O Partido Frelimo defende soluções diplomáticas em relação aos actos de xenofobia contra cidadãos estrangeiros na África do Sul, com destaque para os moçambicanos.
O partido no poder assegura que tem estado a acompanhar com preocupação o problema, que forçou o regresso de centenas de moçambicanos para o país.
Nesse contexto, o porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, explicou que recentemente o Presidente da República, Daniel Chapo, deslocou-se à vizinha África do Sul no mês passado para dialogar com o seu homólogo, Cyril Ramaphosa, em torno do assunto.
Por ser um fenómeno antigo, a Frelimo reconhece que há um conjunto de factores que se devem ter em conta em relação à xenofobia e considera que o fenómeno põe em causa os esforços colectivos do pan-africanismo, da região austral de África e da união do continente.
Guiliche explica ainda que, além do trabalho diplomático que está a ser levado a cabo pelas autoridades governamentais, é preciso que as sociedades moçambicanas e sul-africanas abracem essa causa.
“Há necessidade de compreensão de um maior refinamento sobre o que significa o exercício dos nossos direitos civis e políticos”, anota, sublinhando que, mais do que isso, há uma necessidade de uma maior educação e sensibilização ao nível das comunidades da região.