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O rapto ocorreu esta noite na cidade de Maputo. Na tentativa de ajudar o seu marido que estava a ser levado à força, uma senhora foi baleada pelos meliantes tendo contraído ferimentos e foi levada ao hospital.

Um vídeo amador que circula nas redes sociais mostra o momento em que a vítima era levada por desconhecidos. O rapto ocorreu por volta das 18 horas deste domingo, segundo testemunhas ouvidas pelo “O País”.

O senhor raptado seguia na avenida Romão Fernandes Farinha em uma viatura, acompanhado por sua esposa. De seguida estacionou e instantes depois foi abordado pelos raptores que chegaram de uma outra viatura.

Testemunhas contam que foi nessa altura em que se ouviram gritos de socorro e de desespero. Como reacção, os criminosos dispararam contra a senhora tida como esposa da pessoa raptada.

Na sequência, apareceram outras pessoas com o intuito de ajudar o casal e os raptores reagiram com mais um disparo ao alto, levaram o senhor para a viatura em que se faziam transportar e abandonaram o local.

“Estava com trabalhadores dele, no entanto, quem foi baleado é a mulher. Eles dispararam duas vezes, a senhora pediu socorro, nós saímos, só que quando ouvimos disparos, recuamos”, contou uma testemunha.

Momentos depois, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) fizeram-se ao local para efectuar perícia, mas não aceitaram prestar declarações e prometeram pronunciar-se oportunamente.

No local eram visíveis marcas de sangue. Devido ao medo de represálias, muita gente que assistiu ao rapto não quis falar sobre o assunto. Retomam assim os raptos na capital, após meses de tranquilidade.

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Iniciou hoje a campanha nacional de vacinação de animais, devendo abranger 80 por cento dos animais do país. A falta desta iniciativa pode causar perdas de 350 milhões de dólares na exportação agro-pecuária. A campanha está orçada em cerca de 600 milhões de meticais desembolsados pelo Governo.

A viagem por estrada, no meio de uma paisagem verde, leva-nos ao local onde mais se cria gado bovino no país, a província de Maputo.

Das 2.2 milhões de cabeças existentes a nível nacional, cerca de 500 mil estão na província de Maputo. Destas cabeças, 602 morreram no ano passado, por doenças que podiam ter sido evitadas.

Para não permitir que os animais morram por doenças evitáveis, foi lançada, este sábado, a campanha de vacinação animal que abrange três grupos que perfazem uma meta de perto de quatro milhões e quinhentos meticais, ou seja, 80 por cento dos animais do país.

A vacinação contra vários tipos de doença visa evitar perdas anuais na economia nacional, em cerca de 350 milhões de dólares provenientes da exportação agro-pecuária; bem como preservar a saúde humana.

A campanha de vacinação serve, igualmente, para impulsionar a produção pecuária no país e o projecto Sustenta.

A campanha de vacinação animal 2020/2021 decorre sob o lema: Pela saúde pública e animal vacine os seus animais.

Refira-se que 80 por cento das vacinas usadas no país são produzidas pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique.

O Equador realiza este domingo a segunda volta das eleições presidenciais. Os mais 13 milhões de votantes inscritos deverão escolher entre o candidato socialista Andrés Galarza e o conservador Guillermo Lasso, num ambiente considerado incerto. A 07 de Fevereiro passado, 16 candidatos participaram na primeira volta das eleições presidenciais e os peruanos escolheram também 137 representantes para a Assembleia Nacional.

O economista Andrés Galarza, de 36 anos, ficou em primeiro lugar, com cerca de 33 por cento dos votos, contra cerca de 20 por cento do ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, de 65 anos.

Na mesma votação, o líder indígena de esquerda Yaku Perez, de 51 anos, obteve 19,39 por cento de votos.

Andrés Galarza concorre pela coligação União pela Esperança, da esquerda, e é considerado afilhado político do ex-Presidente Rafael Correa, o qual detém ainda uma força política poderosa, apesar de a sua condenação à revelia a oito anos de prisão por corrupção.

Rafael Correa, que foi aliado próximo do ex-Presidente venezuelano Hugo Chávez, está actualmente exilado na Bélgica.

Andrés Galarza propôs fazer os ricos pagarem mais impostos e fortalecer os mecanismos de protecção ao consumidor, bancos públicos e organizações locais de crédito e poupança. O candidato disse que não cumprirá os acordos estabelecidos com o Fundo Monetário Internacional.

O banqueiro Guillermo Lasso, do movimento Criando Oportunidades, que abriga partidos de centro-direita, defende políticas de livre mercado e a aproximação do Equador às organizações internacionais.

