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O País – A verdade como notícia

O cantor, compositor e guitarrista sul-africano, Jeff Maluleke, irá realizar um concerto no Hotel Terminus.

O artista que se vai unir a instrumentistas moçambicanos, cujo os nomes preferiu não revelar, promete uma noite singular, onde vai passear pelos seus quatro álbuns, retirando o melhor da sua música.

O concerto enquadra-se no conceito do “Only Jazz Without Stress” que quase todos finais de semana exibe o melhor da música nacional e internacional no que concerne ao jazz.

Durante noventa minutos, êxitos como “Byala bya xintu”, “Sala”, “Juliana”, “Vukati” e “Kilimanjaro” vão saborear a noite e, claro, tirar o stress da semana laboral.

Gigliola Zacara encontra-se em Luanda a participar na 14ª edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA), com o espectáculo a solo Ihaya.

Entretanto, nesta passagem pela capital angolana a actriz não se restringiu à representação. Igualmente, dirigiu uma oficina de teatro com 24 crianças, que se insere no plano de incentivo à leitura e escrita através de actividades lúdicas, no Centro de Animação Artística do Cazenga. O lema da oficina foi “Do livro ao palco”, de acordo com Gigliola Zacara, um projecto que está a ser desenvolvido pelo Centro de Recriação Artística de Maputo? “Este projecto vem como um modelo no que concerne ao incentivo, promoção, desenvolvimento de actividades artísticas, recreativas e sociais”.

A oficina de Gigliola Zacara durou três horas e incluiu a adaptação do livro da escritora Rosa Pereira para o teatro. O livro em causa intitula-se O sonho da menina Kissanga, que retrata a história de uma personagem que nasceu e cresceu numa aldeia. E Zacara conta? “ela sonhava em formar-se em engenharia e viver na cidade grande, Luanda. Certa vez, uma tia que residia na cidade foi visitar a família de Kissanga, e convenceu os pais dela que na cidade teria mais oportunidades. Os pais aceitaram e deixaram que a menina fosse viver com a tia. Depois de algum tempo, a tia diz a sobrinha que já não podia viver com ela, que iria deixá-la em casa de outro familiar, numa casa onde só viviam mulheres. Nessa casa, a menina Kissanga era maltratada pela prima mais velha, que a fazia trabalhar como uma condenada. Kissanga viu os seus sonhos afundarem-se. Então decidiu regressar para a sua aldeia. Quando chegou, contou o sucedido aos pais, que lamentaram por tudo e prometeram que acontecesse o que acontecesse lutariam arduamente para que o seu sonho se realizasse. Anos mais tarde, ela formou-se em Agronomia e ficou na sua aldeia a apoiar a sua gente”.

Em Luanda, Gigliola Zacara dedica-se à oficina com crianças porque acredita ser necessário formar-se novos artistas. Como é na meninice que quase tudo desponta, a actriz resolveu passar a fazer das crianças o seu principal grupo-alvo, afinal trabalhar com tenra idade é uma paixão antiga. Todavia, a oficina de Luanda também contou com a presença de adultos que participam no FESTECA. Para a actriz, a experiência foi muito boa, pois “percebi que a nível das periferias, como é o caso do município de Cazenga, estão a fazer um trabalho incrível no que se refere ao teatro para crianças e com as crianças”.

Quanto à Ihaya, esta é a segunda vez que a actriz participa com o espectáculo num festival internacional. Antes de Angola, a primeira vez foi na 10ª edição do Drama For Life International Conference and Festival, que se realizou na cidade de Joanesburgo, África do Sul, ano passado.

SOBRE IHAYA
Ihaya é uma peça contemporânea inspirada no quotidiano duma sociedade actual, na qual pessoas se questionam constantemente sobre elas mesmas, isolando-se do mundo  em busca de respostas. O enredo da peça gira em torno da vida de uma mulher, de berço conservador, educada para ser mãe e esposa, ameaçada por uma sociedade que não a compreende por não seguir as convenções. As suas atitudes são vistas como repugnantes e enfadonhas, enquanto ela procura questionar-se sobre si própria, seu ser mulher, seu ser estranho e todas as transformações que em si são desconhecidas. Como viverá com seus inimigos e sobreviverá aos seus constantes abusos sem nunca quebrar o silêncio? Esta é a questão que fica no ar.

