O País – A verdade como notícia

Inicia esta terça-feira, até 5 de Dezembro, na cidade de Pemba e distrito de Mecufi, em Cabo Delgado, o Ciclo de Gestão Cultural & Marketing, organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo com financiamento da Embaixada do Reino da Espanha e Cooperação Espanhola.

De acordo com o Ministério da Cultura e Turismo, o ciclo vai decorrer em simultâneo na Ilha de Moçambique, em Nampula, concretamente nos dia 3 e 4 de Dezembro. Esta série de capacitações em Gestão Cultural & Marketing acontece em cumprimento do Plano Económico e Social – 2020 e é dirigida a autores, artistas, gestores, técnicos e promotores, visando dotar os formandos de melhores competências técnicas e metodológicas inovadoras na área cultural e cidadania a partir de um permanente diálogo entre teoria e a prática.

A gestão incluída no ciclo pretende dar resposta às necessidades decorrentes de um novo cenário cultural que se assiste nos últimos anos, como a necessidade por parte das instituições de ter profissionais qualificados e actualizados nos domínios da cultura, bem como dos novos desafios colocados aos profissionais da cultura em virtude das inovações comunicacionais e tecnológicas. Pretende-se também que o profissional seja capaz de reflectir sobre a actual situação do sector cultural em Moçambique e que desafios se colocam hoje a um profissional no domínio da gestão e manutenção dos equipamentos culturais. A intenção, avança o Ministério, é que o mesmo seja capaz de conceber, organizar e produzir eventos e projectos culturais e criativos; elaborar planos directores culturais para instituições e equipamentos culturais e desenvolver competências necessárias para uma formação avançada e prestação de consultoria nas áreas da programação cultural e gestão de projectos culturais, desenvolvimento de um projecto integrado de comunicação na área da cultura.

Na cidade de Pemba e em Mecufi, Cabo Delgado, o Ciclo de Gestão Cultural & Marketing será orientado por Raquel Carrilho e por Eugénio Santana, que também é coordenador. Na Ilha de Moçambique, em Nampula, será orientado pelo Director Nacional das Indústrias Culturais e Criativas – DNICC, Emanuel Dionísio. No fim da formação, espera-se que os beneficiários possam ter maior capacidade de pesquisar, analisar, conceptualizar, executar, promover e monitorar um projecto.

 

 

O Conselho de Ministros, reunido semana passada, na cidade de Maputo, apreciou de forma positiva a proposta de revisão da Lei dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, que vai ser endossada à Assembleia da República para efeitos de debate e aprovação.

A proposta de revisão da Lei visa promover e proteger as obras literárias, artísticas em geral e científicas, bem como os direitos dos respectivos autores, artistas intérpretes, executores, produtores de fonogramas, de videogramas e dos originais de radiofusão. A finalidade é estimular a criação e a produção do trabalho intelectual na área da literatura, da arte e da ciência.

A Constituição da República aprovou a primeira Lei sobre Direitos de Autor e Direitos Conexos, através da Lei n.º 4/2001, de 27 de Fevereiro. A aprovação desta Lei permitiu que o país tivesse um instrumento legal que estimula, promove e defende iniciativas no domínio das artes, da ciência e da cultura. Volvidos 19 anos da entrada em vigor da Lei n.º 4/2001, de 27 de Fevereiro, tendo em conta a crescente relevância dos Direitos do Autor, nas áreas económica, cultural e social, a aprovação, por um lado, de vários instrumentos jurídicos estruturantes no país, e, por outro, com o advento das novas tecnologias que permitem a partilha de conteúdos online, muitas vezes sem o conhecimento e consentimento dos respectivos autores, a mesma mostra-se desajustada e desfasada, quer a nível nacional, assim como internacional.

A Lei dos Direitos de Autor e Direitos Conexos em vigor não faz menção aos contratos formais para a edição, interpretação ou execução de obras, prevalecendo a existência de contrato tipo pacto leonino, que consiste na atribuição dos proventos ao editor e imputação de despesas ao autor.

Outro aspecto a ter em conta, segundo o Ministério da Cultura e Turismo, é a necessidade de proteger as obras de folclore para que a sua captação, reprodução, divulgação e publicação não seja feita sem documento comprovativo de anuência ou assentimento do Estado moçambicano, bem como a protecção das obras literárias artísticas no espírito do estabelecido na Convenção de Berna da qual Moçambique é signatário.

