A ponte metálica sobre o rio Revuè, ao quilómetro 33 da Estrada Nacional N260, que liga Chimoio ao distrito de Sussundenga, voltou a ceder na manhã desta quarta-feira, seis dias depois da reabertura condicionada do tráfego pela Administração Nacional de Estradas (ANE).
O incidente ocorreu quando um camião basculante, carregado de areia, ficou imobilizado durante a travessia, provocando danos numa parte da estrutura metálica, que ficou desnivelada. A circulação rodoviária voltou a ficar comprometida, causando constrangimentos aos passageiros e transportadores que utilizam regularmente aquela via.
Os passageiros que fazem o trajecto Chimoio–Sussundenga–Mossurize enfrentam longas esperas, sendo obrigados a atravessar a pé o troço da ponte e a pagar valores mais elevados pelo transporte. Por sua vez, os operadores de transportes semicolectivos dizem estar a acumular prejuízos devido à interrupção da circulação.
A ponte tinha sido reaberta a 29 de Outubro, após cerca de 15 dias de interrupção, na sequência da substituição de uma escora lateral danificada e da montagem da viga superior. Na altura, a ANE autorizou a passagem de veículos com peso bruto até 30 toneladas, mantendo o tráfego condicionado enquanto decorriam outros trabalhos de manutenção.
Segundo informações da Delegação Provincial da ANE em Manica, ainda estavam previstos trabalhos de reaperto dos parafusos em todos os tramos da ponte e a montagem de uma passadeira para peões. Os veículos pesados com peso bruto superior a 30 toneladas deveriam utilizar as vias alternativas de Dombe e Inchope ou de Cadeado e Manica.
O novo incidente volta a colocar em causa as condições de segurança e resistência da estrutura, bem como o cumprimento das restrições de peso estabelecidas pela ANE.