O País – A verdade como notícia

Francisco Noa vai apresentar, dia 24, uma reflexão sobre o poder e o que vem a ser literatura colonial, a partir da identificação de um conjunto de elementos estéticos que a caracteriza. Na sua abordagem, segundo uma nota de imprensa sobre o evento, o professor universitário e ensaísta irá concentrar-se na última década do colonialismo português no país. De igual modo, Noa vai destacar os principais autores e livros representativos dessa estética.

Intitulada “O poder da representação na literatura colonial: o caso de Moçambique”, a palestra vai durar duas horas, entre às 18 e às 20. A mesma é organizada por duas universidades brasileiras, designadamente: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Aberta do Brasil (UAB).

A palestra ao vivo com Francisco Noa pode ser acompanhada através do YouTube, no canal UAB UNIFESP e, os que desejarem adquirir algum certificado de participação, têm a possibilidade de se inscreverem. Para o efeito, devem fazê-lo pelo site da Proec (Pró-reitoria de Extensão e Cultura) até 20 deste mês.

Francisco Noa vai apresentar, dia 24, uma reflexão sobre o poder e o que vem a ser literatura colonial, a partir da identificação de um conjunto de elementos estéticos que a caracteriza. Na sua abordagem, segundo uma nota de imprensa sobre o evento, o professor universitário e ensaísta irá concentrar-se na última década do colonialismo português no país. De igual modo, Noa vai destacar os principais autores e livros representativos dessa estética.

Intitulada “O poder da representação na literatura colonial: o caso de Moçambique”, a palestra vai durar duas horas, entre às 18 e às 20. A mesma é organizada por duas universidades brasileiras, designadamente: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Aberta do Brasil (UAB).

A palestra ao vivo com Francisco Noa pode ser acompanhada através do YouTube, no canal UAB UNIFESP e, os que desejarem adquirir algum certificado de participação, têm a possibilidade de se inscreverem. Para o efeito, devem fazê-lo pelo site da Proec (Pró-reitoria de Extensão e Cultura) até 20 deste mês.

Foto: Jay Garrido

A Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) reabre às 18h30 desta sexta-feira, com uma actuação de Deltino Guerreiro. No concerto designando “O íntimo do guerreiro”, o autor do álbum Eparaka terá como convidada especial a cantora Assa Matusse.

No concerto acústico, Deltino Guerreiro vai contar, igualmente, com as vozes das irmãs Hermelinda Sarará e Marta Sarará. O propósito do músico é expor o seu lado mais íntimo, pessoal e original, com melodias que reflectem a sua forte influência árabe do Norte do país: “do RnB ao Hip Hop e Soul, Deltino Guerreiro traz ao público letras conscientes, cantadas em português, macua e inglês”, lê-se na nota do Centro Cultural Franco-Moçambicano.

A reabertura da Sala Grande do Franco-Moçambicano acontece na sequência do relaxamento das medidas de prevenção da COVID-19 nos teatros, cinemas e salas de espectáculos, anunciada pelo Presidente da República no início do mês. A actuação de Deltino Guerreiro terá, por isso, um auditório limitado, com observância das medidas de prevenção.

Além de vários espectáculos no país, lembra a nota de imprensa do Franco-Moçambicano, Deltino Guerreiro já se apresentou em Portugal, Ilhas Reunião, África do Sul e Angola, tendo sido distinguido com o Prémio Mozal (2019) como Melhor Artista na categoria de Música.

 

O artista plástico Pindula inaugura, quinta-feira, a sua primeira individual. A cerimónia irá realizar-se às 16 horas de quinta-feira, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na cidade de Maputo.

 

O quotidiano faz-se com traços. Muita gente pode não fazer ideia disso. Este, seguramente, não é o caso de Pindula. A estrear-se numa individual de artes plásticas, o artista vai apresentar, quinta-feira, a partir das 16h, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na cidade de Maputo, a individual Traços do quotidiano.

