Severino Ngoenha diz que Moçambique é uma “Grande Selva” seca, e por qualquer rastilho pode pegar fogo. Segundo o académico e Reitor da Universidade Técnica de Moçambique, a reconciliação no país deve incluir África do Sul, potência regional que subjuga a economia nacional
Através de Mementos de Moçambique, Severino Ngoenha uma das mentes panafricanistas da actualidade, traz à memória e problematiza conflitos e caminhos de reconciliação em Moçambique. Usa metáfora de uma guarda chuva que, em princípio, devia cobrir a todos os moçambicanos, mas por alguns motivos, uma parte, aliás, boa parte, continua fora da sombra e está susceptível a inundações sempre que chove ou que a seca sempre faz temperaturas altas.
Ngoenha regressa às negociações dos acordos de Roma e encontra Joaquim Chissano, Presidente da República e da Frelimo, abraçando Afonso Dhlakama, Presidente da Renamo, marcando o fim do conflito que durou 16 anos. Cerca de 35 anos depois, Ngoenha aponta o dedo aos beligerantes e acusa-os de derrotados.
Mementos de Moçambique foi apresentado Ernesto Maguengue e Luís Bernardo Honwana. Os apresentadores chamaram Severino Ngoenha de profeta secular.