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Chefe de Estado dirige-se à Nação

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O rapto ocorreu esta noite na cidade de Maputo. Na tentativa de ajudar o seu marido que estava a ser levado à força, uma senhora foi baleada pelos meliantes tendo contraído ferimentos e foi levada ao hospital.

Um vídeo amador que circula nas redes sociais mostra o momento em que a vítima era levada por desconhecidos. O rapto ocorreu por volta das 18 horas deste domingo, segundo testemunhas ouvidas pelo “O País”.

O senhor raptado seguia na avenida Romão Fernandes Farinha em uma viatura, acompanhado por sua esposa. De seguida estacionou e instantes depois foi abordado pelos raptores que chegaram de uma outra viatura.

Testemunhas contam que foi nessa altura em que se ouviram gritos de socorro e de desespero. Como reacção, os criminosos dispararam contra a senhora tida como esposa da pessoa raptada.

Na sequência, apareceram outras pessoas com o intuito de ajudar o casal e os raptores reagiram com mais um disparo ao alto, levaram o senhor para a viatura em que se faziam transportar e abandonaram o local.

“Estava com trabalhadores dele, no entanto, quem foi baleado é a mulher. Eles dispararam duas vezes, a senhora pediu socorro, nós saímos, só que quando ouvimos disparos, recuamos”, contou uma testemunha.

Momentos depois, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) fizeram-se ao local para efectuar perícia, mas não aceitaram prestar declarações e prometeram pronunciar-se oportunamente.

No local eram visíveis marcas de sangue. Devido ao medo de represálias, muita gente que assistiu ao rapto não quis falar sobre o assunto. Retomam assim os raptos na capital, após meses de tranquilidade.

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A escritora Suzy Bila publicou o seu primeiro infanto-juvenil em Portugal. O livro Lamura será lançado numa cerimónia logo que as condições de segurança sanitária estiverem garantidas.

 

Lamura é o título do livro de estreia de Suzy Bila. O infanto-juvenil, constituído por 57 páginas, já se encontra nas livrarias de Lisboa há aproximadamente um mês, aguardando, agora, pelo dia de lançamento.

Em termos de enredo, o livro de Suzy Bila traz a história de um menino, Lamura, que cresce à volta da fogueira, ouvindo histórias contadas pelo pai. Na ficção, é através dessas histórias que o mundo da personagem ganha novos horizontes, pois cada palavra nova leva o menino a pensar no desconhecido. Assim, segundo adianta a autora, a metamorfose é uma palavra mágica que abre, no imaginário da personagem, gavetas nas quais respostas para as suas inquietações estão ainda escondidas.

Esta é uma história sobre a criança e sobre o seu universo. Um dia, algo vindo de fora emudece a aldeia e Lamura e o seu companheiro farão uma caminhada até aos lugares nos quais a sobrevivência é uma miragem e o sonho perdeu a luz. Ao protagonista, só resta o espaço do passado, as imagens da aldeia perdida e uma palavra em que se esconde uma mudança que será tão breve, como o tempo de uma borboleta. Lamura verá, finalmente, o que procurava por detrás dessa palavra. E a questão que se coloca é: que descoberta terá feito?

A história foi escrita e ilustrada por Suzy Bila, que, além de escritora, é artista plástica, com várias exposições individuais realizadas em Moçambique e em Portugal, onde vive e trabalha. De acordo com a autora, a história é inspirada em acontecimentos verdadeiros e mostra como o poder da palavra no imaginário fértil de uma criança desvaloriza o tamanho dos obstáculos. Igualmente, a narrativa faz do nada surgir o significado da liberdade. Por fim, Lamura mostra ainda alguns dos problemas políticos e sociais contemporâneos que merecem um olhar amplo e uma resposta urgente, para a construção de uma sociedade mais humana, onde todas as crianças possam usufruir plenamente dos seus direitos.

Em Moçambique, o livro de Suzy Bila sai sob a chancela da Escola Portuguesa.