 

 

No âmbito do intercâmbio cultural entre Moçambique e China, artistas do país participam a partir do dia 12 de Agosto nas celebrações dos 70 anos da fundação do Instituto Cultural da China.

São no total 12 artistas entre músicos, bailarinos e corégrafos que vão expor as potencialidades culturais do país, na China nas celebrações 70 anos da fundação do Instituto Cultural da China.

Na expectativa estão os artistas que representam as três regiões do país e que levam na bagagem uma mistura diferente, uma simbiose da música e dança, representado o que de melhor existe no pais em termos de arte.

Para o Ministério da Cultura, esta iniciativa vai reforçar a cooperação entre os dois países.

Na China além de espetáculos e exposições, o grupo vai participar em palestras nas universidades onde vão debruçar sobre a diversidade cultura dos dois países.

 

 

A música moçambicana está a crescer muito nos últimos anos. A convicção é de Albino Mbie, cantor, compositor e guitarrista moçambicano a viver nos Estados Unidos de América lá vão bons anos. Ainda assim, segundo entende o músico, os artistas nacionais precisam de se reinventar todos e todos os dias, pois “estamos a precisar de nos acomodar ao que o mercado nos pressiona a ser, de modo que consigamos exportar o nosso produto com qualidade desejada”.

De maneira a concretizar-se o propósito de se exportar mais obras de artistas, Mbie sugere que os moçambicanos invistam mais em eventos com músicos nacionais, pois só assim os produtores de fora podem perceber o valor da arte musical que produzimos. E, para o efeito, a organização é indispensável. “Precisamos de nos organizar porque aí reside a chave do sucesso. Se não nos organizarmos, ninguém fará por nós. E essa organização inclui a cadeia toda? os artistas, os produtores ou público em geral. Por exemplo, penso que o Ministério da Cultura e Turismo deveria ajudar os músicos a fazerem digressões, mesmo dentro de Moçambique, porque estamos a precisar de dar valor aos criadores internamente”.

Albino Mbie é autor de dois álbuns, Mozambican dance e Mafu. A fim de promover o segundo disco, o artista foi ao Parque dos Poetas, na cidade da Matola, domingo, e fez parte da iniciativa Dia do CD, organizada por Gilberto Phulume Jr., e que serve para aproximar os discos e os artistas aos seus admiradores. O evento acontece todos os domingos, entre 10 e 21h.

Foi naquela sessão aberta que o autor de Mafu referiu-se à importância da organização e do que o seu segundo CD representa para si. Para Mbie, Mafu é um lugar onde as almas e as sensações encontram-se. “E o facto de o CD unir temas relacionados com o amor ou com as tradições realiza o meu grande objectivo de comunicar com todas as idades, etnias e percepções de vida através da música”.

A propósito de encontros, na perspectiva de Albino Mbie, o contacto com o público significa ter um momento muito íntimo com quem gosta da sua música. “Penso que que constitui uma boa oportunidade para que as pessoas saibam quem é Albino Mbie”.

Estando a investir numa carreira fora do seu país, o autor de Mafu encontra na particularidade de se encontrar distante da sua terra uma oportunidade para reavaliar o que lhe caracteriza como moçambicano e o seu papel como representante das culturas de Moçambique no estrangeiro. “Cantar a minha terra é uma forma de me comunicar com o meu eu e com o meu país. Além disso, investir numa carreira fora do meu país, no caso, Estados Unidos, é uma oportunidade porque a concorrência num mercado como o da América é algo que nos faz crescer. Tenho vindo a aprender a cada dia e cada dia, para mim, é um sonho e uma oportunidade”, revelou.

 

“No tempo dos tocadores – um tributo à música moçambicana” mereceu duas apresentações. A primeira, inédita, e, a segunda, em reposição. Assim, o próximo desafio do grupo TP50 é continuar a narrar em concerto a história da música moçambicana, como o fizeram naquelas duas ocasiões em que estiveram no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo. E já há datas. Nos dias 8 e 9 de Novembro, TP50 vai regressar ao Franco-Moçambicano a fim de apresentar a histórias da música moçambicana a partir de 1975 até esta parte.

A novidade foi revelada por António Prista, sexta-feira, durante a reposição de “No tempo dos tocadores – um tributo à música moçambicana”. Este concerto que juntou 46 pessoas no palco foi um pretexto para TP50 gravar um DVD.

