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Às 18h de segunda-feira, o tema “o papel dos media em informar e desafiar as crenças” será motivo de debate na Embaixada do Reino dos Países Baixos, em Maputo.

O debate será dirigido por um painel constituído por Helder Nhamaze, antropólogo e activista dos direitos humanos, docente da Universidade Eduardo Mondlane, Regina Charumar, líder cívica, ambientalista e jurista, e Cremildo Churane, especialista em Género, comunicação para mudança social de comportamento, com a moderação do jornalista e escritor Eduardo Quive.

Partilhar ideias, experiências e visões no contexto do que os medias vinculam em Moçambique é o que se pretende com o debate. Que papel os medias têm em desafiar as limitações impostas por certas tradições e crenças culturais sobre o desenvolvimento humano em diferentes regiões do país, como práticas culturais que podem afectar a saúde das crianças, a integridade e os direitos das mulheres e meninas? Que atenção e cobertura de diferentes medias (TV, fotografia, jornal, redes sociais) sobre essas questões? Esse será o mote do debate.

Gerações Wagaya é o título da exposção que se realiza de 4 a 28 de Dezembro, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo. A colectiva junta um grupo de autores moçambicanos naturais de Inhambane.

Neste ano, a exposição Gerações Wagaya é organizada pelo Ministério da Cultura e Turismo e é primeira vez em Maputo. O invento é constituído por mais de três categorias das artes plásticas: pintura, escultura, cerâmica, etc. São onze artistas participantes e cada um entra com quatro (4) obras da sua autoria.

Sebastião Matsinhe participa neste evento a convite da Direção Provincial de Cultura e Turismo de Inhambane. Durante a sua estadia em Maputo, Matsinhe ira’ pintar um mural num dos hotéis da capital.

A Escola de Artes Dans’Artes apresenta a 3ª edição do espectáculo “A Força de Um Sonho”, o espectáculo que contará com mais de 100 crianças será realizado no Teatro Gil Vicente. Será igualmente apresentado no mesmo dia o primeiro álbum, com 10 músicas infanto-juvenis e os encarregados de educação dos alunos irão proporcionar momentos de desfile de moda.

De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Helena Pinto, A Força de Um Sonho “significa acreditar, lutar, persistir, visualizar, caminhar sem desistir do que se almeja.

O espectáculo insere-se no âmbito dos planos de formação visualizados aquando da criação do projecto Dans’Artes que englobam técnicas de danças moçambicanas, ballet, moderna, contemporânea, hip-hop, valsa, kizomba, afro-beat entre outras.

Para além da dança o projecto engloba música, artes plásticas, artesanato, poesia e acrobacias.

O espectáculo será apresentado no dia 16 de Dezembro.

O autor Adelino Timóteo irá lançar a sua obra intitulada “A Volúpia da Pedra” chancelada pela Alcance Editores. Na sua obra o autor dá à pedra a força, a energia da mulher, um enlaçamento quase místico.

Segundo a autor a obra convida-nos a fazer uma ligação entre a pedra, a poesia e o amor que se encontram em múltiplos sentidos, numa multiplicidade de significados e variadas formas.

A apresentação do livro estará na responsabilidade do professor Doutor Martins Mapera e contará com um momento cultural pelo grupo de teatro Nzangas, da Beira.

A cerimónia de lançamento terá lugar no Camões-Centro Cultural Português, pólo da Beira, no dia 10 de Dezembro.

A cantora sul-africana Asanda Bam foi convidada para se apresentar durante dois dias em Maputo. O concerto organizado pela Ginho Sibia Events tem como objectivo tirar o stress laboral.

A talentosa artista de Johannesburg vai no seu concerto encarnar a diva sul-africana, Miriam Makeba. Bam promete cantar e encantar ao som de Makeba, um exercício que lhe é peculiar pois muito o faz em palcos sul-africanos.

A jovem que se inicia na música aos 18 anos não vai deixar de lado o seu álbum de estreia. Do “Fragile”, álbum lançado em 2009 e recebido com elogios, a atenção vai para “Brand New Day”. Esta música e outras mais, com certeza, vão encantar os moçambicanos. Asanda dividiu palcos com grandes nomes do mundo Angelique Kidjo, Jamelia, Corrine Baley Rae e outros.

Asanda Bam começou sua carreira musical profissional em 2002, quando se juntou ao grande grupo evangélico globalmente reconhecido, Joyous Celebration.

