Mais de 700 jovens foram graduados nesta quarta-feira, nos centros de formação técnico-profissional da cidade de Quelimane, na província da Zambézia, numa cerimónia orientada pelo ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse.
Na ocasião, o dirigente defendeu uma formação profissional inclusiva como instrumento de criação de emprego, geração de rendimento e promoção do desenvolvimento do País.
A cerimónia ficou marcada pela forte aposta na inclusão social, com destaque para a graduação de formandos com deficiência física, cujas histórias de perseverança deram um significado especial ao evento.
Entre eles estão Detinha Alberto, Angelina Engenheiro, Felícia Sozinho, Altina Victorino e Faustino António, que concluíram com sucesso os cursos de Culinária e Serralharia, ultrapassando inúmeras limitações ao longo da formação. Nos seus rostos, era evidente a satisfação de quem transformou obstáculos em conquistas.
“Valeu a pena frequentar esta formação para aprender uma profissão. Fiz o curso de Culinária, e espero, agora, criar o meu próprio negócio. Tenho uma filha menor, e acredito que, através do auto-emprego, poderei garantir o seu sustento”, afirmou Detinha Alberto, convencida de que a determinação e a fé são fundamentais para vencer as adversidades.
Também Faustino António, recém-formado em Serralharia, acredita que a qualificação lhe abrirá portas para servir à comunidade.
“Não foi fácil, mas consegui concluir o curso. Espero colocar em prática o que aprendi, prestar serviços à comunidade e criar oportunidades de trabalho que beneficiem tanto os clientes como as pessoas que vierem a trabalhar comigo”, afirmou.
Na ocasião, o ministro da Juventude e Desportos defendeu que o acesso à formação técnico-profissional deve chegar a todos os moçambicanos, independentemente da sua condição física ou social, permitindo que cada cidadão adquira competências para produzir riqueza, sustentar a família e contribuir para o desenvolvimento nacional.
“O nosso Governo, liderado pelo Presidente da República, tem demonstrado uma forte preocupação com a formação dos jovens moçambicanos. A formação não deve concentrar-se apenas nas cidades; deve aproximar-se cada vez mais dos jovens, onde quer que eles estejam. Esse é o caminho”, afirmou Caifadine Manasse.
O governante acrescentou que investir na qualificação da juventude representa uma aposta no futuro do país, defendendo que cada jovem formado deve colocar os conhecimentos adquiridos ao serviço do seu próprio desenvolvimento, da sua família e de Moçambique.
A cerimónia terminou com a entrega de certificados e kits profissionais aos graduados. Os 700 novos técnicos deixam, agora, os centros de formação com o desafio de transformar os conhecimentos adquiridos em oportunidades concretas de emprego, empreendedorismo e inclusão social.