À imagem do primeiro espectáculo, a história da música moçambicana foi contada numa simbiose entre teatro, musica e dança. O arranque foi dado pela dupla de actores Horácio Guiamba e Fernando Macamo, a interpretarem um velho e um jovem, respectivamente. Essencialmente, é o velho quem, em jeito de transmitir uma herança cultural, conta ao jovem, e consequentemente ao público, quais são os grandes valores da música popular moçambicana. A condizer com o que o personagem diz, aparecem os musicais com percussão tradicional, cântico de nascimento e cancão de amor.

Em termos de autores, no concerto não faltou destaque para músicos como Daniel Marivate, Gil Mabjeka, Feliciano Mutano, João Domingos, Fany Mpfumo, Dilon Djinji, Gabriel Chiau, Alexandre Jafety ou para Orquestra Djambu.

A propósito de Orquestra Djambu, este colectivo foi homenageado durante o concerto, por muito ter feito na promoção e expansão dos ritmos populares, inclusive até aos espaços urbanos. Para receber o bouquet de flores esteve no palco a vocalista do grupo? Cecília, que, aos 74 anos de idade, recusa-se ser trata por avó. Ela é menina Cecília. Repetimos: Menina Cecília.

Para aquela rapariga cuja carreira musical começou contra vontade da mãe, foi especial estar no palco do Franco e ser reconhecida, até porque “aos 74 anos de idade já estou a queimar os últimos cartuchos. São os meus últimos momentos no palco”, afirmou a vocalista que sexta-feira interpretou o badalado tema “Elisa”, do grupo a que pertence.

Entre representação e música, no Franco, houve a performance das danças xigubo, makwaela, tufu e mapiko. E não faltou poesia do poeta-mor da literatura moçambicana, dita por Calane da Silva? “Declamar Craveirinha foi sempre uma honra. É um prazer imenso declama-lo porque são poemas que me dizem muito. Sou 20 anos mais novo que Craveirinha, mas as imagens e as memórias que ele nos dá nos seus textos também as vivi”.

Ainda que o concerto de sexta-feira à noite tenha sido uma reposição, engane-se quem julgar que foi fácil de preparar. Não foi. E António Prista (Direcção-Geral) explica porquê? “Foi difícil preparar o concerto porque somos 46 no palco e 20 na produção. São quase 70 pessoas que não trabalham todo o dia para isto, todos temos outros afazeres. Mas é prazeroso porque há muita entrega e muita paixão”.

No tempo dos tocadores ficou para história, agora vem mais uma, a dos tocadores de agora.

 

Sala de cinema da Lusomundo. Maputo Shopping. Cidade de Maputo. Eis o espaço escolhido para o lançamento da série televisiva Coisas de família. A cerimónia, conforme prevista, iniciou às 17h desta quinta-feira e contou a presença dos actores, realizadores, produtores, guionistas, apresentadores de televisão e o público em geral. O propósito deles? Nem mais, estar na linha da frente para ver a projecção do primeiro episódio na grande tela, antes mesmo da maioria dos telespectadores da Stv, canal que só vai estrear a nova produção no dia 14, às 19h30.

No acto do lançamento, intervieram, numa das salas da Lusomundo, Jeremias Langa, COO da SOICO, e João Miguel, Director da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane. Para o primeiro, Coisas de família é a prova inequívoca de que juntar sinergias e acreditar-se no que se está a fazer garante um produto de qualidade. Langa aproveitou a ocasião para lembrar ao público que esta não é a primeira vez que a Stv leva a cabo um produto desta natureza. Há alguns anos, o canal televisivo emitiu N’txuva, vidas em jogo, uma co-produção com uma equipa brasileira. Desta vez foi diferente. Toda a equipa envolvida é de moçambicanos.

“Esta série foi produzida fora dos padrões normais, sem grandes orçamentos, o que revela que é possível termos um produto de qualidade se acreditarmos naquilo que estamos a fazer. É importante levarmos as nossas histórias à televisão. E esta série alimenta-nos o sonho de um dia termos uma telenovela produzida por nós no horário nobre. Temos de lutar por isso, e, inclusive, desafio a todos para que possamos nos esforçar na produção de uma segunda temporada”, afirmou Jeremias Langa.

