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Mafalda Vasconcelos expõe “o outro lado de vênus” na Fernando Leite Couto

A artista plástica moçambicana Mafalda Vasconcelos estreia-se numa exposição individual, intitulada “O outro lado de vênus”. A exposição será inaugurada, nesta quarta-feira, às 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto.

Para quem já conhecia o universo da artista será a confirmação, mas quem a desconhece poderá descobrir um universo de imaginação, observação e criação à volta do feminino, como o princípio do belo na humanidade. 

Mafalda Vasconcelos apresenta-se agora no seu solo pátrio, com o trabalho a ser apresentado com a curadoria de Yolanda Couto.

O desenho e a pintura a óleo constituem o centro da sua produção. Para a artista, a arte é um exercício de introspecção, um meio de revelar emoções e pensamentos profundos, em diálogo constante com a sua identidade e história. Os seus retratos, vibrantes e íntimos nascem das mulheres da sua família e das suas próprias experiências enquanto mulher, procurando suspender o tempo e criar um encontro silencioso e duradouro com quem os contempla.

Numa leitura à obra de Mafalda Vasconcelos, a escritora Eliana N’zualo constata que “Cada obra traz elementos naturais, como árvores e flores, incorporando materiais orgânicos que ressaltam a conexão íntima entre a Mulher e a natureza”. A exposição remete à figura de Vênus, a deusa da fertilidade, que simboliza não apenas a fecundidade da terra, mas também a fertilidade de ideias e emoções. 

Mafalda Vasconcelos cresceu envolvida por múltiplas influências culturais: europeias, africanas e australianas, que moldaram desde cedo o seu olhar sensível sobre o mundo. O amor pela arte despertou por volta dos 9 anos, de forma íntima e espontânea quando criava as suas primeiras peças, sentada ao lado da sua avó de origem Nharinga, na Zambézia.

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