Pelo menos 484 pessoas morreram de cólera, desde Janeiro deste ano, tendo sido reportado um total de 18 500 casos suspeitos, dos quais 5 300 confirmados, anunciou, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças.
Segundo o director-adjunto de incidentes do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, Yap Boum, citado pela imprensa internacional, a taxa de letalidade aguda da doença é de 2,03%, considerada elevada, e os esforços estão centrados em reduzi-la para 1%.
Actualmente, Moçambique já registou 7 773 casos e 82 óbitos no período acumulado de 3 de Setembro de 2025 a 19 de Março de 2026.
Embora o número de novos infectados esteja a diminuir e não tenham sido registadas mortes nas últimas duas semanas, a situação continua sob vigilância das autoridades de saúde
No caso de Angola, desde que o surto de cólera iniciou, em Janeiro de 2025, o país registava 36 536 casos, dos quais 19 684 em homens e 16 582 em mulheres, segundo dados do Ministério de Saúde reportados a 20 de Fevereiro deste ano.
Já no plano continental, os países mais afectados são a República Democrática do Congo, o Sudão do Sul e a Nigéria.
O Sudão, que declarou o fim do surto a 5 de Março, continua sob monitorização para evitar ressurgimentos, como os registados no Ruanda e no Zimbabwe.
Em 2025, o continente ultrapassou o recorde de infecções, com cerca de 262.300 casos confirmados e 5.900 mortes, acrescenta a mesma fonte.
A cólera, causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados, continua associada a deficiências no saneamento básico e no acesso à água potável, avança a agência noticiosa portuguesa.

