Sobretudo quando vamos para um evento em que vários países estarão representados”.

A delegação moçambicana deverá cumprir um programa de seis concertos, em diferentes localizações de Macau, onde apresentará um espectáculo demonstrativo dos sons, ritmos, danças e trajes tradicionais de Moçambique com o objectivo de espelhar a riqueza cultural das diferentes províncias deste país, segundo explicou a manager da MOZABAND, Ana Girão.

O evento terá lugar em Macau de 13 a 21 de Outubro.

 

A organização Fotojornalismo Mundial em Moçambique e a Embaixada do Reino dos Países Baixos em Maputo lançam o Concurso de Fotografia Moçambique 2018, um evento que decorre na senda da maior exposição de fotojornalismo mundial, a World Press Photo a ter lugar em no próximo mês de Novembro em Maputo.

Para já a submissão de fotografias por parte dos concorrentes que devem ser de nacionalidade moçambicana residentes ou não no país, deve ser entre 01 a 31 de Outubro corrente. O Concurso de Fotografia Moçambique 2018 é financiado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos em Moçambique e visa promover a diversidade artística e a expressão jornalística através do uso da fotografia e encontrar novos talentos, fotógrafos jovens e ou emergentes. Pelo que, para além de profissionais experientes e mestres da fotografia, o concurso está aberto a estudantes e amadores.

A organização do concurso e também da exposição World Press Photo em Moçambique, espera que esta seja uma grande oportunidade para os homens e mulheres da lente, com a arte de contar histórias através de imagens.

O Concurso de Fotografia Moçambique 2018 tem como tema “Religião e Crenças” em Moçambique e no resto de África e pretende premiar as melhores fotos que mostram o impacto das diferentes religiões e crenças na sociedade tiradas no ano de 2018. As fotos vencedoras serão seleccionadas com base nas habilidades, reflexão do tema e paixão pela fotografia.

Para além de prémios em valores monetários, as fotos premiadas e finalistas serão colocados na montra mundial, através da exposição mundial de fotojornalismo, World Press Photo, que terá lugar entre 22 de Novembro e 13 de Dezembro de 2018, no Jardim Tunduru em Maputo e, em Groningen, Países Baixos, em 2019.

Prateleiras portuguesas recebem novo livro de Mia Couto. Trata-se de um livro dedicado aos mais novos, ilustrado por Danuta Wojciechowska.

É escritor que ocupa um lugar muito destacado das letras nacionais. Depois da trilogia “As areias do imperador” Mia regressa com um livro infantil. Chama-se “A Água e a Águia” e é o novo livro infantil de Mia Couto. Chega às livrarias portuguesas na próxima terça-feira, 9 de outubro, e é uma edição da Editorial Caminho. O autor e a editora não revelaram muitos pormenores sobre a história do livro ou o seu enredo, deixando o resto à imaginação dos fãs. Foi apenas revelado um único excerto da obra que explora a vida das águias na terra:

“Foi então que a mais velha das águias juntou toda a comunidade e perguntou: — Sabem o que é a letra i? Uma disse: é um pau espetado no abecedário. Outra disse: é um dançarino com um chapéu alto.” É com este excerto que a nova obra de Mia Couto é apresentada.

O livro infantil conta com ilustrações de Danuta Wojciechowska — artista que já colaborou em outros livros do autor, como “O Menino no Sapatinho” ou “O Beijo da Palavrinha”. Diga-se, como o título sugere, que a obra conta a história das grandes águias que sobrevoam a terra. E como é habitual a poesia bem refinada ao gosto infantil far-se-á presente no enredo.

A colaboração de Danuca, no livro, é no fundo um espaço que foi encontrado pela ilustradora para reflectir poeticamente sobre a água, temática que inspira frequentemente o seu trabalho, dada a sua infância próxima da natureza.

Danuta Wojciechowska nasceu no Québec (Canadá) em 1960 e é licenciada em Design de Comunicação (Zurique). Fez estudos pós-graduados em Educação pela Arte em Inglaterra. Vive e trabalha em Lisboa desde 1984. Em 1992 fundou o atelier Lupa Design, onde se dedica ao design, ilustração e cenografia.