Os preços de bens e serviços continuam a subir. Em Março, o aumento foi 5,76 por cento comparativamente ao mesmo mês do ano passado. Trata-se da maior subida desde 2019, que faz com que as contas das famílias fiquem mais apertadas a cada dia que passa.

“As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de bebidas alcoólicas e tabaco foram, em termos homólogos, as que registaram maior variação de preços com cerca de 12,65% e 8,36%, respectivamente”, aponta um comunicado de imprensa do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

A nota aponta ainda que a cidade da Beira registou a maior subida de preços no mês passado, de cerca de 6,96%, seguida da cidade de Nampula com cerca de 6,05% e, por último, a Cidade de Maputo com 5,19%.

Entretanto, durante os primeiros três meses deste ano, o país registou um aumento de preços na ordem de 3,42%. O destaque vai para as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis.

Inadelso Cossa acredita que Moçambique, neste contexto, é um país decisivo para o futuro do cinema produzido no continente. A partir de Lisboa, onde vive, o cineasta defendeu, esta sexta-feira, que o Estado deve envolver-se mais para que a sétima arte desenvolva a nível nacional.

Ano passado, Inadelso Cossa foi nomeado membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, instituição norte-americana responsável pela atribuição dos Óscares. A viver em Lisboa, onde trabalha, o realizador olha para as potencialidades artísticas do seu país com mais experiência internacional. Por isso defende que Moçambique é um centro de decisão importante para o futuro do cinema regional e africano em geral.

Em parte, Inadelso Cossa acredita nas potencialidades cinematográficas do país devido à sua nomeação a membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Para o artista, esse reconhecimento significa e deve significar muito para Moçambique. Por exemplo? “Significa que Moçambique passa a decidir na nomeação e entrega dos Óscares. Estar na Academia de Hollywood significa que fazemos parte de um grupo de influência que, a nível mundial, regula e aconselha sobre diversas tendências cinematográficas”.

Na percepção do cineasta, enquanto Moçambique contribuir para a descoberta de novas vozes da região, será decisivo. Igualmente, a confiança a si depositada representa, assume, a responsabilidade de seleccionar, aconselhar, criar grupos de discussão e servir como mentor para futuros realizadores que querem afirmar-se no mercado cinematográfico. “Tudo isto prova que o cinema está a tomar outras direcções, independentes de questões económicas e culturais”.

Ao mesmo que admite a importância de integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para a sua carreira, Cossa sugere que o Estado moçambicano se envolva mais nas produções de filmes de modo que tenha obras elegíveis aos Óscares de melhor filme estrangeiro, por exemplo. “O poder tem de começar a acreditar que o cinema não é apenas diversão, mas olhar para a sétima arte como ferramenta para divulgar o país além-fronteiras, para promover cultura de intercâmbio e gerar rendimento. Só a partir desse passo vamos continuar a ter cinema com responsabilidade”.

Segundo entende Inadelso Cossa, estar na academia é um bom começo e, como jovem, é uma grande responsabilidade porque faz com que seja embaixador do meu país. “Espero que esta minha experiência dê frutos no futuro e espero um dia ver um filme moçambicano e propor para ser nomeado à academia”, sublinhou.

INADELSO COSSA EM PERFIL

Inadelso Cossa é realizador de cinema, produtor e director de fotografia, fundador da produtora 16mmFILMES, Membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, nos EUA, desde 2020. Faz cinema desde 2006. Os seus filmes abordam temas como a memória pós- colonial, trauma, oralidade perdida e amnésia colectiva em Moçambique. A história “não oficial” do píis é quase sempre o veículo do seu cinema, onde o realizador se posiciona de forma pessoal, pois acredita ser seu dever participar no enredo de um país em busca da própria memória. É vencedor do prémio Estação Imagem – Mora de melhor documentário no festival internacional de curtas-metragens FIKE – Évora em 201.