Lasso prometeu criar mais empregos e atrair bancos internacionais, assim como impulsionar os setores do petróleo, mineração e energia com a participação de entidades privadas em substituição do financiamento estatal.

O equador tem 17,4 milhões de habitantes e vive uma desaceleração económica em grande parte impulsionada pela queda nos preços do petróleo em 2015 e a crise de saúde causada pela pandemia da COVID-19.

Januário, o engenheiro à distância, de Milton Tinga e Rupia Júnior, e Kalunga, de Lara Sousa, são os títulos dos filmes moçambicanos premiados na quarta edição da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB), no Brasil. A ficção e o documentário trouxeram ao país os prémios Melhor Roteiro e Melhor Direcção de Arte.

Na quarta edição da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB) estiveram abertas cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Direcção, Melhor Roteiro, Melhor Actuação e Melhor Direcção de Arte. Moçambique conseguiu distinguir-se em duas dessas categorias, graças aos filmes Januário, o engenheiro à distância, de Milton Tinga e Rupia Júnior (Melhor Roteiro), e Kalunga, de Lara Sousa (Melhor Direcção).

Januário, o engenheiro à distância e Kalunga distinguiram-se num universo de 30 filmes. A primeira produção cinematográfica é uma curta-metragem de ficção que retrata a ineficácia do sistema nacional de educação moçambicano. Com cinco minutos de duração, o filme segue a história de um jovem universitário que se vê obrigado a interromper os estudos em regime presencial face à COVID-19. O guião foi escrito por Rupia Júnior. Já o segundo filme moçambicano premiado na MIMB é um documentário de 22 minutos que retrata a história de uma menina que, estando longe de casa, é movida por sonhos enigmáticos para cumprir um ritual de nascimento espiritual que a leva junto com sua tia já falecida de volta à África.

Entrando mais no espírito de Kalunga, a produção conduz o telespectador a uma história da família da realizadora. E Lara Sousa explica: “O filme é sobre mim e sobre a minha tia-avó, Noémia de Sousa. É uma história sobre retorno a Moçambique e sobre a necessidade de votar a casa”. O filme Kalunga foi rodado em Cuba com material de arquivo de Moçambique, tendo a poesia da “Mãe dos poetas moçambicanos” como elemento essencial. Para Lara Sousa, foi uma boa experiência, mas difícil, mesmo sendo uma narrativa familiar. Ainda assim, o resultado satisfez a realizadora, o que foi possível devido a uma equipa de qualidade que teve em Cuba.

Ora, esta não foi a primeira premiação de Kalunga. Por ter sido financiado por Cuba, o documentário concorreu e também conquistou o Prémio de Melhor Curta-metragem Latino-americana. No Brasil, também conquistou o Prémio Melhor Filme Estrangeiro, no Festival de Cinema de Três Passos. Ainda no MIMB do Brasil, com o filme Fim, Lara Sousa foi premiada Melhor Filme, ano passado. “Receber prémios assim é sempre um orgulho. Ajuda para que novos projectos sejam financiados e expõem o nosso talento como realizadora. Espero que Kalunga seja mais visto”.

Em cada categoria, o melhor filme da quarta Mostra Itinerante de Cinemas Negros – Mahomed Bamba (MIMB) é premiado com mil reais, aproximadamente 12 mil meticais.

 

 

 

 

Mais de 25 milhões de eleitores vão às urnas, este domingo, para escolher o novo Presidente, 130 parlamentares e cinco representantes para o Parlamento Andino nas eleições gerais, no Peru.

Segundo a Lusa, a sondagem mais recente, realizada pelo instituto Ipsos para o jornal El Comercio sobre a eleição presidencial, mostra em primeiro lugar, o candidato de centro-esquerda Yonhy Lescano, do Partido Acção Popular, com 14,7% dos votos válidos.

Seguem-se o economista Hernando De Soto, do partido de direita neoliberal Avança País, com 13,9%; e a candidata do bloco esquerdista Juntos pelo Peru (JP), Verónika Mendoza, com 12,4%.

Em quarto lugar aparece com 11,9%, o ex-futebolista George Forsyth, candidato de centro-direita do partido Vitória Nacional; e em quinto lugar, com 11,2%, está Keiko Fujimori, filha do ex-Presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e líder do partido ‘fujimorista’ da direita populista Força Popular.
Entre os 18 candidatos presidenciais, ainda se destaca Rafael López Aliaga, do partido de extrema-direita Renovação Popular, que detém 8,2% dos votos, segundo o Ipsos.