Tem muitos anos de experiência como dinamizadora de ateliers criativos, com crianças jovens e adultos. Participa frequentemente em cursos de formação e conferências para professores. Organiza workshops e exposições em torno do seu trabalho de ilustração. Foi a candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen em 2004. Ainda em 2004 recebeu o prémio para o melhor livro ilustrador da FIBDA – FEstival Internacional de Banda Desenhada da Amadora – por O Sonho de Mariana.

A Menina Sem Palavra, O Gato e o Escuro, O Pátio das Sombras, são algumas obras infantis de Mia Couto de grande destaque.

 

 

 

27 autores elegeram Carlos Paradona Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). Dos 29 votos possíveis, apenas um foi dirigido ao candidato Luís Cezerilo, ausente no acto da eleição por se encontrar a cuidar dos pais que se encontram doentes em Portugal. O outro voto ficou em branco.

Assim, a Assembleia Geral da AEMO, que se realizou entre 10 e 14 horas deste sábado, elegeu o manifesto do candidato da Lista B, constituído com os seguintes integrantes: Filimone Meigos (Presidente da Assembleia Geral), Jorge de Oliveira (Vice-Presidente), Celso Cossa (Relator), Carlos Paradona (Secretário-Geral), Mbate Pedro (Secretário-Geral-Adjunto), Aurélio Furdela (Vogal para Edições e Programas), Delmar Gonçalves (Vogal para Relações Exteriores), Paulina Chiziane (Presidente do Conselho Fiscal), Aldino Muianga (Vice-Presidente) e Nelson Lineu (relator).

Desta maneira, Carlos Paradona e a sua equipa sucedem o elenco que, nos últimos dois anos, foi dirigido por Ungulani Ba Ka Khosa, Secretário-Geral cessante.

De acordo com Pedro Chissano, Presidente da Comissão Eleitoral, integrada, igualmente, por Domingos Pedro (Domi Chirongo) e Iracema de Sousa, o processo de eleição foi livre e transparente. No entanto, os integrantes da Lista A assim não entenderam. Longe disso. Antes da votação iniciar, entre muitas querelas, acusações e difamação, parte dos apoiantes de Luís Cezerilo abandou a sessão por entender que o seu candidato estava a ser boicotado. O que se passou foi o seguinte. A lista de Luís Cezerilo propôs Tânia Tomé para ocupar o cargo de Vice-Presidente da Assembleia Geral, caso aquele escritor fosse eleito Secretário-Geral. Entretanto, Tânia Tomé não é membro da AEMO. Por essa razão, os apoiantes de Carlos Paradona protestaram contra a submissão da Lista A à eleição.

Depois de muitos protestos, Aurélio Furdela, da Lista B, apoiante de Paradona, sugeriu que, ao invés de se reprovar a Lista A, por causa de um membro, a Assembleia aceitasse a candidatura de Cezerilo, mas sem Tânia Tomé como integrante. Assim avançou-se para o passo seguinte. E quando parecia que o problema estava resolvido, de modo que o processo de votação acontecesse num ambiente tranquilo, mais uma vez os apoiantes da Lista A foram surpreendidos por uma alegada irregularidade: Luís Cezerilo não tem quotas pagas. Por essa razão não poderia ser membro elegível. As acusações e o tom cordial tornaram à Assembleia. Apoiantes da Lista A, como Japone Arijuane, Izidro Dimande e Nhachote, exigiram que, se esse for um critério credível, que os apoiantes de Paradona provassem que pagaram as quotas em causa. Arijuane foi mais longe, perguntando a Jorge de Oliveira em voz alta: “desde quando é que se pagam quotas na AEMO?”. O autor, como que com Pneus em chamas na Assembleia, dessa vez não respondeu e, mais uma vez, a Lista A seguiu em frente. Faltava, a essa altura, uma pergunta: quem pode votar? Da Comissão Eleitoral surgiu a resposta: os membros efectivos da Associação que têm a situação em ordem, o que implica ter as quotas pagas. Foi o xeque-mate para os “cezerilianos”. Não tendo essa situação regularizada, pelo menos três dos apoiantes de Cezerilo (Japone Arijuane, Alex Dau e Izidro Dimande) viraram as costas à Assembleia Geral e foram embora. Os trabalhos continuaram e Carlos Paradona, num clima tenso, foi eleito Secretário-Geral da AEMO, cargo que vai exercer durante três anos, pois a Assembleia Geral decidiu alterar uma alínea dos estatutos. Doravante, o mandato do Secretário-Geral passa a ser trienal e não bienal.

