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Cristiana Pereira vai lançar o livro A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar, esta quarta-feira, às 17h15, no Auditório do BCI, na cidade de Maputo. O livro foi ilustrado por Walter Zand.

Advertência. Não é um livro infantil o que Cristiana Pereira vai lançar às 17h15 desta quarta-feira, no Auditório do BCI. A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar, de facto, é um livro de amor, publicado numa altura em que o mundo precisa de uma lufada de ar fresco, ternura e acções altruístas. É a pensar nisso que, com ilustrações de Walter Zand, Cristiana Pereira leva ao público de todas idades, nacional e além-fronteira, uma narrativa cheia de vida, de realidade e boas práticas.

A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar é, igualmente, um livro que pretende despertar nos leitores o amor pela preservação da natureza, afinal a humanidade só pode cuidar do que ama, contrariando a mensagem da proibição que muitas vezes é veiculada. Ou seja, no lugar de investir numa ficção que restringe as pessoas a matar animais ou a desbravar indiscriminadamente as árvores da floresta, Cristiana Pereira desenrola um enredo no qual as personagens são desafiadas a amar, a cuidar do próximo e do meio ambiente em geral, porque do equilíbrio daí resultante surge o bem-estar para todos.

No princípio da história, o Rio dos Elefantes quase seca, porque a Floresta, sua paixão, anda triste. O amor entre as duas personagens é muito recíproco na narrativa. Quando uma está bem, a outra sorri e todos beneficiam-se disso. Entretanto, o inverso faz com que ambas esmoreçam. A solução ou não dessa alegórica narrativa a envolver o bem e o mal cabe a Formiga Juju, que encontra na felicidade das outras personagens uma forma de tornar o universo ficcional um lugar melhor.

Na verdade, A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar faz parte de um movimento cívico de promoção da leitura e expressão criativa, fundado no país em 2012. “A sua missão é despertar o imaginário das crianças, através da leitura e expressão criativa, para que sejam elas a criar as suas próprias histórias. Através da produção e disseminação de contos infantis abordando temáticas sociais (como a malária ou a deficiência), o movimento pretende contribuir para a construção de uma sociedade livre e justa, que celebra a diversidade e estimula a criatividade de cada criança”.

Portanto, a ideia do livro de Cristiana Pereira é contribuir para a consciencialização do público sobre os desafios da conservação. Assim, a partir da história serão realizadas actividades de animação de leitura e rodas de conversa nas escolas, nas associações e nas comunidades circunvizinhas às áreas de conservação, em colaboração com diversos parceiros. Aliás, o quinto livro da Formiga Juju tem uma tiragem de 1500 exemplares, dos quais 1000 serão doados a escolas e entidades localizadas nas zonas com maiores desafios de conservação.

Na cerimónia de lançamento, o livro de Cristiana Pereira será apresentado por Soraia Abdula. Além de uma intervenção da autora, o programa do lançamento também inclui um momento musical com Xixel Langa.

Sinopse

Um dia, a Formiga Juju ouve o velho Matuba, seu amigo elefante, a reclamar por não ter água para beber. Quando pergunta ao Rio o que se passa, percebe que a Floresta está triste por ser tão maltratada. Então, Juju atravessa o oceano com a sua turma para pedir ajuda a Caetano Veloz, um “papagaio com muito boa voz”. Com ele, os amigos irão aprender o que devem fazer para salvar a floresta.

O livro é composto por 25 contos, entre os quais “A virgem”, “A Mafalda vai ser purificada no kutxinga”, “O grito das vozes num quarto em silêncio”, “Melhor estar soleiro ou solteira, pior é divorciar”, “A guerra de relacionamentos entre casais” e “A promiscuidade”. Estas histórias surgem como experiência de observações e inspiração no quotidiano. De acordo com o autor, o objectivo, com as histórias, “é gerar uma reflexão sobre os valores que se estão a perder, de modo que se possam ser resgatados, para que a sociedade não se desvie da boa conduta”.

As histórias do livro As cinco pragas do divórcio, que será lançado sexta-feira, às 17 horas, na Universidade Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, retratam temas como amor, o divino, a morte, os conflitos passionais, a moral e a ética.

O livro de Fernando Parruque foi escrito durante 12 anos e conta com o prefácio de Gabriel Honwana, professor secundário.