A mostra constituída por 12 telas é um convite à reflexão sobre valores prioritários para humanidade, sobretudo num período adverso como este, enfrentado por quase todo o mundo. Assim, em termos artísticos, Pindula sentiu a necessidade de criar o que considera a sua própria linguagem, colocando-se o desafio de apresentar a importância do desenho. O propósito da exposição, logo se vê, é simples. Através desses traços que pouca gente capta diariamente, Pindula propõem-se a projectar na sua criação um conceito novo, através do desenho feito a mão. Entretanto, a mão não faz tudo. Por isso o artista deixa-se levar por alguns procedimentos digitais (desenho gráfico e impressão), buscando na realidade coisas simples, “porque um dos aspectos que me chamou atenção neste período de isolamento é a corrida que fazemos na vida, preocupados com metas e etc. A agitação quotidiana faz com que deixemos para trás detalhes mínimos essenciais”.

Explicando melhor. Os desenhos feitos a mão, para que pudessem fazer parte da exposição de Pindula, foram transformados graficamente e, depois, impressos em telas. A individual reflecte essa relação entre o tradicional e o digital, numa espécie de proposta de transição criativa. “Muitas vezes, deixamos o passado para trás, quando podemos conciliar o antigo e o actual”.

Na percepção do autor, as 12 telas de Traços do quotidiano, em geral, apresentam possibilidades de interiorização e o reflexo da dinâmica diária. Nelas é possível ver objectos facilmente reconhecíveis e que fazem parte das necessidades das pessoas. E não se fica por aí. Lá também estão representadas as lutas, os cheiros das senhoras que fazem badjias ou o movimento dos chapas.

Traços do quotidiano vai inaugurar numa cerimónia que contará com a actuação musical de Dattie Capelli, e estará patente no Centro Cultural Moçambicano-Alemão durante 30 dias.

 

Os traços de uma biografia

Fenando Pindula nasceu em Novembro de 1983, em Maputo. É artista plástico e designer gráfico. Enquanto cria, o artista busca por uma identidade artística que o permite transmitir ideias ou pensamentos baseados no quotidiano.

O Centro Cultural Franco-Moçambicano inaugura, às 18h30, a exposição colectiva DEP – desenho, escultura e pintura, de Bata, Carmen Maria, Celestino Mudaulane, Ídasse, Pekiwa, Saranga, Ndlozy e Simione.

Através desta exposição, o Franco-Moçambicano diz que desejou convidar artistas de diferentes gerações e disciplinas que representassem a criatividade e inventividade das artes plásticas moçambicanas. Assim, a escolha dos artistas e das obras foi deixada ao critério do curador, Filipe Branquinho, que, segundo Franco, seleccionou um conjunto de oito artistas de universos diferentes, na tentativa de criar uma coerência estética e narrativa. A instalação das peças foi imaginada em diferentes espaços do CCFM: a sala de exposições e o jardim, permitindo uma deambulação dos visitantes através de um percurso.

Com esta exposição, num contexto em que, vagarosamente, as instituições culturais estão a voltar a funcionar quase em pleno, o Franco-Moçambicano espera contribuir para o sector das artes visuais duramente afectado, encontrando assim uma forma de um número maior de artistas ser beneficiado com a oportunidade de visibilidade do seu trabalho.

Sobre a exposição colectiva, escreveu o poeta António Cabrita: “estes artistas devolvem-nos uma energia e um “sentimento de presença”, característica daquilo a que Walter Benjamin chamava a aura; qualidade que está muito para além das especificidades técnicas ou das virtualidades do acabamento expressivo, e antes nos sensibiliza para um novo diálogo com os processos que deixa acreditar ser ainda possível recomeçar tudo – que a arte como se vida se reinventa”.

A exposição Ventre triangular, patente na Fundação Fernando Leite, trouxe a possibilidade de Amilton Macicame apresentar-se ao público pela primeira vez. Segundo o artista de Vilanculos, é graças às artes plásticas que aprendeu a sonhar com um mundo possível.

 

Imaginemos um triângulo isósceles ou, se preferir, escaleno. No lado A encontra-se Sebastião Matsinhe, no B está Chaná de Sá e no lado C Amilton Macicame. Todos estes artistas plásticos nasceram na província de Inhambane e, também conectados pela naturalidade, juntaram-se para expor a colectiva Ventre triangular, patente na Fundação Fernando Leite Couto até 30 deste mês.

