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Hospital Provincial de Xai-Xai sem vacinas BCG e com 10 funcionários processados por corrupção

O Hospital Provincial de Xai-Xai enfrenta constrangimentos relacionados com a falta de vacinas BCG para recém-nascidos e com denúncias de alegadas práticas de corrupção, incluindo a venda ilícita de insumos médicos. A situação foi constatada durante uma visita de monitoria efectuada pelo deputado do Partido Podemos, Evandro Massingue, à principal unidade sanitária da província de Gaza.

O Hospital Provincial de Xai-Xai encontra-se sem stock de vacinas BCG, destinadas à imunização de recém-nascidos contra formas graves de tuberculose, e enfrenta ainda processos relacionados com alegados casos de corrupção envolvendo funcionários da instituição.

A situação foi constatada durante uma visita de monitoria realizada pelo deputado do Partido Podemos, Evandro Massingue, àquela unidade sanitária de referência da província de Gaza.

Durante a visita, o parlamentar percorreu diversos sectores do hospital, entre os quais a maternidade, o banco de sangue, a morgue e outros serviços considerados estratégicos para o funcionamento da instituição.

O director do Hospital Provincial de Xai-Xai, Moisés Mubango, confirmou que a unidade sanitária não dispõe, neste momento, de vacinas BCG, necessárias para responder à procura mensal.

Segundo explicou, o hospital necessita de cerca de mil doses por mês e aguarda o respectivo reabastecimento.

“Neste momento não dispomos de vacinas BCG. As nossas necessidades rondam as mil doses por mês e estamos a trabalhar com as entidades competentes para regularizar o fornecimento”, explicou Moisés Mubango.

Paralelamente, a direcção do hospital confirmou a existência de processos envolvendo funcionários suspeitos de participação em esquemas de corrupção, incluindo alegados casos de venda irregular de insumos médicos pertencentes à unidade sanitária.

De acordo com os dados apresentados pela direcção, dez funcionários estão a ser processados, dos quais três foram preventivamente afastados das suas funções enquanto decorrem os procedimentos de investigação.

“Temos dez funcionários com processos relacionados com práticas irregulares. Destes, três encontram-se afastados preventivamente enquanto decorrem as averiguações”, afirmou o director.

Após a visita aos diferentes sectores do hospital, o deputado do Podemos manifestou preocupação com os problemas identificados, sobretudo nos serviços considerados mais sensíveis, como a maternidade.

Evandro Massingue defendeu a realização de investigações aprofundadas para esclarecer as denúncias e apurar responsabilidades.

“São situações graves que merecem uma investigação rigorosa. Estamos a falar de uma unidade sanitária de referência provincial, onde não pode haver espaço para actos que comprometam a qualidade dos serviços prestados à população. Os envolvidos devem ser responsabilizados nos termos da lei”, declarou o deputado.

O parlamentar acrescentou que as denúncias de alegada venda de insumos médicos e os casos de corrupção devem ser tratados com seriedade pelas autoridades competentes, por colocarem em causa o normal funcionamento dos serviços de saúde.

A visita de monitoria do Partido Podemos ocorre numa altura em que várias unidades sanitárias da província de Gaza procuram responder a diversos desafios operacionais, incluindo a reposição de medicamentos e vacinas, bem como o reforço dos mecanismos de controlo interno para prevenir irregularidades.

Entretanto, a direcção do Hospital Provincial de Xai-Xai garante que continua a colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento dos casos em investigação e para assegurar a normalização do abastecimento de vacinas e outros insumos médicos essenciais.

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