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Segurança, formação e ética: os elementos cruciais na era tecnológica

O primeiro painel do segundo dia da MOZTECH – 2018 discutiu “Cybersecurity – estamos todos ameaçados?”. Neste encontro, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, quatro oradores apontaram um conjunto ideias susceptíveis de fazer das tecnologias uma ferramenta importante para o desenvolvimento das sociedades conectadas à internet.

Com efeito, sendo que o digital é indispensável, Eugénio Novele, Director Técnico da internet Solutions e um dos oradores do painel, defendeu que a segurança é algo crucial no contexto tecnológico/ internet. Por isso, a sua instituição preocupa-se em montar uma equipa especializada àquele nível. Nisso, a atitude e a consciência do que se pretende proteger são questões prioritárias. Aliado a isso, “no que toca à segurança, a confidencialidade dos profissionais deve dar conforto aos clientes”. Novele acredita que é preciso transmitir aos utilizadores da internet, administradores e clientes que se está num ambiente sensível. “No contexto em que a tecnologia e os processos estão a evoluir, é preciso investir na componente humana, considerando que se leva cinco anos para criar um especialista de segurança”, revelou.

Alsone Guambe, Responsável de Segurança de Sistemas de Informação do Milllennium BIM, defendeu a necessidade de se encarar a formação de forma transversal. Se, por um lado, os administradores devem estar bem formados para a segurança ser certa, os clientes também merecem estar preparados, de modo que ganhem consciência de que devem estar seguros e a importância que daí advém. “Temos que ter cuidado no uso das tecnologias, com a noção de que nem todos os serviços devem ser acedidos de qualquer local”.

Apontados os requisitos fundamentais para o uso lúcido das tecnologias, José Samo Gudo, Director-Geral da Escopil Tecnologias, sugeriu mais um, tão importante como os outros: “temos que investir mais na ética, porque a ética vai servir de consciência se o trabalhador decidir ou não cometer fraudes. A ética é o principal factor na formação, o que nos permite ter polícias do que infractores”.

No primeiro painel do dia, interveio igualmente Massinga Apala, Director Postal e de Telecomunicações do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM). Apala espera que ainda este semestre seja aprovada uma estratégia de segurança nacional e que no segundo seja implementado.

O INCM está a desenhar praças públicas a nacional com WI-FI, como já acontece no Jardim Tunduru, afinal, para se estar seguro, é preciso que se esteja conectado. E porque a formação esteve muito em discussão, Apala deixou uma recomendação: “é preciso criar procedimentos do uso de sistema de informação. Os administradores e utilizadores são o ponto mais frágil nas instituições”.

 

 

 

 

 

 

 

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