Dos três artistas plásticos, o mais novo (24 anos) e o menos experiente é Amilton Macicame. Na verdade, Ventre triangular é a primeira exposição do pintor de Vilanculos. Por isso, está a ser algo muito especial, afinal, ao lado dos seus dois grandes “mestres”, Macicame pode, finalmente, apresentar-se aos apreciadores de arte. Mas como tudo começou? Lá vamos…

Em 2015, Amilton Macicame terminou a 12ª classe na Escola Secundária de Mucoque (Vilanculos). Sem condições para continuar com os estudos, resolveu procurar alguém que o pudesse introduzir no universo das tintas e cores. Assim, deixa para trás o distrito de Vilanculos e viaja para a cidade de Inhambane. Na Casa da Cultura da Terra da Boa Gente, já em 2016, conheceu Chaná de Sá, a quem deve o ABC na pintura. Nos meados do mesmo ano, Amilton Macicame conhece outro artista importante para si: Sebastião Matsinhe. “Depois de passar um ano na cidade de Inhambane, voltei a Vilanculos, onde continuei a trabalhar segundo ensinamentos de Chaná de Sá. Nessa altura, procurava representar aquilo que via no meu ambiente. Depois, senti que estava a ser demasiado realista, mas tinha dificuldades de me livrar disso. Foi quando Sebastião Matsinhe decide ir à minha casa. Ele ficou a trabalhar comigo durante um mês. Nesse período, ele ensinou-me muito”, ou seja, “Vejo Chaná de Sá e Sebastião Matsinhe como dois ângulos desse triângulo que eu sou. O primeiro ensinou-me a captar a realidade e o segundo a compor o poema que me permite expressar o que está dentro de mim”.

Mesmo com a ajuda dos seus “mestres”, o início de carreira de Amilton Macicame tem sido duro. Primeiro, porque tem enormes dificuldades de arranjar material para pintar. A mãe que vende lenha e o pai que é segurança não têm grandes possibilidades. Entretanto, contribuem com o que podem, quando conseguem, de modo que o filho possa ter algumas tintas, geralmente, as que são usadas para pintar paredes. Acrílico nem pensar. Em quatro anos de actividade, Macicame apenas teve a possibilidade de usar acrílico para pintar algumas telas inseridas na exposição quando viajou para África do Sul. “Graças a Sebastião Matsinhe, pude participar num workshop na Cidade do Cabo. Essa viagem foi importante para mim porque, além de intercâmbio, consegui reunir material de pintura doado por vários artistas solidários com a minha causa. Foi graças a esse material que consegui pintar parte das telas que levei à colectiva Ventre triangular”. Quem prestar atenção, adverte o artista, vai constatar que na colectiva estão obras pintadas a óleo e a acrílico. “Isso aconteceu porque nem sempre tive material que pretendi. Por exemplo, agora, já não tenho como pintar”.

Amilton Macicame é filho de uma família com várias carências. Por isso, cresceu sem ousar sonhar alto. “Por exemplo, para que eu pudesse ir à escola, no ensino primário e secundário, tinha de trocar a camisa de uniforme com a minha irmã mais nova. Com o que podia sonhar?”. Então, a sua situação em relação à vida e ao futuro começa a mudar graças à pintura: “as telas ensinaram-me a sonhar. Antes das artes plásticas, eu nunca tinha sonhado em sair de Vilanculos. Quando fui à cidade de Inhambane e, depois, vim a Maputo, pela primeira vez em 2018, foi algo acima dos meus sonhos. Eu cresci com dificuldade de fazer uma viagem de 20 km de carro, porque tudo o que conseguíamos, vendendo lenha, era para alimentação. Agora, imagine que tipo de sonhos esse menino pode ter? Quando piso Maputo pela primeira vez, foi algo incrível. Vi os prédios e achei-os maravilhosos. Depois atravessei a fronteira para África do Sul. As minhas entranhas começaram a mexer-se por causa da emoção. Graças a Sebastião Matsinhe, eu conheço mais a cidade de Cabo do que a minha província. Ele me fez conhecer galerias e museus e percebi que o mundo das artes existe. Isso mudou a minha forma de pensar e de pintar. E passei a viver sonhos acimas dos meus”.