Uma outra pesquisa de intenção de voto, realizada por telefone pelo Instituto de Estudos do Peru (IEP) para o jornal La República, mostra Keiko Fujimori e Hernando De Soto empatados nos dois primeiros lugares, ambos com 9,8%, escreve Notícias ao Minuto citando a Lusa.

O Peru teve quatro Presidentes entre 2016 e 2021.

Em 2018, o Presidente Pedro Pablo Kuczynski, eleito em 2016, renunciou após a revelação do seu envolvimento no escândalo da empresa brasileira Odebrecht e foi substituído pelo seu primeiro vice-Presidente, Martín Vizcarra.

No dia 09 de Novembro, Vizcarra foi deposto após um processo de impeachment por incapacidade moral que desencadeou uma grande onda de protestos em todo o país.

No dia 10 de Novembro, o presidente do Congresso, Manuel Merino, assumiu o poder, mas durou apenas uma semana, e renunciou ao cargo devido aos protestos no país. A Presidência ficou interinamente, a partir de 16 de Novembro de 2020, nas mãos de Francisco Sagasti que, em questão de horas, passou de líder do Legislativo a chefe de Estado.

AS eleições gerais do Peru terão observadores de dezassete organizações e organismos internacionais, segundo a comissão eleitoral peruana. A maior missão de observação eleitoral será da Organização dos Estados Americanos (OEA), com 26 observadores. No Peru já estão três especialistas eleitorais da União Europeia (UE), avança o Observador.

O rapper norte-americano DMX morreu esta sexta-feira, aos 50 anos de idade, no hospital White Plains, em Nova Iorque, onde estava internado há uma semana, vítima de um ataque cardíaco

Earl Simmons, nome de registo, popularizou-se no mundo artístico como DMX. Nasceu no dia 18 de Dezembro de 1970, em Mount Vernon, norte da cidade de Nova Iorque, onde perdeu a vida.

A família é citada pela imprensa internacional a dizer: “estamos profundamente tristes em anunciar, hoje, que o nosso ente querido DMX, nome de nascimento Earl Simmons, morreu aos 50 anos no hospital White Plains, com a família ao seu lado, depois de ter passado os últimos dias ligado a um aparelho de suporte básico de vida”.

Filho de pais adolescentes, DMX viveu uma infância atribulada e esteve preso durante a adolescência. Depois de sair da prisão, assinou o seu primeiro contracto discográfico, em 1992, com a Ruff House, uma afiliada da Columbia, editora de, entre outros, Cypress Hill e The Fugees.

Em 1998, o rapper editou o álbum de estreia, “It’s Dark and Hell is Hot”, pela Def Jam.

No mesmo ano, DMX chegava “Flesh of My Flesh, Blood of my Blood” e um ano depois “…And Then There Was X’.

Os três albuns chegaram a número um na lista de discos mais vendidos nos Estados Unidos.

Segundo o Comissário para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, a União Europeia (UE) vai disponibilizar 24,5 milhões de euros em ajuda humanitária para a África Austral e a região do Oceano Índico. O anúncio foi feito esta sexta-feira em Bruxelas.

Deste valor, 7,86 milhões de euros, que equivalem a aproximadamente 600 milhões de meticais, serão canalizados ao mecanismo de resposta às consequências humanitárias do conflito em Cabo Delgado, conforme consta do comunicado do gabinete do Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário.

Outros 6 milhões de euros serão alocados aos programas de acesso à educação e 8 milhões de euros para melhorar a preparação para desastres na região.

A ajuda da UE a Moçambique resulta de reunião de concertação entre o governo, representado por Carlos Agostinho do Rosário e os parceiros de cooperação bilateral e multilateral no âmbito do reforço das acções e mecanismos coordenados para a assistência a Cabo Delgado.

“A região da África Austral e do Oceano Índico é altamente vulnerável a vários perigos naturais, incluindo ciclones, secas e epidemias. Em alguns países da região, isto é exacerbado por um ambiente político e socioeconómico desafiante, enquanto a situação global se agrava ainda mais devido à pandemia do coronavírus. A assistência da UE procura aliviar as consequências humanitárias sobre as populações mais vulneráveis, e melhorar a preparação para catástrofes”, disse o comissário da UE acrescentando que o financiamento vai apoiar as medidas contra a crise socioeconómica no Zimbábue, para enfrentar a insegurança alimentar e para apoiar a preparação e resposta à COVID-19, e em Madagáscar, onde aquele organismo vai prestar assistência para enfrentar a grave crise alimentar e nutricional.