O encontro dos escritores moçambicanos, quase sempre muito aceso, começou com a apresentação do relatório de actividades do mandato de Ungulani Ba Ka Khosa. Todos os intervenientes, inclusive de ambas as listas, elogiaram o trabalho de Khosa e, alguns, sugeriram melhorias. Domi Chirongo felicitou o elenco cessante pelas conquistas e aconselhou que, das próximas vezes, haja um investimento no brilho do relatório, com fotografias, slides, e etc; Armando Artur entendeu que o relatório é rico e que o secretariado conseguiu fazer uma coisa bonita; Emmy Xyx também felicitou ao elenco de Ungulani, pedindo que o relatório contemple uma actividade por si orientada da Escola Americana, integrada na Semana da Mulher; Izidro Dimande afirmou que gostou do relatório, achando que devia constar a questão financeira, de forma resumida, de modo que se soubesse se a situação da AEMO é boa ou má; Almiro Lobo disse que o relatório da AEMO é omisso a alguns factos. Por exemplo, não lembra que houve escritores moçambicanos distinguidos e premiados a nível nacional e internacional. Na mesma onda de ideias, Juvenal Bucuane sugeriu que se inserisse no relatório final as homenagens feitas pelo Conselho Municipal de Maputo aos escritores moçambicanos na Feira do Livro, sendo ele um deles, além de Marcelo Panguana e Aldino Muianga. Ungulani Ba Ka Khosa aceitou as sugestões e ainda referiu que a AEMO está a estabelecer boas parcerias com o Brasil, não se podendo dizer o mesmo em relação a Portugal, segundo o escritor.

A Assembleia Geral não terminou sem antes Jorge de Oliveira deixar ficar um recado para Silva Dunduro. Para o escritor, agora que Armando Artur já não é Ministro da Cultura a AEMO ficou marginalizada.

 

 

 

 

 

 

 

CCMA vai juntar música, teatro e conversa para reviver clássicos que marcaram a música alemã e uma moçambicana.

No âmbito das efemérides e também da diversidade cultural "tatuada" na programação das "Semanas da Língua Alemã", o Centro Cultura Moçambicano-Alemão vai realizar, com o apoio da Embaixada da Alemanha e a Cooperação Austríaca, um sarau de poesia e música dedicado a Mozart, Beethoven, Goethe, Brecht, Bach e Justino Chemane.

Esse recital vai contar com a participação única do pianista, Feliciano de Castro, o actor brasileiro, Expedito Araújo e a talentosa actriz moçambicana, Melanie de Vales. A tertúlia está marcada para o próximo dia 09 de Outubro, as 18:30. A arte alemã, moçambicana e seus fazedores cruzam-se, mensalmente, nos corredores do Centro Cultural Moçambicano-Alemão.

A homenagem às lendas pretende ser um momento único de cruzamento e interligação da história musical nacional e alemã. Segundo a organização esse evento não se pretende esgotar o legado deixado por essas figuras, apenas celebra-lo e coloca-lo em contacto com o contexto actual.

Desta vez será o conceituado maestro, moçambicano, Justino Chemane, que fará parte da lista dos homenageados. Chemane é reconhecido pelo talento na composição, aliás, foi pelas suas mãos que nasceu o primeiro Hino Nacional “Viva, Viva a Frelimo”, que vigorou durante 27 anos no país; tendo participado, outrossim, na elaboração do mais recente hino “Pátria Amada”. Foi a 19 de Janeiro de 2004, que perdeu a vida vítima de paragem cardíaca.

Ainda dentro desda programação o CCMA realizou, no dia 03, por ocasião do 28.º aniversário da Reunificação da Alemanha e do 26º. aniversário do AGP-Acordos Gerais da Paz, uma conversa que reuniu amantes de História; criando, assim, um momento único onde a amizade e o intercâmbio entre Moçambique e Alemanha estiveram em contacto sob o tema: Partilha de Memórias.

