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Chuvas já mataram mais de 90 pessoas no país

Desde o início da época chuvosa, mais de 90 pessoas perderam a vida no país, a maioria vítima de afogamentos provocados pela fúria das águas. A informação foi dada a conhecer pela Presidente do INGD, que alerta que, apesar do abrandamento das chuvas, o risco continua elevado e não há espaço para relaxamento, porque o perigo permanece à espreita.

É um cenário que se repete do Norte a Sul do país: rios a transbordar, comunidades encurraladas pela água e pessoas a arriscarem a própria vida em travessias improvisadas, num quadro que, em muitos casos, acaba em perdas humanas.

De acordo com dados apresentados pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres, INGD, são mais de 90 pessoas que morreram até ao momento nesta época chuvosa, com destaque para mortes por afogamentos e electrocutamentos, entre outras causas.

Depois de vários dias de chuva intensa, a precipitação deu sinais de abrandamento, mas a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres, Luísa Meque, alerta que o risco continua elevado e que o perigo permanece latente, sobretudo nas zonas ribeirinhas e de travessia.

Em Inhambane, uma das províncias mais castigadas pela quantidade de chuva registada nos últimos dias, o Governo confirma a destruição de várias habitações, mas assegura que, até ao momento, não há registo de vítimas mortais.

No distrito de Govuro, Luísa Meque deslocou-se ao local previamente preparado para funcionar como centro de abrigo, onde esteve em contacto directo com as comunidades e com os comités locais de gestão do risco de desastres, avaliando no terreno o grau de prontidão para responder a uma eventual situação de emergência.

Os dados hidrométricos até ao fim do dia de ontem indicavam que o rio Save continuava em níveis elevados na Vila Franca do Save. Ao meio dia o nível era de 4.80 metros, e voltou a baixar ligeiramente para 4.70 metros às 17 horas. 

Apesar desta oscilação, as autoridades mantêm o alerta, sublinhando que o caudal continua acima do normal e que o risco de inundações permanece elevado ao longo da bacia do Save.

 

Chuvas condicionam circulação de pessoas e bens 

As intensas chuvas que estão a cair nas províncias de Sofala, Manica e a montante, continuam a condicionar a circulação rodoviária ao longo da estrada nacional número um, entre Save e Muxúngue,  pois as águas das bacias dos rios Muari e Gorongosa a galgaram dois troços na referida rodovia e só se pode circular durante o dia. 

Tudo começou na tarde do passado domingo. Primeiro foram as águas do rio Muari que subiram drasticamente de nível, atingiram a placa da estrada e danificaram a parte sul que dá acesso a esta ponte, a ponte sobre o rio Muari, localizada na estrada nacional número um, entre Save e Muxúngue.

A ANE e parceiros locais mobilizaram-se para repor a circulação normal nesta crucial rodovia que garante a ligação entre o sul, centro e norte do país.   

Quando tudo parecia estar a retornar a normalidade eis que as águas que correm na bacia do rio Gorongosa, localizado no mesmo troço,  transbordaram  igualmente.

E a circulação de pessoas e bens está sendo feita apenas no período diurno, com elevadas atenções  e monitorado por uma equipa multissectorial liderada por elementos das forças de defesa e segurança, que indicam aos automobilistas o local certo por onde devem dirigir as viaturas.

Para a Administração Nacional de Estradas o ideal seria interditar por algumas horas a circulação do trânsito, já que o solo encontra-se encharcado e há risco de danos à estrada e à segurança de quem passa pelo local.

Contudo o delegado da ANE em Sofala disse que tem consciência que a EN1 é essencial para a comunicação rodoviária no país e entende os transtornos que essa situação pode causar.

O troço Muxúngue-Save  dado este cenário que apresenta actualmente continuará a ser monitorado pela equipa multissectorial e a circulação continuará condicionada apenas durante das seis às 18 horas.

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