Segundo o autor, foi um grande desafio escrever um livro constituído por 288 páginas. Tantos anos de trabalho depois, Parruque, que também escreve poesia, decidiu começar com prosa porque, como entende, assim conseguirá melhor veicular as mensagens aos leitores.

O livro As cinco pragas do divórcio será apresentado por Emílio Cossa.

Carnot N’zualo expõe uma individual de artes plásticas na Galeria do Flor de Café, na cidade de Maputo. A mostra inclui uma homenagem a Samate Mulungo.

 

A última exposição (colectiva) de Carnot N’zualo foi há 24 anos. Devido a tantas obrigações, académicas e sociais, o artista plástico teve de adiar por muitos anos a sua nova aparição pública. Entretanto, este ano, decidiu voltar a partilhar um pouco de si e da sua arte, na Galeria do Flor de Café, na cidade de Maputo. Para o efeito, o artista plástico organizou uma individual de pintura, constituída por 19 telas.

Intitulada “As tintas e as cores calam as palavras”, a exposição coincide com a inauguração de uma nova galeria, na capital do país, que irá acolher obras de outros artistas. Enquanto isso não acontece, nas paredes da Galeria do Flor de Café está patente uma exposição cujo conceito está dividido em três fases. Na primeira, que lá esteve exposta entre 24 de Outubro e 14 de Novembro, o autor expôs obras relativas ao mar, daí o subtítulo “O amor pelo mar”, em abstracto. Dois dias depois da inauguração da mostra, Carnot N’zualo levou às paredes novas telas, agora com o título “Caras: tributo ao mestre Samate”, que estarão expostas até 5 de Dezembro. Mas porquê homenagear Samate? “Vivi muito com ele e aprendi muito dele. Então, nesta segunda fase inspirei-me mais ou menos nas características da pintura de Samate Mulungo. A inspiração veio do mestre Samate, da maneira como ele trabalhava, misturava as cores, claro, com muito de mim.”.

A terceira e última fase da exposição de Carnot N’zualo, “Arte sobre vidro: não sei o que é”, estará patente entre 7 de Dezembro e 19 do mesmo mês. Nessa altura, o artista irá investir numa nova experiência para si, que é pintura sobre vidro, tentando explorar o máximo possível da sua capacidade criativa.

Carnot N’zualo concetrou-se no seu trabalho de pintura para mostrar aos amantes das artes plásticas o seu eu, como vê o mundo, as pessoas, como pensa e, sobretudo, para mostrar a beleza e a alegria das cores, que aparecem através dos traços. Na mostra em geral, “as pessoas também são convidadas a fazerem a sua interpretação, consoante aquilo que lhes parece ser”.

 

Salimo Muhamad vai lançar o seu álbum num concerto a realizar-se às 18 horas do dia 27 deste mês, na cidade de Maputo.

 

Tantos anos depois, finalmente, Salimo Muhamad vai lançar em disco as músicas que, algumas, compôs já no período colonial.  A cerimónia de lançamento, no formato espectáculo, está marcada para próxima sexta-feira, às 18 horas, no Cine Scala, na cidade de Maputo.

Waitiva – um clássico africano, álbum composto por 10 temas, traz uma maneira particular de Salimo Mohamad estar música, com enfoque para algumas questões candentes na realidade moçambicana. Não foi fácil, já adianta o autor, pois, durante as gravações das músicas, houve muitos problemas técnicos. Inclusive, em alguns momentos, teve de interromper as gravações. Além disso, Salimo Muhamad gravou as músicas ao contrário do que está habituado. Ou seja, nas experiências passadas, as suas músicas, em estúdio, eram gravadas ao mesmo que os instrumentistas tocavam. Desta vez, passou por uma experiência diferente, em que a captação das instrumentais era de forma individualizada. Contudo, o que interessa, para o artista, é que ao fim de cinco anos de produção de músicas mais antigas do que a independência nacional de Moçambique o álbum está pronto para ser escutado.

A música mais recente do novo trabalho de Salimo Muhamad é a que intitula o álbum, “Waitiva”, com 12 anos de existência. As restantes somam décadas. Também pelo tempo de maturidade, o autor garante que as suas músicas apresentam um bom conteúdo. “Vale apena ouvir”. Disse, naquela voz rouca que o caracteriza.

