Quatorze candidatos disputam a Presidência da Zâmbia nas próximas eleições, numa corrida em que o actual chefe de Estado, Hakainde Hichilema, parte como favorito à conquista de um segundo mandato.
Entre os principais adversários está Brian Mundubile, líder da oposição, que acusa as autoridades de terem condicionado a campanha do seu partido. Segundo Mundubile, a oposição enfrentou restrições para realizar comícios e deslocar-se pelo país, enquanto Hichilema teria beneficiado de maiores facilidades para fazer campanha.
O antigo advogado afirma ainda que esteve quatro meses sem passaporte e sem telefone, alegadamente na sequência da apreensão dos seus documentos e aparelhos. Mundubile acusa igualmente a Polícia de interferência nas actividades da oposição e o partido governamental, UPND, de envolvimento em actos de violência durante a campanha.
O líder oposicionista critica também a Comissão Eleitoral da Zâmbia por, segundo afirma, não ter tomado medidas contra o partido no poder perante as alegadas irregularidades.
Hakainde Hichilema chegou à Presidência em 2021, na sua sexta tentativa, ao derrotar Edgar Lungu com uma vitória expressiva. Apesar das acusações da oposição, a expectativa geral é de que o actual Presidente consiga renovar o mandato e permaneça no poder por mais cinco anos.