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EUA elevam alerta de viagem para o quénia devido ao ébola e à insegurança

Os Estados Unidos da América elevaram o nível de alerta de viagem para o Quénia, de dois para três, recomendando aos cidadãos norte-americanos que reconsiderem deslocações àquele país da África Oriental, devido aos riscos associados ao surto de Ébola e à situação de segurança. A actualização, divulgada a 19 de Outubro, aponta igualmente para ameaças relacionadas com a criminalidade, raptos, terrorismo, agitação civil e segurança rodoviária.

 

Washington mantém o alerta de nível quatro, o mais elevado, para determinadas zonas, incluindo os bairros de Eastleigh e Kibera, na capital, Nairobi, bem como áreas de vários condados, para as quais desaconselha todas as viagens.

 

Entretanto, as autoridades sanitárias quenianas anunciaram que o número de casos de Ébola no país subiu para oito, depois de uma pessoa que se encontrava em quarentena ter testado positivo. O paciente foi identificado como um acompanhante de doentes, de 49 anos, que prestou cuidados ao primeiro caso confirmado no país.

 

Segundo o director-geral do Ministério da Saúde do Quénia, Patrick Amoth, os indivíduos em quarentena estão a ser submetidos a testes sempre que apresentam sintomas. O responsável acrescentou que seis dos outros pacientes se encontravam estáveis, após receberem tratamento de suporte.

 

As autoridades identificaram cerca de 130 pessoas que tiveram contacto com o primeiro paciente, incluindo profissionais de saúde. Deste grupo, 128 permaneciam em quarentena, na sequência da morte do primeiro caso, registada a 5 de Outubro.

 

O primeiro paciente era um cidadão queniano de 40 anos que viajou da República Democrática do Congo, passando pelo Uganda, antes de chegar ao Quénia, a 3 de Outubro. Dois dias depois, morreu num hospital de Nairobi.

 

O Ébola é uma doença altamente contagiosa, transmitida através do contacto directo com o sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas, bem como com materiais e superfícies contaminados.

 

Apesar do aumento do número de casos, as autoridades sanitárias quenianas afirmam não existirem evidências de transmissão comunitária alargada e garantem que estão em curso medidas de contenção. O Ministério da Saúde considera que o risco para a população em geral permanece baixo.

 

O alerta norte-americano surge num momento em que o Quénia procura reforçar a vigilância sanitária e tranquilizar a população e os visitantes internacionais quanto à evolução do surto e às condições de segurança no país.

 

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