No seu Waitiva – um clássico africano Salimo Muhamad pretende que o público se reencontre, até porque este é um retrato do quotidiano moçambicano, com sermão, às vezes, e questionamentos à mistura.

Em termos de sonoridade, Muhamad traz um disco leve, pausado, para ouvir em som baixo e abrangente. O autor quis que o álbum fosse algo sintético, que fosse um momento de deleite e de aprendizagem. Entre as músicas que compõem Waitiva – um clássico africano encontram-se temas como “Nakurhadza”, “Pescador”, “Mbelele”, “Male”, Lixile” e “Ventos fora”. Nas instrumentais, Salimo Muhamad foi acompanhado por Djivas (guitarras), Sérgio Matusse (viola baixo), Figas (teclados), Stélio Zoe (bateria), Pateta (percursão), entre outros. De igual modo, colaboraram no álbum Hortêncio Langa.

Waitiva – um clássico africano foi gravado no estúdio Miramundo, captado por Edson de Andrade e Dino Miranda foi o produtor-executivo.

 

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) recuperaram a vila sede distrital de Muidumbe, em Cabo Delgado, que estava sob controlo de terroristas desde 31 de Outubro do ano em curso.

No combate que levou à recuperação da vila sede distrital de Muidumbe estima-se que pelo menos 16 terroristas terão sido mortos. No entanto, o cenário da vila é de total destruição e vandalização de infra-estruturas públicas e privadas.

O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, sobrevoou a vila sede de Muidumbe e depois deixou uma mensagem de encorajamento do Comandante-em-Chefe das FDS, Filipe Nyusi, por mais uma conquista alcançada pelo contingente militar que actua no teatro operacional norte. “Sempre estaremos convosco”.

Segundo Bernardino Rafael, com a recuperação da sede de Muidumbe, cumpriu-se uma das etapas com vista a acabar com o terrorismo no país.

Ainda de acordo com o comandante-geral da PRM, as FDS mantêm o compromisso de defender a integridade territorial, a pátria e a soberania.

Rafael reiterou que o Governo está aberto para o diálogo.

Foto: Daniel Toro

 

Entre os dias 18 e 21 realiza-se mais uma edição do Poetas d’Alma – Festival Internacional de Poesia e Artes Performativas. O evento artístico e cultural terá lugar no Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), seu principal palco, e Museu da Mafalala, na cidade de Maputo.

Entretanto, devido contexto de pandemia, os eventos serão realizados em formato presencial e virtual, onde toda a sua programação será transmitida através de plataformas digitais, nomeadamente o Facebook e o YouTube do Colectivo Poetas D´Alma e CCMA.

Assim, o primeiro dia do festival,18, além dos discursos de ocasião com os representantes do evento, do Governo, do Conselho Municipal de Maputo, Diplomatas e artistas e parceiros, está dedicado a performances presenciais com Tchaka e Nhochanefaizal (Moçambique), Alena Bravo (Cuba) e Yuru Yayungai (Brasil), bem como actuações virtuais com Beezae (Eswatini), Elisangela Rita (Angola) e Melvin Santhana (Brasil).

No dia, 19, que se dedica a apresentações virtuais, terá actuações de Tassiana, A Palhota, Deusa D’África e Jared Nota (Moçambique), Uwe Banton (Alemanha), Akua Naru (Estados Unidos da América), Raya Wumbui (Quénia); Nuno Piteira (Portugal), Thando Fuse (África do Sul), FAMMKÉR (Ilha da Reunião), Thata Alvés, Emerson Alcalde, SorryDrummer, Luan Charles e Bia Ferreira (Brasil), Paula Tanstud (Noruega), Hanwah (Inglaterra), Langa (eSwatini).

No dia seguinte, 20, as atenções estão viradas para o Museu Mafalala, onde irá decorrer “um encontro com as lendas” Cremilde Massingue, Ana Magaia e Paulina Chiziane e ainda a jornalista e apresentadora, Hermínia Machel, a pretexto da celebração da Consciência Negra no Brasil e, por isso, será igualmente exibido o documentário que dá título a efeméride, produzido pela TV Justiça do Brasil.

Esta edição do festival encerra dia 21, de volta ao CCMA, com video-perfomance de La Luna Compañía de Cuentos (Argentina); apresentação performativa da obra “A macaquinha de dois pés esquerdos”, de Flávia Changule; apresentação de dança contemporânea com a companhia InterDance; actuações de Mabjeca Tingana, Negro, Yuru Yayungai, Tchaka, Alena Bravo, Ivandro Sigaval, Guto d’Harculete, Azagaia, Orquestra Mukhambira, Jesse Jane, MozVinyl e o sul-africano Dattie Chapelli.