É neste contexto que surge a nova proposta, que releva a adequação do capítulo relativo às sanções, ao Código Penal vigente, de forma a desencorajar a prática de crimes, tais como a violação de Direitos de Autor com recurso a meios informáticos, usurpação, contrafacção, entre outros.

A proposta de revisão reserva um capítulo que diz respeito à reprodução das obras em formato acessível, que facilita o acesso de obras literárias às pessoas com deficiência visual e qualquer outra deficiência que impede-as de manusear um livro.

A presente proposta de revisão que segue para Assembleia da República prevê a imperatividade de todos os livros publicados conterem obrigatoriamente a tradução para o formato braille, áudio-livro (CD, Cassetes) MP3 (telemóvel) ou digitalizado, letras ampliadas, DAISY (espécie de DVD) – tecnologia de interpretação do livro e outros suportes electrónicos, independentemente do consentimento do autor da obra.

Sendo Moçambique membro da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e da Organização Regional Africana da Propriedade Intelectual (ARIPO) é pertinente, para o Ministério da Cultura e Turismo, adequar esta legislação aos princípios dos Direitos de Autor e Direitos Conexos que norteiam os países membros dos referidos organismos

 

A Baía de Pemba acolheu, ontem, o maior evento cultural da província de Cabo Delgado, o Festival Wimbe.

Trata-se da 11ª edição, e este ano, pela primeira vez na história, decorreu longe de uma das mais belas praias da Baíaa, e não contou com  público, devido às medidas de prevenção do Coronavírus.

Entretanto, para não decepcionar a habitual audiência, o festival decorreu sob o lema “Cabo Delgado promovendo o turismo cultural e doméstico”, foi divulgado em directo na televisão e nas redes sociais,  e diferente de outras vezes, o festival esteve essencialmente virado a solidariedade, às vítimas do terrorismo.

“Se o problema é do petróleo, e do gás, não nos matem. Levem o petróleo, levem o gás sem nos matar, e essa é nossa mensagem como actores culturais”, desabafou João Manjate, um dos artistas participantes do festival.

Apesar da actual conjuntura mundial derivada da COVID 19, e da tristeza causada pelo  terrorismo, os artistas de Cabo Delgado, decidiram dar um pouco mais de alegria as vítimas do conflito armado, que dura há mais de 3 anos.

“Apesar de estarmos com estas situações todas não significa que temos de  deixarmos nos morrer também. Nós que estamos cá, afecta-nos psicologicamente, temos o dever e a obrigação de arranjar uma forma de um minuto de relaxamento”, explicou Carlos de Lina, Musico natural de Cabo Delgado.

O Festival Wimbe é uma iniciativa do governo, que organiza o evento na esperança de manter viva e imortal, a cultura da província de Cabo Delgado.

“Apelamos a todos para assumirem a missão de enaltecer os nossos valores culturais, imprimindo uma maior dinâmica e introduzindo métodos inovadores orientados rumo ao desenvolvimento económico e a industrialização da nossa cultura”, apelou  Yolanda Almeida, Directora Provincial da Cultura e Turismo.

O governador de Cabo Delgado que, participou do evento, apelou a acção solidária para as famílias impactadas directa ou directamente pela acção dos terroristas.

Primeira edição do Festival Wimbe, foi em 2009, e normalmente,  é realizado no último fim-de-semana do mês de Novembro.

Actualmente, é considerado o maior evento cultural da Baía de Pemba, e uma marca turística de Cabo Delgado.

 

Artista plástico moçambicano expôs uma individual nas Ilhas Reunião, intitulada silo sa mafu, constituída por 34 peças de pintura e escultura.

 

Silo sa mafu. Assim mesmo… Do cicopi, Coisas da terra, em português. Aquele é o título da exposição da autoria de Zulu, pseudónimo de Jacinto Manecas Simbine, artista moçambicano residente nas Ilhas Reunião. Naquele país, na verdade, Zulu foi convidado a expor uma mostra ao longo de 22 dias. Assim, a individual inaugurou no dia 6 e, este sábado, encerra ao público.

A mostra Silo sa mafu é constituída por 34 peças, entre telas e esculturas. Com a exposição, o artista moçambicano procurou falar de vários acontecimentos que marcaram a sua vida, desde experiências pessoais relacionadas à criatividade e a impacto das calamidades naturais na sua vida e da sua gente.

