O País – A verdade como notícia

Três escolas secundárias da província de Maputo conseguiram apurar, ao todo, oito concorrentes para a fase regional sul do Vodacom Turma Tudo Bom. São os casos de Matola, Bili Boane e Machava-sede. O casting, para o efeito, decorreu durante dois dias, quinta e sexta-feira, e movimentou cerca de cinco mil espectadores.

À imagem da edição anterior, a organização do concurso de busca de talentos realizado pela Stv em parceria com a Vodacom e apoio do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), este ano foram abertas duas categorias. A primeira designa-se Olimpíadas Académicas, na qual a escola felizarda na fase de selecção foi a Machava-sede, depois de Angélica Manjate e Chelsea Elisa, de 16 e 17 anos de idade, respectivamente, ambas na 11ª classe, terem respondido acertadamente a todas às questões colocadas pelo júri. De mãos sempre dadas, enquanto ouviam as questões relacionadas com Português, História e Geografia, as duas colegas e amigas provaram que com preparação tudo é possível. Logo, não tiveram dificuldades de ultrapassar outros concorrentes, como os alunos das secundárias da Liberdade, São Gabriel, Zona Verde ou Malhampsene.

Quanto à segunda categoria, Talentos, é constituída por quatro subcategorias: Poesia, Representação, Dança e Canto. Nestas, primeiro, destacou-se o pequeno poeta Egídio Nhassengo, 16 anos de idade, 10ª classe, aluno da escola anfitriã.

Na representação, foi de loucos! Aqui dominaram os Donos da Festa, dupla constituída por alunos da secundária da Matola, Chelton Mussivane e Valdemiro Chulo, ambos com 15 anos de idade, 10ª classe. A peça apresentada pelos “festeiros” é uma comédia que problematiza o valor da escola em oposição à devoção dos crentes pela igreja. Logo que os miúdos foram à ribalta ficou claro que seriam eles a representar a província de Maputo na fase regional sul. E ficou comprovado.

Na Dança, aí as coisas não foram fáceis. Bem dito, como não foram na Poesia e no Canto. Muitas duplas estiveram em condições de passar para a fase seguinte, entretanto, conseguiram Roberto Ualane e Leonel Samuel, alunos da Matola, 15 e 16 anos, 9ª e 10ª classes, respectivamente.

A subcategoria de Talentos, com mais concorrentes, foi a de Canto. Outra dor de cabeça para o júri, que teve de fazer muitas audições e, em alguns casos, repetidas. Mesmo assim, a decisão não foi fácil, pois de todos os concorrentes três estavam em condições de passar para a fase regional sul. Houve do júri muita hesitação.

Desejava-se que os três passassem, mas a organização apenas queria um. Aí a seleccionada foi Laura Mahoche, 18 anos de idade, Bili Boane, 11ª classe. A menina boa de canto e com ares visíveis de estrela pop superou Clara Gilberto, 17 anos, Zona Verde, 12ª classe, e Ronaldo Januário, 17 anos, Matola, 12ª classe. Estes dois, não estão eliminados de todo. Passam à condição de suplente. A altura certa, a organização vai decidir se os leva ou não.

No segundo dia do casting, o processo de selecção dos concorrentes realizou-se entre 11h30 e 16h30, sendo que o palco improvisado da Matola pisaram os que melhor pontuação tiveram na véspera.

Para os membros de júri, a avaliar por aquilo que Maputo Província apresentou, a 8ª edição do Vodacom Turma Tudo Bom promete, este ano. “Sinceramente, quando viemos a Matola, julgamos que este seria mais um casting, mas ficamos surpreendidos com o nível de apresentação dos alunos. Quase sempre tivemos dificuldades de apurar os concorrentes. O casting foi muito renhido”, disse Tomás Bié, membro do júri. Este também é o sentimento do representante da Vodacom, Osvaldo Mainde, daí ter-se sentido satisfeito com o que viu. “Agora, esperamos que nas outras províncias do país a qualidade das apresentações continue em alta, pois o que move este concurso é unir o talento e o conhecimento”.