O seu primeiro documentário de longa-metragem: Uma memória em três actos fez estreia mundial no festival IDFA – Festival Internacional de Documentários de Amsterdão, Países Baixos, 2016, e, desde então, tem participado em festivais de cinema como o Indie Lisboa – Festival Internacional do Cinema Independente de Lisboa, Portugal 2017, o festival internacional de cinema de Durban, África do Sul, 2017, e Festival Internacional de Cinema de Zanzibar, 2018.

O filme ganhou o Prémio Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema de Zanzibar em 2018 e o Prémio da comissão flamenga UNESCO para melhor documentário africano no Afrika Film Festival Leuven, Bélgica 2020. Inadelso Cossa foi convidado a integrar o júri nos festivais IDFA em Amsterdão 2018, Doc Fest Sheffield 2018, na Inglaterra, e World Press Photo 2020, nos Países Baixos. Cossa também é autor dos seguintes filmes: Xilunguine, a terra prometida, Uma memória quieta, Karingana: os mortos não contam histórias (em produção) e As noites ainda cheiram a pólvora (produção).

Os munícipes da cidade de  Tete passarão a pagar, a partir de Junho próximo, uma tarifa de saneamento, que estará inclusa na factura de água.

A informação foi tornada pública este fim-de-semana, na cidade de Tete, pelo vereador municipal de Saneamento, Adamo Manonga.

Segundo a edilidade, já foi assinado um memorando de entendimento junto da entidade reguladora que vai garantir a cobrança desta tarifa estabelecida pela resolução que aprovou a postura de saneamento e drenagem ao nível da autarquia.

Adamo Manonga disse que a implementação do projecto dará maior autonomia financeira à edilidade, para os serviços de limpezas de drenagens, esgotos e fossas sépticas, bem como, permitir a manutenção e ampliação da rede de drenagem pluvial e residual.

Oitenta e duas pessoas foram mortas, em apenas um dia, em Myanmar numa acção de repressão das forças de segurança contra manifestantes pró-democracia, anunciou uma organização não-governamental, citada pela imprensa local.

O número de mortos foi compilado pela Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos, que faz a contagem diária das vítimas e detenções resultantes da repressão após o golpe de Estado de 01 de Fevereiro, que depôs o Governo eleito de Aung San Suu Kyi.

De acordo com o Notícias ao Minuto, no relatório divulgado ontem, o grupo disse esperar que o número de mortos em Pegu aumentasse, à medida que mais casos fossem verificados.

Pelo menos 701 pessoas já foram mortas pelas forças de segurança desde que os militares assumiram o poder, de acordo com a Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos.

O ataque a Pegu foi o terceiro na última semana, envolvendo o uso da força para tentar esmagar a persistente oposição à junta militar no poder.

A maioria dos protestos nas cidades e vilas do país é realizado por manifestantes pacíficos que se assumem como parte de um movimento de desobediência civil, escreve a fonte que temos vindo a citar.

Mas à medida que a polícia e os militares intensificavam o uso da força letal, uma facção de manifestantes armou-se e alguns activistas já se apelidam de “exército civil”.

A junta militar tomou também outras medidas para desencorajar a resistência. Recentemente publicou uma lista de 140 pessoas ligadas às artes e ao jornalismo, acusando-as de divulgar informações que minam a estabilidade do país e do Estado de Direito.

A enviada especial das Nações Unidas para Myanmar, Christine Schraner Burgener, chegou sexta-feira à capital tailandesa, Banguecoque, numa missão regional, durante a qual pretende sondar a posição de vários governos do sudeste asiático, tendo-lhe sido negada a autorização para visitar Myanmar.

Mais de 500 mil animais domésticos, na sua maioria gado caprino, ovino e aves, não poderão ser vacinados este ano na província de Cabo Delgado, devido aos ataques terroristas. O facto foi confirmado pelo governador da província, Valige Tauabo, durante o lançamento da campanha nacional de vacinação de animais.

Segundo Valige Tauabo, a província de Cabo Delgado não vai vacinar os animais domésticos localizados nos distritos afectados pelos ataques terroristas para evitar pôr em risco a vida dos técnicos envolvidos na campanha.