As obras que constituem Silo sa mafu são feitas de diferentes materiais reciclados, com esculturas de madeira, metal e algumas telas.

Zulu aprendeu a trabalhar com metal por influência do seu pai artista plástico, fazendo da oficina familiar, nos primeiros anos, seu espaço de recreação e descobrimento. Zulu iniciou-se no desenho e na pintura nos anos 90, na Casa da Cultura do Alto-Maé, na cidade de Maputo. De seguida, matricula-se na Escola Nacional de Artes Visuais e especializou-se em cerâmica. Em 2000, o país foi devastado pelas cheias. O bairro residencial de Zulu não escapou à destruição. Este acontecimento traumático para os moçambicanos marcou uma viragem decisiva na vida artística de Zulu, que sentiu necessidade de, rapidamente, contribuir para transmitir alegria e esperança das pessoas.

Zulu tem obras em Cabo Verde, eSwatini, África do Sul, França e Países Baixos. Além de pintar, também toca percurssão e pratica dança tradicional e contemporânea, integrando a Companhia Municipal da Matola.

Depois de frequentar regularmentea Ilhas Reunião, Zulu apaixonou-se pela sua cultura artística e musical, e, finalmente, estabeleceu-se naquele país em 2015.

Em 2016, com a autorização prévia do Município de Saint Leu, instalou-se na orla marítima de S. Leu, na onda dos jogos aquáticos, e esculpiu, ao prazer de caminhantes e curiosos, a majestosa escultura de Saint Leu.

Entre as suas exposições, destacam-se: “Reconstrução pôs-Inundações” (Maputo, 2001), “Colectiva com Anne Cotreil no Gare au theatre” (France, 2003), “Exposição da UNESCO (obra seleccionada para uma exposição na Holanda);  Colectiva com Anne Cotreil na sala Maurice Baguet, Bagnolet (França, 2004) e Oficina de Pintura em acrílico com Anne Cotreil, Matsapa, eSwatini (2006).

 

Ângelo Sitoe (A2Njando) realizou o mais recente vídeo-clip do rapper norte-americano Skyzoo, que já colaborou com Jill Scott, Lloyd Banks, Dr. Dre, Jadakiss, Talib Kweli e John Legend. O vídeo-clip promove lugares turísticos da cidade de Maputo.

“Forever in a day” é o título da sexta música do álbum In celebration of US, do rapper norte-americano Skyzoo. Lançado há dois anos, o trabalho discográfico do artista contém 15 temas, que, inclusive, estão disponível na Amazon. Mas o que a criação de um artista lá das terras do Tio Sam tem a ver com Moçambique? De facto, tem muito a ver, afinal o último vídeo-clip de Skyzoo foi gravado na cidade de Maputo, as últimas partes ainda este mês.

Com três minutos e quarenta segundos de duração, a música do rapper americano traz uma mensagem de superação, como quem aconselha aos ouvintes a investir em tudo de si nas coisas que fazem. A composição optimista sempre procura enaltecer a moral de que quem eventualmente duvida das suas capacidades ou qualidades. Com efeito, ao decidir fazer o vídeo-clip em Moçambique, Skyzoo explicou a Ângelo Sitoe (A2Njando) o conceito da música. Depois, o americano pediu que o realizador lhe apresentasse um story board, ou seja, uma concepção do que a história final seria em termos de animação visual.  Aí, como que movido pelo seu instinto patriótico, ao invés de optar por realizar um vídeo-clip num estúdio, no qual nem se perceberia que foi gravado em Moçambique, A2Njando sugeriu levar ao vídeo do rapper americano o melhor do turismo urbano da capital do país. A ideia, essencialmente, consistiu em aproveitar a arte para expor e exportar uma boa imagem de Moçambique, abordando em animação locais históricos e distintos da cidade de Maputo, inclusive, capazes de desmistificar a ideia de que Moçambique/ África é apenas pobreza e problemas relacionados. Além disso, Ângelo Sitoe quis manter o nível de estilo e qualidade dos vídeos do rapper, os quais têm como público-alvo uma classe média ou média-alta.

