O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta terça-feira, em audiências separadas, representantes de três grandes grupos empresariais internacionais, Sasol, Varun Beverages e Philip Morris International, encontros que serviram para reforçar o interesse destas multinacionais em investir e expandir operações em Moçambique.
As reuniões decorreram em Maputo e centraram-se em oportunidades de investimento nos sectores de energia, indústria alimentar, bebidas e desenvolvimento industrial, num momento em que o Governo procura consolidar a atracção de capital estrangeiro e dinamizar a economia nacional.
Durante a audiência com o Director Executivo da Sasol, Simon Baloi, foram analisados os principais investimentos da empresa no País, com destaque para os projectos ligados ao gás natural e programas de desenvolvimento comunitário.
No final do encontro, Simon Baloi reafirmou o compromisso da multinacional energética com o desenvolvimento económico e social de Moçambique, destacando o avanço da segunda fase do programa de desenvolvimento local, denominado LDA2, avaliado em cerca de 43 milhões de dólares norte-americanos.
O responsável referiu igualmente o projecto PSA, estimado em aproximadamente mil milhões de dólares, destinado ao fornecimento de gás natural à central térmica da CTT, indicando que a empresa aguarda apenas a conclusão das infra-estruturas energéticas para iniciar o fornecimento.
Outro tema abordado foi a construção de um terminal de gás natural liquefeito, considerado estratégico para reforçar a integração energética regional e responder à crescente procura de energia na África Austral.
Já o Director Executivo da Varun Beverages Zimbabwe & East Africa, Vijay Behel, manifestou o interesse da empresa em expandir os seus investimentos para Moçambique.
Segundo o empresário, o grupo pretende investir no sector de lacticínios e fortalecer operações ligadas ao negócio da PepsiCo, incluindo bebidas gaseificadas, água engarrafada e sumos.
“Estamos muito satisfeitos porque o Presidente da República transmitiu-nos que Moçambique está aberto ao investimento. Ficamos encorajados e esperamos iniciar este negócio em breve”, afirmou Vijay Behel.
O responsável explicou que a proposta será submetida aos órgãos de direcção da empresa para mobilização dos recursos necessários à implementação do projecto no País.
Por sua vez, o Director Global de Operações da Philip Morris International abordou com o Chefe do Estado as oportunidades de cooperação e investimento em Moçambique, reiterando o interesse da multinacional em aprofundar relações económicas com o País.
Embora os detalhes do investimento não tenham sido divulgados, o encontro decorreu num contexto de crescente interesse de grupos internacionais pelo mercado moçambicano, impulsionado pelos sectores de energia, indústria e infra-estruturas.
As audiências concedidas pelo Presidente da República reflectem os esforços do Governo na promoção de um ambiente favorável ao investimento privado, industrialização e criação de emprego, num momento em que Moçambique procura posicionar-se como um dos principais destinos de investimento na região austral de África.
Moçambique e Quirguistão reforçam cooperação diplomática e económica
Daniel Chapo recebeu, ainda esta terça-feira, no seu Gabinete de Trabalho, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República do Quirguistão, Zheenbek Kulubaev, num encontro orientado para o reforço das relações diplomáticas, económicas e comerciais entre os dois países.
A reunião decorreu no âmbito da aproximação política entre Moçambique e o Quirguistão, num contexto de crescente interesse do país asiático em expandir relações de cooperação com o continente africano.
Durante o encontro, Zheenbek Kulubaev destacou o papel estratégico da cidade de Maputo como um dos principais centros logísticos e económicos da África Austral, sublinhando o potencial da capital moçambicana para impulsionar o comércio regional e internacional.
O chefe da diplomacia quirguiz descreveu Maputo como uma cidade de “história rica, cultura vibrante e atmosfera única de abertura”, elogiando igualmente o processo de modernização urbana e o desenvolvimento das infra-estruturas portuárias em curso no País.
O governante destacou ainda a liderança do Presidente Daniel Chapo, afirmando que o estadista moçambicano é visto no Quirguistão como “um líder de nova geração”, comprometido com reformas económicas e fortalecimento da independência económica de Moçambique.
Segundo Zheenbek Kulubaev, apesar da distância geográfica entre os dois países, o actual contexto internacional cria oportunidades para uma cooperação bilateral mais próxima e vantajosa.
Neste âmbito, o dirigente defendeu que o desenvolvimento de Maputo como porta marítima estratégica de África e da cidade de Bishkek como importante centro de trânsito da Ásia Central poderá abrir novas perspectivas de interacção económica e logística entre as duas regiões.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Quirguistão considerou igualmente histórica a sua deslocação a Moçambique, sublinhando que o país se tornou o primeiro destino oficial da sua visita ao continente africano.
Segundo explicou, a deslocação enquadra-se numa nova etapa da política externa quirguiz, marcada por maior aproximação estratégica aos países africanos.
Por sua vez, o Presidente Daniel Chapo reiterou a abertura de Moçambique ao aprofundamento das relações de cooperação com o Quirguistão, incentivando o estabelecimento de parcerias nas áreas económica, logística, energética, comercial e de transportes.
As duas partes manifestaram confiança de que os contactos estabelecidos poderão abrir um novo capítulo nas relações bilaterais, criando bases para um diálogo político regular e para o desenvolvimento de iniciativas de benefício mútuo.