O País – A verdade como notícia

Gulamo Khan, 70 anos

O Gulamo Khan faria hoje, 11 de Maio, 70 anos. Morreu aos 34 anos a 19 de Outubro de 1986. Quando entrei para a redacção da Rádio Moçambique, em 1984, onde debutaria como repórter, o seu nome constava na pauta dos jornalistas, mas ele estava destacado na Presidência, como adido de imprensa. A despeito, por […]

Apresentação do livro “Aroma fóssil”

Na minha experiência de leitor de poesia, e sempre que me ponho a reflectir sobre a natureza e os processos criativos que dão origem a poemas, fico sem fôlego ante o feitiço que certos poetas usam. Eles são capazes de associar determinadas palavras ou significações de uma maneira tão particular, cuja poesia daí resultante desperta […]

La famba bicha!

Jeremias Nguenha morreu a 4 de Maio de 2007. Passam hoje 15 anos. Provavelmente ainda sejam ouvidas as suas famosíssimas músicas “Vada Voxe” ou “La Famba Bicha”, que são, quanto a mim, um dos mais inventivos diagnósticos da sociedade moçambicana e das suas patologias inultrapassáveis. Permanecem actuais. Actualíssimas.  Era um artista extremamente irreverente e fazia uma […]

A MAGIA DA METÁFORA DE “PORTAS ABERTAS PARA O DIÁLOGO” DE JULIUS NYERERE

  Por Jorge Ferrão e José P. Castiano   Talento é quando um atirador atinge um alvo que os outros não conseguem. Génio é quando um atirador atinge um alvo que os outros não vêem. Nyerere pode não ter sido nem um génio, nem uma pessoa extraordinária, porém, foi uma notável figura da África pós-colonial […]

Julius Nyerere, 100 anos

  Não vi, hoje ou mesmo esta semana, referência alguma, entre nós, à passagem do centenário de Julius Nyerere (n. 13 de Abril de 1922, Butiama, Tanzânia – m. 14 de Outubro de 1999, Londres, Reino Unido). Esta cultura do esquecimento, esta primazia da amnésia, esta predileção pela desmemória ou este império do olvido não […]

Corpo, desejo(a), acção*

Às mulheres que amei e continuarei a amar… A poesia não está na acção mas sim onde a acção termina; está onde a ponte entre uma causa e um efeito se quebra e onde o pensamento vagabundeia numa doce liberdade ociosa. in A arte do romance, Milan Kundera.   Olá a todos. Antes de me […]

O culpado é sempre o outro

Na nossa sociedade, de entre as boas e más práticas, há uma que eu considero constituir um grande entrave ao desenvolvimento individual e colectivo. É o hábito da culpabilização do outro ante os insucessos, sejam eles decorrentes de doenças, de desaires amorosos, de emprego, enfim, da vida. Julgo eu que este fenómeno pode estar intimamente […]