Quando Amilton Macicame tem material, pinta em casa. Durante o dia é mais fácil porque a luz do sol é-lhe suficiente. À noite, recorre à sua lanterna, que, em termos de iluminação, não é satisfatória. Casos há em que, quando amanhece, ao pretender dar retoques na tela, vê que a cor que julgava ter usado na véspera afinal é diferente. Mas não desiste por isso. Fazendo das dificuldades a sua motivação, o artista vai trilhando o seu percurso. Na colectiva Ventre triangular expõe 10 telas, que exploram a relação homem e animal. Para Macicame, as artes plásticas devem contribuir para a consciencialização dos cidadãos e “eu espero que as pessoas possam aprender com as minhas obras”.

Editora Fundza lança, esta sexta-feira, três livros. A cerimónia de lançamento irá realizar-se na Universidade Zambeze, cidade da Beira.

 

Três de uma só vez…: Didáctica de leitura e escritaEducação, cultura e linguagem em Moçambique, ambos da autoria de Nobre Roque dos Santos e Martins Mapera; e O impacto de um sistema de informação na gestão académica, de Evodina Cumbane Tembe. Estes são os títulos dos livros que serão lançados pela editora Fundza, às 16 horas de sexta-feira, no Anfiteatro A da Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze (UniZambeze), lá nas bandas do Chiveve.

O primeiro dos três livros do catálogo da Fundza, Didáctica de leitura e escrita, foi concebido para o espaço pedagógico, e apresenta estratégias de leitura e compreensão de textos. A partir de um trabalho de campo, realizado nas escolas secundárias da cidade de Maputo, o livro com 194 páginas procura mostrar como os professores ensinam a ler. Tendo este princípio, os autores desenvolveram conceitos sobre como melhorar a leitura e a escrita na sala de aulas. “Este livro é uma abordagem sobre a estratégia de leitura e escrita e a pesquisa começou em 2005. Eu trato da primeira parte do livro, destinada à leitura, e Martins Mapera focou-se na segunda, destinada à escrita”, adiantou Nobre Roque dos Santos.

Já no segundo livro dos dois autores, Educação, cultura e linguagem em Moçambique, na verdade, estão incluídos 22 textos de igual número de participantes. Segundo explicou Martins Mapera, o livro resulta de um programa de pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da UniZambeze. “No programa, o grande objectivo é formação do Homem, o que passa por pesquisa e publicação de textos. Isso ajuda-nos a resolver grandes problemas de carácter social”. O livro com 350 páginas atravessa duas dimensões: cultura e educação e linguagem, considerando o contexto multilinguístico que caracteriza Moçambique. “Este é um livro rico, que será usado no ensino e na comunidade, no dia-a-dia das pessoas”, garante Mapera.

O terceiro e último, O impacto de um sistema de informação na gestão académica, de Evodina Cumbane Tembe, é uma adaptação da tese de mestrado. Em 72 páginas, a autora reflecte sobre vivências e funcionalidades do sistema de informação académica na UniZambeze. “Este trabalho permitiu-me ver que o sistema de informação de gestão é importante para o desenvolvimento da produção e produtividade da instituição ou de uma organização”.

Didáctica de leitura e escritaEducação, cultura e linguagem em Moçambique; e O impacto de um sistema de informação na gestão académica serão apresentados por Júlio Taimira, Vice-reitor do Instituto Superior de Ciência e Tecnologia Alberto Chipande, e Cristóvão Felisberto Seneta, docente na UniZambeze.

As autoridades sanitárias efectuam, desde terça-feira, uma visita aos locais de diversão cultural (cinemas, teatros e centros culturais) para aferir o grau de cumprimento das medidas de prevenção da COVID-19, para a sua reabertura. Dos locais visitados, constatou-se que estão criadas as condições para a reabertura, depois de cinco meses com as portas fechadas.

O regresso às actividades estava previsto para 1 de Setembro, no âmbito da segunda fase do desconfinamento, não tendo acontecido, visto que os locais não apresentavam as condições necessárias para o efeito.

Segundo a Ponto Focal para área da COVID-19 no Ministério da Cultura e Turismo, Gisela Malauene, os locais visitados já apresentam as devidas condições e a reabertura pode acontecer nos próximos dias.

“Fazemos uma avaliação positiva da nossa visita. Infelizmente, alguns não estão preparados, mas, os que se mostraram disponíveis para abrir têm todas as condições criadas para o efeito”, disse Malauene.

Fazem parte das condições exigidas: na entrada, a medição de temperatura; no chão, a demarcação da distância entre os clientes; nas paredes, pontos para desinfecção das mãos; na sala, o distanciamento entre o público, bem como o uso de mascáras e/ou viseiras pelos clientes e trabalhadores destes locais.