O encontro entre o Governo e parceiros serviu ainda para harmonizar posições sobre a implementação do Plano de Acção de Assistência à província de Cabo Delgado o qual preconiza, além do reforço da assistência humanitária, a criação de condições para a rápida normalização da vida da população e a retoma da actividade produtiva.

No referido Plano de Acção, o Governo privilegia uma abordagem que assegura que a assistência humanitária seja feita, em primazia, nos locais de origem dos deslocados, sempre que as condições de segurança estejam criadas. O objectivo é garantir que, a curto prazo, a população afectada possa de forma gradual e sustentável retomar a sua vida social e económica nos seus locais de origem.

Os parceiros de cooperação reiteraram o seu compromisso de continuar a conceder apoio multiforme a Moçambique na luta contra o terrorismo, bem como na assistência humanitária à população afectada, de forma coordenada e alinhada com as prioridades definidas pelo Governo.

Para o efeito, foram constituídos dois grupos de trabalho conjunto (Governo e Parceiros de Cooperação) para a implementação das acções acordadas, sendo que a prioridade imediata é o reforço da assistência humanitária de emergência através da provisão de bens alimentares e não alimentares, medicamentos e abrigo para a população afectada, sobretudo no distrito de Palma que foi recentemente alvo de ataques terroristas.

Durante o encontro, os parceiros de cooperação bilateral e multilateral condenaram as acções terroristas e manifestaram a sua solidariedade para com as vítimas destes actos bárbaros, bem como saudaram e encorajaram as Forças de Defesa e Segurança (FDS) pelo seu empenho na protecção da população, integridade territorial e salvaguarda da soberania.

O constante congestionamento nas estradas nacionais número dois e quatro prejudica a economia e as actividades sociais. A constatação é do governo da província de Maputo e do sector privado, e resulta de um frente a frente havido hoje para discutir o problema.

A parte da estrada nacional número dois, que inicia na cidade da Matola até às vilas de Boane e Namaacha. Mas circular por estas estradas, diga-se, é um autêntico calvário, devido ao constante congestionamento nas horas de ponta.

A fraca transitabilidade ocorre, igualmente, na estrada nacional número quatro, no troço de Malhapsene a Novare-Mall.
Segundo as autoridades de Transporte e Comunicações, o problema resulta do aumento do parque automóvel que, de 2017 a esta parte, passou de 285 mil para 400 mil viaturas.

Outrossim, há falta de vias de acesso e as que existem carecem de manutenção ou reabilitação.

Mas a CTA entende que, sendo a EN4 uma via já concessionada, a mobilidade devia ser melhor.

Por sua vez, a TRAC, concessionária desta estrada, justifica que os engarrafamentos não vão reduzir só com o alargamento das faixas de rodagem.

A Administração Nacional de Estradas, na província de Maputo, defende que a mobilidade na EN2 deverá melhorar, uma vez que a via já foi concessionada para obras. O concessionário será conhecido até Setembro deste ano.

Relativamente à EN4 a ANE diz que é preciso mais investimentos para descongestionar a rodovia, que liga Moçambique a África do Sul.

Participaram do encontro os sectores relevantes para a mobilidade e segurança rodoviária. Para os transportadores de passageiros, o fim de engarrafamentos na EN2 e EN4 depende da construção de novas vias e melhoramento das já existentes.

 

O país conta, a partir de hoje, com mais 88 juízes e procuradores graduados pelo Centro de Formação Jurídica e Judiciária. Dos 88 graduados, 30 são magistrados do Ministério Público, ou seja, Procuradores e 58 magistrados judiciais, no caso juízes.

A cerimónia acontece em meio a pandemia da COVID-19, daí que houve alguns graduados na sala e outros espalhados pelo pátio, em cumprimento ao protocolo sanitário.

Ana Tibana já trabalhava no Tribunal Judicial de KaMubukwana na Cidade de Maputo, fez a formação de especialização, é a partir de já juíza. A jovem graduada descreve um cenário de sacrifício e dedicação durante a sua formação. Ela diz que está apta para novos desafios profissionais e olha mesmo para os distritos onde espera ter afectação e dar seu contributo para o maior acesso à justiça e conferir novo dinamismo no sistema judiciário.

Rui Cumbane é, também, graduado e espera como procurador dar seu contributo para a melhoria da justiça no país e assume perante a nova obrigação profissional grandes responsabilidades.

“É um grande dia, mas é um dia de comprometimento, estamos aqui cientes de que este é um comprometimento que nós estamos a fazer a responsabilidade vai aumentar. Se já o jurista tem responsabilidade, só por ser jurista a sociedade espera de nós um certo de comportamento que tem que acrescer”, disse Rui Cumbane.

