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Chapo quer reflexão profunda sobre segurança nacional 

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, defendeu, hoje, uma reflexão profunda e realista sobre a questão da paz e segurança nacional. Falando durante a abertura da V Sessão Ordinária do Comité Central, Chapo frisou que a segurança é uma prioridade inegociável da sua governação. 

O Comité Central da Frelimo está reunido a partir desta quinta-feira, para uma sessão ordinária que terá a duração de quatro dias. Coube ao  Presidente do maior partido do país fazer a abertura do evento. 

Durante o seu discurso, Daniel Chapo reafirmou ao Comité Central o compromisso com os objectivos da política de defesa e segurança do nosso país, destacando a necessidade de defesa da independência e soberania nacional, de assegurar a integridade e viabilidade do território moçambicano e  fortalecer os mecanismos de prevenção e combate a todo tipo de crimes. 

“Actualmente, os terroristas recorrem a sequestros para obtenção de resgates, bem como a intimidação psicológica sobre as populações, infiltração em comunidades vulneráveis,  como mecanismos de apoio logístico e financiamento às suas operações. Além disso, recorrem emboscadas, movimentos dispersos, incursões esporádicas e engenhos explosivos improvisados para destruir e sabotar infraestruturas, semear luto e medo e, consequentemente, gerar um ambiente de exaustão social com o objectivo de dividir o nosso povo”, sublinhou. 

Chapo garantiu que se tem reforçado a capacidade operacional das Forças Defesa e Segurança, para fazer frente à situação. “Estamos a registar progressos nas áreas afectadas, inclusive o regresso das populações às zonas de origem, bem como a retoma dos grandes projectos de investimento”, disse, enaltecendo também o papel das Forças do Ruanda e da Tanzânia no combate ao terrorismo em Cabo Delgado. 

“CRIME ORGANIZADO COMPROMETE A SOBERANIA E OS RECURSOS NATURAIS”

Alguns desafios de segurança não tradicionais como o tráfico de drogas e de seres humanos, o branqueamento de capitais, a mineração ilegal e os sequestros têm, segundo Daniel Chapo, comprometido a soberania e os recursos naturais.   

Para o Presidente da Frelimo, a mineração ilegal é um problema de segurança nacional, visto que tem impacto negativos na economia e na conservação do ambiente. “Assim, iniciamos um programa de reestruturação da actividade mineira, começando pela província de Manica, onde a catástrofe ambiental atingiu proporções insustentáveis (…) a abundância de recursos não deve ser motivo de conflito”, sublinhou. 

Chapo partilhou ainda que, como forma de promover sustentabilidade ao processo de regularização de recursos na província de Manica, o Governo activou o teatro operacional especial de Manica, que inclui, na sua estrutura operacional, inclui células de sectores relevantes da actividade mineira, com destaque para recursos naturais, ambiente e Autoridade Tributária.

Daniel Chapo trouxe ainda à discussão  a ocorrência de eventos climáticos extremos que têm afectado o país de forma cíclica, garantido que o seu executivo está atento às dinâmicas de  solução da situação estratégica internacional. 

“Perante a situação estratégica prevalecente, para além da mobilização do reforço da capacidade  de resiliência nacional, estamos a privilegiar uma postura proactiva de cooperação e solidariedade ao nível da SADC, da União Africana e outros parceiros estratégicos”, disse apelando a unidade de todos moçambicanos. 

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