O FMI prevê uma trajectória de crescimento económico positivo para a África Subsaariana nos próximos anos. A recuperação gradual das economias da região, impulsionada por reformas estruturais e investimentos estratégicos, sustenta a projecção de um crescimento médio de 4,4% até 2027.
De acordo com o relatório regional do Fundo Monetário Internacional, publicado recentemente, a economia da África Subsaariana deverá crescer 4,3 por cento em 2026 e atingir 4,4 por cento em 2027.
Entre os factores que sustentam esta perspectiva estão a estabilização macroeconómica após períodos de inflação elevada, o aumento do investimento em infra-estruturas e energia, além do crescimento do consumo interno e da urbanização.
Enquanto a economia global deverá crescer 3,1 por cento em 2026 e 3,2 por cento em 2027, os países da África Subsaariana mantêm um desempenho superior, sustentado também pelo dinamismo dos sectores mineiro e energético.
O relatório aponta que, embora os indicadores gerais sejam favoráveis, o ritmo de crescimento permanece abaixo da média de crescimento populacional, estimada em cerca de 3,5 por cento ao ano, o que pode resultar em ganhos reduzidos ou até negativos quando analisado o rendimento por pessoa.
Segundo o FMI, as maiores economias da região, a África do Sul lidera o ranking em valor económico, seguida da Nigéria, Angola, Quénia e Etiópia.