A Libéria concordou em receber até 1.200 pessoas deportadas dos Estados Unidos da América, no âmbito de um acordo migratório estabelecido com a Administração de Donald Trump.
As autoridades liberianas anunciaram, esta terça-feira, que os deportados serão acolhidos ao longo de um ano. O primeiro grupo, composto por 20 pessoas, deverá chegar ao país na quinta-feira.
O Ministro da Informação da Libéria, Jerolinmek Piah, explicou, em conferência de imprensa realizada em Monróvia, que entre os deportados estarão cidadãos ou nacionais de países africanos e do hemisfério ocidental, desde que estejam clinicamente autorizados a viajar.
O acordo faz parte de uma política mais ampla da Administração norte-americana destinada a combater a imigração ilegal. Nos últimos meses, os Estados Unidos estabeleceram acordos com vários países africanos para receber pessoas deportadas que não são necessariamente nacionais desses países.
Especialistas levantam, contudo, preocupações sobre a possibilidade de alguns deportados estarem abrangidos por ordens de protecção emitidas por juízes de imigração norte-americanos, que impedem o seu regresso aos países de origem por razões de segurança.
Questionado sobre esta matéria, Jerolinmek Piah não esclareceu se algum dos deportados que deverão ser enviados para a Libéria possui uma ordem de protecção.
O governante afirmou ainda que os cidadãos transferidos poderão solicitar asilo na Libéria depois da chegada ou abandonar o país quando assim o entenderem.
Em contrapartida, os Estados Unidos prestarão apoio à Libéria na gestão do programa e no reforço do seu sistema migratório.