Entretanto, durante a sua intervenção, o governador apelou à participação massiva dos criadores que se encontram em locais seguros.

Segundo Estatísticas do governo, Cabo Delgado conta com cerca de 11 mil cabeças de gado bovino, mais de 700 mil de gado caprino e Ovino, e acima de 2 milhões de aves, além de cerca de 71 mil suínos, e menos de 10 mil caninos.

 

Os bloqueios de estradas no Benim por opositores do Presidente Patrice Talon estão a atrasar o transporte do material para as eleições presidenciais de domingo. A informação foi avançada ontem pela Comissão Eleitoral, citada pela Lusa.

Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Autónoma, Emmanuel Tiando, em declarações à agência de notícias AFP, “houve bloqueios de estradas nas principais estradas do norte e pode ser que haja assembleias de voto que não abram amanhã às 07:00 (hora local) devido à chegada tardia deste material eleitoral”.

Para Emmanuel Tiando “não há razão para que esta eleição não aconteça” e que o material continua a ser transportado para os diversos locais.

Até ao meio-dia de ontem no norte do país, segundo a fonte, o material eleitoral ainda não tinha chegado. Os manifestantes protestam contra o actual Presidente do Benim, recandidato ao cargo e acusado pela oposição de ter confiscado o voto e de a ter impedido de participar nas eleições, escreve o Notícias a Minuto que cita a Lusa.

Desde terça-feira que habitantes de várias cidades do centro e do norte do país bloquearam centenas de carros e transportes, erguendo barreiras nas estradas em direcção ao norte do país e ao Níger.

Na quinta-feira, o exército começou a intervir nas ruas, desmontou os bloqueios de estradas e limpou o caminho, inclusive com armas de fogo, registando-se a morte de pelo menos dois civis.

Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou para que todas as partes garantam que as eleições de domingo “se realizem de forma transparente, credível e pacífica”.

Este sábado, de acordo com fontes ouvidas pela AFP, um bloqueio de estrada foi erguido novamente na cidade de Tchaourou, local de nascimento do ex-presidente Thomas Boni Yayi e opositor de Patrice Talon.

Os camiões da Comissão Eleitoral devem, portanto, percorrer um caminho alternativo para chegar ao norte do país, atrasando a entrega do material eleitoral.

Cerca de 5,5 milhões de eleitores são esperados nas urnas do Benim no domingo.

 

O director-geral da Organização Mundial de Saúde desaconselha que países celebrem acordos bilaterais para a aquisição de vacinas contra a COVID-19 porque, além de desigualdade na distribuição e incentivo do nacionalismo das vacinas, os imunizantes podem ser usados para fins políticos.

Numa conferência de imprensa realizada ontem em Genebra, na Suíça, o director-geral da Organização Mundial de Saúde alertou que acordos bilaterais podem levar a uma maior injustiça na distribuição e na escassez de doses de vacinas.

Segundo Tedros Adhanom, acordos bilaterais para a aquisição de vacinas contra o novo Coronavírus aumentam o nacionalismo e o uso de vacinas para fins políticos.
O director-geral da OMS foi secundado pelo presidente executivo da Aliança das Vacinas, o epidemiologista Seth Berkley, também presente na conferência de imprensa online.

Para Seth Berkley, sempre que é feito um acordo bilateral para a compra de vacinas há menos doses distribuídas equitativamente, por isso, é preciso haver mais solidariedade.

As negociações bilaterais para a aquisição de vacinas contra a COVID-19 aumentam à medida que diferentes países procuram formas de imunizar as suas populações de forma mais célere, no meio de uma pandemia cujo fim é ainda uma incógnita.

Há meses, a União Europeia, por exemplo, denunciou atrasos nas entregas de remessas de vacinas.

Neste contexto, e pressionado pela impaciência e críticas da sua população, Berlim, capital da Alemanha disse que iria iniciar discussões bilaterais com Moscovo, capital da Rússia, para uma possível compra da vacina Sputnik V, se esta fosse aprovada pelo regulador europeu.

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