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Empresários moçambicanos estimam fecho de 240 empresas devido às cheias

Cerca de 240 empresas suspenderam temporariamente as suas atividades na província de Gaza, no sul de Moçambique, devido às cheias que atingem a região desde o início do ano. A situação já afetou mais de 3.000 trabalhadores, de acordo com estimativas da Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

Segundo uma fonte da CTA, este número pode ainda aumentar, uma vez que o levantamento dos prejuízos continua nos distritos afetados. Do total de trabalhadores impactados, cerca de 24% têm vínculos permanentes, enquanto os restantes são sazonais.

Os danos abrangem vários setores da economia, incluindo a agricultura, pequenos negócios e trabalhadores independentes. No entanto, a dimensão total das perdas ainda é difícil de calcular, já que muitas áreas agrícolas permanecem inundadas. A produção agrícola continua sob ameaça, especialmente porque a província ainda enfrenta a época chuvosa e novas inundações em diversos campos de cultivo.

De acordo com dados atualizados a 31 de março pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, a atual época chuvosa já provocou 309 mortes e afetou cerca de 1,06 milhões de pessoas em todo o país desde outubro.

Só as cheias de janeiro causaram pelo menos 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, atingindo mais de 715 mil pessoas. Nos últimos dias, algumas regiões do sul voltaram a registar novas inundações. Já o ciclone Gezani, que passou pela província de Inhambane a 13 e 14 de fevereiro, resultou em quatro mortes e afetou 9.040 pessoas.

No conjunto desta época chuvosa, foram parcialmente destruídas 24.229 casas, enquanto 11.996 ficaram totalmente destruídas e 209.219 foram inundadas. Além disso, 304 unidades de saúde, 109 locais de culto e 764 escolas sofreram danos.

As cheias também tiveram forte impacto no setor agrícola: cerca de 316.267 hectares de cultivo foram perdidos, afetando mais de 371 mil agricultores. Houve ainda a morte de 531.116 animais, incluindo bovinos, caprinos e aves.

Em termos de infraestruturas, registaram-se danos em 9.522 quilómetros de estradas, 51 pontes e 237 aquedutos em todo o país.

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