Na percepção de João Miguel, Coisas de família é um produto que fará diferença. “O país precisa deste tipo de produtos, que pode ser um marco para o futuro do posicionamento da televisão a nível ncional. Este é um momento importante para o sector cultural do país”, defendeu. E esta também é a convicção de Dadivo José, actor e professor de teatro da ECA, quem vê nesta iniciativa uma oportunidade de os alunos de Teatro da instituição onde leciona puderem aliar a teoria à prática. Para o actor, foi uma experiência muito agradável esta de contracenar com pessoas ainda com pouca experiência. “Foi uma boa oportunidade para passar testemunho e penso que conseguimos produzir uma série de qualidade.

À imagem de Dadido José, das figuras conhecidas, a série televisiva também teve no elenco Matilde Conjo, quem encontrou nesta iniciativa uma oportunidade de fazer aquilo que mais gosta: representar. “Faço da representação um modo de vida. Represento até na música, no palco. Mas aqui foi diferente e acredito que os telespectadores vão gostar muito desta série”.

Essencialmente, Coisas de família é uma série com 11 episódios, sendo que cada um dura 20 minutos. A mesma é realizada pela Stv em parceria com a Escola de Comunicação e Artes. Foi gravada em seis dias e junta um elenco de 10 actores.

Quanto ao enredo, cujas cenas foram rodadas na cidade de Maputo e na Residencial Edgara, no distrito de Marracuene, província de Maputo, apresenta uma história que retrata uma família chamada Cossa, cujo sonho do senhor da casa é ter netos. Para o efeito, Cossa (Dadivo José), carregado de muito machismo, predispõe-se a custear pelo filho todas as despesas da cerimónia de lobolo, que, no Sul do rio Zambeze, serve como condição para o casamento. E, de facto, o matrimónio acontece. Ainda assim, daí para a frente as coisas não correm como o planeado, pois surge um problema que abala a família, afinal a tão almejada nora que iria garantir a continuidade do apelido e de tudo à volta disso é estéril. Choque. E agora? Eis a pergunta que não sossega os Cossa, daí resolverem pedir ajuda de forças ancestrais.

Quem esteve na sala Lusomundo, ontem, viu, igualmente, na grande tela, uma história de amor, de ódio, enganos, traição, que projecta os melodramas dos que vivem num ambiente urbano, no entanto, sem resistirem recorrer aos labirintos da tradição, quando necessitam de soluções para vencer os problemas da vida.

Esta é uma série hilariante, na qual, no centro da história, estão Tai (João Machava), filho de Cossa que vai casar; Granada (Leonel Estevão), outro filho do Cossa; e Angélica (Meves Renato), a nora que deixa de ser querida por não poder dar continuidade à linhagem dos Cossa. E os vilões? Bem, o leitor tem razão. Uma história destas não evolui sem pelo menos um vilão ou vilã, no caso. E ela chama-se Jéssica (Nélia Gilberto), a tal revoltada com o facto de ter perdido o homem da sua vida para uma “desconhecida qualquer”.

Pronto. O leitor já tem muita informação. Se quiser saber mais desta história que irá uma vez ao ar por semana, sempre pode ficar atento à Stv ou pode recorrer a Stv Play, pois nesta plataforma já está disponível.
 

Simples e claro: Fé. Este é o título da nova exposição de Mário Macilau, inaugurada na última quarta-feira, na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo.

A individual de um dos fotógrafos mais importantes da actualidade moçambicana foi apresentada por Mia Couto, quem defende que, na verdade, a mostra com nove peças não se refere à fé no sentido estrito religioso, mas na relação das pessoas e do corpo com o mundo visível. Segundo entende o escritor, há na individual de Mário Macilau um diálogo que o artista consegue estabelecer ao fotografar a pele, as mãos e o corpo como uma espécie de continuidade com aquilo que são os grãos de areia, a lama ou a farinha.

Em virtude disso: “Nesta exposição parece que há uma espécie de relação como que se tivéssemos sido feitos todos dos mesmos materiais. O que quero dizer, na verdade, é que não se olhe esta individual como uma reportagem sobre uma crença religiosa. Esta exposição é sobre nós todos que somos de Moçambique”, afirmou Mia Couto, autor que acompanha, até ao nível mais pessoal, a fotografia de Macilau desde o início da carreira. Inclusive, o autor Prémio Camões 2013 fez um texto para o trabalho do fotógrafo.