A representar a Direcção Provincial da Educação, no concurso, esteve Maria Helena, que mantém o compromisso de apoiar os apurados para dignificarem Maputo na fase regional sul.

Já não “deve” nada ao público que, depois de pagar pelo ingresso, encheu a Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, sexta-feira à noite. Vestido de operário, o “Soldado da paz” (um dos seus temas mais recentes), subiu ao palco logo a cantar um dos grandes sons do álbum Cubaliwa: “Calaste”, uma autêntica antítese, pois nem Azagaia calou-se e tão-pouco os que foram ao Franco para viver intensamente o espectáculo “Só dever”. Na verdade, aquela música foi uma espécie de boas-vindas para mais uma aparição do rapper que cantou como quem faz uma retrospectiva do país e das suas gentes.

Flashback. “Só dever” iniciou 30 minutos depois da hora prevista, afinal até à hora do show as pessoas não paravam de entrar na Sala Grande, como que eufóricos. Quando os ponteiros do relógio assinalaram 21 horas, primeiro, Os Cortadores de Lenha (Texito Langa, na bateria; Sacre, guitarra; Mauro, piano; e Nandele (DJ).

Nos coros estiveram Amélia e Kaluza Banda, ex-concorrente do Desafio Total da Stv) agitaram as emoções do auditório que até aí acreditou que seria possível ver o show de Azagaia sentado. “Bando de distraídos”. Levantaram-se e em geral puseram desde o primeiro minuto que o rapper pisou o palco até ao fim de duas horas, tempo integral do espectáculo que contou com a presença de Gina Pepa como convidada. Com uma das grandes referências do Hip Hop moçambicano, Azagaia cantou a música “Só dever”, logo se percebe, igualmente título do concerto.

Além das músicas mais recentes, Azagaia também interpretou os seus temas mais badalados: “As mentiras da verdade”, “A marcha”, “A minha geração”, “Vampiros”, “Maçonaria”, “Na embosca”, “Cão de raça” e, claro, o inevitável “Povo no poder”.

Logo a seguir a este tema, o espectáculo já estava feito, mas isso só na cabeça de Azagaia e, eventualmente, nas d’Os Cortadores de Lenha. Para a maioria do público, que se recusou a deixar a sala, por querer mais uma música, a “dívida” de Azagaia tinha de ser paga com jurus. E antes que os bastidores fossem assaltados e o rapper segurado pelos colarinhos e obrigado a cantar mais um tema, o rapper cedeu ao povo a que pertence. Fez o que lhe foi pedido e fechou como começou, com “Calaste”, mas sem se calar.

Este sábado vai haver Festa do Cinema, Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na capital do país. A segunda edição inclui sessões a realizarem-se entre 10h30 e 22h.

Logo a inaugurar as sessões, no âmbito do programa “Os sábados das crianças”, o auditório poderá acompanhar um  workshop de cinema com Marthe Le More, logo pela manhã. A sessão aberta ao público em geral está mais vocacionada para crianças dos 7 aos 12 anos.

Às 14h, o pretxto para concentracao no Franco será o filme “Demain tout commence”, de  Hugo Gélin. Esta é uma história de Samuel (Omar Sy), que vive uma vida sem laços ou responsabilidades à beira-mar no sul ensolarado da França, perto das pessoas que ama, até que uma ex-namorada o procura. Incapaz de cuidar de um bebé e determinado a devolver a criança à sua mãe, Samuel corre para Londres para tentar encontrá-la, sem sucesso. Oito anos depois, enquanto Samuel e Glória vivem em Londres e tornaram-se inseparáveis, a mãe de Glória volta às suas vidas para recuperar a sua filha.

Às 16h, será a vez do filme “Divines”, de Houda Benyamina, ser exibido. Nesta história, num gueto de Paris o tráfico local transforma-se em oportunidade para mudar de vida. Dounia (Oulaya Amamra) e a sua melhor amiga Maimouna (Déborah Lukumuena) planeiam sair da pobreza ou morrer tentando.