Assim, no vídeo-clip que estreou quarta-feira, no canal YouTube A2Njando, podem se ver locais emblemáticos como a Fortaleza de Maputo, Museu Nacional da Moeda, Mercado do Povo, Casa de Ferro, a Sê Catedral, Vila Algarve, Praça da Independência, Conselho Municipal de Maputo e ainda figuras como Samora Machel, Eduardo Mondlane, José Craveirinha e Eduardo White. Por isso, Ângelo Sitoe acredita: “Acho que o vídeo-clip da música ‘Forever in a day’ vende Maputo e vai melhorar a imagem que se tem da cidade. Sendo Skyzoo norte-americano, de Brooklyn, pode contribuir para que através da história que contamos visualmente consigamos vender bem a imagem de Moçambique”.

De acordo com Ângelo Sitoe, Skyzoo gostou muito de Moçambique e da cultura. Além de se divertir em espaços como Beergarden e Mercado de Peixe, o americano não resistiu ao chá balacate, tendo levado algumas doses consigo lá para o país de, já agora, Joe Biden.

Para o rapper gravar o vídeo-clip, ficou em Maputo dois dias, este mês. Entretanto, as gravações foram rápidas. Em seis horas já estavam fechadas, sem margem de erro, porque o tempo de permanência do americano na cidade das acácias era realmente escasso. Skyzoo veio a Maputo especialmente para gravar o trabalho, depois de um espectáculo realizado na África do Sul.

Primeiro rapper americano a gravar vídeo-clip em Moçambique

Se, por lado, Ângelo Sitoe nunca tinha gravado um vídeo-clip de um cantor americano, por outro, segundo diz, nunca um rapper dos Estados Unidos tinha filmado em Moçambique. O criativo moçambicano já teve a experiência de trabalhar com músicos estrangeiros, como Paulo Flores, mas esta foi a sua estreia em termos de realização de um artista de fora do continente. E de que país… Se isso lhe deu alguma pressão? “Não, não me senti pressionado por ele ser americano. Skyzoo deixou-me à vontade e acho que já tenho experiência suficiente para não ficar nervoso nessas circunstâncias”.

A produção e gravação do “Forever in a day” foi muita fechada. Ângelo Sitoe conta que teve de fazer tudo sozinho para que a novidade não chegasse aos jornais ou às redes sociais antes do tempo. “Skyzoo pediu-me muita descrição enquanto gravávamos”. E agora? “Espero que muitas pessoas vejam o trabalho que fizemos e que, por isso, músicos estrangeiros que forem a ver sintam-se tentados a conhecer e fazer trabalhos desta natureza em Moçambique”.

O primeiro contacto

O rapper norte-americano Skyzoo participou em duas edições do Festival Amor à Camisola, cujo director criativo é o rapper moçambicano Simba Sitoi. A última vez foi ano passado. Nesse evento em Ângelo Sitoe esteve como influencer, e ambos trocaram impressões e cada um ficou a conhecer o trabalho do outro. Um ano depois, Skyzoo voltou a Moçambique para gravar, eventualmente, o primeiro de vários vídeo-clipes no país. O rapper tanto gostou do trabalho do realizador moçambicano que nem sequer propôs rectificação. O passo que segue é, consciente ou inconscientemente para o rapper, promover o turismo da capital moçambicana nos states. Aliás, considerando a densidade populacional nos EUA, Sitoe tem esperança que esta seja uma grande abertura para a sua internacionalização naquele país, pois, assim o seu trabalho terá mais visibilidade.

Ângelo Sitoe (A2Njando) já realizou mais ou menos 100 vídeos-clipes, entre vários, de autores como  Valdemiro José, Nelson Nhachungue, Lizha James, Dama do Bling e Ubakka.  “Este trabalho com Skyzoo é mais um grande destaque ao meu currículo, depois de, no passado, ter sido o primeiro realizador moçambicano a divulgar oficialmente um vídeo-clip gravado com iPhone no país. Quando Skyzoo aprovou o vídeo sem propor alterações, a primeira coisa que me ocorreu a seguir foi: quem me dera fazer um vídeo-clip de Beyonce”.

Quem é Skyzoo?

Skyzoo é o pseudónimo de Gregory Skyler Taylor. É um actor e rapper norte-americano. Lançou vários álbuns a solo e colaborativos notáveis, incluindo Cloud 9: The 3 Day High, The Salvation, A Dream Deferred, Music For My Friends, e, recentemente, In Celebration Of Us. Até aqui, trabalhou com artistas como Jill Scott, Wale, Lloyd Banks, Tyrese, Dr. Dre, Raheem Devaughn, Black Thought, Jadakiss, Talib Kweli, Spike Lee, John Legend. Skyzoo tem feito digressões muitas vezes por ano em toda a Europa, África, Austrália e Ásia.