A cerimónia, decorrida no Centro de Formação Jurídico e Judiciária da Matola, foi orientada pelo Vice-ministro da justiça assuntos constitucionais e religiosos que garantiu haver condições financeiras e matérias já criadas para afectação dos graduados em todo país e precisamente nos Distritos.

Filimão Swázi abordou, também, a questão da corrupção que afecta o sistema da administração da justiça.

Para Swázi, “a corrupção não pode ser discutida de forma afunilada, para os órgãos de administração da justiça tem que ser vista de forma holística. Portanto, nosso papel, primeiro como Governo é de criar condições para que a luta contra a corrupção logre os seus objectivos. Que consigamos minimizar aquilo que é os índices reportados no nosso país como um todo, não só na magistratura judicial. Em segundo lugar, o nosso papel como formadores dos magistrados que vão aqui sair é, inculcar nos curricula e temos feito isso com muita incidência matérias não só para que eles combatam a corrupção ao nível dos Tribunais e Procuradorias onde serão afectos, como eles também, se precaverão de quaisquer situações que os leva a cair nessa tentação”.

A cerimónia de graduação acontece um mês depois de ter aparecido ao público pautas que apontavam para reprovações em massa de candidatos a procuradores e juízes.

Dos 667 candidatos inscritos ano passado para frequentar a formação no presente ano, só foram admitidos 114 que vão começar com a formação e, a direção desta instituição diz que vai continuar a impor rigor na admissão.

Morreu, hoje, aos 99 anos de idade o Príncipe Filipe, esposo da Rainha Elizabeth II, segundo informações do Palácio de Buckingham.

“É com profunda tristeza que Sua Majestade, a Rainha, anunciou a morte de seu amado marido, Sua Alteza Real, o Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo”, escreve o SIC Notícias.

De acordo com a fonte, o Palácio de Buckingham informou que o Duque de Edimburgofaleceu pacificamente esta manhã no Castelo de Windsor”.

O príncipe, que ia completar 100 anos em 10 de Junho, tinha saído recentemente do hospital, após uma intervenção cirúrgica a problemas cardíacos, e regressado ao Palácio de Windsor.

O Príncipe Filipe casou-se com a Rainha Elizabeth em 1947, desempenhando um papel fundamental na modernização da monarquia no segundo período pós-guerra mundial.

Foi sempre dentro das paredes do Palácio de Buckingham uma figura fundamental em quem a Rainha depositava confiança. “Ele tem, simplesmente, sido minha força todos esses anos”, disse a Rainha num raro tributo pessoal a Filipe num discurso que marcava o 50.º aniversário de casamento em 1997.

PRÍNCIPE DA GRÉCIA E DA DINAMARCA

Conhecido pelo seu sentido de humor particular, Filipe de Mountbatten, nascido com o título de príncipe da Grécia e da Dinamarca, é o consorte mais antigo da história da monarquia britânica.

De acordo com a RTP Notícias, após ter servido na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, casou-se a 20 de Novembro de 1947 com a então princesa Elizabeth, filha do Rei George VI, vindo a tornar-se no consorte mais antigo da Grã-Bretanha.

Filipe, que realizou mais de 22.000 compromissos públicos, descreveu-se de forma bem-humorada como “o inaugurador de placas mais experiente do mundo”.

Afastou-se das funções públicas em 2017, ano a partir do qual se tornaram cada vez mais raras as suas aparições públicas, à excepção dos grandes eventos familiares.

FUNERAL DISCRETO A PEDIDO DO PRÍNCIPE

A página oficial da Família Real, na qual foi anunciada a morte, encontra-se actualmente de luto, indicando que “novos anúncios serão feitos oportunamente”.

A morte do príncipe Filipe desencadeia a Operação “Forth Bridge”, nome de código para os preparativos do funeral, que merece honras de Estado.

De acordo com a tradição, o Reino Unido, que inclui Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, entrará num período nacional de luto que se prolongará até o funeral.

As bandeiras serão hasteadas a meio mastro, o bastão cerimonial que está na Câmara dos Comuns, actualmente suspensa para férias, será envolto em preto ou adornado com um laço preto e os deputados deverão usar braçadeiras ou gravatas pretas.

Enquanto príncipe consorte, o príncipe Filipe tem direito a um funeral de Estado, que envolve ficar em câmara aberta e ser sepultado no Castelo de Windsor, mas, segundo a imprensa britânica, o duque de Edimburgo deixou instruções para se fazer um funeral privado.

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