CCMA é um centro cultural instalado no Centro Cultural Franco-Moçambicano que propõe várias actividades, incluindo debates de temas actuais, como o empoderamento da mulher e entrevistas com académicos. Inaugurado oficialmente a 23 de fevereiro de 2017, o CCMA para além organizar actividades culturais dedica-se ao ensino da língua alemã.

Decorreu em Gaberone capital do Botswana, a final do concurso Miss Elegance 2018. O evento contou com a participação de 35 países, contando com um júri internacional composto pela Miss India, Miss Zimbabwe e especialistas da indústria de moda Universal.
 
O concurso teve como primeiro prémio a Miss Zimbabwe com 10 mil Dólares Americanos e um diamante, segundo lugar, Miss Botswana 5 mil Dólares e um diamante e a terceira classificada ficou a Moçambicana Marta Francisco Matavele com direito a 2500 Dólares  e  um  diamante. Miss  fotogénica também foi atribuída a moçambicana Maria  Ângela Ndaluza, totalizando dois prémios.

A participação de Moçambique nesta primeira edição só foi possível Graças ao apoio do INATUR( Instituto Nacional do Turismo) Instituto este, tutelado pelo  Ministério da Cultura e Turismo.

 

Estevão Chissano tem uma nova obra de música clássica. Moya (literalmente, vento em português) é o título do novo trabalho, concebido para um quinteto de cordas (dois violinos, uma viola d’arco, um violoncelo e um contrabaixo). A pretensão do aluno do Projecto Xiquitsi, nesta nova odisseia, foi a de produzir uma “ode ao vento”, tentando, através duma linguagem musical e diante das suas possibilidades, desenhar as suas diferentes facetas.

A composição da obra começou em Maio e, já no fim de Julho, Chissano já tinha montado a estrutura de Moya, voltando a mexer nela diante das sugestões que surgiram da parte dos músicos dias antes do concerto de estreia, a 21 de Agosto, no Japão.

Nesta nova obra, depois de Ku Ringisa, Estevão Chissano explora “um pouco daquilo que chamamos de técnicas estendidas, em busca de novos efeitos sonoros, por exemplo o ruído produzido quando passamos a mão sobre a madeira, neste caso o corpo do instrumento, entre outras opções. Outro ponto é a utilização de ritmos e melodias típicas moçambicanas, posso dizer que o meu lado moçambicano esteve menos tímido desta vez, algo que pretendo alimentar nas minhas próximas peças porque serve de impressão digital”, afirmou o músico, confessando que, apesar de Ku Ringisa ser mais complexa tecnicamente, Moya tem desafios localizados que podem dar algum trabalho.

Na percepção de Chissano, cada música é uma peregrinação, por isso gostava que nesta viagem as pessoas pudessem também contemplar as frases da natureza alfabeta, as quais têm uma correspondência com o que acontece na vida. Afirma o autor: “O fenómeno vento pode ser dócil, tranquilizante, pode nos dar aquele abraço naquele momento certeiro que a tristeza desmorona em nós (a brisa), mas pode ser também arrasador, destilando a sua raiva, deixando tudo de pernas para o ar (a tempestade). Se nos deixarmos possuir pelos segredos da natureza, somos capazes de dar um salto quântico e responder sabiamnte às caretas que a vida nos mostrar”.

Estevão Chissano nasceu em Gaza, em 1994. Estudante de Geologia na Universidade Eduardo Mondlane e começou a interessar-se pela música na igreja. Em 2014, já em Maputo, teve a oportunidade de aprender música junto de profissionais na área, através do projecto Xiquitsi, criado por Kika Materula, Directora Artística. Chissano participou dum workshop orientado pelo compositor italiano Maurillio Cacciatore e, no ano corrente, está sob orientação do professor Filipe Fernandes. Parte do resultado do trabalho nesta classe são as seguintes composições: Missa para o Cordeiro, o Meu Sol – Missa em Sol menor (com cinco movimentos: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei) para Coro e Orquestra de cordas, dois clarinetes Sib e oboé e/ou flauta – estreada na íntegra no dia 9 de Maio de 2017 em Maputo; Ku Ringisa (Divertimento para Violino Solo (com três movimentos) dedicada à violinista Maya Egashira), estreado no dia 14 de Outubro de 2017, no Japão, e em Moçambique a 9 de Maio deste ano, no âmbito da 2ª Série dos Concertos da Temporada de Música Clássica, em Maputo; Kutwanana (Harmonia) (arranjo duma música tradicional, em Changana, para Coro e Orquestra de cordas e dois clarinetes Sib. Estreado no dia 10 de Maio; e Moya, estreado no dia 21 de Setembro deste ano, no Japão.

