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PR promete medidas para aliviar impacto da subida dos combustíveis e alerta para risco global

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que o aumento dos preços dos combustíveis pode tornar-se inevitável devido à escalada de tensões no Médio Oriente, defendendo que Moçambique deverá preparar-se para os impactos económicos dessa conjuntura global.

Falando em declarações públicas, o Chefe de Estado associou a subida dos preços à instabilidade internacional, sublinhando que o país não está isolado dos efeitos do mercado energético mundial.

“Com a guerra entre o Irão, Israel e Estados Unidos, boa parte dos combustíveis sai daquela zona. Mais cedo ou mais tarde, os novos preços vão ter de chegar ao nosso país”, afirmou.

O Presidente classificou a situação como um desafio global, comparável ao impacto da pandemia da Covid-19, e garantiu que o Governo está a monitorar a evolução do mercado para tomar medidas de mitigação.

“É um desafio global, à semelhança do Covid. O Governo tem estado a atualizar a situação diariamente e vamos continuar a acompanhar”, disse.

Governo de Moçambique deverá, segundo o Presidente, adotar medidas para aliviar a pressão sobre o custo de vida, embora sem detalhar quais serão as intervenções específicas neste momento.

O Chefe de Estado apelou ainda ao combate à desinformação em torno dos preços dos combustíveis, defendendo que a comunicação social deve basear-se em fontes oficiais.

“Quando há desinformação sobre este processo, os órgãos de comunicação social devem atualizar com base em fontes fidedignas, que é o Governo da República”, referiu.

Apesar do cenário de incerteza, o Presidente assegurou que o Executivo está a tentar atrasar o impacto imediato das subidas.

“Estamos num processo de controlo para que este assunto possa continuar a ser retardado. Mas enquanto a guerra continuar, não será possível esticar a corda por muito mais tempo”, alertou.

As declarações surgem num contexto de crescente preocupação com o custo de vida no país, especialmente nos setores de transportes e bens essenciais, fortemente dependentes da variação dos preços internacionais dos combustíveis.

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