Depois de três anos adquirindo experiência com Joyous Celebration, começa a explorar o seu próprio talento, fazendo coros na indústria afro-jazz sul-africana e só depois aventura-se a solo.

Asanda Bam promete trazer para além de “pata-pata” de Makeba e os êxitos de Brenda Fassie as músicas sul-africanas que o público pedir.

Os concertos estão previstos para quinta e sexta-feira no Backroom e Café Jazz Spoon.

Presidências Abertas e Inclusivas como Estratégia de Comunicação Governamental é o título do livro da Stélia Neta, a ser lançado amanhã em Maputo.

Uma marca da governação de Armando Guebuza entre os anos 2005 e 2015, as presidências abertas – nome dado às visitas de trabalho do Presidente da Repúblicas pelas províncias – inspiraram uma tese de douramento em Ciências da Comunicação, defendida na Universidade da Beira Interior (Portugal) pela Stélia Neta, em 2017. Um ano depois, a tese foi adaptada em livro, sob a chancela da Alcance Editores.

Com o título “As Presidências Abertas e Inclusivas como Estratégia de Comunicação Governamental”, o livro faz notar que Armando Guebuza instaurou um ciclo de grande proximidade com os cidadãos através da estratégia conhecida por Presidência Aberta e Inclusiva, “em que o mais alto magistrado da nação abandona a Ponta Vermelha para governar o país a partir de locais humildes, em diversas partes do território”.

A autora conclui que, enquanto estratégia de relações públicas governamentais, as presidências abertas desempenharam um importante papel no esforço de construção da identidade nacional. “Estamos perante uma estratégia que se investe na aproximação da elite política ao povo, na tentativa de encetar um relacionamento de confiança, de participação política e a cooperação entre o Governo e seu povo”, escreve a autora.  

Stélia Neta diz ainda que aquela iniciativa de governação possibilitou uma comunicação sem intermediação entre os populares e o Presidente da República. “Toda a retórica presidencial soube potenciar e estimular os valores da moçambicanidade, com potenciais efeitos redutores nas diferenças étnicas entre a população. O sentido de pertença a um Estado uno e indivisível foi bastante explorado pelo discurso do Presidente”, que sempre recorria à primeira pessoa do plural (nós moçambicanos…). Os discursos de Armando Guebuza serviram também para estabelecer uma comunicação bilateral mais próxima e efectiva junto do cidadão, através da descentralização e reforço da administração local do Estado.

Membro do Conselho Universitário da UEM e do Conselho Nacional do Ensino Superior, Stélia Neta é doutorada em Ciências da Comunicação e mestre em Comunicação Estratégica pela Universidade da Beira Interior e licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra.

 

 

 

O escritor moçambicano,Ricardo Barradas, lança nesta quarta-feira duas obras literárias “Ilha de Moçambique, estórias da sua história” e “Memória dos elefantes de Moçambique”, trata-se de obras que representam um contributo para as comemorações dos 200 anos de elevação da ilha de Moçambique à categoria de cidade.

As obras recorda como o comércio do marfim foi, para além do comércio do ouro e dos escravizados, o massacre de elefantes e respectiva violenta agressão ambiental ocorrida especialmente nos séculos XVII e XVIII determinados pelo comércio do marfim, constitui peça básica deste livro.

O escritor dedica às duas obras aos jovens para lhes facilitar o conhecimento da história do país através de uma leitura simples e acessível.

Os relatos contidos nestes livros são factuais, minuciosos e objectivos, baseando-se em bibliografias listadas no final de cada um dos livros, conferindo um evidente rigor académico a estas obras.

As obras serão apresentadas pelo Eng. Álvaro Carmo Vaz, professor catedrático da Universidade Eduardo Mondlane que foi o primeiro Bastonário da Ordem dos Engenheiros de Moçambique.

O Conselho de Administração da Gapi, a instituição patrocinadora da sua edição, expressou as razões para o seu apoio: “Quando Ricardo Barradas nos convidou a nos associarmos a este livro, que retrata as estórias da história daquela que foi a primeira capital de Moçambique, a Ilha que leva o mesmo nome, fascinou-nos, dentre várias razões, o facto de te?-lo dedicado a? juventude.”

A Khuzula Editora procede no próximo dia 4 de Dezembro, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, ao lançamento do primeiro livro moçambicano de partitura e letras. Trata-se do Songbook dedicado a extensa obra de um dos maiores percursores da música popular moçambicana: Fany Mpfumo, o Rei da Marrabenta.

