Moçambique foi seleccionado para beneficiar de um financiamento de 17 milhões de dólares norte-americanos do Fundo Pandémico, destinados ao reforço das capacidades nacionais de preparação, prevenção e resposta a epidemias e futuras pandemias, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Saúde.
O anúncio foi feito à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra, durante um encontro de alto nível entre a delegação moçambicana, chefiada pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, e responsáveis do Fundo Pandémico, mecanismo internacional criado após a pandemia da COVID-19 para apoiar os países no fortalecimento da segurança sanitária.
Segundo o Ministério da Saúde, a directora executiva do Fundo Pandémico considerou que a selecção de Moçambique representa um reconhecimento internacional dos progressos alcançados pelo País no controlo de emergências de saúde pública e no reforço da capacidade de resposta a surtos e epidemias.
Durante o encontro, Ussene Isse destacou que Moçambique continua entre os países mais afectados por eventos climáticos extremos, situação que tem contribuído para o agravamento de doenças e surtos epidémicos, sobretudo da cólera.
Ainda assim, o governante apontou avanços registados pelo País no domínio da segurança sanitária, entre os quais a aprovação, em 2023, do Plano Nacional de Acção para Segurança Sanitária, a construção e operacionalização de laboratórios de Saúde Pública em todas as províncias e a criação do Centro Nacional Operativo de Emergências de Saúde Pública.
O ministro referiu igualmente a criação da Escola de Saúde Pública e a aprovação do Plano Nacional de Eliminação da Cólera, cujo lançamento oficial deverá ocorrer durante um evento paralelo da Assembleia Mundial da Saúde.
A participação de Moçambique na 79.ª Assembleia Mundial da Saúde insere-se na estratégia de reforço da cooperação internacional no sector da saúde e na mobilização de parcerias para acelerar a modernização e resiliência do sistema nacional de saúde.