Duas horas depois, as telas vão projectar mais um filme francês: “Le Brio”, de Yvan Attal. Esta é a história de Neila Salah, que cresce na periferia e sonha em se tornar advogada. Inscrita na grande universidade parisiense de Assas, a personagem confronta, desde o primeiro dia, Pierre Mazard, professor conhecido pelas suas provocações e deslizes. Para se desculpar pela sua conduta desrespeitosa, Pierre aceita preparar Neila para o prestigioso concurso de eloquência. Cínico e exigente, Pierre pode se tornar o mentor que Neila precisa… Mas é necessário que ambos superem os seus preconceitos.

“Le skate moderne” também será projectado nas telas da segunda edição da Festa do Cinema. O enredo do filme apresenta um grupo de skaters que não hesitam em colocar as suas pranchas na lama num ambiente inusitado e atípico. Entre ficção e documentário, o vídeo segue de forma contemplativa um bando de skaters do campo nos cantos mais remotos da Dordogne.

A Festa do Cinema é um evento para a promoção do cinema francês, que acontece todos os anos em França no mês de Junho, desde 1985. Neste contexto, e para celebrar o cinema francês, este sábado, 22 de Junho, teremos a oportunidade de assistir a vários filmes franceses recentes e de grande qualidade. O nosso encontro anual para celebrar o cinema em família, com filmes franceses, com legendas em português, que fazem rir e chorar, reflectir e sonhar. Esta é a oportunidade de ver cinema de grande qualidade de forma bastante acessível e para todas as idades.

Todos os filmes são falados em francês têm legendas em português.

 

Terá lugar, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, o lançamento do livro “Tangerina”, com texto de Ana Queiroz e ilustrações de Paulo Queiroz.

Segundo a nota do Camões, Tangerina é uma menina que se confronta com o dilema de recuperar o seu lugar no quarto dos pais, após o nascimento da sua irmã, ou enfrentar as primeiras dores de crescimento ao dormir sozinha. O nome que os pais lhe deram e a imaginação que fervilha nos seus caracóis, vão conduzi-la a um destes caminhos, passando por inúmeras peripécias.

A obra sai sob a chancela da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), que tem vindo a incidir o seu trabalho de edição na literatura infanto-juvenil, sendo este o vigésimo sexto título dedicado aos mais novos. Aliás, quatro dos livros moçambicanos infanto-juvenis considerados altamente recomendáveis no Brasil, “O pátio das sombras”, Mia Couto; “Na aldeia dos crocodilos”, de Adelino Timóteo; “Leona, a filha do silêncio”, de Marcelo Panguana; e “O caçador de ossos”, de Carlos dos Santos, em Moçambique foram editados pela Escola Portuguesa.

O livro "Tangerina" será lançado no dia 26, às 18h.

 

 

 

Uma vez mais, Adelino Timóteo volta a publicar um título pela editora Kapulana do Brasil. Depois de Na aldeia dos crocodilos, ano passado, livro infanto-juvenil considerado altamente recomendável naquele país, o autor volta à carga com Cemitério dos pássaros, lançado esta semana.

Escrito num tom hilariante, o oitavo romance do escritor retrata a história de um personagem incrível, Dazanana de Araújo Simplíssimo, que, não se revendo mais no mundo dos homens, resolve construir um cemitério no qual, depois de morrer, ele transformar-se-ia em pássaro.

O que move o protagonista de Adelino Timóteo nesta nova narrativa é mesmo a ideia de continuar a existir numa outra dimensão, livre dos embaraços que limitam os desejos dos mais ousados. Por isso, enquanto constrói o maior projecto da sua vida, Dazanana Simplíssimo contrata um coveiro, Pita Kufa, de modo que, ao chegar o seu derradeiro momento o seu sonho seja consumado.

Simultaneamente, Cemitério dos pássaros é um romance leve, que mescla histórias verosímeis do Vale do Zambeze com peripécias tipicamente ligadas ao ambiente doméstico e/ou conjugal. Portanto, nesta ficção Timóteo ficciona realidades incríveis, explorando e muito a vaidade humana.