O novo filme do realizador moçambicano vai ser rodado durante cinco semanas, faltando agora uma e meia, e retrata a história de uma população que vive num determinado bairro, cuja vida sofre uma grande alteração por causa de uma construção.

Os grandes heróis de nova longa-metragem são crianças, Jaki (Keanu dos Santos), Pi (Caio Canda), Charlita (Thainara Calane Barbosa), afinal o objectivo que move o realizador é produzir um filme que agrade quer aos mais velhos quer aos mais novos, independentemente da sua origem, educação, história ou experiência. O que se pretende é que “Avó dezanove e o segredo do soviético" seja um filme em que cada idade da vida possa encontrar coisas diferentes, tirar lic?o?es u?nicas, e gozar de maneira especial, “porque, no fundo, Avó Dezanove e o Segredo do Sovie?tico e? uma história muito simples com que e? fa?cil todos nos identificarmos… Na?o que isso facilite a nossa tarefa – a simplicidade tem as suas armadilhas pro?prias e no universo das crianças essas armadilhas são multiplicadas e amplificadas”, avança uma nota sobre o filme que deverá estar pronto para exibição até o primeiro trimestre do próxima ano.  

À imagem do que aconteceu com a primeira longa-metragem de João Ribeiro, O último voo do flamingo, nesta segunda o realizador inclui no seu elenco de trabalho actores estrangeiros. São os casos de Dimitri Bogomogov (russo) e Flávio Bouraqui (brasileiro). De Moçambique, João Ribeiro seleccinou um elenco constituído por actores consagrados e pessoas conhecidas que, não sendo actores de profissão, são chamados a desempenhar certos papeis. No primeiro caos, estão no filme Ana Magaia, Adelino Branquinho, Mário Mabjaia, Elliot Alex e Cândida Bila. Além destes actores experimentados, o poeta Filimone Meigos e a apresentadora de televisão Anabela Adrianopoulos entram no enredo para representar Rafael Truz e Avó Dezanove, respectivamente.

O guião deste novo filme de Ribeiro foi confiado a João Nunes, numa co-produção de três produtoras: Kanema Produções (Moçambique); Fado Filmes (Portugal) e Grafo Audiovisual (Brasil). O Director de Produção é Pedro Bento, tendo como Chefe de Produção Kika Chirrime. A Direcção de Fotografia compete a José António Loureiro, a Iluminação está com Helder Loureiro, Maquinaria com Pascoal Mate, Direcção de Arte com Artur Pinheiro, a Decoração com Nurodine Daúde, Direcção de Som com Gita Cerveira, Figurinos com Sara Machado da Graça e Luiggi e Caracterização com Catia Munguamba.

“Avó dezanove e o segredo do soviético" está orçado em um milhão de euros, mas a equipa está a trabalhar com 700 mil euros.

SINOPSE

Tudo se passa numa cidade para além do tempo e da geografia, num bairro não identificado, que ganha assim contornos quase mitológicos. E? ai? que vive Jaki, numa casa cheia de primos regida com mão férrea pela avo? Agnette e assombrada pela figura misteriosa da avo? Catarina. A vida do bairro e dos seus castiços moradores gira à volta da construção do Mausoléu de um Presidente falecido. Mas esse imponente monumento acaba por ameaçar a vida tranquila que todos levam quando as autoridades anunciam que as casas do bairro têm de ser dinamitadas para a obra ser terminada. Ao mesmo tempo que isto acontece a avó Agnette sofre uma infecc?ão num pé e tem de ser operada, perdendo um dedo e ganhando uma nova alcunha: Avo? Dezanove. A sua operação inspira Jaki. Tal como foi preciso remover o dedo para salvar a perna, ele e o seu melhor amigo Pi decidem remover o Mausoléu para salvar o bairro. E? um plano mirabolante que envolve o uso da dinamite da obra para "desplodir" o monumento. Um plano condenado ao fracasso, não fosse a inesperada intervenção de um soviético cheio de segredos.

 

 

+ LIDAS

Siga nos