 

 

O livro da autoria de Nhanisse Jah será lançado próxima sexta-feira, às 17:00, na Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), na cidade de Maputo.

De acordo com uma nota de imprensa sobre o evento, o livro de ficção é uma revisitação que o autor faz às memórias de um guerreiro que se incumbe uma missão que o obriga a participar em diversos combates, quer de forma voluntária, quer involuntária: Lhokoza Mamboza, um homem que nunca conheceu o medo e que traça uma jornada cheia de aventura, que fazem o leitor viver com ele experiências intensas e cheias de incertezas e adrenalina.

Para Amosse Macamo, citado na nota de imprensa, prefaciador do livro, a forma como o narrador, nesta viagem, segura os elementos da narrativa, criando um enredo cheio de vida, cor, suspense, anseios, frustrações, a descrição que se faz dos lugares, de cada batalha, cada golpe nas pelejas, revelam-se e encaixam-se “perfeitamente no imaginário de quem lê as personagens narradas”. O prefaciador do livro acrescenta que, “quando pode transparecer que a perspectiva deste livro é eliminar o futuro como algo indisponível e incerto, ele acaba ampliando-o quando destaca a importância da busca de nós mesmos, mesmo que cheguemos à conclusão de que tal busca de nada valeu, facto filosófico que abre amplas perspectivas para que vivamos, aceitemos e valorizemos o presente na plenitude, sem deixar de almejar um futuro ainda que incerto”.

Nhanisse Jah, pseudónimo de Américo Matavele, nasceu em Maputo. É funcionário público há mais de duas décadas, começou a escrever nos finais dos anos 90, com poemas soltos e textos que eram distribuídos pela família e amigos. A nota de imprensa sobre o lançamento realça que o presente livro foi escrito nos anos 90, tendo passado das mãos do saudoso crítico Júlio Navarro, que fez algumas correcções, e predispôs-se a procurar uma editora para a sua publicação.

A obra será apresentada por Lázaro Bamo.

 

 

Celso Cossa vai apresentar aos leitores o livro O menino que odiava números, numa cerimónia a realizar-se no Átrio da Escola Portuguesa de Moçambique, na cidade de Maputo.

 

O livro vencedor do Prémio BCI de Literatura 2019 será lançado dia 30, às 18 horas. O menino que odiava números, de Celso Cossa, será apresentado ao público no Átrio da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), enquadrado nas comemorações do XXI aniversário da instituição de ensino.

Ilustrado por Luís Cardoso, a obra de Celso Cossa foi a primeira infanto-juvenila a vencer o Prémio BCI no país.

Na história do livro, conforme sintetiza a nota de imprensa da Escola Portuguesa de Moçambique, Laerty, um menino que odeia números e que gosta de uma colega de turma que os adora, resolve apagar todos os números de uma página. Irritou-lhe bastante ver-se incapaz de resolver os exercícios de Matemática que lhe tinham ficado para os trabalhos de casa. E quando lhe falta apenas um número, o 7, para que o ‘numerocídio’ se consuma, Naisha, a sua irmã, o chama da cozinha, permitindo que o 7 se recomponha do susto e ganhe coragem de fugir para outras páginas e avisar a todos os números setes do perigo que se lhes avizinha.

Cumprindo uma promessa feita ao seu filho há 34 anos, continua a nota de imprensa sobre o lançamento, Vô Titino, irá ler para os seus netos, o Lae e a Erty, em pleno dia do seu aniversário, o primeiro livro da trilogia que o tornou num aficionado por números.

A apresentação de O menino que odiava números, de Celso Cossa, será feita pelo escritor Eduardo Quive e contará com um momento musical protagonizado por Lalah Mahigo.

Além de O menino que odiava números, Celso Cossa as seguintes obras: 7 estórias sobre a origem de quem come quem (Prémio 25 de Maio – 2015, contos, ilustrado por Mauro Manhiça); Dandiwa – a menina que ganhou uma bolsa de estudos (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo 2015, conto, não publicado); O Gil e a bola gira e outros poemas para brincar (poemas, 2016, ilustrado por Luís Cardoso); O sol e o solzinho (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo 2016, conto, não publicado); A capoeira dos 7 pintos (conto, 2017, ilustrado por Alberto Correia).

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