De acordo com a nota do CCMA, os eventos iniciam geralmente às 17h00 e arrastam-se pela noite, com excepção da festa de encerramento que irá juntar actividades infanto-juvenis e feiras durante a tarde no jardim do CCMA, a partir das 14h00, com todas as medidas de prevenção e combate à COVID-19 devidamente acauteladas de acordo com as recomendações das instituições competentes.

Ao todo, serão 40 artistas e colectivos de artistas provenientes de cerca de 14 países, nesta edição do festival.

 

O rapper Kloro vai apresentar ao público o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado Revolução cultural. A sessão de apresentação e venda do CD está marcada para Museu Mafalala, na capital do país.

 

Em Novembro (12) comemora-se o Dia Mundial do Hip-Hop. Por isso, para Kloro, é uma boa coincidência lançar o seu álbum no próximo sábado, a partir das 10 horas, no Museu Mafalala, na cidade de Maputo. Até porque o Hip-Hop mudou a sua vida, a sua maneira de pensar, de agir perante a sociedade e de ver as coisas. “É uma honra, para mim, ser um fazedor de Hip-Hop”.

Na verdade, durante todo dia de sábado, Kloro estará num dos bairros históricos de Maputo a promover o seu segundo disco, Revolução cultural, totalmente produzido por Ellputo. Segundo adiantou o rapper, o seu novo trabalho é uma proposta de como podemos pensar a forma de estar na sociedade, para que possamos desenvolver a cultura. “E quando falo de cultura, não me refiro apenas à música, incluo comportamentos, economia… porque a cultura são os hábitos e é o que nós somos”. Assim sendo, “qual é a nossa proposta de pensamento para que possamos contribuir para o desenvolvimento humano? É essa questão base do álbum”.

Composto por 12 músicas, o álbum de Kloro foi pensado há um ano. Entretanto, ganhou estrutura e substância há seis meses. “Eu sou daquele tipo de pessoas que prefere fazer as coisas próximas da data do lançamento, porque o RAP é um estilo de música que deve estar sempre actualizado. Temos de falar das coisas que estão a acontecer agora e dar a nossa perspectiva. É verdade que há temas além disso, feitos há mais tempo”.

Para que a imaginação fluísse, Kloro preferiu focar-se nas ideias dos temas e no que chama musicalidade. A parte das instrumentais foi toda confiada ao talento de Ellputo, que o ajudou a garantir uma sonorização única. De acordo com Kloro, todas as músicas de Revolução cultural retratam o mesmo assunto, todavia de forma diversificada. “A mensagem de base é a mesma, sobre revolução, mudança e sobre que tipo de ser humano nós queremos construir em Moçambique nos próximos tempos”, afinal Hip-Hop é atitude, sempre com um toque de reivindicação, que deve chamar atenção e influenciar positivamente a sociedade.

Para Ellputo, igualmente há muitos anos no Hip-Hop e na música em geral, conceituado produtor por isso, trabalhar com o ex-integrante da Trio Fam e da Track Records foi uma experiência muito boa. “Além de Kloro ser um dos meus artistas favoritos, é família. A nossa comunicação é muito fácil. Em termos de visão, partilhamos a mesma. O que ele traz nas letras, eu trago nas instrumentais. E por ter tocado na banda dele, isso faz com eu saiba o que ele pretende transmitir às pessoas”.

Ellputo acredita que, se o público ouvir o álbum Revolução cultural, vai receber uma mensagem para toda a vida. “A mensagem que está neste álbum será relevante nos próximos 15 ou 20 anos e há quem só vai aperceber-se nessa altura. Se as pessoas darem-se tempo de entender o que está aqui ser dito, cada um de nós vai poder melhorar em 1% as nossas vidas. E se cada um de nós melhorar 1%, o país melhora e todos nós ganhamos”.

Em Revolução cultural Kloro conta com várias colaborações. Entre as quais Roberto Chitsondzo, Regina dos Santos, Walter Nascimento, Assa Matusse, Guto, Ubakka. As mil cópias do disco saem sob a chancela da IBS.

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