O Presidente da República, Daniel Chapo, foi homenageado, esta quinta-feira, na Cidade da Matola, Província de Maputo, em reconhecimento do seu contributo para a promoção da paz, do diálogo e da reconciliação nacional, através das iniciativas que têm desenvolvido com vista à construção de entendimentos, ao fortalecimento da confiança e à consolidação da unidade entre os moçambicanos.
A homenagem ao mais alto magistrado da Nação ocorre no âmbito da Conferência Nacional Inter-Religiosa, subordinada ao lema “Clamando por 50×50 Anos de Paz”, que reúne diferentes confissões religiosas em torno da promoção da paz e da convivência harmoniosa no país.
Na ocasião, o Chefe do Estado destacou o papel fundamental das confissões religiosas na consolidação da paz e na promoção da convivência harmoniosa entre os moçambicanos, defendendo que a paz não deve ser apenas celebrada como uma conquista histórica, mas construída e protegida diariamente por todos os cidadãos.
Daniel Chapo apelou aos líderes religiosos para que assumam um papel activo na promoção do diálogo, da tolerância, do perdão e da reconciliação, contribuindo igualmente para o fortalecimento do Diálogo Nacional Inclusivo e para a reconstrução da confiança entre os cidadãos, as comunidades e as instituições do Estado.
“Uma questão que consideramos central para o futuro de Moçambique é o papel das confissões religiosas no Diálogo Nacional Inclusivo, um processo genuinamente moçambicano que representa uma oportunidade histórica para enfrentarmos, com coragem e responsabilidade colectiva, algumas das causas estruturais que têm alimentado a desconfiança, a instabilidade e os conflitos no nosso país, particularmente desde a realização das primeiras eleições multipartidárias, em 1994. De 1994 a 2024 são 30 anos de democracia multipartidária. De cinco em cinco anos realizamos eleições, mas não tivemos nem uma única eleição que terminou sem conflitos”, afirma o Chefe do Estado.
O Presidente da República sublinhou, ainda, que a paz duradoura exige o combate à violência, à intolerância, às desigualdades sociais e à exclusão económica, tendo defendido o envolvimento de todos os sectores da sociedade na construção de um país onde as diferenças sejam transformadas em força para o desenvolvimento e a prosperidade partilhada.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado chamou igualmente a atenção para a necessidade de combater os discursos de ódio, a desinformação e a propagação de rumores, sobretudo nas redes sociais, exortando as lideranças religiosas a promoverem uma comunicação responsável, assente na verdade, no respeito pela dignidade humana e na resolução pacífica de divergências.
“Esta mensagem merece a nossa atenção, porque a violência nem sempre começa com armas ou agressões físicas. Muitas vezes, começa nos preconceitos que alimentamos, nos julgamentos que fazemos e nas palavras que pronunciamos, quando excluímos, humilhamos ou retiramos dignidade àqueles que pensam de maneira diferente de nós”, anota.
A Conferência Nacional Inter-Religiosa, promovida pelo Movimento Moçambique Primeiro, constitui uma plataforma de reflexão e mobilização das comunidades religiosas em prol da paz, da unidade nacional e da reconciliação, num momento em que o País procura consolidar os entendimentos políticos e fortalecer a coesão social.
Ao encerrar a sua mensagem, Daniel Chapo – que tem destacado, em quase todas as suas intervenções públicas, a importância do diálogo, do amor, da união e da solidariedade – reafirmou que o maior legado a transmitir às futuras gerações não é apenas um país sem guerra, mas uma Nação onde a diversidade enriquece, a justiça une e cada moçambicano acredita no futuro com confiança e esperança.
“Que a vossa palavra seja sempre um instrumento de esperança, que a vossa autoridade moral esteja ao serviço da dignidade humana e que a vossa acção ajude a transformar a paz numa realidade vivida por cada família moçambicana”, apelou o Presidente da República aos líderes religiosos.