A Primeira-Ministra, Benvinda Levy, defende o fortalecimento do mercado segurador moçambicano, como forma de garantir maior protecção aos cidadãos, empresas e investimentos face aos riscos associados às mudanças climáticas e à transformação da economia nacional.
Benvinda Levy afirma que Moçambique está particularmente exposto a ciclones, cheias e secas, fenómenos que provocam impactos significativos nas comunidades, empresas, agricultura, infra-estruturas e meios de subsistência.
A Primeira-Ministra falava durante um encontro sobre o sector segurador, onde destacou igualmente as oportunidades de investimento existentes no país, sobretudo nas áreas de energia, recursos naturais, agricultura, transportes e infra-estruturas.
Segundo a governante, a concretização sustentável destes investimentos requer mecanismos adequados de gestão e transparência de riscos, bem como um mercado segurador sólido, profissional e inovador, capaz de responder às exigências de uma economia em transformação.
Benvinda Levy sublinhou que o Governo tem vindo a reforçar o quadro institucional do sector financeiro, considerando que instituições fortes, mercados transparentes e uma supervisão eficaz são fundamentais para garantir a confiança dos cidadãos, empresas e investidores.
Neste contexto, destacou a criação e consolidação da Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensão de Moçambique, considerando-a um passo importante para o reforço da supervisão, estabilidade do sector, protecção dos consumidores e desenvolvimento de um mercado segurador mais moderno e resiliente.
A Primeira-Ministra apontou igualmente o papel da Associação Moçambicana de Seguradoras e da recentemente criada Associação Moçambicana de Mulheres em Seguros no reforço do diálogo, cooperação e concertação entre os diferentes intervenientes do mercado.
Para Benvinda Levy, instituições fortes, supervisão eficaz e um sector privado responsável são indispensáveis para enfrentar os desafios actuais e aproveitar as oportunidades futuras.
Sector segurador regista crescimento
A Primeira-Ministra destacou ainda os progressos registados pelo mercado segurador moçambicano e o seu crescente contributo para a economia nacional.
Actualmente, o sector integra 23 seguradoras, uma microseguradora, uma resseguradora, oito entidades gestoras de fundos de pensões, 201 corretoras e 37 agentes, apresentando uma estrutura diversificada.
Em 2025, a produção global do sector atingiu cerca de 24,6 mil milhões de meticais, correspondente a uma taxa de penetração de aproximadamente 1,6 por cento.
No primeiro semestre de 2026, a produção de seguros ultrapassou 12,2 mil milhões de meticais, situando-se acima do registado no período homólogo anterior.
Para Benvinda Levy, estes indicadores demonstram que o mercado segurador moçambicano está em processo de desenvolvimento e profissionalização, com capacidade crescente para proteger cidadãos, apoiar empresas e promover o investimento.