Nesta edição inédita da Kapulana, Cemitério dos pássaros tem 113 páginas e integra a colecção “Vozes de África”, que surgiu do interesse de a editora divulgar as literaturas africanas no Brasil. Assim, a fundadora da Kapulana, Rosana Weg, que deu aulas cá no país, passou a coordenar, há quatro anos, a publicação de livros deste continente. A colecção é composta por obras de ficção em prosa e poesia, dedicadas às crianças e aos adultos, tendo sidos publicados livros de autores como Luís Bernardo Honwana, Luís Carlos Patraquim, Ungulani Ba Ka Khosa, Sónia Sultuane, Aldino Muianga, Sangare Okapi, Clemente Bata, Lucílio Manjate e Pepetela, de Angola.

Eis uma das passagens de Cemitério dos pássaros, ainda por publicar em Moçambique: “A vida de rico torna-se tediosa quando não há invenção que supere a imaginação. Assim pensam os demais, enquanto o genial construtor dava corpo à ideia. Parecia mais uma questão autobiográfica do que de foro psíquico. Levara anos a fazer tudo em silêncio. De um lugar incógnito ao cemitério levava imensa palha, ninhos, penas e dejetos de mandarins, canários, verdelhões, pardais e pintassilgos. E, no fim, lá estava o Dazanana. Olhar inteligente. Velho. Cara amarrada. Ar de poucos amigos. Caquético e cadavérico. A cair aos bocados, nunca tinha sido introvertido. Tinha enterrado todos os parentes. Nenhum sobrara. Escolhera para si uma sepultura. Para lá estar alguém teria que lhe fazer o funeral” (p. 10).

Azagaia apresenta-se em concerto, sexta-feira, a partir das 20h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo. Acompanhado pela banda Os cortadores de Lenha, o rapper interventivo vai subir ao palco da Sala Grande no espectáculo designado « Só dever ».

De acordo com a nota de imprensa do Franco-Moçambicano, «num tempo em que os cidadãos moçambicanos são obrigados a pagar uma dívida contraída pelo governo sem o seu conhecimento, Mano Azagaia, acompanhado pela sua banda, Os Cortadores de Lenha, vem impelido pelo seu dever de artista de intervenção social afirmar o seu protesto contra esta situação que graça o povo, num show que será marcado pela apresentação de temas que irão recordar a audiência que é em momentos como este que não se deve duvidar que o povo é que está no poder».

O espectáculo de Azagaia e Os Cortadores de Lenha deverá durar mais ou menos duas horas. No mesmo, o rapper vai interpretar alguns temas dos seus dois álbuns, Babalaze e Cubaliwa, e que ainda não foram lançados em disco, como « Só dever » e « Soldados da paz ». A primeira música conta com participação da rapper Gina Pepa, e, de facto, refere-se à recente situação financeira dos moçambicanos, agravada pelas práticas corruptas de alguns políticos. Já a segunda música, com vozes de crianças nos coros, mais uma vez nos sons de Azagaia, é uma sátira ao problema de abastecimento de água que tem afectado moradores da cidade e província de Maputo. Claro que a uma música não é só isso. Sempre constitui uma visão de como o artista interpreta a actual realidade moçambicana a partir de uma questão elementar.

Portanto, compõem a banda que vai acompanhar Azagaia no espectáculo “Só dever”, no Franco-Moçambicano, os artistas: Texito Langa (bateria), Sacre (guitarra), Mauro (piano) e Nandele (DJ).

 

 

 

 

 

O espectáculo do grupo Kara Kata vai realizar-se no próximo dia 27, a partir das 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo.   
 