“Infelizmente”, segundo consideram os gestores daqueles locais, as medidas trazem à tona uma nova realidade, a redução para mais da metade do número de pessoas que vão assistir aos seus espectáculos.

Sem quantificar, João Pedro, gerente do Cinema “Nu Metro”, referiu que com o cinema fechado nos últimos meses, tiveram vários prejuizos, uma vez que “sempre tinhámos a casa abarrotada. Podíamos, num único dia, receber 600 ou 700 pessoas. Tivemos que fechar as portas, isso nos fez ficar sem facturação e os prejuizos são vários”.

Já o director do Cinema Lusomundo, Pedro Sitóe, considera que, apesar do regresso ser com um número reduzido de clientes, “é melhor que nada”.

Por causa dessa redução, mesmo tendo autorização, o Centro Cultural Franco-Moçambicano reabriu apenas a galeria, no mês passado. Nesta quarta-feira, o CCFM teve a autorização para reabrir a sala que acolhe espectáculos, cinema e teatro. Entretanto, ao invés da lotação de 650 pessoas, a sala deverá receber 50. Segundo Vicent Frontczyk, Director do CCFM, o valor a ser recebido dessas pessoas não vai cobrir os custos.

O relaxamento de algumas medidas restritivas está a gerar uma lenta recuperação da actividade económica e, particularmente nas artes, cultura e turismo. Nesta última área, cerca de 18% dos trabalhadores afectados negativamente pela pandemia da COVID-19 já conseguiram voltar ao trabalho.

À medida que progressivamente o Governo vem aliviando as restrições impostas devido a pandemia do novo Coronavírus, alguns sectores de actividade tais como o da cultura e do turismo que foram afectados em mais de 95% e 98% respectivamente, estão lentamente a ganhar um novo ritmo.

Falando na abertura da capacitação dos fazedores das artes e cultura em matérias de gestão e marketing, a Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula disse que em Abril de 2020, perto de 11 mil dos cerca de 64 mil trabalhadores do sector foram afectados pela pandemia e que actualmente, menos de 20% destes é que recuperaram os seus postos de trabalho.

Em relação ao sector da cultura, Materula reitera a importância da inscrição dos fazedores das artes e cultura no sistema de segurança social para que situações de crise como a da pandemia da COVID-19, tenham o mínimo para garantir a sua sobrevivência.

“É preocupação do Ministério da Cultura e Turismo constatar que muitos artistas, criadores, empreendedores e produtores culturais assim como técnicos e profissionais de toda a cadeia de valor das indústrias culturais e criativas se encontram, sobretudo no que tange à sua não inscrição no Instituto Nacional de Segurança Social para assegurar previdência social e bem-estar das suas respectivas famílias”, disse Materula durante o seu discurso de abertura do evento.

Deste modo, o Ministério da Cultura e Turismo está a estabelecer contactos com o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), com o próprio Ministério de Trabalho e Segurança Social e Autoridade Tributária de Moçambique (AT) para desencadear programas de persuasão e registo deste segmento social à previdência social.

“Queremos com esta medida prevenir que as actuais e futuras gerações de artistas, criadores e empreendedores culturais passem a mesma situação que as anteriores gerações vivem no pressente momento. Assim sendo, apelamos à colaboração de todos os interessados neste programa”, acrescentou.

A ministra referiu que a visão que guia o Governo moçambicano é de fazer da Cultura um activo económico e um dos pilares do desenvolvimento inclusivo e sustentável do país. É neste sentido que no Programa Quinquenal do Governo (2020-2024), o executivo definiu entre outras prioridades, a formação e capacitação dos profissionais das artes e cultura em diversas matérias para tornar a actividade de cultura um sector produtivo, que promova oportunidades para criação de emprego e de renda para jovens moçambicanos baseados na sua diversidade cultural e na sua alta capacidade criativa e, desta forma, reduzir as desigualdades sociais.

Esta quarta-feira, arrancou em Maputo a capacitação dos fazedores e profissionais das artes e cultura em matérias de gestão e marketing de bens culturais e criativos que ao longo do presente quadrimestre de 2020, beneficiou um total de 1.011 profissionais e fazedores da cultura.

+ LIDAS

Siga nos