A obra foi produzida pelo agrupamento TP50 em parceria com a Musicarquivo – departamento da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, e está integrada na Colecção “Tempo dos Tocadores”.

Com a Colecção “Tempo dos Tocadores” pretende-se promover, não tão só o registo das letras e partituras musicais dos autores nacionais, mas também, proporcionar uma oportunidade aos músicos profissionais, amadores e estudantes, um instrumento que permita e estimule a este grupo a tocar Música Moçambicana. Outrossim, o facto tratar-se de um livro bilingue (português e Inglês) vai possibilitar a vários públicos, no estrangeiro sobretudo, a interpretar as obras de Fany Mpfumo.

Para iniciar esta colecção foi seleccionado um dos grandes nomes da música nacional: Fany Mpfumo. A escolha deve-se a consensualidade da sua importância e determinismo na Música Moçambicana.

O Songbook com o repertório de Fany Mpfumo: o cantor mais conhecido, mais amado, mais lendário e mais reverenciado de Moçambique e de sempre na nossa arena musical. Ao percorrer o Songbook o leitor poderá observar quão as letras e melodias de Fany Mpfumo eram tão belas quanto simples.

O prefaciador do livro, Samuel Matusse, autor do livro “Fany Mpfumo e Outros Ícones”, considera que a lançar o Songbook, o Tp50, Musicarquivo e a Khuzula, reverenciam e contribuem para a eternização deste homem, pois se os moçambicanos fossem politeístas Fany Mpfumo “Deus da Música Moçambicana”.

Matusse recorda que Fany Mpfumo é como daquelas descobertas importantes da ciência, que às vezes surgem por mera obra do acaso. Este monstro que viria a ser uma estrela cuja fulgurância a tornou uma das mais cintilantes estrelas no nosso cancioneiro popular.

Hoje arrancou o pequeno ciclo de cinema brasileiro, no Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM), na cidade de Maputo. Durante três dias, sempre a partir das 18h30, serão exibidos, naquele espaço, obras cinematográficas que retratam determinados contornos do universo artístico. Com os três filmes seleccionados, disse Jorge Dias, director do CCBM, pretende-se apostar num certo tipo de cinema capaz de inspirar as pessoas, mostrando-as que o sucesso, na arte, depende de uma entrega e compromisso.

A projecção do pequeno ciclo de cinema brasileiro iniciou com o filme Elis, que retrata a vida de Elis Regina, considerada a maior cantora brasileira de todos os tempos. De igual modo, dirigido por Hugo Prata e produzido por Fabio Zavala, o filme reconstrói o percurso de Elis Regina desde quando começou a carreira aos 18 anos de idade, mudando-se de Porto Alegre para Rio de Janeiro, até o auge de seu sucesso, que ultrapassou as fronteiras brasileiras, sem deixar de lado a sua grandiosa e meteórica ascensão na música, assim como o peso da fama, atribuídos a uma vida pessoal conturbada, que a perseguiram até à sua fatídica morte, na sequência de uma overdose.

Amanhã à noite, o filme escolhido para exibição é Das nuvens pra baixo, inspirado nos diários de Carolina Maria de Jesus publicados no início da década de 1960, quando pela primeira vez na história do Brasil uma favelada escreveu sobre seu quotidiano. O filme de 2015 tem direcção de Marco Antonio Gonçalves e Eliska Altmann.

Por fim, na quarta-feira, o filme que será exibido será Gonzaga: de pai pra filho. Neste enredo, decidido a mudar seu destino, Gonzaga sai de casa jovem e segue para cidade grande em busca de novos horizontes e para apagar uma tristeza amorosa. Lá, ele conhece uma bela mulher, Odaléia (Nanda Costa), por quem se encanta. Após o nascimento do filho e complicações de saúde da esposa, ele decide voltar para a estrada para garantir os estudos e um futuro melhor para o herdeiro. Para isso, deixa o pequeno aos cuidados de amigos no Rio de Janeiro e sai pelo Brasil afora. Só não imaginava que essa distância entre eles faria crescer uma complicada relação, potencializada pelas personalidades fortes de ambos. Baseada em conversas realizadas entre pai e filho, essa é a história do cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga, também conhecido como O Rei do Baião ou Gonzagão, e de seu filho, popularmente chamado de Gonzaguinha.

 

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