Essencialmente, a peça "Tiros contra azagaias" é o resultado de um projecto de  intercâmbio cultural entre artistas da África de Sul e de Moçambique, sendo que a história tem em cena dois sujeitos (actor e bailarino), ambos guiados pela escrita de Mia Couto. A partir daí, segundo a nota de imprensa do grupo, os personagens “narram dramaturgicamente a história de África e de Moçambique em particular numa perspectiva contemporânea. Uma visão completamente africanista do antes e pós-colonização, através da tradição oral e expressão corporal (dança) daqueles que sentiram na pele a discriminação e rejeição dos seus valores pessoais, morais e culturais perdidos na conjuntura do ocidentalismo”.
 
Para Kara Kata, a peça procura dar voz aos que permanecem calados, como forma de içar a bandeira da liberdade de ser e estar numa África unida e livre de preconceitos.
 
Portanto, "Tiros contra azagaias", com 45 minutos de duração, é um texto adaptado de “A espada e azagaia”, de Mia Couto, encenada pelo actor Buanamade Amade. O elenco da peça integra ainda o bailarino e coreógrafo Kwanele Finch Thusi e o músico Nbc Gás Butano.

Na próxima quinta-feira, a partir das 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo, João Cabral’s Project vai tocar as suas harmonias. Para o efeito, a banda estará composta pelo próprio guitarrista João Cabral, que também vai actuar com voz. Além de Cabral, a banda inclui Armindo Salato (baixo), Almeida de Almeida (bateria), Onésia Cristina (voz) e Sarmento de Cristo (alto saxofone).

Guitarrista, compositor, arranjador e produtor há mais de 25 anos, João Cabral aposta na inovação e criatividade pela música e pelas diversas formas de arte na paisagem africana. O músico já com disco lançado é antigo nestas andanças. Já aos 17, tocava violão na igreja e atraído pelo rock passou a interpretar temas de Dire Straits, que estarão em breve em Maputo para um concerto, de Pink Floyd e Santana.

João Cabral começou a tocar em público em 1997, em Maputo, até se mudar para Cidade do Cabo, em 2003, para obter o Diploma de Pós-graduação em Música (Jazz Performance) em 2007. Já se apresentou em vários shows e festivais na África do Sul, Gana, Namíbia, Swazilândia, Tanzânia, Brasil, Estados Unidos, Malásia, Dinamarca, Suécia, Estônia e Lituânia. Também actuou como músico convidado com a Orquestra Internacional de Glomus, um projecto multi-cultural de alto nível de exigência.

Cabral tem inúmeras composições originais dentro da tradição musical Afro-Jazz, combinando elementos tradicionais e modernos do jazz. O álbum “River of Dreams” esteve no Top 20 da World Music em 2010 na Europa e no Top 10 RDP – África de Portugal. Seu álbum ganhou o Top Instrumental Award, edição de 2010 do MMA (Mozambican Music Awards).

 

A partir das 19 horas desta segunda-feira, o Centro Cultural Franco-Moçambicano, na capital do país, vai projectar o filme “Les demoiselles de Rochefort”, da autoria de Jacques Demy (França, 1966).

A longa-metragem em francês com legendas em português possui 120 minutos e traz a história de Delphine e Solange, duas gémeas de 25 anos de idade, arrebatadoras e espirituais. Delphine, a loira, dá aulas de dança e Solange, a ruiva, aulas de teoria musical. Ela vive na música como os outros vivem na lua e sonha em encontrar o grande amor ao virar da esquina. Apenas os forasteiros chegam à cidade e frequentam o bar da mãe das gémeas. Prepara-se uma grande feira e um marinheiro sonhador está à procura do seu ideal feminino.

No mesmo dia e local, quando forem 21 horas, será exibido o documentário “Visages, villages”, de Agnès Varda e JR (França, 2017).

Com 94 minutos, o documentário retrata uma experiência fotográfica e cinematográfica de dois talentos mundialmente reconhecidos por questionarem a cultura da imagem: Agnès Varda, cineasta, e JR, fotógrafo e criador de galerias e exposições fotográficas ao ar livre. Juntos, eles viajam por regiões da França bem longe dos centros urbanos, com um camião que captura imagens de forma mágica. Este filme também é francês e com legendas em português.

 

 

+ LIDAS

Siga nos