A individual de Mário Macilau é uma continuidade de um trabalho que o fotógrafo iniciou por volta de 2010, o qual centra-se nas práticas tradicionais e religiosas em Moçambique, considerando a forma como a comunidade adapta-se e insere-se nessas mesmas práticas. Todo o projecto, concluído em partes, inclui fotografias feitas do Norte ao Sul do país. E o fotógrafo esclarece: “quando terminei a primeira fase deste projecto que iniciei em 2010, decidi avançar para um segundo momento, no qual centro-me mais nos espaços públicos, nas crianças, nos pescadores e na relação das pessoas que frequentam as praias. Esta exposição é uma forma de preservarmos a nossa cultura”.

Na galaria da Fundação Fernando Leite Couto, a individual de Mário Macilau, que inclui um texto de José Eduardo Agualusa, estará exposta até 31 deste mês.

 

 

A cantora e compositora da Eswatini, Symphony, que é a nova estrela do soul africano, irá actuar este final de semana, pela primeira vez, em Maputo.

Antes de abraçar o soul Symphony começou por cantar música gospel ritmo que a inspirou e determinou a sua inserção na música.

É com o objectivo de emponderar as mulheres e lutar para o respeito dos direitos das crianças e de pessoas com necessidades especiais, sobretudo mulheres que Symphony projecta sua voz para o mundo. Estas são as principais mensagens que a sua música veicula, e que vem partilhar com o público moçambicano.

A cantora vai aproveitar a sua vinda a Maputo para divulgar o seu álbum de estreia intitulado “Sengikhona”, que significa (estou aqui), trata-se de um trabalho discográfico bem recebido no seu país e no mundo.

Symphony diz que a sua marca como artista segue a autoconsciência, encorajamento e capacitação, e “é sobre isso que a minha música versa”, concorda.

Na edição 2018/2019 do Eswatini MTN SWAMA, Symphony sagrou-se vencedora, na categoria Artista Feminina do ano e, recentemente, tornou-se Embaixadora da MTN da Eswatini. Em sua carreira de rápido crescimento, ela dividiu o palco com grandes músicos como Lira, Freshly Ground, Jonas Ngwangwa, Khaya Mthethwa, Mahhotela Queens e participantes do Eurovisão, em 2018, na Europa.

Os concertos terão lugar no Café Jazz Spoon, sexta-feira, na Matola, e sábado no Backroom, na cidade de Maputo.

Pela segunda vez, o espectáculo “No tempo dos tocadores – um tributo à música moçambicana” vai realizar-se no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo. O evento com TP50 no palco está marcado para sexta-feira, às 20h30, na Sala Grande.
Este espectáculo volta a ser apresentado no Franco-Moçambicano depois de ter sido estreado ano passado.

“No tempo dos tocadores – um tributo à música moçambicana” retrata uma parte da história da música moçambicana, evento que se enquadra em diversas iniciativas que pretendem registar, perpetuar e valorizar a música e músicos nacionais.

Segundo a nota do Franco-Moçambicano, “dado o seu impacto, o TP50 vai apresentá-lo de novo ao público num evento que será gravado para fazer parte de um documentário sobre a história da música nacional que está em curso. Com 45 artistas em palco, o presente espectáculo abrange o período do início do século XX até à independência. Incluindo música, dança, teatro e fotografia.

O nome TOCADORES advém do facto de assim terem sido designados os músicos nesse tempo”. E a nota acrescenta: “TP50 acredita que a música feita pelos maiores tocadores nacionais transporta-nos a todas dimensões do humanismo e serve de alicerce para se compreender o momento que o país vive. Os músicos voltam recriar as canções, os bailarinos recriarão os passos de dança, a fotografia e o cinema contarão a história e montar um fio condutor que o teatro trará ao palco”.

Portanto, durante o concerto TP50 “vai exaltar o papel que as artes sempre assumiram em momentos profundos do país e eternizar as vozes que fazem parte da trilha sonora de um filme cujos protagonistas são todos os moçambicanos. O espectáculo pretende apenas ser uma modesta contribuição à valorização da música nacional e dos homens que a fizeram e promoveram

 

 

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